quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Conservar alhos

Estamos naquela altura do ano em que os alhos começam " a pedir terra".  Começam a espigar, e das duas uma, ou se estragam, ou temos que os abrir a meio e retirar-lhes aqueles talos verdes antes de os usar. 
Bem sei que a tarefa de descascar dentes de alhos não é propriamente agradável, mas a faze-lo, que seja de uma só vez; descasco os dentes de alho de várias cabeças que tenho ( eu gosto dos portugueses, mais pequenos e saborosos), abro ao meio, removo o tal talo, e coloco num frasco com azeite. 

Desse modo, sempre que preciso de alho, é só tirar do frasco e usar!
Quem preferir pode picar o alho aos bocadinhos e conserva-los assim mesmo.

Outra forma de os conservar, é proceder da mesma forma para os preparar, e congelar em sacos, ou caixas herméticas. 

Sem desperdício, e com poupança de tempo. 

Até breve!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ensinar Matemática a brincar

- Cubo, prisma triangular, triângulo e pirâmide pentagonal.
Que crianças gostam de Matemática? Muito poucas, atrevo-me a dizer. Mesmo aquelas que são boas a Matemática, normalmente não gostam. Porquê?
"Porque é chata", dizem-me. 
Já no meu tempo era assim. No entanto, aquilo que as crianças não sabem e nós pais, e educadores sabemos, é que a Matemática é uma disciplina importantíssima no percurso escolar. E que muito provavelmente o seu conhecimento e domínio será necessário, em grande parte do percurso académico dos nossos pequenos.

A Letícia continua a dizer que vai estudar Arte; para isso vai precisar de Matemática. O que ela pretende é ser pintora - pintar quadros, e por isso, saber Matemática não lhe parece que faça muito sentido, porém faz! E um dia, daqui a alguns anos ( que passem bem devagar!) ela vai com certeza entender. 

Mas para já...a Letícia não pode perder o comboio.
Resta-nos dar-lhes uma visão da Matemática mais lúdica, e concreta. E nesse seguimento, o jogo do Magnetix, que no principio não passava somente disso mesmo, tornou-se uma ferramenta e aliado muito eficiente. 

No contexto da Geometria, ensinado no 4º e 5º anos, a elaboração e compreensão de figuras geométricas a três dimensões, revelou-se muito mais fácil e absolutamente real. Porque na Matemática o problema é frequentemente esse - as crianças não conseguem tornar os problemas reais, fica tudo na dimensão do abstracto.

Por conseguinte, aconselhamos muito a pais com filhos nestes anos de escolaridade, a utilizarem o Magnetix, para estudar. 
Verá, como o estudo da Matemática se pode tornar numa brincadeira!

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Bolo Colchão de Noiva


Eu gostava imenso deste bolo, mas quando pedia a receita à única pessoa que o fazia, ela respondia que não tinha por escrito. Que fazia "a olho". E andávamos nisto. Um belo dia, lembrei-me de procurar a receita na net. Et voilá! Encontrei-a no Roteiro Gastronómico.

É um bolo que faço frequentemente, porque é o bolo preferido do Duarte, do meu sobrinho e afilhado, e do meu primo F. De tal forma que já lhe mudei o nome, e chamo-lhe agora "bolo dos rapazes". Muito mais adequado, diga-se...
Este último foi exactamente para o aniversário do meu sobrinho.

Para além de ser um bolo muito simples e fácil, é também muito saboroso e leve. Não há quem não goste. Não há como enganar. Acho eu.


Colchão de Noiva
Felicia Sampaio
Editora Culinária do Roteiro Gastronómico de Portugal
Ingredientes:
  • 8 ovos
  • 250 grs. de açúcar
  • 150 grs. de fécula de batata ( faço com metade farinha + metade Maizena, acho que fica melhor )
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • ovos moles q.b. ( Este passo tb salto; troco-o por cobertura de baunilha)
  • granjeias q.b.
  • coco ralado q.b.
Confecção:
Misture as gemas com o açúcar e bata durante 10 minutos.
Bata as claras em castelo firme.
Envolva à gemada, alternando com a fécula de batata misturada com o fermento.
Deite o preparado num tabuleiro bem untada com manteiga.
Leve a cozer em forno médio cerca de + ou - 30 a35 minutos, mas convém verificar.
Depois de cozido e frio, corte ao meio, recheie e cubra com ovos
moles. ( Não corto ao meio, só cubro, com a cobertura de baunilha)
Polvilhe com coco ralado.
Decore com granjeias prateadas. ( Estas, dispenso sempre!)


Tenha um doce fim-de-semana!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sábado é dia de ...

via Pinterest
Downton Abbey, que passa na SIC, pelas 23:20.
Eu vi na Fox Life e tornei-me uma fiel seguidora da série desde o primeiro minuto. É daquelas séries excepcionais que se vê e revê. E para quem não viu, eu aconselho muito. Muitíssimo, mesmo. 

É uma série histórica, que acompanha a vida dos Crawley,  uma família aristocrata inglesa, no  principio do sec XIX. Com o trágico naufrágio do Titanic, a família Crawley fica sem herdeiros, dado que por lei as mulheres não herdavam propriedades, nem títulos. E esse é o mote, para a ação que se segue, entrelaçando a vida dos "senhores", habitantes dos andares superiores, com aqueles que os servem; os segundos conhecendo a vida dos senhores intimamente, enquanto estes desconhecem inclusivamente os nomes de quem os alimenta, os veste e penteia.

Downton Abbey, retrata o fim de uma era, de mudanças de mentalidade, como a exigência do voto para as mulheres,  a difusão da ideia de igualdade para todos os homens, que ameaça abalar o sistema de classes, o nascimento do socialismo, a ameaça da primeira Guerra Mundial, etc. 

Na minha opinião, é uma história de mulheres fortes; inversamente àquilo que se vê primeiramente, em que o género feminino parece tão frágil e limitado, nas suas opções e ações, as personagens femininas  mostram-se frequentemente contestatárias e até reaccionárias, rejeitando papeis que supostamente deveriam desempenhar, porque tal se espera delas. 

A minha personagem preferida é a condessa de Grantham; estou sempre à espera que Lady Violet surja, com as suas tiradas únicas e certeiras, servidas numa bandeja de verdadeiro humor britânico. My very favorite!

Mas de tudo o que aquela época representa, de todo o luxo ostentado,  há algo que me causa uma verdadeira e assumida inveja: o tempo! 
Ver as personagens passear pelos parques, observando as árvores, passeando os cães, lendo um livro, ou conversando tranquilamente, faz-me desejar ter também essa qualidade de tempo. 

Claro que esse dolce far niente dos Senhores, é contrastante com a azafama permanente, que se vive nos andares inferiores, mas isso já é outra história. 

Para além da história, tão interessante, a banda sonora é fenomenal, o guarda-roupa belíssimo, os cenários idílicos, e os atores excepcionais.

Por tudo isto... se não teve oportunidade antes, descubra porque esta obra-prima tem sido premiada, nomeada, e referenciada pela critica.
Sábado é dia de ... segundas oportunidades!

Até breve!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Filho, estás proibido de crescer!

Ilustração, via
Há dias, durante o almoço,  o meu marido dizia-me: - Já reparaste no buço do Duarte?
Virei-me para o lado e olhei.
-Aquilo não é buço! É sujidade; limpa a boca com o guardanapo, Duarte. 
Meio confuso o meu filho pegou no guardanapo, mas "aquilo" não saia.
-Deve ser marca de leite achocolatado, já seco -Insistia eu - ou então é da sombra!
Pai e filho começaram a rir-se, enquanto eu me debruçava sobre o tal buço, para o analisar. Na verdade, eu já o tinha visto antes, mas inconscientemente tinha preferido não lhe dar importância. Sei lá, podia ser que se não lhe reconhecesse a existência, ele deixasse de se exibir. 
Mas não. Estava lá e já outras pessoas começavam a reparar nele. 

Como o subterfúgio do "não te vejo, logo não existes" não estava a funcionar, resolvi ser mais direta. Já não tinha nada a perder. 

- Estás proibido de crescer, filho! Pára lá com isso, ouviste?!
O Duarte ria-se, divertido. 
- Onde é que isto vai parar?! Volvia eu. Ao bigode, à barba completa?! Qualquer dia estás mais alto do que eu. Isto não pode ser. Dizia, muito circunspecta. 
Ficou claro, pensei eu, que  brincava, porém, passados alguns dias o Duarte perguntou-me, do nada, se eu falava a sério, quando o proibi de crescer.

- Com certeza que não, meu filho, isso não é sequer algo que eu possa proibir, ou impedir. É o curso natural da vida, e eu gosto muito de te ver crescer.

- Mas gostas muito de ter filhos pequenos, não é, mãe? Insistia ele, com alguma razão, pois essa é uma afirmação que eu tenho feito ao longo dos anos. 

-Pois gosto, mas também vou gostar de todas as fases das vossas vidas; todas têm os seus encantos e descobertas, e tenho a certeza que vou aprender muito com elas. 
Acho que o Duarte ficou tranquilo, e esclarecido. 

Mas eu não. 
Realmente estou a sentir uma certa "pena" ao ver os meus filhos crescerem e afastarem-se da infância.Nem sequer é apreensão pela adolescência ( sim, chamem-me inconsciente!), mas antes uma espécie de saudade antecipada de um tempo de vida, que adorei ter experienciado.

Sim, desfrutei bastante, mas que querem?! O ser humano é cheio de conflitos e incongruências, como desejar que os filhos cresçam e sejam pequeninos, para sempre. E eu sou apenas um ser humano...

Tenham uma ótima semana!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Meyer lemon pudding cake*

Receita original de Two peas & their pod
Não é que eu ande amarga, nem nada que o valha - a vida é bela! - porém, como os limões continuam em alta, cá por casa, tenho que lhes dar uso. E diversificado!
Esta receita é algo aproximado ao souflé, um pouquinho mais denso é certo, mas ainda assim muito leve, fofo e húmido. O gosto a limão é agradavelmente acentuado - as crianças gostaram bastante, o que já é dizer muito.

Meyer lemon pudding cake
Ingredientes:
- 4 colheres de sopa de manteiga amolecida
- 1 chávena de açúcar
- 1 colher sopa de raspa de limão
- 1/3 de chávena de sumo de limão
- 3 ovos grandes
- 1/3 de chávena de farinha ( com fermento)
- 1 chávena de sour cream ( fiz com 1/3 de chávena de leite, com 1/4 de sumo de limão)
- 1/4 de colher de chá de sal refinado
- açúcar em pó q.b.

Como fazer:
Pré-aquecer o forno a 180º e barrar a forma para ir ao forno de manteiga.
Bater a manteiga até ficar fofa. Juntar o açúcar, a raspa do limão e bater. Acrescentar as gemas, uma a uma, batendo entre cada uma delas. Juntar o sumo de limão e misturar tudo. 
Adicionar metade da farinha e metade do sour cream, batendo até ficar uma massa fofa. Repetir com a restante.
Juntar o sal refinado, e as claras em castelo, envolvendo delicadamente. 
Deitar a massa na forma ( também pode ser em ramequins) e levar ao forno, a cozer em banho-maria, cerca de 50-60 minutos.
Retirar do forno, decorar com açúcar em pó e servir morno!

Tenha um bom fim-de-semana!

Nota* -  "Meyer lemon" é uma qualidade de limão, que desconheço, mas tb pode usar-se o nosso limão nesta receita.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As mulheres da linha da frente

Imagem daqui
Há uns anos, quando conversava com uma amiga sobre partos, e dizia que só a ideia me bloqueava, ela respondia encolhendo os ombros, que não era nada demais; a mãe tinha tido 7 filhos e dizia que tinha corrido tudo bem, as dores não eram "do outro mundo". 
No meu mundo, a minha mãe dizia e repetia, que tinha preferido a morte às dores de parto. 
Por isso eu nunca tive muita hipótese de pensar diferente; parto era dor, sofrimento para o qual eu não estava preparada. Portanto, quando comecei a ouvir falar da epidural achei que estava a salvo!

Quando engravidei do meu primogénito, e não havia forma de ele "dar a volta", permanecendo atravessado ( - deve ter sido para me fazer a vontade, porque lhe pedia isso todos os dias!), o meu obstetra, para minha alegria,  decidiu-se pela cesariana. Na altura achei ouro sobre azul. Muito melhor do que a epidural. 
E por isso, os partos para mim não foram dolorosos, nem traumáticos. E quando os meus filhos começaram a perguntar-me se me tinha doído para eles nascerem, eu respondia alegremente : Nada! Nadinha!

Já tinha decidido que a versão do parto que eu daria aos meus filhos seria diferente daquela da minha mãe. Eu sei que as circunstâncias foram diferentes, mas se eu quisesse, poderia recuperar do meu arquivo mental detalhes que não correram exatamente bem, mas prefiro não o fazer. Porque a recompensa de um parto, é um filho saudável e muito amado. Portanto, escolho lembrar-me da melhor parte.

Recentemente, ao ver no Odisseia uma reportagem ( ignoro o titulo), uma das intervenientes testemunhava, dizendo que durante anos vivera "o período" como algo incomodo, que lhe causava dores e transtornava a vida; enfim, como qualquer ocidental. E tivera que reflectir, estudar e frequentar grupos com outra atitude, para entender que o período era para ser celebrado, representava a dádiva da vida e era uma bênção. À filha, já ensinaria esta atitude. 

Com este relato compreendi, claramente, o poder e responsabilidade das mulheres da linha da frente; somos nós, as mães, as avós, as educadoras, as professoras que detemos a função de ensinar atitudes e comportamentos às gerações futuras. 
Temos o poder de mudar o que está desadequado, desajustado, e errado, revertendo os padrões mentais que se vêem repetindo geração, após geração.

Somos nós, as mulheres da linha da frente, que podemos mudar o futuro. E não falo sequer de coisas extraordinárias, que revolucionarão o Mundo, mas de mudanças pessoais que implicam mudanças de atitudes, que trazem bem-estar, tranquilidade e orgulho. Tal como viver "o período" com a compreensão total do que isso implica; tal como sentir que parir é um privilégio, experiência única e maravilhosa. Implica dor? Alguma. Mas certamente implicará muito mais sofrimento se a nossa atitude mental estiver mal-orientada.

Embora a expressão do título tenha um claro cunho militar, que se alheou do texto no seu desenvolvimento, constato por fim, que não está assim tão longe como isso; há uma certa tensão bélica na forma como educamos os filhos, e os preparamos para a vida. Resta-nos dar-lhes "as armas" adequadas, para enfrentarem a vida com uma atitude positiva e dela retirarem o melhor, sendo melhores do que a geração que os precedeu.

Até breve!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dia do amor...


Nunca celebrei o dia de S.Valentim. Não sei exatamente porquê, mas é uma daquelas comemorações que nunca me disse nada. Mais do que ser um dia que promove o comércio, e o materialismo, acho que embirrava com o fato de ser um festejo imposto.
- Hoje vamos jantar fora! ( Porque tem que ser...)
- Tenho que comprar um presente! ( Tenho?! )
Embirro! 
E porque tem o amor que ter dia para celebrar? Podia ser todos os dias...

Mas. 
Por vezes vezes ( leia-se "acontece", não frequentemente!) mudo de ideias, e vejo as coisas com outra perspectiva. Aconteceu este ano, com o dia de S.Valentim. E não, não vou jantar fora, nem comprar presente, só não vou deixar passar o dia em branco. E vou adaptá-lo à minha maneira, celebrando o dia no sentido mais lato da palavra "amor". 
Vou escreve-lo em pedrinhas do mar.  

Provérbio sueco: "Ama-me quando eu menos mereço, porque é quando mais preciso"
E imprimir um poster! Que dure para todo o ano, e seja para toda a família, porque o Amor é altruísta e inclusivo.


O dia do Amor pode ser celebrado de muitas formas, em qualquer dia, e eu já comecei os festejos.

Tenha uma ótima semana, com muito Amor!

Nota: Ideia do poster retirado do Creative girl. 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Sopa do Rogério

Desta vez é uma sopa! O tempo frio pede confort food. Se pede...
Estava eu a fazer zaping distraidamente, enquanto pensava que tinha que fazer uma sopa, quando entre canais ouvi qualquer coisa como " a receita da sopa". Voltei para trás, era o programa da Conceição Lino, e o convidado o Rogério Samora; ela dizia que o actor não sabia cozinhar mais nada, e portanto vinha ali ensinar a fazer a sua sopa. 
Pensei com os meus botões : " Deve ser boa, deve", mas deixei-me ficar, por curiosidade, a ouvir a receita. Comecei a ficar motivada, e como tinha todos os ingredientes, resolvi experimenta-la.

E pronto! Tive que rejeitar o meu pensamento precipitado sobre a Sopa do Rogério, porque a achei simplesmente a melhor sopa dos últimos tempos! Deliciosa! Comi dois pratos, e só não repeti a terceira vez porque a minha família já me lançava olhares estranhos. Mas que com aquela sopa eu fazia um festim, fazia! Entrada, sopa e primeiro prato. 
E tão simples. Para principiantes!

Sopa do Rogério
Ingredientes:
1,5 lt de água
azeite q.b.
uma cebola picada
três dentes de alhos picadinhos
uma courgete cortada em cubos, com pele
dois pés de alho francês, cortado às rodelas
duas cenouras grandes, cortadas às rodelas
duas batatas médias aos cubos

Como fazer:
Cobrir o fundo de uma panela com azeite, juntar a cebola picada e os dentes de alho; deixar alourar e acrescentar todos os restantes vegetais, envolver um pouco com a colher, e cobrir com a água quente. Esperar para levantar fervura, e temperar com sal a gosto. Baixar a temperatura e deixar cozer cerca de 40 m. 
Passar com a varinha grosseiramente, de modo a que fiquem alguns pedaços dos legumes.
E servir!

Tenha um ótimo fim-de-semana!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Como combater a queda de cabelo?

Victoria Beckham utiliza o cabelo como ninguém na composição da sua imagem.
Há quem diga que no processo natural da evolução do homem está prevista a calvice. Entretanto, toda a pilosidade corporal  vai sendo eliminada artificialmente, com a exceção da cabeleira. Essa é estimada, e valorizada, com champôs, cremes, máscaras e cores. O cabelo sempre foi uma imagem de marca da nossa identidade, e atualmente mais do que nunca!
Porém, dois terços dos homens ficam carecas por volta dos 40 anos, enquanto apenas uma em cada quatro as mulheres experiencia uma perda de cabelo acentuado durante a sua vida. 

Perder de 50 a 100 cabelos por dia é normal. A queda de cabelo pode ser motivada por variados factores, tais como genética, stress, medicação, nutrição deficitária, parto, causas hormonais ( tiróide), etc. 
Diz-se que no outono e primavera a queda de cabelo acentua-se, mas parece-me que depende das pessoas, por exemplo a mim as estações parecem não afetar-me.
Ao contrário do stress, em ocasiões de maior tensão, noto que perco mais cabelos.

Podemos fazer alguma coisa para impedir essa queda acentuada, que tanto nos aflige e preocupa? Sim.

No caso de tomar medicação, informe-se junto do farmacêutico, ou médico se algum dos efeitos colaterais será a queda de cabelo. Se for possível, peça para alterar a medicação para outra menos nociva. 

Se está a seguir alguma dieta para perder peso, converse com o seu nutricionista sobre a possibilidade de alteração da dieta. Que em nenhum caso deveria implicar a perda de cabelo.

Em caso de stress, pense em adoptar alguma técnica que o reduza, ou elimine, tal como fazer ioga, meditação, ouvir música clássica, frequentar ambientes tranquilos, ou simplesmente fazer aquilo que sabe o ajuda a acalmar.

Em caso de herança genética, pode reduzir o consumo de gorduras hidrogenadas e saturadas, assim como  o açúcar refinado,  a farinha, e alimentos processados. 

Pode sempre tentar outras alternativas, como por exemplo, fazer uma pasta de azeite ( que deve ser aquecido até uma temperatura suportável à pele) com mel e canela em pó  e com ela massajar o couro cabeludo, de 5 a 15 minutos. 

Tome vitaminas; a vitamina A é um antioxidante que promove o crescimento saudável do sebo no couro cabeludo.

Massaje  diariamente, por alguns minutos, o couro cabeludo para estimular a circulação. Uma boa circulação no couro cabeludo mantém os folículos pilosos ativos. A circulação pode ser melhorada através da massagem, usando algumas gotas de lavanda ou óleo essencial de amêndoas, ou gergelim.

Lave o cabelo com chá verde quente (duas saquetas de chá  num copo de água), que contém antioxidantes e pode evitar a queda, e ajudar o crescimento do cabelo. Deixe por uma hora e enxagúe.

Todas estas opções me parecem boas, muito melhores do que medicação ou cirurgia! 
Pois é, sou adepta de mezinhas caseiras, primeira opção possível: o que é natural.

Até breve!

Fontes: Wikihow 
Care2
Steady health

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

De esquisita a super star


Vale a pena sonhar e não desistir dos sonhos. 
Parece que há 3 anos atrás foi recusada pelas editoras, por ser considerada "esquisita".
Agora espera-se que seja a próxima Adele. Que faça aumentar milagrosamente a venda de c.d's e seja uma super star
Não sei se irá ser, mas eu gosto!

Tenha uma ótima semana!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Receita para o fim-de-semana: Sonhos

- Ups! A taça já vai a menos de meio. Sucesso!
Confesso que era dos poucos doces que não conseguia fazer. Tentei duas ou três vezes, mas sem sucesso; chamaram-lhes "pesadelos". "Pedras". "Pedrinhas"!
E desisti. E fingi que não me importava, mas na verdade nunca tinha engolido essa minha incapacidade. Por conseguinte, quando vi no Tertúlia de Sabores esta receita dos Sonhos, não resisti!
Por dois motivos; esta receita e a forma de a fazer é algo diferente do que já tinha tentado, e era uma receita de família. Só não quis testar no Natal, porque achei mais seguro ficar-me por aquilo que faço bem. E a pressão seria muita! 

Não fui defraudada, não senhora! Posso agora dizer que sei fazer Sonhos.
Preste atenção: Receita ipsis verbis do Tertúlia de Sabores. 
" Sonhos

Ingredientes:

  • 400 ml de água
  • Casca de meio limão
  • 250 g de farinha de trigo
  • 30 g de açúcar
  • 50 g de manteiga
  • 1 pitada de sal (+/- meia colher de café)
  • 5 ovos médios (se foram pequenos poderão ser 6 ou 7)
  • óleo para fritar q.b.
  • açúcar e canela para polvilhar q.b.
Preparação:
Leva-se a água ao lume junto com a casca de limão, 30 g de açúcar, uma pitada de sal e a manteiga. Assim que ferver retira-se a casca de limão e deita-se a farinha toda de uma vez só mexendo de imediato com uma colher de pau, até a massa se soltar das paredes do tacho e formar uma bola.
Deixa-se arrefecer um pouco a massa, coloca-se numa taça e mistura-se um ovo de cada vez até obter a consistência certa.
(E agora é que a coisa se complica, como é que se descreve a consistência certa? A consistência e o aspecto desta massa é o de uma papa maisena espessa ou do creme das bolas de berlim, isto pode parecer um disparate, mas é a descrição que me ocorre fazer.)
Coloca-se o óleo na frigideira e deixa-se aquecer.
Para saber se o óleo já está quente deita-se-lhe uma colher de massa, quando a massa vier ao de cima o óleo está quente e pode começar a fritar os sonhos.
Depois de fritos, escorra em papel absorvente e passe por açúcar e canela.
Notas importantes:
Quem me ensinou a fazer sonhos foi a minha sogra, que durante muitos anos fez quilos deles para vender e os conselhos dela são de que devemos ter muita paciência. Para fazer sonhos de tamanho médio colocam-se colheradas de massa do tamanho pouco maior que uma noz na frigideira ela vai ficar 4 vezes maior. A massa vai ao fundo e depois sobe à superfície, quando a massa volta à superfície deve-se furar com um palito dos longos ou uma agulha de croché bem fina e desinfectada, isto vai fazer com que os sonhos cresçam lentamente, pois a massa vai abrindo e os sonhos começarão a virar-se quase sozinhos.
A quantidade de ovos a usar depende sempre do seu tamanho, por isso não é uma quantidade certa.
Em vez de usar 250 g de farinha de trigo também pode usar 50 g de maisena e 200 g de farinha de trigo."

Tenha um doce fim-de-semana!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Responsabilidade parental vai até que idade?

Eu sempre pensei que fosse até os filhos entrarem na maioridade; não que a partir dos 18 anos os pais se escusem dos seus deveres, tal como proporcionar condições para que os filhos estudem até se formarem, mas que a partir daí os filhos assumam, legal e moralmente, os seus deveres e responsabilidades. 

Porém, desde que li esta notícia no Mail online, tenho estado a debater-me com a possibilidade da responsabilidade parental ser eterna. Ou seja, até ao fim dos dias dos pais. Assustador, não?

Tudo porque segundo Charlie Taylor, o czar comportamental do governo inglês ( seja lá que diabos isso for!), criticou os lares com diálogo quase inexistente, onde os pais falham nos seus deveres mais básicos como proporcionar refeições, impor hora de dormir  e exigir cumprimento de regras, ensinando entre o certo e o errado. Essas crianças terminam deambulando pelas ruas, por volta dos dez anos e terão sido elas, já jovens adultos, os personagens dos motins que Londres viveu no verão passado. 

De queixo caído? Também eu.
Com certeza que as crianças oriundas de famílias desestruturadas, onde não existem regras, nem amor, e a indiferença é a emoção mais presente, não poderão ser bons alunos; não há motivação, não há interesse, nem supervisão. Por conseguinte, acabam por abandonar a escola, ou pior, acabam por ser expulsos da escola! 
E o que resta a estas crianças? A rua. E os gangues que as governam, onde eles serão aceites. E Deus sabe como estas crianças, estes jovens, necessitam de pertencer a algum sítio. Encontrar alguém com quem se identificar. 
Pena é que seja no lado oposto ao devido, ao correcto. Mas nunca ninguém lhes ensinou a diferença, pois não?!

Será então de espantar que estes jovens enveredem por caminhos ilícitos, tornando-se criminosos? Não, ninguém se espanta, creio eu.

Enquanto o senhor Taylor responsabiliza os pais, o antigo ministro da educação, o senhor Lammy, pede o regresso das lei disciplinadoras vitorianas, que permitem aos pais usar castigos corporais. Segundo ele, os pais já não são soberanos nos seus próprios lares. E eu pergunto, a culpa é de quem ? No meu lar, ainda sou soberana.

Tenho a impressão que muitos destes jovens, provenientes de famílias desestruturadas, desconhecem todas- ou quase todas-  formas de afecto, mas não os castigos físicos. Estou convencida que muita desta ira foi gerada exatamente por esses castigos corporais; frequentemente castigos aleatórios, injustos e desproporcionados. 

Que pena que entre um e outro, não haja  alguém mais compreensivo, que consiga abarcar a situação no seu todo, sem chegar a extremos na sua solução.

Certo. Há muitos pais que nunca deveriam ter tido filhos. Ou porque eles próprios já não tiveram modelos exemplares com quem aprender, ou porque simplesmente não têm capacidade para exercer a parentalidade responsável. O que vai a sociedade exigir a estes pais?  levá-los a tribunal e sentenciá-los com penas de prisão? A indemnizações? Ou esterilizá-los compulsivamente?

Parece-me que cada individuo é responsável por si. E sendo adulto e maior de idade a responsabilidade é unicamente sua. E ainda que os pais tenham falhado a ensinar-lhes as regras mais básicas para que sejam cidadãos decentes, eles sabem distinguir entre o certo e o errado. Porque no fundo, a opção é sempre de cada um.

Até breve!