sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Coincidências

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Navegava pelo quadro de citações do Pinterest, quando ouvi na televisão o anúncio: Está aberto o casting para a Casa Dos Segredos. E me lembrei de que não há coincidências.

quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Desembaraçador do Cabelo Caseiro



Houve uma época que eu comprava Desembaraçador do Cabelo para a Letícia, pois a cabeleira comprida tornava-se difícil de pentear, sem muitas reclamações. Entretanto, abandonei esse hábito por ser mais um químico que punha no sistema da minha filha.

Recentemente, encontrei esta receita, cujo objectivo não era propriamente esse, mas revelou-se um Desembaraçador tão eficiente, que tenho mesmo de partilhar. Sobretudo estando em época de banhos diários, de lagoa, mar e piscina!

Desembaraçador do Cabelo Caseiro
Um copo de vinagre de maçã
Dois copos de água

Misturar tudo. Lavar o cabelo como habitualmente e retirar muito bem o champô, para não ficarem vestígios de químicos no cabelo. Derramar a solução de vinagre no cabelo ( cuidado para não deixar cair nos olhos, pois arde!), massajar delicadamente durante alguns minutos, e passar água fria ou gelada. 
Limpar e pentear, sem dramas!

O cabelo não fica a cheirar a vinagre, o odor do champô persiste, fica muito macio e fácil de pentear, e com um aspecto brilhante e saudável.

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Para as Calendas Gregas


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Deixei de acreditar que a nossa EB23 entrasse em obras quando esta política de cortes financeiros alastrou pelo país. Porém, quando o próprio presidente da Câmara se desloca à terrinha, e apresenta o projecto da nova escola, com pompa e circunstância, acreditei que fosse possível. Afinal as Câmaras comparticipam com apenas 15%. 

Passados... o quê? Três semanas? Marcha a trás anunciada, e já não há obras. Os alunos que aguentem com a escola pré-fabricada, construída nos anos 80, com a chuva, o calor e o amianto. Mais do que uma questão de conforto, é uma questão de saúde, mas vamos fazer o quê? É a vida.
Ficou adiado para 2016, dizem. Para as calendas gregas, digo eu, que agora acreditarei somente no que os meus olhos virem.

Não bebêssemos nós água com flúor, nem  comêssemos comida já feita, e faríamos honra aos nossos egrégios avôs, que bebiam a água pura da fonte, e para comer caçavam. Estamos moles.

A falta de vergonha na cara, e falta de honra na palavra são das coisas que mais me desgosta nos políticos.
É que não consigo habituar-me, por mais que disso façam hábito. 

sábado, 26 de Julho de 2014

Tosta Com Frutos Vermelhos



Com o calor os doces de forno ficam em suspenso, mas a vontade de comer gulodices continua, portanto temos mesmo que recorrer a outras possiblidades. Esta foi feita a pedido da Letícia, para o lanche, num abrir e fechar de olhos.
E num piscar de olhos, desapareceu! Delicioso.

Tosta com frutos vermelhos*

Ingredientes:
2 ovos
100 ml de leite
30 gr de açúcar
50 gr de manteiga
4 fatias de pão
200 gr de frutos do bosque


Como fazer:
Bater os ovos, o leite e uma colher de sopa de açúcar num prato fundo. Molhar o pão,  embebendo-o muito bem de um lado e do outro.
Derreter a manteiga numa sertã larga, em lume brando. Fritar as fatias de um lado e do outro até ficarem em tom castanho-dourado.
Colocar no prato a servir e decorar com os frutos do bosque. Também fica muito bem com mel e canela.

* Receita retirada do livro "Livro de culinária para meninas", Aletheia Editores

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Cinema: Words and Pictures



Esqueci-me totalmente do nome do filme em português, porque desde o ínício  o considerei não somente um erro de tradução mas também um erro grosseiro no sentido do argumento. Ficaria muito mais correcto "Palavras e imagens", mas não, tinha que ter "amor" lá pelo meio!

Seria o primeiro filme para adultos que eu veria com o Duarte, e apesar do filme ser indicado para maiores de 12 anos, eu sabia que corria um certo risco. Já sabemos todos que estas definições de idade, no cinema, não são totalmente confiáveis. No entanto, tinha-me sido aconselhado por que me conhece bem, e também achei que a história poderia ser motivadora, para o meu filho. Talvez ele fizesse alguma ligação.

A história tem lugar numa escola secundária, onde um professor de Literatura, autor de sucesso, contudo vivendo vários problemas graves, de alcoolismo, desmotivação, e falta de inspiração, começa uma guerra com a professora de Artes Plásticas.
A questão é: - O que vale mais, a palavra ou a imagem?
Por sua vez, a professora é uma pintora consagrada que devido à doença se vê obrigada a viver naquela pequena cidade, para ter o apoio da família. Também ela está bloqueada no que diz respeito ao trabalho, desmotivada e com limitações físicas.

Esta "guerra" entre os dois professores que envolve os alunos, acaba por os motivar e envolver, de uma forma apaixonada. Até aí, os alunos comportavam-se como "droides" das tecnologias, segundo reclamação do professor, no inicio do filme.
Os próprios professores também  apaixonadamente se envolvem,  e esta competição entre imagem e palavra, provoca uma reviravolta na vida de cada um.

Os protagonistas são interpretados pelos excelentes actores Juliette Binoche e Clive Owen.
Gostei bastante do filme, e o Duarte também, o que me deixou muito feliz, nesta nossa primeira incursão cinematográfica, para adultos.

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

A Mãe que Mostrou o Umbigo da Filha

Fez correr mais " tinta" o facto de o Instagram ter apagado a conta da dita senhora, do que propriamente a repercussão da foto da criança. - Afinal, o que tem de tão errado publicar uma foto de uma menina a mostrar o umbigo? Pergunta a mãe furiosa. Há tantas fotos publicadas no site de corpos mais despidos!

Para esta blogger, cuja conta no Instagram existia há cerca de 4 anos, e onde partilhava fotos de família com regularidade, esta foto era apenas mais uma. O registo de um momento que ela, como mãe, achou ternurento, e quis partilhar com os seus seguidores.

Tenho a impressão, enquanto leitora, que a  busca de fotos e factos para partilhar com quem nos lê, extrapola o razoável, tamanha é a sede que a motiva. E as mães bloggers, lamento dizê-lo, estão na vanguarda deste fenómeno disparatado. Parecem mais frequentemente estar online na vida real, do que propriamente a viver o momento. Os filhos comem um gelado, tira foto. Os filhos tomam banho de espuma, tira foto. As crianças sorriem com a boca suja da sobremesa, tira foto. A criança levanta o vestido, tira foto!

Tira foto e partilha, é o modo em que se encontram constantemente. A rotina mais básica e corriqueira é registada com uma patente sofreguidão, para quem é vital recolher permanentemente matéria que alimente o blogue. E obviamente, como acontece quando há um défice de alguma coisa, a satisfação ultrapassa a saciedade. Passam-se limites.

O argumento de algumas bloggers é no mínimo incoerente, dizem que estão a registar momentos familiares. Que pretendem partilhá-los com amigos e familiares que vivem à distância. Se é por isso, as contas podem ser abertas apenas a convidados, como eu já tive, para os meus filhos.

Outro argumento apresentado é que no meio de tantas fotos de nudez, que parecem já não escandalizar, crianças semidespidas são apenas a imagem da inocência plasmada. Que a perversidade está nos olhos de quem as vê. Portanto, os pais sabem que as fotos podem ser vistas por quem as observa com inocência e por outros que não o fazem. Que podem ser inclusivamente guardadas e usadas em sites terríveis.

Mais, esquecem aqui um factor importante. As crianças não têm noção da exposição a que estão a ser sujeitas.
Já li diversos testemunhos de adultos que afirmam não gostarem, mesmo nada, da ideia de terem fotos suas, de crianças, partilhadas na internet. Eu também não gostava.

Na essência, este debate confronta duas questões:  a devassa da privacidade de alguém desprotegido, e falta de respeito. E o mais triste da questão é que ambos são consequencia de actos de quem deveria proteger as crianças acima de tudo.

Este caso, partindo desta foto, é uma  metáfora eficaz que ilustra bem a postura de muitas mães-bloggers, cujo olhar está focado apenas no seu umbigo. Deveriam levantar a cabeça e ver um pouco mais longe, pois a vida real está lá fora. Deveriam desfrutar mais do que a vida oferece, sem necessitarem de lentes para o fazerem. Até porque um dia poderão vir a ter que prestar contas aos filhos.