sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

"Amo-te"

Somos filhos de uma geração que não pronunciava o amor, nem o demonstrava com gestos de carinho. O sentimento estava implícito no acto de educar, de proporcionar o melhor para os filhos, dando-lhes condições para serem adultos capazes.

Não temos o à-vontade dos americanos, que se abraçam sem constrangimentos, e dizem "amo-te" sem pudor.
Permitimo-nos, agora, a declarações de amor aos nossos filhos, que beijamos e abraçamos com motivo e sem motivo. Mas ainda estamos no limbo, relativamente às gerações anteriores e às da nossa idade.

Porém, o sentimento está cá dentro, abafado, acarinhado, a crescer. E vai-nos pesando cada vez mais, porque o lugar dele não é esse. O amor que sentimos quer vir cá para fora, encontrar os ouvidos certos e aninhar-se noutro colo. Onde o coração aguarda, por mais aquela peça que encaixa na perfeição para o aquietar.

Se pensarmos bem, temos em nossas vidas, imensas pessoas com quem simpatizamos, muitas de quem gostamos, mas não teremos assim tantas a quem amamos.

Nunca como agora, tenho dito tanto: "Amo-te". O amor, mais do que salvar quem o recebe, salva quem o dá.

quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Do não-entendível

Aceitar o que tem lógica, o que nos parece justo, o que se apresenta como inevitável, por muito doloroso que seja, é mais fácil. Reconforta-nos. 

Já aceitar o incompreensivel, é uma questão de fé. E quando esta nos põe à prova, ou se torna  bóia de salvação, ou pedra que nos arrasta,  ainda mais para as profundezas da dor.

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

Pintar Um Quadro de Outono ( Nível 1 !)



Alguém perguntou como pintei este quadro* do hall da entrada?Não poderia ter sido mais fácil, coisa de criança, ou coisa que poderá fazer com as crianças, num programa divertido. Tudo o que necessita:


1- Uma tela, do tamanho que bem entender.
2 - Cotonetes
3 - Um pincel fino
4 - Um lápis
5-  Um compasso
6 - Tintas ( usei acrílica )

Comece por desenhar o tronco da árvore, a meio da tela, se a prefere centrada. Desenhe a copa da árvore com auxílio do compasso, ao de leve. Desenhe os ramos com o lápis, sempre levemente.
Comece por delinear com o pincel, o tronco e ramos, com um castanho mais carregado, preencha depois o tronco com outro tom de castanho.
Pinte as folhas com os cotonetes, de todas as cores de Outono, preenchendo bem os espaços. Pinte algumas caindo, ou sendo levadas pelo vento. Finalize pintando o chão de verde.

Et voilá! Um quadro de Outono.

A propósito, por que têm as árvores folhas de diferentes cores, nesta época?
Na Primavera, as folhas têm excesso de clorofila, por isso o verde sobrepõe-se. No Outono, com a falta de luz, a clorofila desaparece e realçam-se outros pigmentos que também existem nas folhas; os carotenos, que são alaranjados, as xantofilas de cor amarela, e as ficobilinas de cor avermelhada.

Sendo assim a própria Natureza a mais bela das telas!

* Ideia retirada da Classe della maestra Valentina.

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Ébola - Pandemia ou Embuste?

Depois de ler no FB vários comentários que exprimem medo, até pânico e mesmo preconceito, no sentido de desejarem o fecho das fronteiras aéreas a determinados países, e impedirem que doentes recebam tratamento, pensei: - Estamos perante uma repetição da gripe A!

A situação é idêntica, os meios de comunicação têm teimosamente batido na tecla "ébola", divulgando os número de  (supostos ) óbitos causados pela doença, e indicando a localização de cada doente contaminado pelo "ébola", cada vez mais próximo, geograficamente. 

A ideia de que teremos uma pandemia vai-se generalizando, e com isso o pavor. Não me espantará mesmo nada que proximamente a indústria farmaceutica apresente, em triunfo, uma vacina para o ébola! Parece-me ser essa a próxima etapa, tal como aconteceu no dejá-vu da Gripe A.

Sou habitualmente muito céptica relativamente a este tipo de notícias, e este artigo do Público, da autoria do Dr.Pinto Coelho vem fundamentar a minha desconfiança. Aconselho a leitura do mesmo, mas ainda assim lembro:  cuidados e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém.

( Aqui, o que escrevi sobre a famigerada gripe A, na época )

sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Hall de entrada de Outono



Gosto de decorar a casa de acordo com as estações, e com a entrada do Outono, sobretudo com o clima condizente actual, a decoração de Verão já não fazia sentido.
Agora, preciso de sentir os tons quentes da estação, repercutindo pela casa, a torná-la aconchegante, para a grande hibernação. Mudam-se as almofadas, dos sofás e camas, voltam a colocar-se os tapetes.

E o hall de entrada...

1- Vista geral, jarra com cores que remetem ao Outono.  2- Bicicleta, obra de um amigo, artesão alemão. 3- Despeja-bolsos com vela, rodeada por pinhas de Belmonte. 4- Tela com árvore de Outono, minha autoria. 5-Livros da biblioteca de família. Relógio de bolso, herança familiar. Postal de Outono, enviado por uma amiga.


Além de que, a mudança é boa, movimenta as energias, segundo o Feng-Shui.

quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Poda

Há pais que podam os filhos a eito. Porque sim porque não. Para o bem deles, para os pôr rijos. Porque querem e podem, não consentindo que os filhos possam crescer adquirindo formas únicas. Querem-nos moldados a formatos comuns e conhecidos, iguais aos demais. Iguais a eles próprios. E por isso, podam-nos incessantemente.

Porém, quando os filhos crescem o suficiente, para começarem a ser respeitados,crescem as asas inevitavelmente, para voarem alto.

E voam tão alto, e para tão longe que perdem o caminho de volta. E os pais queixam-se de ingratidão, perguntando-se o por quê. Ainda baloiçando as tesouras nas mãos.

Tudo porque não compreenderam que os filhos foram, afinal, sempre merecedores de respeito.