domingo, 31 de dezembro de 2017

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Filosofando* com o Duarte

- Se ao fim de 100 anos já ninguém se lembrar de ti, mais vale nem teres vivido. Diz o Duarte, falando numa reflexão.
Tenho a resposta na ponta da língua: Todas as vidas valem a pena se acreditares na alma, na evolução da alma. Mas calo-me por saber que é argumento que não o comove nem convence. Divagamos noutra direcção.
Após vários dias a pensar no assunto, tenho a resposta: - Se depois de viveres houver alguém que se lembre de ti, pelo bem que lhe fizeste, então a tua vida valeu a pena. 

E parece-me bem como reflexão de final de ano. 

( *E diz o meu filho que não gosta de Filosofia!)

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal!

Voto de Natal

Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos!
Como quem na corrida entrega o testemunho,
passo agora o Natal para as mãos dos meus filhos.

E a corrida que siga, o facho não se apague!
Eu aperto no peito uma rosa de cinza.
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade,
para sentir no peito a rosa reflorida!

Filhos, as vossas mãos! E a solidão estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida...
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve:
dentro de mim não sei qual é que se eterniza.

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
O calor destas mãos nos meus dedos tão frios?
Acende-se de novo o Presépio nas almas. 
      Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos.                     


David Mourão-Ferreira, in 'Cancioneiro de Natal'

sábado, 23 de dezembro de 2017

Embrulhos de Natal 2017


No principio de Dezembro a Letícia já me tinha perguntado como é que eu embrulharia os presentes este Natal, mas eu ainda não tinha pensado nisso. As coisas relacionadas com o Natal andavam assim atrasadas. Lembrando-me que ainda tinha papel de embrulho de 2016, respondi-lhe que em bege, ao qual ela de imediato retorquiu, admirada: Mãe! Vais repetir?! Não podes! 
Os embrulhos de Natal tornaram-se também tradicionais na medida em que tento sempre inovar, e fazer algo distinto, de forma que já todos esperam algo diferente, e com isso gerei uma certa expectativa. Agora tenho que me manter à altura! Sem queixas nem lamentos.
 


Portanto, este ano escolhi o verde, branco e um pouco de dourado, em padrões diferentes, afinal misturar padrões está na moda. E resultou lindamente. 
Três rolos de papel, com dupla face, para jogar ainda mais com a diversidade, da loja Casa, com fitas de cetim a condizer, foram o suficiente para dar à nossa árvore de Natal alguma novidade. Mais uma vez, missão cumprida!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Hall de Natal 2017



Confesso que este ano a decoração de Natal está bastante atrasada cá em casa. Os últimos testes e trabalhos dos meus filhos têm-nos mantido muito ocupados, e a pedido deles temos adiado esta tarefa para o próximo fim-de-semana. Porém, depois de me inspirar no Pinterest não me contive e tratei de pelo menos decorar o hall de entrada; aliás, essa tarefa é sempre minha. Eu é que decido o tema que aí quero aplicar, e trato de me organizar para reunir a parafernália necessária. Todos os Natais mudo esta decoração, o restante na casa mantém-se aproximadamente igual ano após ano. Os meus filhos gostam assim, e suponho que isso seja a nossa tradição.


Uma caixa de vinho (que tenho na despensa repleta de frascos com diferentes ingredientes), alguns verdes, uma pointésia e um frasco com uma vela; duas fitas de cetim, em diferentes tons de verdes, sobrepostas a dar um laço à caixa. 


Os quadros perderam as imagens e vidros, e ganharam bolas douradas, brilhantes, com purpurina e baças.


Duas jarras de vidro, de diferentes tamanhos, cheias de pinhas diversas, envoltas num fio de lampadas LED, e dois castiçais em forma de estrelas, de cada lado da caixa completam a vinheta. 

E pronto, quase tudo feito com prata da casa, por assim dizer e fácil de realizar. 
Todos gostaram, espero agora a reacção da restante família, quando cá entrarem no dia 24! 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Cartas para os super-heróis!

 
Via

Faz-me impressão esta necessidade que os humanos têm de adorar os heróis, de os seguir, e de guardar as suas imagens, seja em pop figures, seja em posteres seja em filmes. 
Está bem que andando o mundo como anda, precisamos de acreditar que alguém nos há-de salvar, alguém há-de vir, um qualquer D.Sebastião, de preferência difícil de matar, como o super-homem, que consiga voar e escalar os grotescos problemas do planeta, para impedir os malvados de levarem sempre, a sua - a deles- avante. Então, vai daí que nos servem ocasionalmente estes heróis de ficção, para nos dar alento, ou embalar num sono profundo que cremos real, e deixarmos a resistência para esses falsos super heróis, que têm qualidades supra humanas que nós, coitaditos, não teremos nunca.

Vivemos tão embrenhados na ficção que até esquecemos que na vida real há montes de heróis, que todos os dias põem as suas vidas em perigo, por questões de consciência, por acreditarem tão intrinsecamente numa ideia, que viver num mundo onde ela não seja respeitada, lhes parece inconcebível; de tal forma que preferem pagar com a vida a reclamação dessa ideia. Não que a vida não lhes seja cara, só que lhes é mais caro aquele ideal, e por isso escolhem sacrificá-la para que outros possam viver num mundo onde aquele ideal exista e vigore. Como o Clóvis, de Madagáscar, que luta em defesa da floresta tropical, devastada pelos traficantes do pau-rosa, com a conivência da autoridade. Ou os 11 de Istambul, presos por defenderem os direitos humanos. E tantos outros, divulgados na página da Amnistia Internacional, que apenas precisam de uma assinatura nossa, a endossar as causas que defendem, também em nosso nome.  

Se isto não é ser herói, a sério que não sei o que é. E a nós, cabe-nos fazer tão pouco; explicar aos nossos filhos que estes heróis existem, contar-lhes sobre as lutas e campanhas deles, ensinar-lhes que herói é quem se levanta contra o mal, que pugna por um bem comum. E que essas pessoas existem, podem estar longe, em causas longínquas, mas também perto de nós, como quando um jovem anónimo intervém em defesa de um desconhecido que está a ser atacado. Incentivando-os assim a terem um papel activo na sociedade, ao invés de serem apenas contemplativos do grande ecrã, convencidos de que actos heróicos são apenas fantasias, não nos restando mais do que a passividade. 
Num acto de boa vontade, tão consonântico com a época natalícia, parece-me muito a propósito aderir à Maratona de cartas da Amnistia Internacional. No conforto do nosso lar, uma assinatura apenas.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Batatas "sarladaises" com cogumelos #vegetariana

Adaptada da original, feita em gordura de pato, que nunca provei por isso não tenho termo de comparação, posso porém afirmar que esta receita é incrivelmente saborosa!


 Batatas sarladaises com cogumelos*
Ingredientes
800g de batatas pequenas
50g de cogumelos de Paris
1 chalota
 

azeite 
salsa

Como fazer:

Cozer as batatas em água e sal, descascadas e cortadas aos cubos, durante dois minutos.  Escorrer.
Aquecer o azeite numa frigideira, e juntar a chalota cortada em meia lua fina.  Logo que a chalota fique translucida, juntar as batatas, deixar cozinhar, mexendo ocasionalmente. Estando as batatas quase prontas, acrescentar os cogumelos fatiados em lume alto, 3 a 4 minutos, mexendo sempre. Temperar com sal e pimenta, e no momento de servir com salsa picadinha.
   


*Via Histoires de fruits

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

#Adolescência


Percorremos as lojas todas da Vila e não encontramos uma camisola de lã que lhe sirva ou agrade. Idem em todas as lojas do Shopping. Haja paciência, digo para mim. Mas mal entramos numa Livraria sinto-me recompensada, volta a ser a minha menina. Nunca sai de lá de mãos a abanar!