sexta-feira, 4 de setembro de 2015

"Pais compinchas"

Ando a folhear umas revistas "antigas" que me vieram parar às mãos, recentemente. Daquelas que se vêm apenas as fotografias, e se lê os cabeçalhos. Mas deu-me para ler a entrevista do Rogério Samora ( afinal é dele a receita da sopa preferida da Letícia! ), e nem que fosse apenas pelo excerto abaixo transcrito valeria a pena. 


" - ... A família é um grande pilar. Na minha éramos cinco. Agora só estou eu, o meu irmão, e o meu pai.
- Tem uma boa relação com eles?
- Nem boa nem má. Acho que nos suportamos e respeitamos. 
- Não lamenta ter uma boa relação com o seu pai?
- Tenho pena de não ter com o meu pai uma relação de compinchas, de amigos. Mas isso nunca aconteceu. O meu pai, por exemplo, não jogava à bola comigo, mas com os amigos dele. "

                                                                                                                          in  revista Caras 27 de Junho 2015

Para reflectir...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Férias em Berlim

-Eu quero um Pretzel. Dizia a Letícia. Acho que mais pelo feitio do que pelo sabor!

Conhecemos razoavelmente a Alemanha mas faltava-nos Berlim, que todos quantos a visitam elogiam e adoram. Portanto, estava na calha há já algum tempo, e foi o nosso destino nestas férias de Verão.

Ficamos alojados em Prenzlauerberg, uma zona muito tranquila e todavia central, com imensos restaurantes e bares; em três paragens de metro estávamos em Alexanderplatz. Uma coisa que notei imediatamente, e estranhei, foi a quantidade de homens e mulheres que levavam uma garrafa de cerveja na não, e bebiam, enquanto caminhavam na rua, esperavam nas paragens do metro, e no metro. No primeiro dia pensei que tivesse havido algum festival, ou coisa do género, porém mais tarde uma berlinense contou-nos que era comum, tinha a ver com o facto de Berlim ser historicamente uma cidade de proletariado. Era uma forma de as pessoas descomprimirem depois do trabalho. OK, no resto da Alemanha fazem-no nos BierGarten, mas em Berlim é assim mesmo! 

A Letícia tinha uma lista dos locais e monumentos que queria conhecer, O top 10 de Berlim, como ela lhe chamou; e como era também o que o Michelin indicava, não hesitamos.

A Catedral de Berlim é protestante, e foi construída entre 1895 e 1905, em estilo barroco com influências do renascimento italiano. Impressionante como em apenas 10 anos aquela construção tão imponente foi erigida. É uma catedral belíssima, possuindo o maior órgão de tubos da Alemanha, que tivemos a sorte de ouvir quando fizemos a visita. As diversas estátuas que representam figuras do Protestantismo causam-nos algum espanto, não estamos habituados a encontrar leigos homenageados em locais de culto. 
Na cave estão os sarcófagos e tumbas da família real, e não sendo área propriamente do meu gosto, reconheço que o local é impressionante. De realçar os sarcófagos que estão na catedral, na nave lateral, dos réis Frederich e Sophie Charlotte, extraordinariamente trabalhados.   

A Ilha dos Museus, como o nome indica, é onde se localizam os principais museus. Podemos comprar um bilhete que dá acesso a vários museus, e fica bastante mais económico, ou adquirir apenas entradas para os museus que pretendemos visitar. Visitamos três.
Aqui as filas são longas, mesmo próximo da abertura tivemos sempre que aguardar. Mas valeu a pena! 

O Altes museum é o mais antigo de Berlim; alberga uma vasta colecção de Antiguidades Clássicas – grega, romana e etrusca, distribuída por dois andares. O andar principal exibe a arte da Grécia Antiga; esculturas em bronze,  mármore, barro, vasos em cerâmica, jóias, moedas, etc.  O andar de cima é dedicado às artes romana e etrusca. Aí encontramos as esculturas de César e Cleópatra, além de mosaicos, sarcófagos, frescos, etc.

O Neus Museum é o segundo museu mais antigo, datando de 1843. Exibe colecções sobre a pré-história, história Antiga e Egipto Antigo. A Colecção de Papiros, a colecção sobre a Pré-história e História Antiga, e ainda artefactos da Colecção de Antiguidades Clássicas. O acervo do Neues Museum é realmente riquíssimo, transportando-nos através de milhares de anos da nossa história. 

A Colecção sobre a Pré-história e História Antiga apresenta relíquias e objectos que ilustram o  desenvolvimento da humanidade, desde a Idade da Pedra até a Idade Média. Uma das peças mais bizarras e interessantes do acervo é o “Chapéu de Ouro de Berlim”, um cone de ouro todo trabalhado com desenhos circulares. Este “chapéu” é da Idade do Bronze, 1000 a 800 a.c., e foi encontrado no sul da Alemanha. Os desenhos no chapéu são interpretados como um calendário, através do qual se poderia calcular as mudanças do sol e da lua, e assim prever eclipses lunares.
A Colecção de Artes do Egipto Antigo mostra tesouros arqueológicos de diferentes épocas do Egipto, de 4000 a.c. até ao Período Romano. As peças da colecção são principalmente da época do Faraó Akhenaton (1340 a.c.). Esculturas, fragmentos de arquitectura, e uma fantástica Colecção de milhares de Papiros.   Porém, a estrela do museu é a famosa cabeça da rainha Nefertiti, casada com o rei Akhenaton, e descrita como a mulher mais bonita do Mundo. O magnífico busto é de uma beleza impressionante, que os diversos guardas ( cinco!) vigiam atentamente.

O Pergamon Museum é uma das principais atracções da ilha dos museus e também o museu mais visitado de Berlim. O seu acervo possui peças extraordinárias, exibindo tesouros da antiguidade de grande valor.
Divide-se em  três secções:  Antiguidades Clássicas,  Antigo Médio Oriente, e Arte Islâmica.  Destaca-se  o Altar de Pérgamo, uma  estrutura grandiosa do século II a.C. que foi construído para Zeus, na antiga cidade grega de Pérgamo e ocupa um salão inteiro do museu.  
Outro monumental é o Portão do Mercado de Mileto, uma construção romana do séc. II., dava acesso ao mercado da antiga cidade de Mileto.
O Museu do Antigo Médio Oriente ostenta uma das maiores e mais  ricas colecções  de antiguidades da Babilónia, Suméria e Assíria. São mais de 6 mil anos de história, distribuídos por 14 salões. Destacam-se as esplêndidas  reconstruções da fachada da sala do trono do rei Nabucodonosor II, da Porta de Ishtar e da Via Processional da Babilónia. As obras de arte exibidas vão do séc. VIII até o séc. XIX, com diversas origens, desde a Espanha até a Índia, mas principalmente do Médio Oriente  incluindo a Egipto e o Irão.

Gostamos imenso do Palácio de Charlottenburg que foi construído entre 1695 e 1699, em estilo barroco por vontade de Sophie Charlotte, como casa de Verão, numa área fora da cidade. Mais tarde foi ampliado, tendo como inspiração Versailles, e após a morte de Sophie, passou a ser denominado em sua honra, pelo seu segundo nome. Ao vê-lo ninguém diria que foi dramaticamente destruído na II Guerra Mundial! É uma palácio belíssimo, a sala denominada "cabine de Porcelana" é única e deslumbrante, possui ainda magníficos e extensos jardins. 



Tiramos um dia para visitarmos Postdam, que fica apenas a 24 kms da capital e vale realmente a pena. Infelizmente, "Sanssouci",  estava fechado nesse dia ( à semelhança de Portugal, à 2ª feira os Museus fecham),  pelo que pudemos apenas visitar o parque, que contempla jardins com esculturas, fontes, terraços, templos, capelas, um Jardim Botânico e um Instituto de Botânica, numa área de 287 hectares, onde se incluem também vários palácios, sendo Sanssouci o mais famoso. Foi construído por Frederich II, como palácio de Verão, em estilo Rococó, ele adorava passar aqui temporadas, despreocupadamente ( sans souci - sem preocupações, em francês), cultivando frutos e o seu próprio vinho.



Entretanto, ao lado situa-se um belíssimo Moinho de vento, de desenho holandês, que funciona ainda, apesar de ser uma reconstrução do que ali existiu, destruído pelo tempo e guerra.  Parece que o ruído que o moinho fazia incomodava o rei, e por isso ele chamou o moleiro e ofereceu-lhe dinheiro para sair dali com a sua família. Como este negou, passou para as ameaças, mas o moleiro continuava firme. Entretanto o caso acabou em tribunal, a favor do moleiro, graças a um ditado do género: "Em tribunal o rei fica de fora". Parece que a Justiça se prezava acima de tudo!
O moinho tem 5 andares, nos quais se pode visitar uma exposição sobre o funcionamento do moinho, sobre a história do moinho, vê-lo efectivamente a funcionar, e apreciar a paisagem do alto.
 

Em contra-partida, o Neues Palais estava aberto e pudemos visitá-lo. É  um enorme palácio barroco que  foi encomendado pelo rei Friedrich, o Grande, e a construção data de 1763. Depois da Guerra dos Sete anos, que culminou em derrota, para mostrar a todos que apesar da guerra tinha ainda condições para construir este edifício impressionante, porque é realmente um dos mais impressionantes da Alemanha, possui mais de 200 quartos luxuosamente decorados. Os jardins são dignos de nota, pela beleza e extensão, aos quais dedicamos algum tempo.

Postdam é uma cidadezinha encantadora, o bairro holandês e a igreja de S.Nicolau são locais a visitar.


O Museu de História Natural é imperdível em qualquer cidade que visitamos; as crianças adoram e o pai também. Para além dos gigantescos esqueletos de dinossauros, as prateleiras estão repletas de frascos contendo vermes, aranhas, caranguejos, caracóis, peixes, lagartos e sapos – coleccionados desde 1770 até hoje, e ainda a colecção de minerais. 
Este é um museu em que as crianças são os visitantes V.I.P e por isso existem várias actividades, como work shops, dedicados aos pandas ou formigas, produzidos a pensar nelas. E têm muito sucesso! Nunca vi tantas crianças num museu. Fiquei a saber que a China actualmente não vende pandas, apenas os "aluga", a zoológicos espalhados pelo mundo. Porém, o valor é tão alto que poucos zoos têm condições financeiras de pagar os milhões de euros, pedidos, por ano.


Porém, o meu museu preferido foi o Gemäldegalerie, que por estar localizado longe da Ilha dos Museus fica esquecido por muitos visitantes e por isso é tranquilo, e sem fila na bilheteira!
O edifício é moderno, mas o conteúdo vai do séc.XIII ao XVIII 
Espalhadas por mais de 50 salas, e distribuídas cronologicamente por escolas, encontramos obras de Jan van Eyck, Pieter Bruegel, Albrecht Dürer, Rafael Sanzio, Tiziano, Caravaggio, Boticelli, Peter Paul Rubens, Rembrandt ( a maior colecção do mundo, com 16 quadros), Jan Vermeer van Delft, etc. Sendo por isso conhecido também como o Museu dos Grandes Mestres Europeus. Em tudo, 5 estrelas!

Estar em Berlim e não nos depararmos com a História da Alemanha, mais e menos recente seria impossível. E os alemães também não têm intenção de a camuflar. Por todo o lado vamos encontrando pedaços do Muro que dividiu a cidade ao meio, após a II Guerra Mundial, ou então a linha no chão, por onde passava o Muro. Encontramos as paredes do edifício que outrora foi uma prisão da Gestapo, onde uma exposição contava em fotografias e texto, episódios de pessoas que estiveram envolvidas de algum modo na História. Judeus, alemães nacionalistas, detractores, opositores, ciganos, homossexuais, comunistas, doentes físicos e mentais... etc. Logo por detrás situava-se mais um extenso pedaço do Muro, que também contava a história dos que tentaram subi-lo, e morreram na maioria dos casos. 
Era um espaço aberto, ao ar livre, repleto de visitantes, e no entanto havia ali um silencio respeitoso, vozes baixas, murmurantes, como se aquele memorial fosse um espaço sagrado. 

Outra coisa que estranhei em Berlim foi a quantidade de turistas americanos que circulavam por toda a cidade. Suponho que a História deles está ainda ligada por uma memória recente à História de Berlim, por terem ficado responsáveis por um dos sectores da cidade. E precisamente entre o sector americano e o russo, ficava o  Checkpoint Charlie, um posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental. 
Agora acumulam-se ali inúmeros turistas americanos, que aguardam vez para se fotografarem com os "soldados" compatriotas. Sem dúvida um local muito simbólico, e por isso, muito procurado. Dizia um daqueles "guias improváveis", a um grupo, que na realidade o posto não se encontrava na Friedrichstrassemas, que foi lá colocado posteriormente. Uma curiosidade, nas ruas das proximidades notei umas pequenas placas no chão, com nomes de pessoas e datas. São judeus, cujas casas aí se situavam, e que foram presos e levados para os Campos de Concentração.


A caminho da Porta de Bradenburgo, digo: "Portão" (a Letícia insistia: como é que uma coisa gigantesca destas pode ser Porta?!),  encontramos o Memorial das Estrelas, que desconhecíamos. Sem informação, fomos especulando do que se trataria, e a confirmação veio de seguida, quando a guia do local nos confirmou - trata-se de um monumento de homenagem às vitimas judias do holocausto. Muito interessante, simultaneamente tranquilizador e inquietante.


Que dizer do Portão de Bradenburgo? É o local das convergências. Milhares de turistas se passeiam por ali, admirando aquele arco do Triunfo neo-clássico, monumento do séc.XVIII, que é actualmente um dos ex-libris da Alemanha.

A capital da Alemanha vale, de facto, a visita, penso que vale mesmo a pena regressar, há ainda tanto para ver e descobrir!
 

Nota: Fotografias cortesia da Letícia ( as minhas ficaram no meu pc que entretanto crashou!)


Fontes: Simplesmente Berlim
        Wikipedia
        Porque não? 
        Viajoteca 
        Made for minds
        Berlin.de 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Férias de Pais

Depois de dois anos a pedir que o deixássemos ficar, que fossemos nós, sem pena, visitar outras paragens e conhecer monumentos e museus, se assim nos apraz, o Duarte ficou em casa. As primeiras férias sem pais, aos cuidados dos compreensivos tios-avós, tinham que ter corrido bem. Tão bem que lhe souberam a pouco;  acalenta agora o plano, instigando-nos também a acarinha-lo desde já, que no próximo Verão se repita o que excepcionalmente aconteceu.

Para estranheza de amigos e família, começamos cedo a viajar com os filhos. Apetrechados com tudo o que pensávamos ser necessário ao conforto deles, e por isso, sem grandes queixas; carrinhos de passeio nunca lhes faltaram, para que as suas perninhas tenras descansassem, e pudessem inclusive fazer algumas sestas, por locais  onde a penumbra protege a arte da luz danosa.

Instigamos-lhes o gosto pelo desconhecido, incutimos-lhes o prazer da observação de obras de arte mundialmente famosas, e despertamos-lhes o espírito para compreender as diferentes culturas. Porém, por muito que a família promova um gosto, um passatempo ou interesse, cada um tem a sua personalidade e esta, mais cedo ou mais tarde, há-de levar a melhor.
Aconteceu este Verão.
Preferiu passar alguns dias na tranquilidade da aldeia, junto com a família no Douro. O sobe e desce das vinhas, as brincadeiras com os primos mais novos, os banhos na praia fluvial, refresco para as altas temperaturas, pareceram-lhe as melhores férias do mundo.

Por sua vez, a Letícia viajou para Berlim connosco, com um entusiasmo contagiante, munida de informações sobre o que queria conhecer e visitar. Espontaneamente, preparou-se durante dias, semanas, vendo vídeos e lendo o Michelin, com um genuíno interesse que falta a muitos adultos. 

São assim os filhos, cada um à sua maneira; e por muito que pensemos que temos poder de "controle",  do que eles são e serão, do que decidimos ser melhor para eles, é pura ilusão. E quanto mais cedo aceitarmos este facto, melhor será para todos.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Salada de Feijão Frade e Abacate


Nada melhor, nestes dias de calor, do que uma salada, seja para que refeição for. Adorei os sabores desta, uma combinação que me parecia improvável; sempre achei o feijão frade muito conservador, pelo menos assim me parecia. Mas não, saiu-se deliciosamente nesta aventura gastronómica colorida!




                   Salada de Feijão Frade e Abacate*

Ingredientes:
250 gr de feijão frade cozido e escorrido
2 dentes de alho esmagado
3 colheres de sopa de sumo de lima
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sobremesa de cominhos
1 pitada de flocos de malagueta
1/2 colher de sopa de sal marinho
1 chávena de milho ( de lata)
1 chávena de tomates-cereja
1/4 de chávena de cebola roxa, finamente picada
1/4 de chávena de coentros picados
1 abacate médio

Como fazer: 
Numa saladeira, juntar o alho, o sumo de lima, o azeite, cominhos, malagueta e sal, e mexer bem.
Acrescentar o feijão frade, o milho, o tomate e os coentros; misturar bem, e colocar no frigorífico pelo menos 20 minutos. 
Quando estiver pronto para comer, juntar o abacate delicadamente, e servir de imediato.


* Receita do Ginna's Skinny Taste

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A Mãe Sueca

" As mães suecas são descontraídas. Não temos medo do frio, nem da criança se sujar, nem de cair do baloiço. Só se estiver um tempo mesmo, mesmo impossível é que não saímos de casa, estamos habituados a sair a a brincar lá fora com todo o tipo de tempo. Também temos uma relação muito forte com a natureza, não gostamos de estar fechados. As mães portuguesas vestem as crianças de maneira muito arranjadinha ( risos). Nós damos prioridade ao conforto acima de tudo. O que interessa é que a criança consiga brincar e esteja confortável. As mãe suecas dão muita liberdade às crianças, não andam sempre em cima delas. Elas vestem o casaco se quiserem. Respeitamos muito a individualidade delas. Temos uma relação muito de igual para igual, mas isso faz parte da cultura sueca, que sempre foi muito democrática. Temos muita confiança neles, não andamos sempre à espera que façam qualquer coisa de errado, esperamos sempre o melhor. Na Suécia, se alguém der uma palmada a uma criança pode ir preso. Também ralhamos com os nossos filhos, claro, mas não é com a impulsividade do Sul, não o fazemos de maneira agressiva. 
Os pais homens tem uma relação bastante forte com os filhos, porque partilham o tempo de licença de maternidade, que é uma ano e meio ( na pior da hipóteses). São muito desenrascados, fazem tudo o que as mães fazem, e as mães suecas confiam bastante neles."

Mikaela Oven, mãe de 3 filhos, entre 7 e 11 anos in Activa, Maio, 2015

Gosto muito desta forma de ser mãe ( e pai ) sueca. O nosso tempo é incomparavelmente melhor e no entanto os pais portugueses não o aproveitam. Quando os meus filhos eram pequeninos levava-os ao Parque todos os dias, excepto em dias de chuva, mas no Outono e Inverno éramos os únicos que por lá andávamos.
Os pais portugueses não valorizam assim tanto a natureza, o que é um desperdício, porque essa atitude é também ensinar os filhos a preservá-la, e cuidar dela.
Achava eu que as mães espanholas vestem os filhos demasiado bem mas ainda há quem ache o mesmo, das mães portuguesas!
Tratar os filhos de igual para igual? Isso é demagogia, para a grande maioria dos pais portugueses. - Mas afinal quem é que manda?! Agrada-me esse reconhecimento do individuo, mesmo que seja criança. 
Quanto aos pais portugueses, ainda não são maioritariamente "desenrascados" e merecedores de total confiança. Mas cada vez mais se empenham no cuidar, educar e acompanhar os filhos.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A mãe do Casillas

A mãe do Casillas quer o que todas as mães querem: - o melhor para os filhos. E o melhor para o filho, seria certamente um clube de futebol mais prestigiado do que o FC Porto. Mas isso não aconteceu. No entanto, ao contrário do filho, o orgulho da mãe falou mais alto, e ofendeu os portugueses independentemente de clubes, que se uniram em coro contra as declarações da espanhola.

Todos sabemos que as boas intenções nem sempre nos impedem de errar.
E errar, todos erramos. Reconhecer o erro e pedir perdão é que já não é para todos. Mas a mãe de Casillas fê-lo. Isso tem  mérito. E, ao assumir que errou nas suas declarações facilitará a estadia do filho.
No fim de contas, tudo o que as mães querem é o melhor para os filhos.