quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Educar para um Natal mais Espiritual

É queixa corrente, o consumismo e materialismo do Natal. Funciona como pretexto que desencanta a época, lhe tira o brilho e a torna um evento comercial.
E quem são os responsáveis? Todos aqueles que compactuam com a situação, mantendo um tipo de Natal que criticam. Dizem-se enredados, impotentes. E por isso, continuam a comprar, a encher as lojas e centros comerciais. Continuando a perpetuar um ciclo que se estende às próximas gerações. Porque é isso que estamos a fazer, a educar os nossos filhos nessa forma de celebrar o Natal.

Bem sei que é difícil mudar as formas de viver esta época. Porém, podemos chegar a um compromisso; equilibrar um pouco mais as coisas. E como o faremos, então? Dando a conhecer outras formas de celebrar o Natal. Sendo solidários, por exemplo, e envolvendo os nossos filhos nessas acções.
Há áreas que lhes são naturalmente queridas, e podemos explorar esse filão, tal como:


- Fazer uma doação a uma instituição de animais de companhia. Lista para todo o país, aqui.
- Apadrinhar um animal no Zoo de Lisboa e Zoo da Maia
- Ajudar a realizar um sonho a crianças com doenças graves, em Make a Wish
- Contribuir para que outras crianças usufruam de direitos básicos, na UNICEF
- Fazer doação de roupas e brinquedos usados, lista de instituições, aqui.

Acredito que envolver os filhos nestas actividades os tornará mais conscientes dos seus privilégios, gratos pelo que possuem, frequentemente sem lhes darem o devido valor, e os forma como melhores cidadãos.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Dicas de Livros Infantis para Ler e Oferecer

Via
Estes presentes nunca são de mais; há sempre espaço para mais um livro, transportam-se facilmente, e para comprá-los sem sequer é necessário sair de casa! Além de que ensinam e divertem, proporcionando momentos inesquecíveis.

Um livro que ensina o abcedário, oferecendo palavras pouco convencionais para cada letra, enquanto desafia o sono. Mas acho que não é assim tão aborrecido.

 ABZZZZ...
Autora: Isabel Minhós
Ilustrações: Yara Kono
Planeta Tangerina
Pág: 32

Via
Na sala de aulas o Fred sente-se intimidado pela a professora, pois ela fala alto, grita, não deixa atirar aviões pelo ar, etc. . Porém, um certo dia encontra a Dona Lurdes no jardim e tem uma bela surpresa; afinal, a professora também é...

A minha professora é um monstro
Autor: Peter Brown
Orfeu Negro


Via
Este livro chamou-me a atenção pelo título e pela capa; o ar leve da menina e a palavra "museu" combinam? Normalmente não, mas como eu gostaria que combinassem! E tem sido isto mesmo que tenho tentado ensinar aos meus filhos.
Esta menina visita um Museu e interage com as obras de arte de uma forma extraordinária. Os museus são assim, despertam-nos sentimentos, sensações e ensinam-nos imenso. Ah, e podem ser divertidos também.

 O Museu
Autora: Susan Verde
Ilustrador: Peter H. Reinolds
Pág: 32
Editorial Presença

Via
A mata localiza-se entre Almada e Sesimbra, onde vivem vários animais que encarnam as características dos humanos, dentre as quais, o medo. E cada qual com uma personalidade impar e encantadora.

A Mata do Medo
Autor: Álvaro Magalhães
Ilustradora: Cristina Valadas
Pág: 96
Assirio & Alvim


A história de uma girafa que andava sempre com a cabeça nas nuvens, e se alimentava de estrelas. Entretanto, faz amizade com uma galinha do mato que também por lá andava e algo de inusitado acontece. 
Gostei imenso da história por me lembrar dos meninos que acusamos de andar sempre com a cabeça no ar. E de todas as coisas que vivem nas estrelas, como anjos e seres queridos que já partiram.

A girafa que comia estrelas
Autor: José Eduardo Agualusa
Ilustrador: Henrique Cayate
D.Quixote

Via
Certo dia, o Duarte encontra no estojo uma série de cartas dirigidas a si, escritas pelos lápis de cera. Reclamam por serem muito usados, pouco usados, ou pintarem sempre o mesmo. Um desafio à criatividade, será colocado ao menino. Aos meninos!

O Dia em que os Lápis Desistiram
Autor: Drew Daywalf
Ilustrador: Oliver Jeffers
Orfeu Negro


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Hall de entrada de Natal


A decoração de Natal cá em casa tem sido feita por fases. Admito, este ano não entrei no modo Natal como habitualmente, e isso aliado ao facto das crianças terem testes nesta altura, provocou um atraso excepcional.

Portanto, surpreendi-me a mim mesma, ao ousar, e usar, cores menos convencionais, sendo elas o rosa fuchsia, o verde e o azul turquesa. E não é que resulttou? É verdade.


Os quadros, que já estavam pendurados na parede, foram embrulhados com papel de fantasia e decorados com fita de tecido verde.
Imprimi as figuras do Presépio*, que recortei e colei, para dar um efeito 3D, e emoldurei.
Enchi um prato de pé alto de bolas coloridas.
Juntei uma rena que comprei prateada; nada que um banho de spray rosa não resolvesse.
Lanternas colocadas em prato branco, para as destacar mais ainda. E uma poinsétia cor-de-rosa, coisa que um dia poderia ter jurado nunca entrar em minha casa. Ainda bem que não jurei, porque fica mesmo muito bem!

Gostei bastante do resultado. Um hall  de Natal  mais fantasioso e menos tradicional, que tem surpreendido a todos. Até a mim.


*Presépios para download no 36th Avenue

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Uma questão de semântica que faz estatística?

Vi nas Notícias que os portugueses são quem mais consome antidepressivos, na Europa. Indagadas sobre o assunto, as pessoas na rua, apressam-se a apresentar argumentos para tanta depressão. Nem vou repeti-los, pois já todos os conhecemos de cor.

Fiquei a pensar... já não há pessoas tristes? Nem infelizes? Apenas deprimidas. O que é uma pena, pois da tristeza ou infelicidade trata-se o próprio, não dependendo de mais ninguém. E geralmente, não é mal que sempre dure.
Já para a depressão, é necessário um médico e uma Farmácia, de quem ficamos dependentes  demasiado tempo, senão mesmo para sempre.

Tivesse sido a Depressão achada mais cedo, e o Fado não teria ganho a voz do queixume, que expurga as tristezas e infelicidades da alma lusa.



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Centro de Mesa de Natal


Não há nada mais simples e prático de fazer do que o centro de mesa de Natal! Basta recolher pela casa um par de enfeites, junta-se uns ramos verdes, e pronto. 
Assim sendo, todos os Natais podemos mudar e variar. Este ano, o nosso centro de Natal é assim.



Material:
Uma jarra de vidro larga
Verdes
Uma vela
Fio Norte
Uma tira de serapilheira

E vai tudo para dentro da jarra!
Mais fácil do que  isto é impossível, certo?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Fracasso do Ranking das Escolas 2014

E todos os anos somos brindados com o ranking das melhores e piores escolas deste país, como se fosse uma referência para ser levada a sério. E mais uma vez, as escolas privadas ocupam os primeiros lugares.
Fosse o estudo realizado com equidade, seria com certeza útil. Apresentaria motivos de reflexão, exemplos a seguir. Como não é o caso, não lhe vejo outro objectivo senão o de exaltar as escolas privadas, e menosprezar as públicas.

Não é possível comparar situações tão díspares. As escolas públicas  recebem todo o tipo de alunos (têm que ser obrigatoriamente inclusivas), sejam eles provenientes de meios desfavorecidos, de famílias problemáticas, hiperactivos, autistas, ou com défice de aprendizagem, de raças e etnias diferentes, acumulados em turmas numerosas, que mesmo em Apoio continuam a ser excessivos. Onde os alunos não são expulsos, senão muito raramente, e quando isso acontece já é tarde, sendo casos de extrema gravidade.
Enquanto nas escolas privadas, onde os alunos são seleccionados, oriundos de famílias com poder económico e intelectual, convidados a sair se lhes derem motivo para tal, com carga horária acrescida imposta por lei, com acesso a explicadores, etc., tudo se conjuga para que o sucesso escolar seja atingido.

Pensar simplesmente que se deve à qualidade dos professores ou à gestão da escola é isso mesmo: simplicidade.
Como comparar circunstâncias tão desiguais? Estas escolas de topo são um embuste. E este estudo uma falácia.
Há outros estudos que desmontam as maravilhas das escolas privadas; como este, sobre a inflação das notas no ensino privado, que permite a cada aluno com um valor a mais subir 471 posições na lista de acesso, no curso de Medicina, Porto, por exemplo.
Ou aquele outro estudo ( elaborado por uma Universidade) demonstrando que após a entrada no Ensino Superior, os alunos vindos do ensino privado, com notas mais altas, não as conseguem manter. Ficando inclusivamente abaixo das notas dos alunos oriundos do Ensino Público, agora sim, em igualdade de circunstâncias de ensino, professores, métodos, etc.

A Escola Pública tem, no geral, qualidade, excelentes docentes, que trabalham frequentemente em instalações degradadas. Proporciona aos nossos filhos uma vivência mais diversificada e rica, ajudando-os a absorver conceitos, como o respeito pela diferença, que os tornarão melhores seres humanos.
Sem dúvida que na Escola Pública a aprendizagem é mais abrangente a todos os níveis.

Mas isto interessa a quem?!