quinta-feira, 23 de maio de 2019

Música que orgulha!

Elisabete Matos, Paulo de Carvalho, Pedro Teixeira

Não apenas porque a soprano Elisabete Matos é minha conterrânea, mas sobretudo porque a música é belíssima. E quando se ouve música actualmente, do que se faz agora ( até hesito em dizer "compõe"!), e surge uma pérola destas, é mesmo caso para partilhar. 
Pode ser que se torne viral, viciante confirmo que é. 

terça-feira, 21 de maio de 2019

A maior herança

Deparei-me com este texto, do José Luís Peixoto, dizendo que as viagens são a herança que quer deixar aos filhos; argumentando com os pontos positivos, como a descoberta, aprendizagem, e abertura dos horizontes, faz a apologia das viagens familiares, com filhos ainda no carrinho de bebé. 

Nós também recomeçamos a viajar passados três anos do Duarte nascer, tendo ainda a Letícia dois; viajamos de Portugal à Eslováquia, continente e ilhas, de carro e avião. Carregamos as crianças ao colo, nos carrinhos e a pé; fizemos de tudo para que tivessem conforto, e algumas rotinas (como a sesta) preservadas. Rapidamente percebemos que visitas guiadas não funcionavam, eles ficavam irrequietos e impacientes, portanto comecei a informar-me do que visitávamos antes, e passei eu a ser a guia; contava-lhes sobre os sítios, castelos, personagens históricas, como se historinhas fossem, e então sim, resultou. Não descolavam de mim, queriam saber mais, faziam perguntas. E desses momentos, dessas viagens, desfrutamos com alegria, e ainda actualmente, quando as recordamos, nos enternecemos. Porém, para os meus filhos é como se nunca tivessem existido. A propósito de algum destino, a Letícia já me tem dito: se fui mas não me lembro de nada, é como se não tivesse ido. 

Eu queria acreditar que alguma sementinha, dessas viagens, ficou nos meus filhos; mas francamente, agora com adolescentes, tendo o mais velho feito dezoito anos em Abril, não posso garantir. Ele simplesmente desistiu de viajar connosco aos 15 anos, mas já antes se queixava durante as viagens; que era cansativo, que não lhe interessava, isto e aquilo. E amuado e resmungão, retirava-me frequentemente a minha própria alegria. Portanto, passou a ficar em casa; prefere férias de praia, e a essas adere positivamente. Há porém, um aspecto que eu suspeito ter origem nas viagens, que é o gosto e interesse pela História. Assim sendo, o benefício das viagens não será óbvio, mas ainda assim germinou ali qualquer coisa de bom. 
Relativamente à Letícia, sempre gostou de viajar e esse sentimento permanece, e acrescido, nos últimos anos.

Posto isto, é minha convicção que apesar daquilo que os filhos possam aprender em família, os seus gostos têm mais deles do que de nós. A nossa expectativa de que eles sejam como nós, ou como nós queremos, enquanto pais, é apenas isso - expectativa. 

Portanto, viajar em família é muito bom, e eu recomendo vivamente, mas para ser desfrutado no momento. A verdadeira herança que deixamos aos nossos filhos, é o afecto.
Nunca ouvi filhos de pais ricos, os chorarem, elogiando os bens materiais que lhes deixam; pelo contrario, até já ouvi desdenharem esses mesmos bens, por terem sido construídos em cima do tempo da família. Mas já ouvi, filhos de pessoas muito humildes, orgulhosos dos seus progenitores, falando de coração cheio, de como foram bons pais.

Como eu comecei por partilhar o artigo, na página do FB, defendendo a minha opinião, a Sam Shiraishi, autora do blogue "A vida quer", comentou, e chamou-lhe aliança, numa referência bíblica - O Senhor, nosso Deus, fez uma aliança connosco no monte Sinai.” ( Deuteronômio‬ ‭5:2‬ ‭NTLH‬‬ https://www.bible.com/211/deu.5.2.ntlh),
“Ele sempre lembrará da sua aliança e, por milhares de gerações, cumprirá as suas promessas.”
‭‭( 1Crônicas‬ ‭16:15‬ ‭NTLH‬‬ https://www.bible.com/211/1ch.16.15.ntlh ),.   

 E eu adorei. É isso que devemos construir com os nossos filhos, uma aliança, construída na base da relação efectiva. E essa é sim, a maior herança que lhes deixaremos.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Detergente Natural


Há uns meses, saiu uma notícia sobre o prejuízo para a saúde dos detergentes, sobretudo para os profissionais das Limpezas, equivalendo-o a fumadores. É realmente impactante, e para além disso, os detergentes são muito poluentes, de forma que seja para o nosso bem, seja para o do planeta, devemos cada vez mais usar alternativas naturais. 

Estive, no principio do ano, num workshop sobre  detergentes naturais, no qual esta fórmula muito fácil, para limpa-vidros, espelhos e outras superfícies do género, nos foi indicada: 

Meia garrafa de vinagre de uva/maçã + meia garrafa de água + raspa de um limão/laranja ( para dar um aroma mais agradável, e dá!); agitar, deixar repousar algum tempo e usar sem contra-indicações.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Pudim de Chia



É uma sobremesa super rápida, que faço muitas vezes, variando o sabor do iogurte (mas achamos que o sabor que melhor combina é o de baunilha)e as frutas, que a Letícia adora. É inclusivamente muito prática, para levar em visitas de estudo e passeios. Para além de ser nutritiva é muito saborosa! 

Pudim de Chia

Ingredientes:
2 colheres de sopa de chia
Bebida vegetal(meia chávena)
Um iogurte 
Frutas, muesli, pepitas de chocolate, caramelo, etc.

Como fazer:
Colocar num frasco a chia com a bebida vegetal (cobrindo bem a chia para que fique bem hidratada), e mexer. Deixar repousar alguns minutos. Acrescentar o iogurte, e cobrir com muesli e frutas (a Letícia prefere sempre os frutos vermelhos), e basicamente o que mais apetecer. Quando é a minha filha que o faz, não está com meias medidas, vai logo um pouco de tudo o que há!
Volta ao frigorífico (tento fazer de véspera) e come-se quando apetece.
 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

- Adeus Facebook!



De vez em quando, alguém no FB comunica que vai fazer uma pausa naquela rede, ou que vai passar a utilizar mais o Instagram, devido ao "ambiente pesado" que se encontra por ali. De facto, ler os comentários de determinadas publicações é de deitar mãos à cabeça; as pessoas não se coíbem de insultar com os piores impropérios quem tem opinião contrária à sua, e fazem-no de diversas formas, seja directamente, seja com subtilezas e ironias. Recorrem aos truques mais baixos, como espiar o perfil dos comentadores para usar algo que sirva de arma de arremesso, ou rebaixar o outro pelas faltas ortográficas (quando por vezes, na expressão de pensamento se nota até coerência e pertinência), ou apenas insultando sem sequer rebater o argumento.
  
Recentemente, li comentários na página de uma marca que sigo,sobre os preços praticados; que não são para todos, que é um absurdo, e pelo meio insultos mais ou menos camuflados. Parece que as pessoas descobriram só agora que há artigos que não estão ao alcance de todas as carteiras! Mas não, sempre o souberam, mas como não têm "lata" para entrar nas lojas e fazer qualquer reparo ( porque há nisso um indubitável absurdo), fazem-no agora por detrás dos ecrãs. O absurdo é o mesmo, porém a rede que o filtra já é outra, é permeável à cobardia.
Relativamente a contas pessoais, as coisas estão mais ou menos controladas, pois que os "amigos" só lá estão por consentimento, a opinar, gostando ou desgostando. Contudo, ainda assim, há quem se queixe da agressividade de alguns, enquanto estes se dizem "sinceros e frontais". Muitos ainda não perceberam que há formas & formas de se dizerem as coisas.

É interessante ler os comentários, e por vezes, muito mais divertido e interessante do que as próprias notícias ou publicações; também há pessoas inteligentes, cultas e bem-humoradas nas redes socais. E é por isso, que na minha opinião, não vale a pena fugir de certas redes, pois o problema não são elas, per se, mas quem as frequenta - a humanidade. E essa está por todo o lado, acabando sempre por se revelar. 

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Dica de leitura: Mulheres Livres Homens Livres


 
Via Wook

O nome da autora era-me relativamente familiar, tinha lido excertos de entrevistas dela, citações e referências, que me deixaram com vontade de saber mais, sobre o que pensa e diz esta professora universitária, colunista, autora de diversos livros de referência e assumida feminista, que tem pautado a sua vida pela frontalidade e coragem.
Portanto, apesar de se considerar feminista, Camille Paglia foi ostracizada e até perseguida por outras feministas, de correntes que eu considero, nada mais nada menos do que extremistas. Foi por isso, inclusivamente, apelidada de "feminista anti-feminismo". E porquê? Por, por exemplo, dizer que compreende que existam feministas pró-vida, entendendo que, apesar de ateia, outras mulheres se posicionem contra o aborto, por uma questão de fé. Esta é precisamente uma questão que me toca particularmente, por ter pensado durante anos que não poderia assumir-me como feminista; depois compreendi que não interessa o que as feministas encartadas dizem, importa o que eu digo, e onde me coloco. 
Sobre isto, afirma inclusivamente que a Educação Sexual muitas vezes chega a considerar a gravidez como uma patologia, cuja cura é o aborto (pag.288).

Outra questão que Camille Paglia inflamou é relativa à violação nas Universidades; segundo as "feministas", esta questão é simples ( desresponsabilização a 100% das vítimas), para a autora, as estudantes são responsáveis por zelarem pela sua segurança, não se expondo a determinados perigos, como por exemplo, atingir um estado de alcoolemia que as deixa inconscientes, e expostas ao perigo. Enquanto mulheres, devemos saber por uma questão de preservação, que existem sítios que não poderemos frequentar. Bom senso, se pensarmos que há locais que mesmo os homens, preocupados pelo seu bem-estar, evitam. 

A terceira questão que gostaria de relevar, deve-se à maternidade; a segunda vaga do feminismo desprezou as mulheres que optaram pela maternidade a tempo inteiro, como traidoras à causa, glorificando as mulheres de carreira. Camille Paglia reconhece que a recompensa de estar com os filhos nos seus anos de formação, em vez de delegar essa tarefa temporalmente curta, às creches e amas, possui um valor emocional e porventura espiritual que tem sido ignorado. 

Esta generosidade de pensamento, esta empatia por quem é tão diferente dela é um exemplo de tolerância, num movimento que frequentemente se revela fanático, e por isso exclusivista.   

Este livro aborda ainda outras questões, muito pertinentes pela sua actualidade. Quer se concorde ou não, faz reflectir, e evidentemente que eu não concordo com tudo o que Camille Paglia pensa e defende, todavia reconheço a enorme importância das reflexões desta destemida intelectual, numa sociedade cada vez mais nivelada pelo politicamente correcto. Posto isto, aconselho vivamente a leitura.


Título: Mulheres Livres Homens Livres
Autora: Camille Paglia
Editora: Quetzal
Nr Págs. 359