quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O Pai Natal e os elfos - acreditar ou não?



VIA
Tem surgido por aí uns artigos contra o Pai Natal, dizem que é a primeira mentira que contamos aos nossos filhos, e desde logo com isso lhes provamos que não podem confiar em nós. Suponho que a rectidão destes pais os impede de transmitir aos filhos as suas próprias crenças (e há sempre algo em que acreditam!), de modo a deixar-lhes uma página em branco, para que eles a pintem com as suas próprias descobertas e aprendizagens.

Eu, que fui uma criança que acreditou no Pai Natal até aos 9 anos e que tive um enorme desgosto ao descobrir a sua inexistência, continuo a pensar que essa fantasia valeu a pena. Portanto, com os meus filhos, prolonguei-lhes o mito o mais que consegui, e ambos confirmam que a crença no Pai Natal foi algo mágico. Traumatizados? Não ficaram. Perderam a credibilidade nos pais? Também não. Até porque essa se constrói com as coisas do dia-a-dia, e o que se explica, eles compreendem.

Creio que naquele tipo de educação, que por tanto respeitar os filhos, não se lhes transmite valores, crenças, formas de fazer, em suma, um enquadramento cultural e religioso, lhes é mais pernicioso do que benéfico. Na minha óptica, é até uma espécie de negligencia. Eles precisam de estrutura que seja ponto de partida, caso contrário, o vazio só causa desorientação e atraso.
Poderão ser eles a pintar a página, mas devemos ser nós a dar-lhes o papel e as cores.
       
Portanto, há um país, aonde mais de metade da população acredita em elfos! Os elfos são seres muito pequenos – no máximo, chegam aos 90 centímetros de altura. Têm orelhas muito grandes e usam roupa velha e simples. Segundo o National Geographic, 54% da população da Islândia acredita neles. Sim, adultos incluídos! No Natal as actividades que os envolvem são intensas e variadas; são eles que decidem que crianças se portaram bem e merecem presentes, é a eles que os meninos deixam os sapatinhos para receberem doces, mas também é deles que recebem, muitas vezes, grandes partidas. 
Os islandeses acreditam, e não será por isso que sejam mais tolos, estúpidos ou traumatizados do que os outros povos, bem pelo contrário, acredito eu. 

  

Neste país mais de metade da população acredita em elfos
Meet the thirteen yule lads

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Sal a mais

A Letícia queixa-se: - O burguer de cogumelos tem sal a mais, mãe.
- Olha, para o ano, já vais ficar contente só por teres comida! Responde-lhe o Duarte.

Aprendizagens. Apenas há dois meses e meio fora de casa.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Dica de leitura - O grito de guerra da mãe tigre



Via
Há uns anos este livro fez furor nos blogues maternos norte-americanos, acabando por repercutir pelos de língua portuguesa, daí eu ter tomado conhecimento dele. Como acontece sempre, os livros do momento nunca me interessam, para mais, por aquilo que tinha lido sobre o mesmo, pareceu-me que tinha sido escrito propositadamente para polemizar. Volvidos todos esses anos, eis-me a ler "O grito de guerra da mãe tigre"!

Amy Chua é filha de imigrantes chineses, e criada como tal; professora universitária, casada com um judeu americano, está decidida a educar as duas filhas segundo o modelo chinês, que acredita ela, é muito mais correcto do que o ocidental. Portanto, educar significa ensinar a trabalhar arduamente, seja na escola, seja a tocar os instrumentos musicais que ela escolheu para as filhas. Ela escolheu porque fez isso em tudo, a opinião das filhas não interessa, ela é mãe e sabe o que é melhor. A infância é apenas um período de preparação (intenso trabalho) para o sucesso na idade adulta; portanto, não há tempo para brincar, dormir em casas de amigas e participar de actividades na escola, como peças de teatro. 

Desde os 3 anos que as filhas são obrigadas a praticar 5 ou 6 horas por dia nos seus instrumentos. Espera-se delas que sejam apenas as melhores, só o primeiro lugar satisfaz! Para um pai chinês, o segundo lugar envergonha. Portanto, se a filha mais velha acatava as ordens da mãe, a filha mais nova desafia-a desde sempre e constantemente, levando-a aos gritos e insultos, dentre os quais a mãe chama "lixo" é filha e outros mimos de igual calibre. O ritmosxz de trabalho não abranda nunca, nem sequer nas férias no estrangeiro, para onde carregam o violino sempre. 
Os conflitos são duros e constantes, o marido discorda mas nunca trava a esposa, aliás em frente às filhas, faz frente unida com ela. Mesmo os avós pensam que Amy está a exigir demais e pedem-lhe que abrande, mas nada a demove.
Com 13 anos, a filha mais nova consegue, finalmente, que a mãe a liberte. Troca o violino pelo ténis, que pratica de forma competitiva mas ao seu ritmo.

Muitas vezes, ao ler este livro, concordei com as filhas, esta mulher é louca! Fiquei desgastada só de ler as vezes que ela mencionou que gritava. Uma casa onde os gritos são uma constante, parece-me o inferno.  Pensei que fosse desequilibrada e que fizesse tudo aquilo, não pelas filhas mas por ela, para se poder exibir. As críticas constantes à forma ocidental de educar também não lhe angariam simpatias, mas tenho de reconhecer que a extrema exigência da educação chinesa contrasta com o laxismo ocidental, o que também não é correcto; portanto, algo entre estes dois tipos de educação serial o ideal.

Entendo que os conceitos que nós temos de querer ter uma boa relação com os filhos, de os vermos felizes, de ouvirmos a opinião deles, sobre os seus interesses, sejam alheios aos chineses. Entendo que temos valores diferentes, mas nem nós estamos errados a 100%, nem eles certos na mesma medida. 
Os asiáticos parecem querer ter filhos-prodígio, e não acontecendo isso naturalmente, empenham-se em construí-los. Amy Chua termina fazendo tréguas com as filhas, porém o tom dela até ao fim é bastante complacente com a educação ocidental, comparativamente com a educação chinesa, ainda que tendo que recuar, sai vitoriosa. 
Não percebo como pode o relacionamento entre mãe-filhas sair incólume, depois de uma educação tão despótica; a não ser que se explique com o síndrome de Estocolmo! 

É interessante ler sobre uma forma de educar tão diferente da nossa, e a leitura é fluída, fácil. 

Título - O grito de guerra da mãe tigre
Autora - Amy Chua
Editora - Lua de Papel, Leya
Nr de pags. - 228

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Fillmes que vale a pena ver

Parece que por coincidência (ou será que não?), todos os filmes que tenho visto são inspirados em casos reais, e notei apenas isto ao escrever este post. Interessante.


A incrível história do carteiro Cheval TVC2
Esta história verídica, passa-se em França, na região de Droma, no séc.XIX. O carteiro Cheval, um homem suigeneris, que na aldeia consideram louco (pareceu-me que teria algum grau de autismo), após a morte da primeira mulher, e o afastamento compulsivo do filho pequeno, volta a casar e tem uma menina, Alice. Se as capacidades socais de Cheval são limitadas, e relativamente a crianças ele tem perfeita noção disso, portanto e subitamente, decide construir um palácio para a filha, que vai demorar 33 anos, de trabalho duríssimo e grandes sacrifícios. É a sua forma de homenagear a filha, de lhe demonstrar o seu amor por ela, que de outra forma não conseguiria. A arte do palácio é assombrosa, fez-me lembrar Gaudi, talvez este tenha ouvido falar dele, e se tenha inspirado. Quem sabe?!
É um filme extremamente belo e emocionante. O actor principal faz um papel magnífico!

Green Book - Um guia para a vida TVC1
Também baseado numa história verdadeira, sobre um famosos pianista negro, Don Shirley, que nos anos 60 decide fazer um tour pela América, contratando um segurança e motorista italo-americano, bastante racista. Esta viagem vai proporcionar momentos de diversão, mas sobretudo retrata uma América declaradamente racista, meio perdida entre o que era e naquilo que se tornaria, porém conciliatória, na concretização de uma amizade improvável.

A livraria TVC1
Nos anos 50, Florence, decide realizar o sonho de abrir uma livraria numa terriola perto de Londres. O gesto é arriscado mas revela-se um sucesso, até que ... surgem complicações que exigem tenacidade e empenho, mas será isso suficiente? Seja como for, a atitude desafiante de Florence deixará sementes.

A mulher que segue à frente TVC3
Inspirado em Catherine Weldon, que no séc. XIX, após se tornar viúva, decide viajar de Nova York até Dakota do Norte, a fim de pintar o último grande chefe índio, Touro Sentado. Ninguém imagina agora quão perigosa pode ser uma missão destas, porém C.W. está resoluta e nada, nem ninguém, a impedirá de fazer o que quer. 
Gostei de Jessica Chastain, num papel muito convincente entre a delicadeza e a força. A história é interessante pelo período histórico, e também pela divulgação de uma figura feminina, a pintora, que terá certamente inspirado muitas mulheres. 

Memórias de uma falsária TVC1
Inspirado em factos verídicos, contados pela própria Lee Israel, na sua autobiografia, que atravessando um período de penúria financeira, descobre que o seu talento pode ser muito mais rentável do mercado das antiguidades literárias, mais propriamente no sector das epistolas de famosos falecidos. Contudo, como não há crimes perfeitos...!
A Melissa Mccarthy também sabe fazer papeis sérios, e como! Perfeitamente credível, num papel antipático que dificilmente conquista o espectador. Mas conquista. 
A prova de que o talento pode derrapar para o lado mais fácil. 

Igualdade de sexos /Made in Dagenham TVC3
Em 1968, as trabalhadoras a Ford, em Dagenham, descobrem que apesar da igualdade de direitos, os homens recebem mais. Ignoradas pelas chefes, iniciam uma greve, reivindicando salários e benefícios iguais. Constata-se como os próprios companheiros e maridos também as discriminavam, e quando se viram em xeque, de imediato retrocederam no apoio. 
Contudo, este braço de ferro viria a dar frutos, não apenas para estas trabalhadoras, como para as de todo o pais, e do mundo.

Eu, Daniel Blake (canal?)
Acho que este é o único filme que não se baseia num caso verídico, e porém, retrata muitíssimo bem o serviço público inglês.
Daniel Blake tem um avc e fica de baixa, porém esta esgota-se e a médica recusa dar-lhe alta, pelo que ele se submete a um inquérito feito de forma totalmente desadequada, que o habilita a trabalhar. Mas a médica rejeita. Daniel Blake fica assim numa espécie de limbo, como há-de sobreviver? Pelo caminho encontra uma jovem mãe solteira que também está refém do sistema, e fazem amizade, numa aliança para conseguirem ultrapassar os problemas.
A fotografia de um sistema desumano e perverso, no qual os trabalhadores da segurança social agem como máquinas, e as pessoas são facilmente descartadas.  

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Bolo Marroquino #vegan


Vi esta receita no programa da Martha Stewart, aliás, na parte em que um convidado faz algo muito seu, no caso era um bolo marroquino, de uma conhecida profissional de sobremesas, que pega nas receitas e as desenvolve, dando-lhes o seu toque pessoal, para restaurantes conceituados. Foi exactamente o que fiz, tornando o bolo numa versão vegan, vi logo que tinha potencial!

Resultou num bolo muito saboroso, pesado mas rico, aromático. Achei que daria um belíssimo bolo de Natal, a Letícia até disse que parecia um Bolo-Rei, mas melhor, claro, pois nós as duas nunca gostamos desse. 


Bolo Marroquino

Ingredientes:
120 gr de açúcar amarelo
180 gr de farinha
1 colher de chá de fermento
250 dl de chá preto bem forte
1 dl de óleo vegetal
2 colheres de sopa de linhaça
Frutos secos: alperce, tâmaras, sultanas, figos, etc.
Uma colher de sobremesa de Raz El Hanout ( ver receita aqui)

Como fazer:
Numa taça de sobremesa, colocar os frutos cortados aos cubos, cobertos por água quente, durante uma hora.  
Noutro recipiente, colocar as duas colheres de linhaça com 4 de água, mexer e deixar ficar 5 minutos. 
Noutra taça, colocar os ingredientes secos e o chá, envolvendo bem tudo, acrescentar a linhaça, e os frutos secos, voltar a envolver, e verter numa forma de bolo Inglês, com o fundo forrado com papel de manteiga. 
Coze no formo a 180º, cerca de 30 minutos, ou até o palito sair húmido mas sem massa colada.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Vacinação e Auto Hemo-terapia



Ouvi, na tv,uma farmacêutica e representante da Ordem dos farmacêuticos, dizer que estão em plena campanha de vacinação, que está mesmo no auge, e o objectivo é reforçar esta cultura vacinal. Há uns anos, quando a vacina contra a gripe surgiu, a geração visada era a dos idosos, hoje, sem pejo, tentam fazer com que a vacina seja alargada a toda a população, apelando ao bem-estar das crianças, das grávidas, ou seja, dos grupos mais vulneráveis mas também já aliciando toda a população. 

A vacina é eficaz apenas contra 4 tipos de vírus, e portanto, existem tantos tipos de vírus que mesmo tomando a vacina, podemos ficar com gripe todos os anos. O que claramente acontece com muitas pessoas que eu conheço, que tomam anualmente a vacina.

A industria farmacêutica não pretende curar ninguém, ao contrário da Medicina, que pretende tirar a dor e se possível curar, é de facto a indústria da manutenção da doença, e visa gerar lucro apenas. Por isso, tudo ou quase tudo o que dela advém, me deixa sempre alerta.

Há formas de prevenir a gripe, como a lavagem de mãos com sabão, afastarmo-nos de pessoas gripadas, não partilhar objectos pessoais com outras pessoas, manter uma alimentação saudável. E no caso de não escapar, cuidar de a curar, com descanso, agasalho, bebendo líquidos e dieta adequada. As defesas do nosso corpo fazem o resto, combatendo o vírus. 
 
Não aconselho a vacina da gripe a ninguém, mas aconselho o reforço do sistema imunitário, que desse modo se torna combativo a uma escala muito mais abrangente, não apenas relativamente a gripes como a todas as doenças. E existe um meio, alheio à industria farmacêutica, acessível a todos, trata-se da Auto-Hemoterapia; o nosso próprio sangue, colhido numa veia e injectado no músculo, vai fazer com que a nossa imunidade aumente 4 vezes. Este tratamento foi utilizado e divulgado, pelo Dr.Luíz Moura (que aprendeu com o pai, médico cirurgião e professor universitário na Faculdade de Medicina), ao longo da sua vida, e os casos de sucesso são diversificados e espantosos. 
Não é reconhecido pela OMS, ninguém apresentou estudos a favor, e obviamente, podemos conjecturar o porquê, afinal tornamo-nos praticamente auto suficientes, e isso não convém nada, não gera capital. 
Não esqueçamos que o nosso corpo é uma máquina perfeita e maravilhosa, mas leiam sobre o assunto, sobre quem faz Auto Hemo-terapia e, sobretudo, ouçam os vídeos deste médico que sobretudo, queria tirar a dor e, se possível, curar.