quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Ballet - Para miúdos e graúdos



No principio do ano fui com a minha filha ver o Bailado da Bela Adormecida, do Russian Classical Ballet. Estava nos nossos planos desde o ano passado, porém na altura já não conseguimos bilhetes. Portanto, desta vez não poderíamos perder a oportunidade, avisou-me a Letícia, com os olhos arregalados. 
Nem eu nem ela gostamos propriamente de Ballet, mas tínhamos curiosidade em ver um espectáculo destes ao vivo, e para mais, com uma companhia russa, o que nos pareceu extremamente promissor.

Por ser um espectáculo nocturno (começou às 21:40), estranhamos a quantidade de crianças pequenas ( desde os 2 anos, mas havia sobretudo entre os 6 e 9), de forma que já me parecia uma matinée de cinema ao domingo, de antigamente, o que augurou um certo burburinho, com falatório e birras de sono; porém, nada disso aconteceu. Muito pelo contrário, as crianças assistiram ao espectáculo bem comportadas, e não vi nenhuma adormecida. Inclusivamente, uma pequenita por detrás de nós, falou o tempo todo com a mãe, no tom baixo dela, mas sempre a propósito da história, muito interessada em compreender tudo o que se passava.

A plateia era constituída maioritariamente por mulheres, muitas com filhas.  Suponho que os pais levam os filhos ao futebol, dividindo-se assim os interesses. O que é uma pena, pois este tipo de espectáculo eleva o ser humano, expande horizontes, dando a conhecer a música, a dança e a história. É também uma forma de educar para as grandes Artes. Concedo, que devia ter efectivamente outro horário, este espectáculo de tarde proporcionar-se-ia muito mais para as crianças. 
 
Uma historinha conhecida por todos, a música de Tchaikovsky, cenários maravilhosos, um figurino exuberante, sempre com alguma referência à cultura russa, ao que o Russian Classical Ballet dá vida, é um espectáculo que aconselho vivamente. Não é propriamente barato, contudo, como presente de Natal por exemplo, é perfeitamente possível. Suprime-se uma embalagem debaixo do pinheiro, trocando-a por um bilhete. E tenho quase a certeza que se tornará um presente memorável para qualquer criança.
No próximo ano há mais!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Empadão de cogumelos #vegetariana


Este empadão ficou delicioso, embora não seja uma afirmação unânime, pois a Letícia não confirma propriamente, mas creio que apenas por não apreciar o puré em forma alguma. Portanto, eu gostei muito. 

Empadão de cogumelos 
Ingredientes:
3 batatas
leite vegetal q.b.
azeite a gosto
12 cogumelos Paris
cebola
alho
sal, pimenta e cúrcuma
molho de soja

Como fazer:
Cozer as batatas descascadas e partidas ao meio, com um pouco de sal. Fatiar os cogumelos e salteá-los em azeite, alho, pimenta, por  de 5 minutos, juntar o molho de soja a gosto e mexer.
Amassar as batatas, juntar o azeite, e leite vegetal, e envolver. Colocar num pirex uma camada de puré, de seguida os cogumelos salteados, e cobrir com outra metade de puré. Bater numa chávena um terço de água com uma colher de chá de cúrcuma, e pincelar a parte de cima do empadão. Vai ao forno a gratinar.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Adolescência II

Ao procurar, dentre a papelada que guardo da Letícia, por um texto que ela me pediu, encontrei este poema, que ela escreveu no 5º ano. Sem título, ou será o título este "Poema" que o encabeça, faz-me tanto sentido actualmente, como na época fez, associando-o à natureza. Agora, parece-me verdadeiramente visionário.

       Poema
                             Mãe Outono
                             Folha que dorme em pleno Outono
                             Folha que balança nos braços da mãe.
                             Folha pequena que cai
                             agora pois cresceu sem
                             a mãe dar conta.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

No primeiro dia do ano?

Via


Ver o meu filho a montar uma secretária, com ajuda de dois primos que orientou, num projecto que durou 3 horas, no primeiro dia do ano, fez-me sentir orgulhosa.
As aprendizagens escolares são importantes, mas não são as únicas importantes na construção da personalidade. O que se faz fora da Escola, o que se aprende e descobre, não tem nota, não recebe avaliação formal, mas são lições fundamentais. 
Ainda que sobrem alguns parafusos... orgulho👌

domingo, 31 de dezembro de 2017

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Filosofando* com o Duarte

- Se ao fim de 100 anos já ninguém se lembrar de ti, mais vale nem teres vivido. Diz o Duarte, falando numa reflexão.
Tenho a resposta na ponta da língua: Todas as vidas valem a pena se acreditares na alma, na evolução da alma. Mas calo-me por saber que é argumento que não o comove nem convence. Divagamos noutra direcção.
Após vários dias a pensar no assunto, tenho a resposta: - Se depois de viveres houver alguém que se lembre de ti, pelo bem que lhe fizeste, então a tua vida valeu a pena. 

E parece-me bem como reflexão de final de ano. 

( *E diz o meu filho que não gosta de Filosofia!)