Curiosa, tentei informar-me junto de apicultores, contactei inclusivamente uma associação, mas sempre sem sucesso; incrédulos, respondiam-me que eu estaria certamente a confundir abelhas com vespas. Ignoravam que cresci na aldeia e sei perfeitamente distinguir entre umas e outras.
Finalmente, encontrei a resposta através do Pinterest, onde umas casinhas muito simpáticas eram anunciadas.
Pois então, estas abelhas que não vivem em colmeia, mas sozinhas debaixo da terra, são as Abelhas Solitárias. Não produzem mel, porém são grandes polinizadoras; elas despendem mais tempo de flor em flor, acumulando mais pólen nos seus corpos. Elas também contactam duas vezes mais do que as abelhas melífluas, com o estigma.
Como é conhecido, o número de abelhas tem vindo a decrescer nos últimos anos, de forma dramática, então o papel das abelhas solitárias adquire ainda maior importância.
Recebe-las nos nossos jardins, proporcionando-lhes guarida segura é o mínimo que podemos fazer. De forma que este ano, resolvi incrementar a oferta de alojamento, e adquiri o chamado "Bee hotel". Ignoro se já estará a ser frequentado, talvez seja organizado demais... aguardemos.
E quem mais compartilha desta minha paixão?
O Nico, outro grande observador das abelhas solitárias, que ao contrário da KitKat, ainda não percebeu que mais vale deixá-las sossegadas!
Para mim, o zumbido das abelhas é um som magnífico, de forma que tê-las como habitantes regulares do nosso jardim é uma alegria que aguardo ansiosa, todas as Primaveras. E novamente elas chegaram!