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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
Os Melhores Queijos
segunda-feira, 28 de março de 2022
A dieta vegetariana é mais dispendiosa?
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Dizerem que a alimentação vegetariana é mais cara, e não é para todos os bolsos, é algo que ouço ou leio frequentemente, e tenho que corrigir sempre; isso não é verdade! Os alimentos processados vegetarianos são sim, mais caros do que os seus equivalente não-vegetarianos, a "manteiga, as natas, o queijo, o fiambre, a alheira, o burger", é verdade, mas por um lado, nem sequer se devem consumir regularmente, por serem alimentos muito processados, e por outro, se os fizermos em casa já saem muito económicos. Porém, é preciso ir para a cozinha, ah pois é!
Por exemplo, 1 kg de feijão dá para fazer uma quantidade maluca de burgers, nunca fiz sequer tanto, faço meia dúzia de cada vez, para a refeição do momento e outra para congelar, por exemplo. Querem mais barato do que 1 kg de feijão? Seco para demolhar. Imbatível. E nem sequer dá assim muito trabalho, ou demora muito tempo. Mas, no geral, as pessoas preferem comidas prontas, e é isso que constato também nos vegetarianos; nestes grupos do FB leio, constantemente, partilhas de n produtos prontos a comer, que este e aquele supermercado já tem, por módicas quantias, e a malta toda porreira a celebrar.
Ora bem, se a ideia é ter uma dieta mais saudável, alimentar-se de refeições prontas, e que são económicas (não é de todo bom sinal!), não me parece que vá funcionar. Estes alimentos também são processados, muitas vezes OGM, e portanto, fazem tão mal como os outros, só que estes não contêm carne, ou peixe. Se a ideia é só não comer animais, e se estão a borrifar-se para a qualidade do que ingerem, e consequentemente saúde, força nisso.
Quando vou fazer compras com a Letícia há quase sempre algo novo que lhe suscita interesse, e independentemente do preço, porque uma vez não é caro, eu condescendo, mas é naquela base do "vamos experimentar"; e na grande maioria das vezes concordamos que não vale a pena voltar a comprar. Acontece discordarmos, como por exemplo, da última vez que comprei uma coisa que era suposto ser atum, e eu detestei, sobretudo depois de ter lido no rótulo "óleo de colza, ou canola", o tal óleo de aviões, mas a Letícia gostou, apesar de ter feito uma certa careta, quando para a convencer lhe falei no colza. Porém, vi que a malta ficou delirante com o suposto "atum", só lamentando o preço! Ainda bem, digo eu, pela saúde deles.
Em resumo, se comprarmos os ingredientes e cozinharmos, não apenas a dieta vegetariana é mais económica como mais saudável. Quem não acreditar que faça as contas, eu fiz. Além de muito mais rápida de confeccionar, ponto cada vez mais pertinente, não somente pelo tempo passado na cozinha, como pela energia gasta, que como bem sabemos está cada dia (mais precisamente cada semana!) muito mais cara.
Conclusão, afirmar que é dieta vegetariana é mais dispendiosa é um estereotipo sem fundamento.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Páscoa Divina
Estes dias li um artigo sobre a evolução do mundo, de como o Homem sempre procurou uma forma de se ligar ao divino; foram práticas pagãs, foram práticas religiosas (que para mim são as mesmas), foram individuais, foram colectivas; foram brutais, e vão sendo agora mais razoáveis. Passar dos outrora sacrifícios humanos, em certas sociedades, para um simples jejum de carne às sextas na Quaresma, é de facto uma evolução, e uma renúncia bastante eufemística.
E porém, para celebrar a vida e sacrifício de Jesus, continuamos, num grande paradoxo, a sacrificar vidas. A quantidade de bezerros (bebés, é o caso!) que são mortos nestas semanas para as grande comilanças que festejam o Salvador do Mundo é uma incongruência gritante que não poderá agradar a Deus. Ele disse: "Não matarás"; onde está escrito que é apenas ao homem? "Não matarás", ponto!
E se nesta Páscoa, o sacrifício que festeja Jesus, fosse o de não comer carne?
A comida pode ser tão mais deliciosa e ética! Ponham um pouco de fé neste conselho e comprovem para crer.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Pela sua saúde...!
terça-feira, 30 de maio de 2017
"Não fomos projetados para comer carne"
segunda-feira, 6 de março de 2017
Prato vegetariano nas escolas, e " - Os meus pais não me deixam!"
Sempre acreditei que um dia a minha filha seria vegetariana. Tinha tudo o que a motivava para dar o passo: empatia pela filosofia por detrás da alimentação, e interesse pela minha dieta, que escolhia mais vezes do que qualquer outro membro da família.
Pensei que fosse uma questão de tempo, como aliás é para todos, mas confesso que nunca pensei que fosse tão rápido. Em Novembro do ano passado disse-me que aderia, definitivamente, ao vegetarianismo.
A Letícia sabe que pode desistir quando entender, fazer pausas, ou prevaricar se outro prato lhe agradar, e que não me decepcionará, pois respeito o seu caminho. Terei sempre orgulho nela. Mas entretanto, vejo que o processo está a decorrer com normalidade; gosta de todas as comidas vegetarianas que cozinho, embora tenha as suas preferidas. Já não pergunta inquieta, o que vai ser o almoço, ou jantar, quando chega da escola; sabe que seja o que for, gostará.
Há, contudo, dias problemáticos. Devido ao horário lectivo apertado, um dia da semana em que almoça na escola. E, ocasionalmente, participa em campeonatos de Rope Skipping, todo o dia. Ora, acontece que nestas ocasiões a opção vegetariana, não existe. Tem que levar o seu almoço, ou optar por uma refeição fragmentada, comendo apenas o que pode, daquilo oferecido.
No ano passado, creio eu, a DGS divulgou um manual de alimentação vegetariana em idade escolar, porém a informação foi dirigida às famílias, mantendo-se as Escolas à parte. As medidas devem ser mais assertivas para que mudanças ocorram, e esta lei, aprovada na sexta-feira, que torna obrigatório um prato vegetariano em todas as cantinas públicas, vem mudar, finalmente, a situação. E nós regozijamo-nos com isso.
Estes passos demonstram que a dieta vegetariana é pelo menos uma opção tão válida como a omnívora, e que as pessoas têm o direito de optar. Espero que assim se vá desconstruindo a ideia de que apenas a dieta omnívora é garante de saúde ( a propósito, será mais o contrário, ver aqui, sendo o consumo de carne relacionado a doenças, OMS dixit, ver aqui). E é, também, uma possibilidade que se abre a muitas crianças e jovens, que enfrentam oposição e preconceito familiar. Porque há crianças que dizem querer ser vegetarianas, mas os pais não permitem.
Educar com consciência envolve respeito pelo sentir e querer dos filhos. E creio, que embora a motivação parental seja boa, nem sempre é a mais ética e justa. Estamos minados com preconceitos, fossilizados em formatações de décadas, esquecidos das nossas próprias essências, e ainda assim nos julgamos soberanos na educação dos filhos. Vai sendo hora de questionamentos, de reflexões e mudanças. A Lei dá um empurrão, mas temos nós que fazer o resto.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Um ano de dieta vegetariana
Quando, há um ano, mudei os meus hábitos alimentares tinha a certeza de que queria, de facto, dar esse passo. Porém, não estava totalmente segura de como seria esse processo; não queria sentir falta de carne e peixe.
Não queria sentir-me "desconsolada" com a minha nova alimentação.
Não queria que isso me trouxesse algum problema de saúde.
Não queria ter que tomar vitaminas, ou qualquer outro suplemento que o organismo necessitasse, por já não estar incluído na minha dieta.
E, sobretudo, não queria arrepender-me e desistir.
Portanto, talvez devido a tudo isto, dizer "sou vegetariana" foi algo que durante bastante tempo hesitei. E a primeira vez que o disse soou-me a falso; o que são algumas semanas, ou até meses, em toda uma vida de dieta omnívora?!
Demorei imenso tempo a tomar a decisão, que acabou por acontecer numa fracção de segundo, precisamente para ter a certeza de que era uma mudança definitiva. Felizmente, nenhum dos meus receios se confirmou, até à data.
Não me custa absolutamente nada abster-me de carne e peixe, nem sequer os meus (antigos) pratos preferidos me tentam.
A comida vegetariana é muito reconfortante e apetitosa, de forma que,
confesso, por vezes como demasiado, apenas por gula!
Sinto-me optimamente, as minhas últimas análises confirmam-no, e mantenho o peso ( 53 kg - 1.66 cm ), o que sendo eu naturalmente magra, manter o peso é bom.
Não me sinto nada arrependida desta mudança de dieta; num ano, nunca vacilei nem hesitei. Sou vegetariana.
A dificuldade de alimentar-me fora de casa, fosse em férias, ou em casa de amigos e familiares, foi um ponto que desconsiderei. Quando as pessoas me começaram a questionar, simplifiquei dizendo que comeria o que houvesse para todos, excepto a carne e o peixe. E que levaria a minha comida quando isso fosse necessário, o que aconteceu na Páscoa, entre familiares, e no Verão, entre amigos. Para mim foi absolutamente normal, enquanto para os outros foi algo curioso; faziam-me perguntas, expunham dúvidas, davam mostras de perplexidade. Considerei razoável, afinal sou a primeira vegetariana da família, e entre amigos. Todavia, suspeito que não será sempre assim, outros tomarão o mesmo rumo, a seu tempo.
Continuo, obviamente, a cozinhar carne e peixe, a minha família é omnívora, e por vezes cozinhar duas refeições diferentes é complicado. Adquiri então o hábito de cozinhar várias refeições e congelar; a diversidade na arca congeladora é muito prática e compensadora. E tenho também alguns truques, que o tempo e experiência me ensinaram; se a família tem uma refeição que inclui arroz seco, faço para mim uma omeleta, por exemplo. Ou salteio cogumelos com molho de soja, que envolvo no arroz.
Sinto-me muito satisfeita com esta mudança, que considero ter sido um dos meus maiores sucessos em 2015. Sei que ninguém convence ninguém a mudanças destas; é algo que deve ser decidido a nível de consciência. Contudo, acredito que saber mais sobre a forma como os "alimentos" da dieta omnívora são criados e tratados, tomar conhecimento de que os animais também sentem, e percebem o processo de morte, são informações que nos motivam fortemente. A empatia é geradora de grandes mudanças no nosso íntimo, e se há coisa que este Mundo necessita é de empatia.
Mais informação, aqui:
Vida Animal
Cantinho Vegetariano
ANDA



