quarta-feira, 2 de maio de 2018

Bullying entre mulheres

É comum ouvir-se dizer, entre mulheres, que somos menos solidárias do que os homens, fazendo deles nossos exemplos. Porém, de acordo com a socióloga Maria do Mar Pereira*, o relacionamento entre as mulheres caracterizado pela falta de solidariedade, pela competitividade e até agressividade, longe de ser genético, é resultado do que aprendem na família, na escola, nas novelas e no trabalho. Sendo que nestas esferas a desigualdade é real, e terreno profícuo para este tipo de comportamento. Acrescenta ainda que o estudo revela comportamentos masculinos associados aos femininos, quando os homens se encontram em situações de falta de poder. Portanto, não é genético, nem biológico, apenas resultado da desigualdade. 
Resta-nos educar para a igualdade de géneros, e entretanto educar as meninas para a solidariedade entre elas. Começando por nós, mães, sendo companheiras, unidas, promotoras umas das outras, dando assim um exemplo a seguir. 

* In Revista Activa Abril 2018

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Estufado com couscous #vegetariana


Este estufado é delicioso! E tão fácil e rápido de fazer. 

Estufado de legumes com couscous

Ingredientes:
Uma cebola pequena
Um dente de alho
Um tomate maduro
Uma cenoura
Uma courgete
Uma mão cheia de ervilhas-de-quebrar
Seis cogumelos
Meio pimento vermelho
Sal, pimenta, cúrcuma, colorau, coentros em pó
coentros a gosto 
meia lata de leite de coco
Uma chávena de chá de couscous

Como fazer:
Num tacho, colocar um fio de azeite e juntar uma colher de café de cúrcuma, outra de colorau doce, outra de coentros em pó,  e deixar aquecer; acrescentar a cebola e alho picadinhos e deixar alourar. Juntar o tomate cortado aos cubos e o leite de coco; deixar cozer um pouco, e de seguida adicionar a courgete, pimento e cogumelos, cortados em bocados médios. Temperar com sal, pimenta e tapar para cozer alguns minutos, antes de finalizar com as ervilhas, que devem entrar pouco antes de servir. 
Hidratar o couscous com caldo de vegetais quente, ou água quente, até que fique submerso; tapar muito bem com película aderente, cerca de 15 minutos. Soltar com um garfo antes de servir. Decorar com os coentros.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Violência no namoro

Ouvi na semana passada, na Rádio, um estudo sobre a violência no namoro. Com a entrada dos meus filhos na adolescência, este assunto começa a interessar-me ainda mais do que anteriormente.
Parece que os números são preocupantes, e que as queixas são poucas. Pensar-se-ia que o motivo fosse o mesmo utilizado pela falta de queixas na violência doméstica - medo de represálias - porém, dizia a investigadora, a maioria dos jovens parecia não ter percepção da violência a que estavam a ser sujeitos. 
Quando o ciúme é confundido com amor, quando a falta de respeito pela privacidade do outro, é encarada como confiança e intimidade, então tudo passa a ser normal. 
Lastimo que estes jovens não tenham alguém com quem falar, que os possa orientar e alertar para o que está errado. Este desacompanhamento é negligência familiar, e a prova dos noves para a falta de intimidade e comunicação no seio da família. Ou então, pior ainda, reflexo de relações familiares, e elas também nada sadias.
 
Creio que os jovens actualmente, namoram cada vez mais cedo, e falta-lhes maturidade para entenderem que há limites, que há comportamentos inaceitáveis, e que podem e devem exigir que uns e outros sejam respeitados e evitados. 
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Géneros fez uma óptima campanha contra a violência no namoro, mencionando os comportamentos indicadores deste abuso; basta ver para reconhecer. 

Os sinais são muitos, e na falta de conhecimento, há um, do foro emocional que não precisa de validação externa, e é inequívoco: o sentir. 
Se estás numa relação em que te sentes mal, em que não és feliz, saí dela. É um namoro tóxico e tu mereces o melhor. Se não tens família que te apoie, fala com a psicóloga da tua escola ou liga para o número (gratuito) 800 202 148. Há sempre alguém disposto a ajudar-te a ultrapassar essa situação.


quinta-feira, 19 de abril de 2018

terça-feira, 17 de abril de 2018

Por que bolo é bom?


Não era preciso convencer-me, faço bolo praticamente todas as semanas, e com o Inverno a estender-se pela Primavera (as férias de Páscoa pareciam de Natal), os bolos quentinhos têm sido habituais. Portanto, este trabalho foi apenas porque sim. Porém, a obra de arte da Letícia, colagem, desenho e escrita, também traz argumentos convincentes; beleza e informação perfeitamente combinadas. Devia imprimir e pôr à venda! 

A saber, resumidamente, apenas para dar uma ideia:
1. Faz-te popular (comer bolo com alguém constrói laços de amizade)
2. Combate a tristeza (o bolo conforta)
3. Ajuda a combater a depressão ( fazer os bolos ajuda a focar e alcançar)
4. Saudável ( Chocolate tem oxidantes, a cenoura vitaminas, etc.) 

E toda esta informação baseada em estudos científicos! 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Receita para o fim-de-semana: Pudim de pão


Desde que descobri as maravilhas da panela de pressão (apenas há meio ano!), fazer pudim banalizou-se. Quer dizer, três minutos de cozedura?! Não há sobremesa mais rápida e económica que um pudim! Porém, agora o problema é a falta de consenso; parece que cá em casa o gosto relativamente a pudins é muito diversificado; o Duarte prefere o de coco, a Letícia o de leite condensado, eu e o meu marido o de laranja. Portanto, estou agora na demanda do pudim preferido de toda a família, hei-de encontrar um que agrade ao exclusivo palato de cada um de nós. Este foi uma tentativa, agradou a todos mas não superou ainda o preferido de cada um. É leve, aromático e cremoso. 



Pudim de pão*
Ingredientes:
4 ovos médios
2 pães
meio litro de leite
raspa de um limão
7 colheres de açúcar

Como fazer:
Para o caramelo, derreter 120 gr de açúcar com quatro colheres de água de sopa, em lume médio, sem mexer. Enquanto o caramelo se faz, 
aquecer o leite, e mergulhar nele os pães aos bocados para amolecerem. Na liquidificadora, colocar o leite e pão, os ovos, a raspa do limão e o açúcar. Triturar bem. 
Forrar a forma, verter o creme do pudim e levar a cozer na panela de pressão três minutos ( três minutos?! ainda mal acredito!). Deixar arrefecer e desenformar. Este saiu ainda morno, mas saiu bem, havia pressa.

* Inspirado neste daqui.