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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Três Plantas Importantes Para Ter Em Casa

 

Hera , via Jardim biz


A hera é uma planta que adoro, acho-a fascinante; seja em vaso, seja a trepar pelas paredes ou mesmo a cobrir o exterior das casas, considero-a um elemento de beleza natural que só por existir dá um enorme upgrade ao espaço. Porém, apenas recentemente soube do poder que possui para reduzir a quantidade de mofo no ar, e aqui no Minho aonde chove praticamente desde o Outono à Primavera é de enorme valia; mas não fica por aí, li já em diversas fontes que ficou provado num estudo que removeu 94% da matéria fecal em 12 horas, habilitando-a assim para ser a planta do quarto-de-banho, por excelência. 

A Espada de São Jorge tem-se tornado imensamente popular nos últimos anos, mas também já concluí que ao notá-la, a maioria das pessoas a possui desconhecendo que é uma grande purificadora do ar, e capaz de limpar as impurezas e energias negativas no ambiente. Não é apenas bonita, é útil também. 

A Palmeira bambu dá um ar tropical ao ambiente, talvez a primeira razão da sua compra, porém é outra planta que a Nasa indicia para limpar o ar; e dizem os especialistas do Feng shuei que também atraí boas energias, harmonia e prosperidade, e que deve ser colocada junto de portas e janelas, para servir de escudo, e como gosta de luz, funcionalmente parecem ser sítios adequados. 

Relativamente a energias podemos acreditar no que faz sentido para nós, o que é bastante relativo e subjectivo, todavia, para mim, o verdadeiro teste é como as coisas me fazem sentir, e eu francamente sinto-me muitíssimo bem em espaços com plantas, seja em minha casa, seja em casas de outros, é aquilo que imediatamente me salta à vista, quando entro num espaço. 

Façam o teste, observem como se sentem perante as plantas e que plantas, é muito interessante descobrir este tipo de coisas.  

segunda-feira, 10 de março de 2025

Preocupações de Jardineira



 


Enquanto estive fora a minha maior preocupação era que as flores desabrochassem e eu não estivesse cá para ver. 

É das primeiras coisas que faço de manhã, ir ao jardim e observar as plantas, as flores, as árvores, os arbustos, um a um. Analiso os estragos feitos durante a noite, e arranjo alguma forma de os remediar. Falo com todos eles, animo-os para ficarem fortes e saudáveis. Mas creio que este ano foi, sobretudo, devido à mudança da terra para os vasos que os narcissos, as tulipas e os jasmins medraram. Estou também a pensar fazer o mesmo com as dálias novas, as que ficaram na terra vão decorar a bordadura como Deus quiser. 

Observar o jardim foi das primeiras coisas que fiz, quando cheguei, e as flores estavam mesmo quase a desabrochar. Podia-se dizer que esperaram por mim, tal como lhes pedi.
A satisfação e alegria que isto me dá! 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

Notícias do Jardim - Inverno

Dálias e Brincos-de-Princesa

Desde que começou a chover, no Outono, que a minha actividade no jardim se reduz ao formato intermitente, dou lá uma saltada ente chuveiradas para fazer qualquer coisa muito rapidamente, porém, estas duas primeiras semanas brindaram-nos com sol, apesar do vento frio, e céu cinzento, alguns dias, que foi o bastante para fazer aquilo que é mais demorado ( e menos agradável) - a limpeza! 

Comecei por cortar, radicalmente, a trepadeira Lanterna-Chinesa, que apesar de dar flor todo o ano, e nesta época isso ser ainda mais preciosa, devido à falta de cor no jardim, por se mostrar um autêntico viveiro de caracóis. Por mais que apanhasse havia sempre mais no dia seguinte! Então o pé ficou, porém reduzido a duas hastes. 
 

Podar a videira e glicínia é sempre uma tarefa que me requer coragem, pois inclui partir os galhos em tamanho transportável, sendo os galhos grossos, essa limpeza é mesmo a parte menos apelativa. Mas em dois dias foi feito! E no final, ao olhar o jardim da sala achei que fazia toda a diferença, ficou mais bonito. 

Voltando atrás. Em Novembro semeei as Ervilhas-de-cheiro, nos rolos de papel higiénico, e deixei alguns no exterior, outros na Lavandaria, estes cresceram demasiado, ficaram muito altos e finos, sem estrutura; há 2 semanas cortei cada pé de ervilha-de-cheiro, acima das primeiras duas folhas e coloquei todos estes pés em água, entretanto já ganharam raiz, assim, quase dupliquei o número de pés desta trepadeira que adoro. Nunca semeei tão cedo estas sementes ( normalmente é no início da Primavera, contudo, segui a dica de uma jardineira inglesa), mas a ideia ao antecipar é que também elas floresçam mais cedo e se prolonguem pelo Verão. Veremos. 

Cortei quatro ramos dos brincos-de-Princesa e enterrei todos num vaso, onde estão a ganhar raízes, excepto um, que permanece murcho, mas vou esperar ainda. 

Cortei também ramos do alecrim, plantei em terra, e estão viçosos. 

Quando as suculentas com flores, que comprei em Dezembro na Feira, para o centro da mesa, começaram a murchar plantei as mais fortes num vaso, já ganharam raízes e já mostram algumas folhas minúsculas a nascer. A ideia é ter as suculentas na Primavera e Verão e no Inverno usar as flores das mesmas para o centro da mesa. Não sei o nome desta suculenta, mas certamente que durante o ano as vou fotografar e partilhar aqui. 

A reter, há plantas que podemos propagar e ter muitas mais a custo zero, como as mencionadas acima, e outras, por exemplo hidrângeas e roseiras, ambas já no jardim bem representadas. 

No Verão de 2024 tivemos poucas dálias, nada que se compare a 2023, então tinha decidido comprar tubérculos de mais dálias, e de mais variedades, o que fiz há cerca de uma semana; a Fam Flower Farm, que se localiza na Holanda, oferece uma escolha vasta e maravilhosa, que esgota cedo, só enviará em Abril mas já estou super entusiasmada com esta aquisição. 

O jardim está muito verde, com a chuva do Minho não poderia ser diferente, e a cor faz-me falta, porém já brotaram da terra os narcisos, jacintos e tulipas, e brevemente aqui e ali voltará a ser colorido. É uma questão de paciência, e algum trabalho, que é aliás a essência da jardinagem! 


quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Dálias- Retirar ou não retirar da terra?

 


Eu sabia que algumas pessoas deixam os tubérculos das dália na terra, e outras que as removem, dizendo que durante a hibernação os ratos podem comê-los, e portanto, fiz eu mesma a experiência no ano passado, início de Outono, quando as dálias já estavam secas, arranquei um pé (que já se tinha multiplicado generosamente), e guardei numa caixa de cartão, coberto com papel grosso. O ideal é com palha, mas não tinha, e o papel grosso funcionou bem. 

No final do Inverno plantei esse pé, no sítio do ano anterior e constatei que à volta os outros tubérculos continuavam por ali, e satisfeita com isso disse para mim que ratos pelo nosso jardim não andariam, devido aos nossos 3 felinos. Estava realmente confiante.

Sucede que rapidamente os tubérculos que passaram o Inverno protegidos na Lavandaria começaram a rebentar, e crescer, enquanto os outros continuavam adormecidos. Rebentaram muito mais tarde, e alguns não nasceram de todo. 

Constatei também que os tubérculos da caixa de cartão, floriram mais cedo, e consequentemente, foram muito mais abundantes na floração.

As dálias continuam a florir e agora deixei os pruridos de lado e  tenho-as cortado para pôr no centro de mesa, mas a isso se deve ao calor tardio do Verão. Contudo, fica provado que retirar os tubérculos das dálias funciona melhor, pelo que este ano assim farei com todos. Entretanto, li uma dica de alguém com 30 anos de experiência a cultivar dálias, que diz que isso deve ser feito após a primeira noite de geada, deixando os tubérculos na terra o máximo, para que se nutram mais, e aguentem bem a hibernação fora do solo, portanto não será para já, mas terei essa atenção. 

Tenciono também adquirir outras espécies, no principio do ano há uma quinta na Holanda que vende variedade diversas e lindíssimas. E está visto que me afeiçoei às dálias. Espero por essa altura partilhar aqui essa aquisição. 

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Notícias do Jardim: A Primeira Dália

 


Há semanas que vejo dálias floridas, mas para minha frustração as nossas flores estão sempre atrasadas, creio que devido à exposição solar limitada, portanto, quando cada flor desabrocha, é dia de festa, para mim. 

Comprei os tubérculos desta na Feira, ao lado estão os tubérculos do ano passado, que desenterrei e voltei a enterrar, no início da Primavera, e estão fortes, viçosos e com imensos botões, muito mais saudáveis do que os tubérculos que deixei na terra todo o ano, era uma experiência que queria fazer. Mas ainda não desabrocharam. Porém, estamos no início de Verão, é só preciso ter paciência, algo que a jardinagem me continua a ensinar. 

quarta-feira, 7 de junho de 2023

"Será que as crianças ainda cheiram as flores?"


 Tirei foto a esta ervilha-de-cheiro com o telemóvel, e partilhei-a no FB, dizendo que o seu perfume me reportava à infância, e perguntando "será que as crianças ainda cheiram as flores?", à qual recebi muitos comentários, deveras interessantes. O que me fez reflectir ainda mais sobre o assunto, e ter vontade de partilhar, mais extensamente, aqui, no blogue. 

Que eu me debruçasse sobre as flores para apreciar os odores não era nada de excepcional, na minha infância todos os fazíamos. Passávamos muito tempo ao ar-livre, grande parte das nossas brincadeiras eram no exterior, nos quintais e jardins uns dos outros, estávamos em contacto directo com a natureza. Toda uma realidade que, praticamente, se extinguiu. 

Actualmente, a vida das crianças faz-se desde cedo entre quatro paredes, a vida profissional dos pais dificulta igualmente a saída para os espaços livres, e as actividades lúdicas principais, senão únicas, passaram a ser virtuais, jogos, vídeos, etc. . E precisamente um dos comentários recebidos dizia "Talvez prefiram cheirar os telemóveis". 

Houve também quem partilhasse vivências infantis alheias, uma criança que acompanhada pela avó comentava o cheiro das flores no ar, e que "cheirava a Primavera", prova de que estes episódios se tornaram raros, e por isso ficam na memória de quem os presencia.

Felizmente, algumas mães comentaram que sim, que os filhos cheiram as flores, mas essas mães são aquelas que as plantam, que as têm em casa, e que também as cheiram. O exemplo é sempre fundamental. 

Para mim, a nossa memória olfactiva é talvez a mais importante, porque no momento em que se activa me transporta ao tempo passado e me provoca as mesmas emoções da época. São memórias muito vivas. Como se estivessem alojadas num comportamento à parte, mais directamente ligado às emoções. No caso, cheirar uma flor permite-nos saber identificá-la, associando o odor ao visual, e realizar uma conexão imediata com o reino vegetal. Por momentos, acontece uma fusão entre nós e a flor, somos unos, e é uma sensação maravilhosa, que causa bem-estar, e propícia sentimentos de alegria e maravilhamento. Não é coisa pouca! 


Finalmente, houve quem comentasse que já não se lembrava de ver Ervilhas-de-Cheiro (pertencem às flores antigas dos jardins, saíram de moda!), e quem tinha semeado sem sucesso. Este é o segundo ano que semeio e com bons resultados. 
Faço assim: Comprei as sementes na Feira, coloquei-as em água de um dia para o outro, para activar a germinação. Dispus 8 rolos de papel higiénico num tabuleiro plástico (de cogumelos)que enchi até meio de terra, coloquei em cada quatro sementes, cobri com mais terra. Deixei o tabuleiro no parapeito da cozinha, do lado de dentro, fui regando, e em poucos dias as plantas nasceram. Deixo-as crescer dentro de casa até atingirem mais ou menos 10 centímetros, aí passam para a terra ou vaso, com rolo e tudo, afinal é biodegradavel. 
Para que produzam mais flores, depois das duas primeiras folhas, corto-lhe o caninho principal,deste modo vai obrigar a planta a crescer 2 "braços" laterais. Das primeiras vezes que o fiz custou-me um bocado, parecia que estava a mutilar a planta, mas na verdade isso fortalece-a, e os resultados são visíveis. 

Espero ter animado alguém, é aliás uma óptima actividade para se realizar com as crianças, se for o caso, garanto que vai valer a pena! 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

O Framboeseiro e o Passarito

 

( Gostava de ter registado a ave na framboeseira, mas não houve tempo, a Ellie entrou em moda caça, e ele voou. Felinos. )

Um dos aspectos positivos do meu trabalho no jardim é proporcionar-me olhar para as Estações com uma maior consciência, resultado da atenção que lhe dedico. Sentir o pulsar das Estações, através da análise que faço ao que morre, cresce, floresce, precisa de ser podado, amparado, nutrido, é permitir-me crescer, amadurecer e envelhecer com o reino vegetal, e tem-me dado uma perspectiva diferente, mais lenta, mais paciente. Maravilha-me. 

Não vale a pena apressar-nos, seguir o ritmo natural da vida deveria ser o nosso normal, mas estamos sempre focados no adiante, no futuro, longínquo ou próximo. A Natureza não tem pressa, vai à sua velocidade, variável creio eu, dependendo de outros factores, porém sempre focada em si mesma, sem pressa. 

Estes dias olhava para a framboeseira, bastante despIda das suas folhas verdes e já com alguns galhos acastanhados, onde se vislumbram ainda aqui e acolá algumas framboesas ( foi tão generosa este ano!), e pensei que talvez pudesse avançar com a sua poda. A verdade é que a framboeseira, alimentada pelo compostor que tem junto, e que fica camuflado longos meses pela sua folhagem, tanto produziu frutos como folhas, e ramos que avançaram pelo passeio impedindo aí a passagem. Queria recuperá-lo, pelo menos durante o Inverno e Primavera. Pensei mas não me precipitei. 

Ontem, ao tomar o pequeno-almoço, vejo um passarinho que voa da videira (onde ainda há um cacho de uvas, que deixo para eles), para o pé das framboesas, e debicar aqui e ali; fiquei tão contente por ver aquela pequena criatura a alimentar-se de algo tão bom (suponho que também tenha papilas gustativas!), que decidi deixar o arbusto a ocupar o passeio enquanto estiver produtivo. Só quando os galhos ficarem todos castanhos, procederei à poda. Tal como se deve, qual é a pressa?! 

Mais info sobre o Rubus idaeus, no Jardineiro.net

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Agricultura Regenerativa - a terra é abundante!


Também a forma como praticamos a agricultura me está a levantar muitas dúvidas e questionamentos. É violenta, não somente para a terra, com produtos nefastos, técnicas invasivas e agressivas, como para as pequenas criaturas que vivem nela, e como para o trabalhador, e por isso ninguém quer ter esta profissão. 

Estive na última feira de Esposende e impressionou-me que ali só havia agricultores idosos. E quando deixarem esta vida? Muito preocupante. Mas por outro lado, as pessoas têm direito de escolher um modo de vida mais fácil. E se isso fosse possível na Agricultura? Começo a pensar que sim, é possível. 

Os procedimentos tradicionais na Agricultura baseiam-se em ideias de dificuldade, dedicação total e constante, e falta! Falta de tudo, inclusivamente de dividendos que possibilitem uma vida tranquila.

Isto reflecte a ideia promovida globalmente de "falta". Porém, o planeta é abundante, leio constantemente comentários dos meus "amigos" que se dedicam ao cultivo, a dizerem "aquilo nasceu ali sozinho", e por outro lado sei que naqueles países onde as colheitas são constantes ou bi-anuais, é onde mais fome se passa. Existe aqui um contra-senso que não tem explicação senão nisto: a narrativa da falta foi e é promovida, constantemente, e isso reflecte-se no inconsciente colectivo.

Em vários vídeos que vi do Canal no YT, Epic Garden, ouvi testemunhos de pessoas que em espaços mínimos conseguem cultivar metade do que a família consome, numa família de 5 chegava até aos 85%. Uma das senhoras dizia que trabalhava no quintal apenas 4 horas por semana. Um outro, demitiu-se do emprego para se dedicar ao cultivo do seu espaço, de forma não só a prover a família mas também a retirar dividendos que lhe permitam viver. O que têm em comum estas pessoas? Fazem agricultura de forma diferente, com outras técnicas, mais respeitosas com a terra e o meio ambiente, em colaboração com outros seres que também vivem na terra. E como essa nova atitude é linda a natureza recompensa-os. 

É pois, possível, cultivar a terra com sucesso, de forma facilitada, em comunhão com o reino animal e vegetal, e ter abundância. 

Mais vídeos inspiradores aqui, aqui e aqui.   

terça-feira, 19 de julho de 2022

Semear ervilhas-de-cheiro

 


Uma forma muito prática de semear é colocar as sementes no rolo de papel higiénico, num tabuleiro, este era de cogumelos, e ir regando até terem 2 folhas, e passar para a terra, assim mesmo, com o papel. 

Fiz isso no início da Primavera, deixei na lavandaria, mas como estava frio demoraram a brotar, ao contrário destas, que em poucos dias se apresentaram prontíssimas para serem transplantadas. Estou a contar com o calor do Verão para promover o crescimento e florescimento ainda estas próximas semanas das maravilhosas e perfumadas ervilhas-de-cheiro.


 
Outra dica, que posso deixar, conclusão desta minha primeira experiência; não semeei todas as sementinhas, achei que eram demasiadas, mas foi erro. Quantos mais pés de ervilhas-de-cheiro nascerem, melhor, a profusão de flores tornar-se-à a sensação do jardim! 

Já estou a colher as ervilhas com as sementes, para o ano conto semear muitas mais. 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

A primeira dália



Não sei exactamente quando me encantei por estas flores, mas acho que me lembro da página, de um jardineiro inglês galardoado, num daqueles programas sobre jardinagem, que se faz no Reino Unido, onde o amor pelo jardim justifica concursos deste género. Em criança lembro-me de ver dálias um pouco por todos os jardins, mas entretanto, foram desaparecendo, e surgindo outras flores, a moda também dita tendências na floricultura. Mas está claro que não quero saber disso. 

Supostamente, as dálias deveriam florir em Julho e Agosto, e eu estava preparada para essa longa espera, quando plantei os tubérculos, em Fevereiro. Mas, surpresa das surpresas, quando as Hortênsias dos vizinhos já estão floridas há semanas, e as nossas ainda a crescer, as dálias começaram a florir! A natureza tem destas coisas, é imprevisível, ou talvez melhor, tem vontade própria.

Ao ver o primeiro botão a crescer, e a desabrochar, segui-o diariamente, é aliás, a primeira coisa que faço ao acordar, mesmo antes de tomar o pequeno-almoço, vou ao jardim ver as novidades, porque durante a noite acontecem coisas. Ó sim, e nem sempre boas. 

Vou puxar agora dos galões e dizer que se não fosse o meu desvelo, esta flor nunca chegaria a existir; tenho lido comentários, na pág. do Insta que sigo, de muitas jardineiras a lamentarem a perda total das dálias. Mas eu, cuidei das dálias como de crianças, por assim dizer, alimentei, aconcheguei, protegi, guiei, falei com elas e animei-as. Assim que brotaram da terra coloquei-lhes, durante a noite, as campânulas improvisadas de garrafas de refrigerantes; quando ficaram grandes demais, plantei entre as dálias, as chamadas plantas defensivas, sálvia, caril, lavanda, etc. ,cujos odores repelentes, supostamente, controlam as pragas. Mas quando nada pareceu resultar, fui todas as noites (mesmo com chuva!) inspeccionar as dálias com a lanterna, à procura de lesmas e caracóis, que pelos vistos as adoram e devoram sem piedade, e, sem exagero, recolhi centenas! 

Por fim, adubei-as, e orientei-as com estacas, porque de facto o peso das flores fazem com que tombem. 

Portanto, estas dálias são resultado da vontade de nascer, de se realizarem, com o cuidado que lhes foi prestado. E valeu tudo. 

Todas as manhãs as observo encantada, e lhes conto os botões, plantei 9 tubérculos, e há, para já, 24 flores em progresso. Confesso que me custa muito cortá-las, mas espero ter suficientes para pôr em jarras no centro da mesa, é também outra forma de as admirar, e desfrutar da beleza do jardim. 

Para quem não possui jardim, as dálias também se podem cultivar em vasos. Fica o desafio! 

terça-feira, 3 de maio de 2022

Louceiro de Primavera

 

A amarilis desde que veio para dentro floresceu rapidamente

Estava a sair da sala e olhei para trás, sem razão alguma, e fiquei parada a admirar o louceiro, achei-o, realmente, primaveril, e fez-me sorrir.

Se calhar um bocado demais. Ou se calhar, no que toca a flores e plantas "demais" não existe, ou é relativo. 

Como a máquina fotográfica estava ali ao lado, tirei uma foto. 

terça-feira, 19 de abril de 2022

Vício de jardinar


Dia em que eu não passe, pelo menos uma hora no jardim, é dia incompleto. Estou sempre a pensar quando terei um tempo livre para trabalhar nele mais um pouco. Uma hora no mínimo, senão nem vale a pena. E há sempre tanta coisa no jardim para fazer! Antes de me dedicar a ele, seriamente, achava que jardinar era comprar as plantas no horto, transplantá-las para os vasos, e regá-las.  Também pensava que a época para fazer isto, era quando o tempo estava bom, e precisamente quando as flores já tinham desabrochado. Ou seja, era sempre tarde para semear ou plantar bolbos. 

O jasmim liberta um odor maravilhoso, crescerá e será trepadeira.

Agora percebo que se jardina todo o ano, de uma estação para outra, pois o jardim de que se desfruta no momento foi trabalhado na estação anterior. Que fazer frio não é desculpa para trabalhar, e que mesmo em dias de chuva há abertas, frequentemente, que se podem aproveitar. 

Percebo agora que dedicar tempo, diariamente, ao jardim me permite acompanhar as plantas, e descobrir atempadamente uma praga que começa a notar-se, um broto que está a ser devorado por caracóis nas suas ceias nocturnas, uma planta que não se desenvolve, etc., e agir para remediar as situações; no início as pragas são mais fáceis de eliminar, até pode ser à mão, um a um, o broto pode ser protegido, por uma garrafa de água, cortada na base que funciona como redoma, e a planta estagnada pode mudar de lugar. Porque as plantas podem mudar-se de lugar, até encontrarmos aquele que mais lhe agrada, e também a nós, que era algo que eu desconhecia. 

Como eu não mato os caracóis e lesmas, tenho por vezes no jardim uma comunidade que prolifera a números preocupantes, nesses momentos apanho-os para dentro de um saco, onde já coloquei uma folha de alface, ou outro vegetal, e vou libertá-los num jardim público, que não tem flores, só relva e prado. Acho que assim ninguém sai prejudicado. No início contava-os, mas depois de 100 desisti😏

Por me ter adiantado no Inverno a plantar e semear, tenho acompanhado o crescimento das plantas e flores, e isso é outra das alegrias dos jardineiros, ver aquele pontinho verde a furar a terra, a despontar entre o solo castanho, é um momento diário que proporciona grande satisfação. Quando a dedicação dá frutos, é normal sentirmo-nos recompensados. 

Claro que há momentos de frustração, quando os bolbos não nascem de todo, por exemplo; 25% dos narcisos e tulipas que plantei não nasceram, todavia, os bolbos pareciam saudáveis.


Também me irrita sobremaneira ver que nos jardins ingleses (do Istagram) já estão todos em flor, e os meus estão ainda a rebentar, na sua maioria; mas, afinal o nosso clima não é suposto ser mais ameno e propício?! 

A propósito, tenho estado a seguir uma série inglesa dos anos 90, sobre jardins, e fico siderada, maravilhada, até embasbacada a ver aqueles jardins, bordaduras, paredes de casas e muros, tão maravilhosamente verdes, e floridos, com vasos e potes de diversos feitios e materiais, amontoados junto às portas, umas vezes muito cuidados, outras completamente selvagens, a crescerem naturalmente, com uma beleza perfeita. E as casas? De tijolo vermelho e madeira, com telhados de colmo, tectos baixos, cozinhas deliciosamente ultrapassadas, onde as modas nunca entraram, resguardando os tachos de cobre resplandecente, pendurados, os AGA poderosos, as chaleiras e bules de chá, e cancelas imperfeitas e caminhos terrosos. 

Cenários de encantar, e nunca tive tanta vontade de viajar para Inglaterra, senão agora para visitar aquela Inglaterra rural e tradicional, repleta de jardins! Mas teria de ser fora de todos os requisitos turísticos, sem pressas, para cirandar por aquelas vilas e aldeias sem restrições. É curioso dizer isso, agora, "sem restrições"...  

Por vezes, volto atrás e revejo a cena, uma, duas, três vezes, para admirar aqueles cantos que são cenários para a história que se conta, e que me importa realmente menos. A série é MidSummer Murders😁, e sim, só os jardins e as casas me interessam ali. 

Acompanho no YT jardineiros, leio livros sobre o assunto, e sigo no Pinterest uma série de quadros inspiradores; tornei-me num caso sério da jardinagem. Nunca pensei, mas a jardinagem é uma actividade tão compensadora, e até terapêutica, pois o tempo que se passa nela é de enraizamento, de foco, de meditação e ligação à natureza. Até nos momentos em que descubro um insecto que nunca vi antes, em volta de uma planta nova, me deixa maravilhada, para não mencionar as abelhas, que amo de paixão, e adoro vê-las e ouvi-las, no meu jardim. 

Se ainda não se renderam a esta actividade, aconselho a que experimentem; comecem por comprar sementes e usar vasos. Uma varanda serve, não havendo espaço. Verão quão rápida é a recompensa, e o gosto rapidamente cresce, por um passatempo que tem tudo de benéfico.   

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

"Jardinar salvou a minha vida"

 
 
Estou perfeitamente convencida que todas as actividades que envolvam a natureza promovem o nosso bem-estar, e de suma importância agora - o nosso sistema imunitário, jardinar é uma dentre diversas possibilidades. 

Este senhor testemunha como o empenho e trabalho que dedicou ao seu jardim o ajudou de forma fundamental, a recuperar a sua vida, mas creio que para qualquer pessoa poderá ser uma terapia que proporciona vários dividendos. 
 
Activem as legendas, se precisarem, e inspirem-se! A mim inspirou, já vi o vídeo algumas vezes. Magnífico. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Como propagar hydrangeas/hortênsias

 

Via Revista Jardins

Na época das podas podemos aproveitar para aumentar os pés de plantas que temos, em vez de gastarmos dinheiro no horto desnecessariamente, como é o caso das hydrangeas; no ano passado fiz com 3 pés de um ramo que me deram, frescas, estiveram na jarra primeiro, e depois lembrei-me de as plantar num vaso, e 2 pegaram, estão muito verdes e saudáveis. Mal posso esperar para vê-las floridas, porque as flores são diferentes destas mais vulgares, como a da foto, que também tenho em branco e cor-de-rosa.

É muito fácil, "basta cortar um raminho do crescimento do último ano deixando apenas um par de folhas, mergulhar a base num pó de enraizamento e envasar com um pouco de substrato*."

O pó de enraizamento é uma hormona que se compra nas lojas agrícolas/jardinagem,  mas, li algures, também existe uma opção bio e económica, que é mergulhar o pé em canela em pó. Curioso, não é?

Não tem mesmo nada que saber, é só mesmo fazer.  


* Para mais dicas de quem sabe da poda, literalmente, ver aqui.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

A aura das árvores e plantas

 

Via
 

Nesta época, as árvores que em linha, junto à avenida do Parque mesmo ao lado cá de casa, mostram-se totalmente despedidas com os seus galhos secos, quais braços dançando ao vento, em harmoniosos gestos ao luar. É lindo de se ver, mês após mês, aquela metamorfose da natureza. Digo-me sempre que as deveria fotografar, pelo menos uma vez na semana, mas as estações passam e não o faço, apenas as observo, cada dia, todos os dias, sentindo-me mesmerizada, privilegiada com a visão daquela paisagem. Por vezes, juro que quase sinto uma ligação a elas, como se comunicássemos a nível de alma. Parece loucura, mas li recentemente que as plantas têm aura, e que durante a noite a aura aumenta até três e quatro vezes o seu tamanho; portanto, imaginem o tamanho da aura de uma tília! Devo conseguir tocar-lhe com a mão estendida, quando as árvores expandem a aura nocturna. 

E qual a utilidade da aura das plantas? Dizem que para limpar, curar e energizar. Por isso faz todo o sentido trazê-las para dentro de casa, sobretudo porque no exterior há cada vez menos e ao invés, estamos rodeados de alcatrão e cimento. Precisamos de nos ligar à Natureza, agora e mais do que nunca é vital que o façamos. Há uma conta no Instagram que sigo só por ser uma casa cuja habitante é viciada em plantas, não há um cantinho livre, e porém ela não pára de adicionar mais uma. É uma casa maravilhosa!


Podem ver mais aqui:
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Com propagar hydrangeas/hortênsias

Estamos na estação da poda, altura ideal para aproveitar os pés de algumas plantas para as propagarmos. Coisa que é muito fácil, mesmo para quem não entende muito de jardinagem, como é o meu caso, mas compenso pelo gosto. As que usei foram-me oferecidas, e saíram directamente da jarra para o vaso.
Fiz com as hydrangeas no ano passado, em 3 pés pegaram 2, esta semana fiz um um pé de rosas de santa Teresinha. Está muito vivaz, e estou bastante optimista.

Material:
Tesoura de poda
Hormonas sintéticas - ou se quiser ser mais bio: canela em pó
Vaso e terra
Garrafão, ou plástico, para improvisar uma pequena estufa

Como fazer:
Cortar um galho com algumas folhas. Mergulhar o pé da hydrangea na hormona ou canela, plantar no vaso já com uma camada de terra e colocar outra camada por cima, para cobrir bem o caule.
Deixei o vaso a descoberto, e portanto nem foi preciso regar, o Inverno tratou disso, mas se viver em alguma região mais seca, deverá vigiar a rega, e onde caia geada, a parte de cima do garrafão fará uma boa cúpula para proteger a planta. 
 
Para mais dicas de gente entendida, ver aqui!


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Verde

Quanto mais os que me rodeiam constroem paredes, erguem muros e cimentam o solo, mais verde nasce e cresce no meu jardim.

É a vingança da Natureza.
  
1. Glicínia. 2. Vinha 3. Maracujazeiro

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Como semear Glicínias


Gosto imenso desta época do ano! Para além dos dias soalheiros aprecio as flores a desabrochar, em particular a nossa glicínia que se mostra, a cada ano, mais florida. E sem dúvida que este ano foi um autêntico festival!

Desde 2011, a propósito deste post, os pedidos de sementes não têm cessado de me chegar, e na medida do possível vou tentando corresponder, até porque todos os anos a Glicínia tem dado mais sementes. No entanto, eu não sabia como tratar as sementes, pois a nossa já chegou a casa com cerca de um metro de altura, e não pude transmitir indicações a ninguém, junto com as sementes. Isto mudou este ano, com o esclarecimento de uma jardineira experiente, a Isa, a quem também enviei sementes, e as aguardava desde o ano passado.

Então, segundo a Isa,  é assim...

Quanto ao pormenor de pôr as sementes de molho... prende-se com o princípio de querer acelerar o mecanismo de brotar as raízes e assim nascer mais depressa sem correr tanto o risco de a semente apodrecer sem força para brotar, uma vez que a casca é muito resistente.

As sementes ficam de molho até dobrarem de tamanho... entre 24 a 48h depois semeiam-se em trufa com um pouco de areia e coloca-se o vaso dentro de um saco plástico perfurado para deixar entrar o ar, mas com o cuidado de não deixar a luz do sol incidir direto. (segundo pesquisas que fiz, porque nunca semeei nenhuma glicinia).

Eu vou fazer a experiência e depois informo-a do resultado. Mas como tem resultado com outras sementes, acredito que com esta também resulte.

Pronto! Boa sorte, espero que resulte. 
Até breve!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A glicínia está assim

Noticias do nosso jardim:
A  glicínia está assim, florida, verde, exuberante!


Engraçado que um ano após, este post, ainda continue a receber visitantes, comentários e emails com uma frequência que me espanta.
Nunca pensei que esse texto servisse de ponte para que tantas pessoas entrassem em contacto comigo, me contassem coisas sobre elas, me enviassem fotos, e de alguma forma construíssem comigo uma relação.
Engraçado, e gratificante!


E tudo porque temos em comum, o amor ao jardim, em particular esta admiração pela glicínia, uma trepadeira que se tornou famosa com as Donas de Casa Desesperadas.

Como varias pessoas me tinham pedido fotos da nossa glicínia em floração, aqui está!


Linda! E a vida que ela tem atraído ao nosso jardim? O zumbido das abelhas é uma constante, o que muito me alegra, porque essas criaturas maravilhosas, são o meu insecto preferido.



Eu considero esta trepadeira como terapia floral; faz-me tão bem admirá-la!

Em abril é altura para semear:
na horta - abóboras, batatas, beterrabas, bróculos, cenouras, couves, favas, feijão, melancia, nabos, pimentos, rabanetes e salsa.
no jardim - semeie estrelas-do Egito, girassóis e malmequeres. 

Tenha uma óptima semana!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Jardinar é...

Acreditar no futuro.
E macacos me mordam se não acredito que plantar um jardim é acreditar no futuro! Passo a redundância.

Este ano em vez de comprar todas as plantas para transplantar, também semeei algumas. Mexer na terra, deitar-lhe algumas sementes e vê-las brotar é algo me dá muita satisfação. Para além do acto criador há aquele compasso de espera : será que vão germinar? E quando finalmente aquelas pontinhas verdes, tão frágeis, conseguem empurrar a terra, e começam a espreitar eu fico sempre maravilhada. É uma espécie de milagre, não é?!

Porém, já tem acontecido eu sentir-me de seguida muito zangada! Com os pequenos predadores nocturnos, inimigos  ancestrais dos jardineiros, que chegam pela calada da noite e devoram aqueles brotos tenros, sem dó, nem piedade. Por isso, desta vez, adoptei a estratégia divulgada pela Mary, do SimplyForties e semeei primeiro em rolos de papel higiénico, e em caixas de isopor, que guardei na lavandaria. Quando os brotos ficarem mais robustos, transplanto para as floreiras, sendo que os rolos de papel, por serem biodegradáveis, ficarão também enterrados na terra.
- Os coentros já nasceram, e um broto de abóbora já espreita

Março é mês de semear:
na horta: abóboras, alfaces, beterraba, couves, nabiças, espinafres, melancia, melão, pepinos, salsa e tomates.
No jardim: amores-perfeito, cravos, crisântemos, dálias, bocas-de-lobo e chagas.

Mesmo para quem não possui jardim, uma varanda é suficiente,  para albergar algumas ervas aromáticas, um ou dois tomateiros, ou algumas flores. Para quem nunca experimentou, eu garanto, é um passatempo muito compensador!

Até breve!