quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Referências televisivas



Tenho uma adolescente em casa a ver a RTP Memória, como a minha mãe!A descobrir séries que gosta a e gravá-las, com intenção de ver todos os episódios. E com "Chefe mas pouco" ri às gargalhadas, como poucas vezes. 
Será do guarda-roupa vintage? Será das historinhas inocentes? Pode ser disso tudo, mas realmente gosta!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Telemóvel na escola?

Há cada vez mais escolas, em mais cidades e países, a proibirem o uso de telemóvel aos alunos. Vi, no ano transacto, uma notícia sobre uma escola algures no norte de Portugal, onde esta interdição já estava implementada, inclusivamente, onde já era aceite pelos alunos que discorriam sobre os diversos benefícios que daí estavam a retirar. 

Os pontos negativos são conhecidos, alunos distraídos nas aulas, que à socapa enviam e recebem sms's, ou até visualizam vídeos, conversam no chat do WA, aos mais graves, como gravação de vídeos dentro da sala de aula. Há ainda a ponderar o uso exacerbado do telemóvel nos intervalos, em que tudo gira em seu entorno, seja para as constantes fotografias a publicar nas stories do Insta, e noutras aplicações de moda que vão surgindo, como actualmente o Tik Tok, a ficarem simplesmente agarrados  ao telemóvel, sem interagirem com os colegas. Na semana passada, em reunião com os E.E. da turma da Letícia o DT afirmou que estava muito preocupado com a forma como parte da turma passa os intervalos, sentados no chão do corredor, à porta da sala, cada um com o seu telemóvel; nem sequer saem para o exterior, nem conversam uns com os outros. Não sei se os pais têm noção desta forma nova de estar dos filhos, mas se connosco estão permanentemente com os aparelhos nas mãos, a ver isto e a fazer aquilo, será de supor que essa prática se estende a todas as ocasiões. É, portanto, caso para estarmos todos preocupados.

Temos que aceitar que os jovens, agora, interagem de forma diferente, que isso inclui o telemóvel, não podemos é assumir essa aceitação incondicionalmente; como em tudo no resto, para que as coisas não descarrilem completamente, e se mantenham algo equilibradas e saudáveis, temos que impor e exigir regras. E se em casa, não permitimos telemóveis à mesa, por exemplo, porque se permitiria na Escola? É apenas mais um ponto de conflito e stress para professores e alunos, e então, depois do Natal, a escalada aumenta, com os alunos entusiasmados com os seus telemóveis último modelo. Mas que proveito se poderá tirar daqui?! 

Curiosamente, a CONFAP é contra a proibição dos telemóveis na escola, mas sinceramente, eu que nunca votei para nenhum membro desta instituição, e normalmente nem sequer me sinto representada por ela, mais uma vez, discordo. Não será a interdição dos telemóveis na escola que vai afastar os jovens das novas tecnologias - mas que ingenuidade acreditar nisto- nem lhes provocará atrasos de aprendizagem nesta área, há outros meios ao dispor, que as escola possuem, de forma controlada e cronometrada, por assim dizer. São regras. 

Felizmente, cada vez mais escolas se apercebem que esta medida é necessária para benefício dos próprios alunos, as Associações de pais, confirmam-no, e os próprios alunos, após o devido período de ressaca, também compreendem e aceitam. 
Espero que esta medida seja largamente implementada, e escola a escola está a acontecer, eventualmente acabando por se alcançar a escala nacional. Por vezes é assim, do particular para o geral as mudanças fazem-se e acontecem, por serem, comprovadamente, exemplos a replicar.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Dica de leitura: "História da Menina Perdida"

Via
É o quarto livro da saga "A amiga Genial", e desde a primeira linha agarrou-me à leitura, tal como os anteriores. 
Lenú começa uma nova etapa da sua vida, mudando-se para Nápoles, e naturalmente a aproximação a Lila acontece, quando a vida desta também muda, mais uma vez, por caminhos inesperados e até visionários, próprios aliás de uma inteligência e argúcia superiores.
Confesso que não suspeitei da trama principal que se urdia por detrás da narrativa evidente, e portanto, a grande tragédia que se concretiza neste último livro, apanhou-me de surpresa e chocou-me. É o momento das revelações. 
Não poderei dizer muito mais, sob pena de desvendar precocemente um livro que merecer ser lido sem grandes pistas, além desta - a ler!

A escrita de Elena Ferrante é consistente e fluída, sendo que neste quarto volume se nota um esforço maior para que a obra termine a um nível superior, quase que como um anti-clímax do próprio desenlace do enredo. 

Título: História da Menina Perdida
Autora: Elena Ferrante
Editora: Relógio D'Água
Nr. de Pág. 421

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Ano feliz

Festejamos a entrada no ano novo porque precisamos de acreditar que a vida será melhor, que os dias vindouros serão felizes, e que para trás ficaram os problemas, as recordações más. Mas o tempo não se compadece realmente com o calendário dos homens, avançamos por ele, com as nossas questões às costas, as pendências permanecem, umas maiores outras menores, mas ficam, irão sempre connosco. 
Precisamos de esperança para crer num amanhã melhor, esquecendo que esse amanhã depende em grande parte de nós, hoje, nós é que devemos evoluir, mudar, transformarmo-nos, e isso apenas é da nossa responsabilidade. Um pouco de sorte ajudará, porém parecendo ela tão aleatória mais vale que confiemos, sobretudo, naquilo que podemos fazer, naquilo que está ao nosso alcance.

Ao olharmos ao nosso redor, poderemos pensar que não há muitas razões para celebrar, nem para ser optimistas, o desafio para 2020 é de nível elevado, mas não devemos sucumbir à tentação de mergulhar na negatividade catastrófica, enredando-nos no pessimismo irreversível, nem tão pouco de mergulhar na negação, enfiando a cabeça na areia, vivendo uma vida superficial e cor de rosa.

Estar no mundo sabendo que não lhe pertencemos é fazer o caminho do meio; estarmos conscientes do que nos rodeia e não permitir que nos afundemos na derrota, fazendo apesar de tudo, da nossa vida uma vida feliz.

Votos de um ano iluminado! 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Canja Vegetariana


A Letícia andava há muito tempo a pedir-me uma canja vegana; realmente acho que é a única comida que ela sentia falta de comer (cá em casa os meus filhos sempre gostaram de canja, mas na verdade só comiam as massinhas), mas eu duvidava muito que uma versão vegana se aproximasse sequer da original. Entretanto, fiz as minhas pesquisas mas nada me convencia; ou porque tinha legumes a mais, ou porque incluía algum com sabor forte, tipo aipo, que se tornaria predominante, e a canja deve ser leve. Portanto, a pesquisa serviu-me de inspiração, sim, mas para chegar à minha receita. Que de facto, resultou deliciosa e convenceu a todos!
Uma canja com poucos ingredientes, leve e saborosa. 

Canja Vegetariana para 4

Uma cebola média
Uma batata pequena
Uma cenoura média
Uma chávena de café de massinhas
Uma colher de café de cúrcuma
Uma pitada de colorau
Uma perneira de salsa
Sal e azeite q.b. 
1 lt de água

Como fazer:

Picar a cebola miudinha e colocar em panela com azeite, até ficar translúcida; juntar-lhe a cenoura e batatas cortadas em bocados pequeninos e envolver, mexendo com a colher um pouco. Acrescentar os temperos, envolver tudo, e verter a água quente, deixando cozer 10 minutos; por fim as massinhas e a salsa picada, deixando cozer mais cinco minutos. 

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

As expectativas

Via

Os filhos não nos defraudam, somos nós que o fazemos e lhes atribuímos responsabilidades. Nós, país, criamos pressupostos de como os filhos deveriam ser, dos resultados que deveriam obter na escola, das medalhas a ganhar nos desportos, de como haveriam de se comportar socialmente, e ficamos zangados quando não se portam à altura. À altura das nossas expectativas. 
A realidade é que os filhos não nos prometeram nada. Eles estão somente a ser eles. A procurar os seus caminhos, a descobrir quem são para além dos país, da família, dos amigos, de quem os rodeia. E nessa descoberta o caminho dificilmente será perfeito. Aliás, desconfio muito de crianças/jovens que fazem caminhos perfeitos, nalgum sítio, a alguma altura, as coisas descarrilam, sendo isso perfeitamente aceitável e saudável. É portanto até, aconselhável. É caso para respirar de alívio! 
E porém, sobretudo nesta altura, quando as notas se materializam nas Escolas, as cobranças dos pais são muitas e frequentemente injustas. Não defendo que os pais se calem e aceitem tudo, mas aqueles que reclamam do 4, achando que deveria ser 5, aqueles que protestam dos 97% porque podia muito bem ser 100%, deveriam reflectir um pouco antes de criticar o trabalho feito pelos filhos. Antes de os destruir, porque toda a crítica injusta, destrói um pouco.
Querem filhos perfeitos? Não tivessem filhos. Até porque mais dificilmente há pais perfeitos.

Nós sim, podemos aperfeiçoarmo-nos, refinarmos as nossas capacidades e por isso, tentar ajudar os filhos a melhorar o desempenho é obrigação nossa, ajudá-los a descobrir o seu "elemento", para que aí possam desabrochar, mostrarem resultados e serem felizes. No final do 1º período do 10º ano, a Letícia concluiu que não estava a estudar o que queria, em CT; no final do ano lectivo pediu transferência para Artes (a área para a qual a julguei sempre vocacionada), e iluminou-se como uma lâmpada incandescente.

Quando nós ajustamos as nossas expectativas às dos nossos filhos alcançamos um patamar de lucidez e justiça que tranquiliza a todos. Então, preferimos viver em que dimensão, na ideal ou na real? Escolha a pílula que quer tomar, a azul ou a vermelha?