segunda-feira, 7 de agosto de 2023

O Porto/ Portugal Está na Moda

Creio que pode ser contraditório, e até incompreensível, que sendo eu uma pessoa que gosta de viajar se desgoste de ver Portugal invadido por turistas. Mas é realmente assim que me sinto, e na raiz deste sentimento está outro que o justifica, que é eu não me sentir em Portugal em certas cidades. Há alguns anos bastava ir ao Porto, como me aconteceu, e subir de S.Bento aos Clérigos, para não ouvir ninguém a falar Português, de Portugal, o que já foi muito bizarro, porém, actualmente, acontece isto também em cidades secundárias, ou mais pequenas. É muito estranho, e não me parece natural.

Recentemente fomos ao Porto, e ao passear pela Baixa e atravessando S.Catarina, diz o meu marido: Parece que estou de férias no estrangeiro! Pois parecia. E essa sensação de sermos estrangeiros na nossa terra não é agradável, pelo contrário, é muito incomodava. 

Fiquei também a saber nesse dia que o icónico edifício do Jornal de Notícias, jornal que o meu pai comprava sem falhar, todos os dias, tinha sido vendido, e ia ser transformado... num hotel! A portuense que me contou a novidade estava muito desgostosa, é um prédio histórico, dizia ela! Mas estão a fazer o mesmo com cafés, transformados naqueles restaurantes de hamburgers horríveis. 
portanto, os hotéis e AL existem em todas as ruas, mas não chegam.

Saem os habitantes, por óbito ou despejo, e entram os turistas, transformando as cidades em parques temáticos, despojados da sua essência. Agora começo a compreender os italianos, quando fecham os negócios em Agosto para irem eles próprios de férias, estão-se manifestamente a borrifar para os turistas. E quando os tratam com indiferença, e frequentemente até com impaciência e irritação. 

A economia dos países não pode ser feita às custas do bem-estar dos seus cidadãos; a qualidade de vida dos portugueses que moram nos grandes centros turísticos baixou drasticamente, como me contam os amigos e familiares que vivem no Porto. Evitam ir à Baixa, e deixam de frequentar espaços que sempre foram deles. Os turistas tomaram conta de tudo. 

E depois, ainda me pergunto, de quanto desta riqueza gerada por este turismo descontrolado fica efectivamente no país; os investidores são estrangeiros, na sua maioria, e os trabalhadores ficam com as migalhas. Há cerca de 30 anos, quando trabalhei em hotelaria, os funcionários mantinham-se a trabalhar tanto na estação-alta, como na baixa, actualmente muitos deles são dispensados na estação-baixa. E vivem de quê, entretanto? Do subsídio do Instituto de Emprego? se tiverem direito sim, caso contrário terão que encontrar outro trabalho, ou algum biscate. 

Em suma, os locais ficam sem casas, relegados para periferias cada vez mais distantes, os que permanecem sobretudo nas localizações mais turísticas são incomodados na base diária, por turistas ruidosos, os preços sobem de acordo com os vencimentos dos estrangeiros, as ruas sobre lotadas causam congestionamentos e stress, tudo porque o mundo parece ter descoberto Portugal. 

Para um português fazer férias no Verão, em Portugal, ficou muito complicado, para não dizer insustentável. O nosso país está cada vez mais adequado para os estrangeiros. 

Agosto nunca foi um mês que eu gostasse particularmente, mas actualmente tornou-se pior ainda. O melhor sítio para estar, sobretudo aos fins-de-semana, é mesmo em casa. Felizmente, tenho o meu pequeno paraíso, a minha ilha, como alguém me disse recentemente. Que sorte a minha. 


quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Arranjo Com flores do Jardim


Tratar do jardim proporciona-me imensa satisfação, adoro ver o resultado, as flores a desabrochar e o seu colorido pontual pelos vasos e bordadura. Por isso, reluto muito em cortá-las para as pôr em jarras, e raramente o faço, escolhendo poucas, que misturo com folhas verdes.


Para a jarra "pique-fleur" que está no centro da mesa da sala, cortei duas dálias, algumas saudades roxas, um pé de menta em flor e fetos.

Como os dias têm estado chuvosos e até frios, temos feitos as refeições dentro de casa, portanto, é preciso trazer o jardim para o interior.  

terça-feira, 1 de agosto de 2023

"Para Entender O Chi Kung" - Uma Actividade Mente & Corpo


Comecei a praticar Chi Kung há cerca de um mês, a convite de uma amiga, e fiquei desde a primeira aula rendida. 

Basicamente, promove a circulação fluída da energia, trata a mente e o físico. 

No meu caso, o grupo é excepcional, e o instrutor algo desconcertante, mas muito fiável. Algo que também contribui para o meu entusiasmo. 

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Animais domésticos em extinção?

Em conversa, diz-me uma pessoa que é contra a esterilização dos animais de rua, que a continuar esta prática, promovida pelas Câmaras e organizações de ajuda animal, os cães e gatos vão extinguir-se, e ainda que isso vai originar um novo negócio, muito mais caro. Disse também que desde sempre os animais foram auto-suficientes, mantendo um equilíbrio entre uns e outros, dentro do eco-sistema. 

O mundo mudou desde que o homem entrou pelo território natural, os animais têm muita mais dificuldade em subsistir, e se já antes a sobrevivência era difícil, agora piorou. Não podemos esperar que os animais de rua, cães e gatos, se desenrasquem sós, e tendo os sacos de lixo desaparecido, o que lhes resta? Caçar-se para se comerem? Para mim este pensamento é bárbaro. Se fomos os causadores do problema, temos agora que tentar encontrar soluções.

No ano passado, uma senhora americana contou-me que a filha trabalha numa ONG de resgate animal, e tem pedidos de adopção de cães a que não pode corresponder, então manda-os vir do Canadá e de outros países mais distantes, a expensas do adoptante. Portanto, eu sei que o primeiro argumento do meu interlocutor está correcto. 

Por outro lado, como podemos consentir que as colónias de animais de rua proliferem descontroladamente, se isso põe em risco animais e pessoas? Os cuidadores destas colónias fazem um trabalho fantástico, ao alimentá-los, vigiando-os e tratando deles quando adoecem ou sofrem acidentes, com ajudas institucionais, e por vezes, até mesmo às suas custas. Estes animais são quase todos dóceis, não fugindo ao contacto humano, e se por vezes surge alguém que adopta um destes animais, eles adaptam-se bem. 

A procura do equilíbrio é sempre um desafio enorme, e quando envolve vidas ainda maior. A castração massiva é algo que também me incomoda, mas de momento parece-me um mal menor. Temos é que ficar vigilantes para que, de facto, não se chegue ao ponto de ter que se pagar para ter um cão ou gato, porque nisto tudo é exactamente nisso que sou, assumidamente, contra, que se pague por animais, quando tantos se podem adoptar. 

terça-feira, 25 de julho de 2023

O Melhor do Verão

 

Das coisas que mais gosto no Verão são os jantares de família no jardim. Agora que estou mais interessada na arte de pôr a mesa, e me divirto bastante com isso, ainda gosto mais. 

Acho que descobri tarde que não é por ter um serviço branco, básico, do qual, aliás, ainda hoje gosto imenso, que tenho que continuar fiel ao mesmo, e não posso comprar outros pratos. O meu problema é o espaço; por outro lado, é bom que algo contenha o meu entusiasmo. 

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Bolo de Limão e Alecrim Vegan



Por vezes faço um bolo pequenino, na forma de coração, para a Letícia, este foi para um lanche, em que também assei scones e pão. Acompanhamos com iogurte de soja, de baunilha, uma colherada generosa por cima, para lhe dar uma frescura extra. 

Bolo de Limão e Alecrim

Ingredientes:

Uma chávena de chá de farinha com fermento

Meia chávena de açúcar amarelo

Uma colher de café de bicarbonato de sódio

Raspas de meio limão e sumo de outro meio

60 ml de azeite

80 ml de leite vegetal

Alecrim picado a gosto


Como fazer:

Misturar os ingredientes secos numa taça, e envolver tudo; juntar o sumo de limão ao leite vegetal, deixar repousar, e entretanto misturar os restantes ingredientes aos secos, envolver tudo, e por fim o leite vegetal. 

Levar ao forno em forma untada e enfarinhada, e cozer cerca de 20 minutos, ou fazer o teste de palito.