segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Um Texto Meu, Num Teste?

Uma entrada no meu blogue vinha de um documento pdf; tive a curiosidade de procurar saber do que se tratava, e com enorme surpresa deparo-me com um teste que avalia os conhecimentos da Língua Portuguesa, nível de secundário, em Húngaro!

Nas perguntas de interpretação, o teste refere-se a mim como "a escritora"!
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Sinto-me elogiada e atemorizada.

Caso para dizer: -  köszönöm !


sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Pequeno Circuito No Alentejo

Via
Ainda continuamos a descobrir o Alentejo. Esta região de Portugal dá-me sede,  tenho permanente de me refrescar com bebidas frescas e gelados; certamente devido à paisagem, aquelas longas extensões planas e amarelas, com as ondas de calor a ondular no horizonte.
Estas ocasiões só servem para confirmar a minha natureza de Minhota. No entanto, o Alentejo também me provoca sede de conhecimento; tenho vontade de o descobrir cada vez mais. Portanto, prevejo que essa descoberta há-de continuar por muito tempo. Já temos em mente alguns locais  fascinantes.

Tínhamos visitado Portalegre umas duas vezes, no entanto, nunca tínhamos ido ao Mercado, sendo para mim um dos locais que eu mais gosto de visitar em qualquer terra. No 1º andar, tomamos o pequeno-almoço, com excelentes Farturas, ou como lá lhes chamam, Massa Frita, sendo que para nós, grandes apreciadores deste doce de festas e romarias, temos altos padrões de exigência. Crocantes e secas, como gostamos.

No rés-do-chão encontramos os comerciantes, sendo alguns deles agricultores. A alegria do 1º andar deu lugar a uma tristeza enorme, ao ver aquele local óptimo tão mal ocupado e quase sem clientes. Enquanto a afluência ao piso superior era intensa.
Causa-me estranheza que havendo um mercado onde se vendem produtos de agricultores locais, frescos e saborosos, não exista a procura merecida. Preferem os supermercados, onde a fruta é toda igual e brilhante, carregada de pesticidas e sem sabor. E mais cara!
Comprei avelãs caseiras, um ramos de ervas medicinais e oregãos. Entretanto os agricultores, quase todos já idosos, arrumaram o que não venderam para levar para casa. Fazem o que fazem por teimosia. Porque trabalharam a terra toda a vida. Não é pelo lucro com certeza. Fez-me doer a alma.



Vila Viçosa também já era conhecida nossa, contudo não tínhamos ainda visitado o Palácio Ducal, apesar de por duas vezes ter estado na nossa mira. Mas valeu a espera, é um palácio muito interessante e lindíssimo. Tem cerca de 500 anos, dos mais antigos e bem conservados da Europa, e tem um acervo vastíssimo e rico, muito bem preservado. Pertence à Fundação Casa de Bragança, que não recebe qualquer subsídio do Estado, pelo contrário, ainda paga impostos.
O Castelo também merece a visita, tem um Museu de Caça muito bom; confesso que a parte dos animais empalhados não é propriamente ao meu gosto, porém os artefactos romanos  são significativos, e esses sim, são muito do meu agrado.

Painéis de azulejos na Sociedade Recreativa de Estremoz

Estremoz tem uma longa e interessante História, estando frequentemente relacionada à História da nação.
Passeamos pelo centro, admiramos o Café Águias de Ouro, com a sua fachada singular, e outros edifícios interessantes. Entramos para beber uma água no Hotel Pátio dos Solares, onde foi gravada a novela Belmonte, segundo nos disseram; e tive ainda o privilégio de observar os belíssimos painéis pertencentes à Antiga Igreja da Misericórdia de Estremoz, actualmente, uma sociedade recreativa. Parece que foram descobertos há poucos anos, aquando de um restauro da Sociedade. A igreja é anterior a 1502, e imagino que tenha sido confiscada pelo Estado no séc.XIX, como outros bens da igreja, e assim tenha chegado à sua actual função.
Foi graças a uma filha da terra que tive esta oportunidade, pois estas dicas não vêm nos Livros de Viagens. Se passarem por lá, peçam que vos mostrem os Painéis, são pessoas muito simpáticas. 

Caracóis e cerveja, na Casa das Bifanas,  Estremoz

Para um lanche ajantarado, Caracóis e Pica-Pau, como manda a tradição da terra. Eu fiquei-me pelo Pica-Pau; Caracóis... só nas ilustrações dos livros!

Dias de Verão com História, aos quais juntamos as nossas estórias, sempre bem acompanhados. Perfeito. 

quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

6 Passos para Reencontrar a Rotina

Via
Aquela ideia de que as crianças ficam fartas das férias de Verão e vão alegremente para a escola, em Setembro, não passa de um mito.
Porque isso acontecia connosco pensamos que será assim com eles? Não. Eles parecem ter coisas mais estimulantes e interessantes para fazer do que a escola. Nem vamos comparar como passavamos as férias de Verão, o que fazíamos e o que eles fazem actualmente, para tentar entender.

Segundo me dizem, o tempo de férias passa rápido demais; mesmo os 3 meses de Verão. Isto também não dá para entender, pois a percepção que eu tinha do tempo, na infância, era outra. As férias rendiam, rendiam, rendiam... ao ponto de sentir saudades da escola. Eles também não entendem isto.

E quando digo "eles", refiro-me à pequena amostra constituída pelos meus filhos, sobrinhos e amigos. No entanto, como essa amostra me diz directamente respeito, tem o peso de um universo digno de qualquer estudo universitário. Isto dito, obviamente que lhes  levo a sério as penas e comiserações relativas ao início do ano escolar.

Se para qualquer adulto é difícil regressar ao trabalho depois das férias, por que não há-de ser para os alunos?

Eles necessitam de tempo para reencontrar a rotina do tempo de aulas, e devemos dar-lhes esse tempo. Para começar, a rotina deve ser suavizada, sobretudo inicialmente:

1º Preparar a mochila: à noite, antes de se deitarem, facilitará a manhã.

2º  Acordar atempadamente: esta implica deitar cedo, para não ter sono de manhã e assim ser menos custoso.

3º Tomar o pequeno-almoço: em família de preferência, mas ter tempo para tomar a 1ª refeição com tudo o que é do agrado deles.

4º  Preparar uma merenda deliciosa: seja o que for que eles prefiram, uma fatia de determinado bolo, uma caixinha de cereais, uma sandes de atum. Os meus estão naquela fase que adoram os petiscos do bar da escola, portanto "mistas" estão permitidas!

5º Afirmações positivas: Conversar com eles, mentalizando-os de que com a escola têm outras obrigações, e devem ser responsáveis por elas. Nada de ameaças, Do tipo " agora é que vais ver o que é bom!". Antes o reforço positivo, "estás descansado, vais dar o teu melhor, vais ver!"

6º Não pressionar: nos primeiros dias não os bombardear com pressões para estudarem. Apenas lembrar se há T.P.C.'s .

Aos pouquinhoso as crianças reencontrarão a sua nova rotina.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Escola no Japão


Hoje, com o início do ano lectivo penso particularmente na questão. 
Uma escola que responsabiliza os alunos, se preocupa em integra-los e incentiva a cooperação.
Sem dúvida que daqui sairão adultos muito bem estruturados.

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Pequeno Circuito Por Terras Históricas


Gosto de terras com História, e gosto ainda mais quando são pequenas localidades, como aldeias e vilas. Têm outro encanto, outra energia, mas, infelizmente, na maior parte das vezes também possuem uma certa tristeza. A viva tão vibrante de outrora deu lugar a uma quietude que me parece sempre injusta e inapropriada. No entanto, passear através do tempo é a viagem que nos proporcionam, e suponho que esse tipo de passeio nos causa, inevitavelmente, uma certa nostalgia.

Sortelha - Esta freguesia fica localizada no concelho do Sabugal. Foi vila e sede de concelho entre 1288 e 1855, tendo em 1849,  6022 habitantes. Hoje é considerada uma das aldeias históricas de Portugal e possui apenas 2 habitantes. É uma aldeia granítica, rodeada por uma muralha do Sec. XIII, que conseguiu preservar o seu aspecto até aos nossos dias; possui castelo, sepulturas medievais, pelourinho Manuelino, igreja renascentista, e casas encantadoras que são habitadas apenas aos fins-de-semana pelos seus proprietários, ou estão reservadas ao Turismo, ou ainda, tristemente abandonadas.
Passear pelas ruas empedradas, debaixo da sombra das casas centenárias revelou-se um passeio quase perfeito. E este quase deve-se à falta das pessoas; faltam os habitantes que costumam dar alma às terras. É muito triste, mas é assim o interior de Portugal.


Belmonte - Pertence ao distrito de Castelo Branco e tem cerca de 3 200 habitantes. Recebeu foral de D.Sancho I em 1199. O grande ilustre filho da terra, é o navegador Pedro Alvares Cabral.
A comunidade judaica que aqui permaneceu desde o Sec.XVI, fugindo de Espanha e da Inquisição, fechou-se de tal forma ao Mundo que viveu totalmente isolada em Belmonte até aos anos 70, quando finalmente estabeleceram contacto com os judeus de Israel, e oficializaram o judaismo como sua religião.
Por coincidência, visitamos a Vila durante a Feira Medieval, que estava repleta de turistas por ela traídos, e alguns do nosso grupo tiveram ainda o privilégio de serem filmados, para a reportagem da RTP1. Como a Letícia, que obviamente achou imensa graça. Curiosidades das férias.


Monsanto - Localizada em Idanha-a-Nova, tinha em 2011, 829 habitantes. É considerada a aldeia mais portuguesa de Portugal, epiteto que infelizmente não consegui esclarecer, restando-me especular.
Habitada desde o Paleolítico, apresenta sinais da permanencia de Romanos, Visigodos e Árabes, sendo estes últimos derrotados por D. Afonso Henriques, que doou o lugar de Monsanto à Ordem dos Templários. Ao longo dos séculos foi atacada por diversas vezes, reconstruída e repovoada.
O  escritor e médico Fernando Namora foi o seu habitante mais conhecido, estando a sua casa sinalizada As casas em granito situam-se no alto do monte, abrangendo uma paisagem distante e deslumbrante. Muitas casas estão abandonadas e em ruínas, outras fechadas grande parte do ano, e as restantes habitadas por um número que me parece bastante inferior ao indicado em 2011. Sente-se, porém, que a aldeia é habitada, há ruídos, luzes e vozes de quem lá vive.

Assistir ao por-do-sol no topo de Monsanto, e jantar no terraço de um pequeno restaurante foi algo que apreciamos como se de um luxo raro se tratasse. Uma daquelas noites de Verão maravilhosas, que nos deixam saudades por muito tempo.

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

A meio da Conversa

O Duarte e um amigo conversavam quando passaram por mim:

- Eu? Eu durmo numa cama. Diz o Duarte
- Eu não! Eu durmo num saco-cama! Fogo, eu durmo no chão. Responde o amigo com uma voz muito aborrecida. - Como conseguiste a cama?
- Foi o L. que ma deu.
- Ó....eu também queria dormir numa cama!

Por uma fração de segundos até pensei que estavamos na vida real.