quinta-feira, 16 de maio de 2013

Como semear Glicínias


Gosto imenso desta época do ano! Para além dos dias soalheiros aprecio as flores a desabrochar, em particular a nossa glicínia que se mostra, a cada ano, mais florida. E sem dúvida que este ano foi um autêntico festival!

Desde 2011, a propósito deste post, os pedidos de sementes não têm cessado de me chegar, e na medida do possível vou tentando corresponder, até porque todos os anos a Glicínia tem dado mais sementes. No entanto, eu não sabia como tratar as sementes, pois a nossa já chegou a casa com cerca de um metro de altura, e não pude transmitir indicações a ninguém, junto com as sementes. Isto mudou este ano, com o esclarecimento de uma jardineira experiente, a Isa, a quem também enviei sementes, e as aguardava desde o ano passado.

Então, segundo a Isa,  é assim...

Quanto ao pormenor de pôr as sementes de molho... prende-se com o princípio de querer acelerar o mecanismo de brotar as raízes e assim nascer mais depressa sem correr tanto o risco de a semente apodrecer sem força para brotar, uma vez que a casca é muito resistente.

As sementes ficam de molho até dobrarem de tamanho... entre 24 a 48h depois semeiam-se em trufa com um pouco de areia e coloca-se o vaso dentro de um saco plástico perfurado para deixar entrar o ar, mas com o cuidado de não deixar a luz do sol incidir direto. (segundo pesquisas que fiz, porque nunca semeei nenhuma glicinia).

Eu vou fazer a experiência e depois informo-a do resultado. Mas como tem resultado com outras sementes, acredito que com esta também resulte.

Pronto! Boa sorte, espero que resulte. 
Até breve!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Eu também fechei a Bertrand


VIA

Na sexta-feira fui ao Shopping. Logo de manhã cedo, mesmo antes das lojas abrirem. Poucas pessoas perambulavam pelos corredores ainda, e os lojistas faziam a limpeza matinal, antes de abrirem as portas. O ambiente era tranquilo, quase silencioso, muito contrário ao habitual.

E de repente, vejo que a Bertrand fechou portas. Atónita, olhei em volta para verificar se me teria enganado na localização da livraria; não, era mesmo ali. Entre aquelas duas lojas e pouco antes da Throttleman. E por falar na Throttleman, onde está ela? Não deveria estar ali?! Também fechou. E a Petit Patapon. E a Benetton.
As lojas fechadas ficam disfarçadas com pósteres gigantes a fazer publicidade a marcas e produtos. Se antes passavam por detectar entre lojas abertas, hoje são tantas lojas fechadas disfarçadas com pósteres que é impossível não reparar.

Mas a Bertrand...  Passamos lá horas; sempre que ia ao Shopping com as crianças tínhamos duas paragens obrigatórias: Imaginarium e Bertrand. Algumas vezes comprávamos livros, outras apenas víamos as novidades e líamos um ou outro livro.
Depois abriu a FNAC. Como se não bastasse a concorrência da livraria do Continente, abriu a FNAC, a gigantesca, com milhares de livros,  e nós sucumbimos como todos os outros. Ocasionalmente ainda entravamos na Bertrand, mas cada vez menos.

Primeiro, foram "abatidas" as Livrarias de rua, agora estão a ser definitivamente exterminadas as pequenas livrarias dos Shoppings, que comprovadamente não são par para as grandes livrarias internacionais. E é triste. As livrarias de rua têm um encanto, uma atmosfera irreproduzível.

É a crise. Sim, já não há tanto dinheiro para gastar nas lojas, as pessoas estão mais pobres.
Mas a Bertrand...  Existe desde 1732, e suponho que o facto de possuir uma longa existência também me encanta e simultaneamente me entristece, por não lhe valer de nada.

Definitivamente, estamos mais pobres.

Tenha uma óptima semana. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Receita para o fim-de-semana: Barrinhas energéticas


Foi com esta desginação que as vi, aqui. O aspecto convenceu-me totalmente, e dada a facilidade de execução não hesitei em testar.
São barras de frutos secos, e são deliciosas. As crianças adoraram, e cada vez que queriam uma, diziam que estavam a precisar de energia!
Muito fáceis de fazer. Uma gulodice saudável. Veja os benefícios dos frutos secos aqui.


Colocam-se os três frutos na liquidificadora e trituram-se até se transformarem numa pasta praticamente homogénea.



Forma-se uma bola com esta pasta, que se estica com um rolo, formando um quadrado. Com uma faca corta-se aos quadrados e coloca-se papel vegetal por baixo de cada barrinha. Guardam-se numa caixa hermética que se esconde muito bem escondidinha! Ou então coloque logo num prato porque vão desaparecer num ápice!

Tenha um óptimo fim-de-semana!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lágrimas de Facebook


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Acho que a expressão popular "lágrimas de crocodilo" na era das redes sociais devia ser actualizada. Proponho "lágrimas de Facebook". O sentido é o mesmo mas adaptado a uma nova tendência. À realidade dos icons e likes. Muito mais fácil do que fingir lágrimas de crocodilo.

Apercebi-me disto a propósito da tragédia que foi o assassinato do estudante, na Queima das Fitas, no Porto. Não me interessam detalhes, que nem eu mesma sei nem quero saber. O que sei porque vi, foi a comoção geral, dos estudantes pela morte estúpida desse jovem, estampada em todo o lado no Facebook. Os elogios à jovem pessoa que ele foi, o pesar, a perplexidade e indignação.

Mas a Queima das Fitas continua. As festas, as noitadas nas discotecas, as bebedeiras. O desfile.

É fácil pôr um like numa mensagem comovida. É fácil fazer um share.

Mas saem do Facebook e a Queima continua. A euforia mantém-se.

Depois de um acontecimento destes, de assassinarem um dos deles, como podem continuar a festejar, como se nada tivesse acontecido? Porque não cancelaram tudo?
Sei, a vida continua! Para quase todos pelo menos, porque para aquele rapaz, pais, familiares e quem o amava realmente, parou. A vida ficou suspensa.
Para esses não há likes nem shares. Poderia haver mais solidariedade neste momento de sofrimento, mas não há icon para isso. 

Entretanto, virtualmente, fazem cara de Facebook. 


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Dia da não-mãe


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No dia da Mãe lembro-me sempre das mulheres que não são mães. Mais exactamente das mulheres que escolheram não ser mães. Tenho um grande respeito e admiração por elas. Claro que eu gosto imenso de ser mãe, poderia fazer aqui  uma longa lista em homenagem à maternidade num piscar de olhos. Mas isso não me impede de reconhecer os motivos que as mulheres não-mães invocam para não terem filhos. E acho esses motivos muito convincentes. Coerentes até.

Eu gosto de coerência. É aquele fio condutor que nos permite viver a vida de forma equilibrada, e sentirmos que a temos, dentro do possível, controlada. E por isso, acho estranho que muitas pessoas pensem que optar por não ser mãe é ser egoísta. Porque estas mulheres escolheram dar prioridade à carreira, ou a elas mesmas. Porque optaram por não ter ninguém dependente delas, em todos os sentidos, e beneficiar com isso. Porque escolheram viver a vida que elas querem.

Se pensarmos realmente sobre isso, as egoístas somos nós. Infelizmente, vejo tantos casos de mães que nem sequer escolheram ser mães, são-no e pronto. Esperava-se isso delas, como seguimento do namoro, casamento, casa e carro. O plano convencional em execução. Outras que escolhem ser mães, como se o filho fosse o derradeiro acessório de moda, depois do iphone4 na mão, ou terrier pela trela, o filho ao colo. Outras porque acham que os filhos solidificam os casamentos. Porém, seja como for, na base de termos filhos há sempre um certo egoísmo; nem que seja apenas uma pulsão natural para realizarmos uma extensão de nós mesmos. Nós é que sucumbimos ao egoísmo.

Admiro a lucidez das mulheres que optaram por não ser mães. E acredito que muitas vezes essa opção lhes trará tristeza e dúvida, pois naturalmente é mais fácil ceder à tendência do grupo, à pressão da sociedade. Admiro-lhes a coragem, porque francamente, estas mulheres são estigmatizadas pela sociedade, por não encaixarem na norma.

Respeito as mulheres que escolheram ser mulheres apenas, e o fizeram de forma deliberada e pensada. Há uma grande coerência nessa escolha de vida.

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Prato para jóias - Faça você mesma


Desde que descobri a facilidade e eficiência da pintura em spray não quero outra!

A Letícia queria um pratinho para pôr as "jóías" dela, na mesinha de cabeceira. Comecei por lhe dar um em louça, mas está-se mesmo a ver que não durou muito tempo.
Entretanto, descobri este no meio de algumas velharias que tínhamos numa caixa; e pensei que sendo em metal, seria adequado para um quarto de menina onde há lutas de almofadas, e eventos do género. Para mais, tinha gravado umas flores pequeninas. Mas estava mesmo em mau estado.


Nada que uma tinta em spray não resolvesse. Fácil e rápido, seca em poucos minutos.

Tenha um óptimo fim-de-semana!