terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Dentro do espírito natalício...




A celebração do Natal começa muito antes do 24 de Dezembro, e estende-se para muito além do 25. Portanto, este vídeo faz todo o sentido.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Hall de Entrada de Natal 2015


Finalmente o hall de entrada está decorado de Natal. A Coroa/Janela de Natal deu o mote, e o cenário cresceu a partir daí; um par de meninos a espreitar à janela, dois veados na neve, uma árvore dentro da mini-campânula, e um arranjo com musgo, pinhas e uma vela, tendo como base um prato Bordallo Pinheiro, compuseram a vinheta. 


Gosto tanto de histórias que até mesmo numa simples decoração do hall arranjo forma de as representar!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Desconstruir o Natal Excessivo

É tão comum ouvir e ler desabafos de quem não gosta do Natal que quando ouço, um adulto,  dizer que gosta de o celebrar a minha atenção foca-se automaticamente nele. Quero saber porquê, quero confirmar se os motivos são comuns aos meus ou descobrir outros.

É fácil perceber porque muitas pessoas não gostam do Natal; época de consumismo exacerbado e com isso dispêndio excessivo de dinheiro; multidões que invadem lojas e shoppings, filas longas para pagar; o stress de não esquecer ninguém a quem presentear, e o quê; a preparação das ementas, compras e confecção. E... a família. Reunir pessoas que nem sempre convivem pacificamente, que até pouco convivem ao longo do ano, num ambiente de crispação dissimulado, poderá ser no fim de contas o que mais pesa, no balanço final.
Só de rever este cenário quase me converto ao grupo dos "descrentes". Só que não, pois acho os meus prós mais fortes.

Eu gosto de tradições, mas apenas das que fazem para mim sentido. Portanto, não faz sentido sentir-me arrastada para convívios convencionais. Nem tão pouco me sinto compelida à prática da oferta obrigatória. A mesa existe sobretudo para agregar os comensais, numa confraternização que se quer longa e farta. A comida nem por isso.
Acredito que o segredo está no equilíbrio, e o Natal geralmente celebrado é excessivo em todos os aspectos. E todos eles materiais, sendo que isso constitui também parte - grande parte- da insatisfação e frustração. O Natal não passa de uma festa como outra qualquer se não lhe reconhecermos a dimensão religiosa e espiritual.

Já me têm respondido que com as suas famílias não poderiam festejar o Natal, como eu o defendo; que os familiares ficariam zangados, ou simplesmente não aceitariam. Oferecer presentes apenas às crianças? Nem pensar! Desligar a televisão e interditar telemóveis e consolas? Só com a intervenção de uma equipa  GOE!
O Natal é para muitos uma armadilha à qual não podem escapar. Porém, quando começamos a falar do que nos vai na alma, de como o Natal celebrado nos faz sentir, outros acabam por nos responder da mesma forma, e assim fazemos aliados. Mesmo membros da família de quem isso não seria esperado. Por isso, vale sempre a pena tentar destrinçar a teia e desconstruir a armadilha. Se não resultar pelo menos tentamos.
Mas não é o fim! Antes de nos rendermos há ainda muito a fazer para melhorarmos o Natal para nós, porque no que nos diz respeito, só nós poderemos mudar. E isso vai fazer toda a diferença! Partilho cinco propostas:

1º Comprar menos.
E fazer mais. Com o que temos em casa, com a habilidade pessoal de cada um, com a ajuda da internet para encontrar presentes, postais  e decorações diy.

2º Presentear quem precisa.
Pessoas que não conhecemos mas sabemos necessitarem de ajuda; associações de solidariedade, abrigos de animais abandonados, etc.  

3º Oferecer experiências.
Em vez de coisas, muitas vezes inúteis e repetidas, as experiências enriquecem, desafiam, e deixarão uma recordação para sempre: um workshop de culinária ou costura, aulas de Inglês, um curso online de fotografia, um salto de para-quedas. A lista é longa. 

4º Pensar e organizar jogos.
Não podemos esperar que não havendo tv nem consolas, as pessoas, sobretudo os mais jovens, se conformem à falta de alternativas; pensar em jogos e prepará-los, propo-los e animá-los. 

5º Celebrar Jesus.
Normalmente esquecemos que a Festa se faz em sua honra; sem o seu nascimento esta festa simplesmente não existiria. Como podemos fazer a festa sem o aniversariante? Absurdo, não é? Portanto, demos-lhe o protagonismo que merece, se uma oração for "demais", cantar-lhe os parabéns será certamente bem recebido. 

Nunca é tarde para mudar, não é?


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Coroa ou Janela de Natal?


Vi no Pinterest algumas janelas ( que designavam como coroas ) decoradas de Natal, que me inspiraram a fazer esta.

Durante uma caminhada matinal encontrei os galhos, sobras de uma poda, e o resto do material tinha guardado. Comprei apenas os ramos verdes. Sendo extremamente fácil de executar, nem valerá a pena acrescentar um passo-a-passo; o que é está à vista! 

Aos poucos, o Natal vai chegando cá a casa.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Das coisas que me enchem o coração...

Observar o meu filho a explicar um exercício de Matemática à irmã, já muito enervada e frustrada, com tanta clareza como calma e meiguice. Que até eu fico a entender.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

E se dessemos Graças?




Absorvemos tantas influências exteriores, tantas modas e tradições de outros países impregnam a nossa cultura, que começamos a tratá-las como se nossas fossem! E ninguém parece questionar a legitimidade destas aculturações; pelo contrário, justificam-nas como sendo resultado inevitável da globalização.

Inevitável é a exposição a outras formas de viver, e estar, o acesso à informação, quase de forma constante e sistemática. O Comércio faz o que tem de fazer, e para o qual existe, promove aquilo com que pode lucrar, e o marketing acaba por se impor na nossa vida. Porém, já não será inevitável que as adoptemos, depende isso do nosso desejo e sentido crítico.

E se há costumes e festas que nos são alheios e destituídos de  significado, outros há que nos tocam na alma, como se fossem nossos, por serem universais. Foi exactamente por isso que a minha querida amiga virtual, Filipa, decidiu adoptar o Dia de Acção de Graças, e celebrá-lo em família no dia 26 deste mês. Achei a ideia fantástica. Porque, por menos bem que a vida nos corra, há sempre motivos para nos sentirmos gratos, e as ocasiões que nos fazem parar para os compreender, e agradecer, são necessárias. E muito compensadoras. Para além disso, torna-se um excelente prelúdio para o Advento, uma preparação para vivermos o Natal tal como merece e deve ser celebrado

 Tarte de abóbora tradicional*

1 base de massa quebrada 
Recheio: ½ colher de chá de cravinho em pó 
Uma chávena de açúcar mascavado 
Uma colher de chá de canela em pó 
Uma colher de chá de gengibre em pó 
1 colher de sopa de amioa de milho 
1 kg de abóbora (descascada e em pedaços) 
Uma pitada de noz moscada 
Uma pitada de sal 
3 ovos 
350 ml de leite evaporado 

Como fazer:
Ligar o forno em 200º. Cozer a abóbora em pouca água temperada com uma pitada de sal. Escorrer a abóbora e deixar esfriar um pouco. Entretanto, forrar uma forma de tarte com a massa quebrada. Colocar a abóbora num recipiente, juntar o açúcar e bater muito bem. Acrescentar todos os outros ingredientes, bater muito bem, verter na forma e levar ao forno a 200º, durante 10 minutos; baixar para 170º e deixar cozer por mais 30 minutos.
Servir simples ou com uma porção de chantilly.

* Fotos e receita, cortesia da Filipa.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Coroa de Natal - Faça você mesma


Todos os Natais a Letícia espera que eu faça alguma decoração para o quarto dela; algo feito por mim, normalmente muito simples, mas sempre uma surpresa que ela descobre maravilhada. A generosidade das crianças é assim, contentam-se com pouco mais do que o gesto em si.



Este ano, motivada pela abundância de lãs que me ofereceram, resolvi fazer - fazer? até o verbo me parece excessivo, pela simplicidade do projecto - uma coroa, nos tons de cor que a minha filha gosta. Usei uma coroa em esferovite, uns bonecos PlayMobil, e um pequeno trenó; tudo prata da casa. 


Voilá! Prático, simples e económico. 
E a Letícia adorou!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Jogos para Fazer em Família e para o Natal


Uma das entradas mais populares neste blogue, desde Outubro, é "Jogos de Natal". Há muitos pais que pretendem celebrar um Natal sem televisões, computadores, consolas e telemóveis, mas não conseguem, pois os filhos queixam-se, da seca, do aborrecimento que é.
Estas ideias de jogos são simples e muito divertidas. Para fazer ao fim-de-semana, e também no Natal, quando ainda mais elementos da família se juntam. Como dizem os ingleses: " the more de merrier"!

Mais ideias no blogue Playtivities

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A Mãe Japonesa

As crianças japonesas respeitam muito o espaço dos outros, são educadas para não incomodar. Se uma criança portuguesa sai do baloiço ainda continua lá à frente, e as outras crianças não podem brincar. São pouco educadas a ter limites, e a respeitar os outros. Também me parece que as mães portuguesas gostam muito de exibir os filhos, e de falar muito bem deles, quando a realidade não é bem assim. 
Uma coisa boa que existe em Portugal: há muito convívio entre gerações. No Japão as crianças são educadas para usar todas aquelas fórmulas tradicionais de respeito para com os mais velhos, mas depois na prática é raro ver um adolescente a acompanhar um idoso. Em Portugal, isso vê-se muito, e é muito bonito de ver. 
Hiroko Gamito, um filho de 22 anos, in Revista Activa, nr 254, Maio 2015

O que dizer para contestar os pontos negativos apontados neste testemunho? Nada, não é? As crianças portuguesas, por exemplo, interrompem os adultos constantemente, e de facto não se importam de ter meninos a olhar para eles no baloiço, durante montes de tempo. Dir-se-ia que é quando mais gostam de lá ficar, e ter plateia que lhes inveje o lugar. E frequentemente, os pais nada dizem. 
Quanto à vaidade dos pais portugueses, relativamente aos filhos... bem. 

Portanto, não poderemos refutar, mas fazer sim, são aspectos que realmente temos que melhorar, na educação dos nossos filhos. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O luto explicado às crianças

Andava com esta passagem do artigo "Os caminhos do luto*"  a tentar-me ocasionalmente, desde que o li, há cerca de duas semanas, para que aqui a partilhasse. Pela delicadeza do assunto, ia adiando, sem nunca o esquecer.  Mas agora, a propósito deste outro artigo, na sequência dos atentados em Paris, pareceu-me que a sua pertinência se tornou maior ainda.

"... Há que habituarmo-nos, como pais, a ouvi-las. Temos de educar a criança o mais realisticamente possível. A ouvi-la quando se magoa. Não lhe dizer: Deixa lá, não ligues. Ou seja, vamos pondo pedras na mochila e não tiramos as que lá estão. Como lutamos contra a morte? Com educação e amor. Educar é ajudar os outros a descobrir o que de melhor existe no seu íntimo: e começar por nós próprios. Quanto mais a pessoa está preparada para a vida, mais está preparada para fazer o luto." 

* Revista Activa, nr 300 Novembro 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O Saco do Pão




Apesar de actualmente os sacos de plástico serem cobrados ao cliente, os de papel ainda não. Pelo menos agora as pessoas contentam-se em levar o pão no saco de papel, pois antes a maioria insistia em levar os dois. 

Mas convenhamos que não é nada ecológico, e continua a ser um encargo financeiro, para as padarias. Urge, por todos os motivos, que voltemos ao uso do saco de pão de pano. Para dar um empurrãozinho, a padaria onde compramos o pão, oferece um saco de pano. Personalizado! Não é uma bela ideia? É assim que se educam as pessoas, recuperando velhos costumes.

Acho que é um óptimo presente de Natal. Aqui.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Eddy Lamar - Inventora e Actriz




Tem hoje destaque na página do Google, faria 101 anos, e a homenagem é mais do que merecida.
Nasceu na Áustria, e nos anos 20 ficou famosa por aparecer nua num filme, e simular o primeiro orgasmo da história do cinema. Casou com um milionário austríaco, ciumento, que tentou comprar todas as cópias do filme; sem sucesso, Benito Mussolini recusou-se a vender a sua. 
Devido às festas que davam, frequentadas por militares e fabricantes de armas, Eddy aprendeu muito sobre as novas tecnologias militares. 
A vida de enclausuramento, imposta pelo marido controlador, levou-a a fugir para os E.U.A. e durante a viagem, num transatlântico, conhece Louis B. Mayer com quem assinou um contrato de cinema.

Nos anos 40 foi considerada a mulher mais sexy de Hollywood ( o seu perfil era o mais requisitado aos cirurgiões plásticos), e a mais bonita do mundo. Afirmaria mais tarde: "É fácil para qualquer mulher fazer de glamourosa, basta ficar quieta e fazer ar de estúpida." 

Característica que ela certamente não tinha, com um Q.I. acima do normal, Eddy tinha paixão pelas invenções; criou na década de 40 um sistema de comunicação à distância que hoje é base de inúmeras aplicações tecnológicas. Desenhou o mais antigo método de telecomunicações, actualmente utilizado no GPS. O principio do seu trabalho foi incorporado no sistema wi-fi e bluetooth. Talvez por tardiamente se compreender o impacto do seu trabalho, o crédito devido não lhe foi dado na altura.
Em 1997 recebeu do governo dos Estados Unidos uma menção honrosa "por abrir novos caminhos nas fronteiras da electrónica."
Apenas em 2014 nome de Eddy Lamar foi adicionado no National inventors hall of fame. 

Caso para dizer que a história de Eddy Lamar dava um filme. 

Fontes:
Wikipédia 
Revista Sábado, 14 Março 2012

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Desafios da Era Digital

"Os números revelados por um estudo recente sobre crianças e internet são preocupantes: um quinto dos pais europeus não toma qualquer medida para proteger as crianças e 31% admitem não ter qualquer controlo sobre o que os filhos vêm na Internet. 
Segundo o estudo, perto de dois terços (61%) dos pais com filhos menores de 18 anos preocupam-se com o acesso a conteúdos inapropriados, mas três quartos (76%) não têm qualquer software que os ajude a minimizar estes riscos.
O estudo, realizado pelas empresas de segurança informática Kaspersky Lab e B2B International, conclui que, apesar da falta de controlo efectivo, metade dos pais acredita que as ameaças online estão a crescer.
Entre as principais preocupações estão o medo de que os filhos se tornem viciados na internet, que comuniquem com estranhos, que partilhem informações pessoais, que não consigam perceber se estão perante malware e que sejam vítima de ciberbullying.
Além destas ameaças diretas às crianças, os pais também se preocupam com a forma como o comportamento descuidado dos filhos pode afetar o resto da família, como por exemplo a perda de informação pessoal (27%) ou gastos inesperados resultantes de compras através de jogos online (25%).
“Ser protetor é um instinto paternal, mas o panorama online está a mudar todas as regras. Este relatório revela que os pais temem que o número de ameaças online à segurança dos seus filhos estejam a aumentar, sentindo que muito do conteúdo disponível na Internet não está regulado”, afirma Alfonso Ramírez, diretor geral da Kaspersky Lab Iberia." Via Sol

Raros são os casos de crianças que não têm contas em redes sociais, ou não jogam online. É difícil, praticamente impossível, impedi-los de aderirem àquilo que a grande maioria dos amigos e colegas fazem. Encontrar um equilíbrio entre o que permitir e o limite do permissível não é óbvio nem fácil. Este estudo comprova que os pais têm noção dos perigos da internet, porém a gestão do "problema" dá trabalho, necessita de empenho e tempo, o que se revela uma conjugação deveras desafiante. 
 
Houve uma geração que passou das play-stations para os computadores, e que são agora jovens adultos; e, existe agora uma geração de crianças que começam ainda mais cedo, praticamente bebés, a brincar com tablets e telemóveis. Em ambos os casos existe um número crescente de crinças e jovens viciados; casos de birras gigantescas, e casos de quem passa horas sem comer, dormir e ir à escola, para ficar a jogar. Obviamente que esta situação provoca consequências, para além dos problemas familiares e sociais, alterações de humor e ansiedade.
 
Segundo o psicólogo Jorge Faria, há sinais que denunciam adição, como a reacção de violência, ou tristeza profunda, quando aos jovens lhes são retirados os gadjets. 
Já Nuno Moreira, do Centro Internet Segura, afirma que embora não existam substâncias tóxicas, no corpo, que provocam dependência, os processos de resposta cerebral são idênticos. 
 
De acordo com o psicólogo João Faria, "A adição mais habitual dá-se nos jogos multiplayer"; é fácil compreender porquê, existe uma forte sensação de inter-acção, de se encontrarem entre amigos, numa plataforma virtual que lhes parece real. 
Embora a maioria dos casos ocorra entre os 12 e os 24 anos o risco começa a partir dos oito ou nove. 
 
Para Tito de Morais, professor e fundador do projecto Miúdos Seguros na Net,  devem ser adoptadas regras no uso da tecnologia; a gestão do tempo no ecrã e a definição de prioridades. 
 
Tanto João Faria como Nuno Moreira concordam que bloquear o acesso à internet não é solução; por um lado, o seu uso é necessário para a realização de trabalhos escolares, e por ser possível aceder de qualquer lado. Sendo preferível que não seja feito longe dos pais.
O primeiro psicólogo aconselha ainda, aos pais, a jogarem com os filhos, para entenderem melhor como aquele passatempo está a transformar-se num vício. 
Considero esta sugestão particularmente interessante, um passatempo que possa ser vivido entre pais e filhos já é uma mais-valia, ainda com o bónus de haver um adulto a dizer, a certo ponto, " por hoje, chega!".
 
Como regra geral, a política preventiva deve ser prática aplicada; por isso, a vigilância e acompanhamento, do que os nossos filhos fazem na internet, devem ser habituais e rigorosos. 
 
Informação:
Revista Tabu, nr 450, 10 Abril 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Era uma vez um Planeta...




Era uma vez um lindo planeta azul. Tudo nele era perfeito e exuberante; um mar rico em vida, reflectindo o azul do céu; uma fauna maravilhosamente diversificada; e uma flora absolutamente gigantesca em variedade, beleza e abundância. 
Depressa se tornou lar do homem, que passou gerações a descobri-lo, a explorá-lo, e a maravilhar-se com tanto esplendor e riqueza. Tudo o que o homem necessitava a natureza dava-lhe. O sol aquecia-o, e fazia crescer a vegetação. O solo dava-lhe nutrientes para que as suas plantações crescessem saudavelmente. A água cristalina saciava-lhe a sede a regava as plantas. O vento refrescava-o, e empurrava as embarcações. Havia um equilibro entre o planeta e o homem, embora o Planeta não fosse do homem, mas este fosse do Planeta. 
Todavia, os homens multiplicaram-se, e por serem muito numerosos começaram a acreditar que eram os donos do planeta, e que este existia unicamente para os servir. Exploraram-lhe exaustivamente os recursos, esgotaram filões, sujaram-lhe as águas puras, maltrataram-lhe o solo, e poluíram o ar, tudo para adquirirem mais coisas, que transformavam noutra coisa, chamada dinheiro. 
O equilíbrio perdeu-se. O homem esqueceu que necessitava do planeta, mas que este não precisava dele, e continuou a maltratá-lo. 
O pior aconteceu quando um dos homens, dominado pela ganância de ter mais, se lembrou de reclamar para si a posse das sementes; já não eram da natureza, ele guardava-as num cofre, e misturou-lhes um pó mágico, para que elas fossem mais resistentes, e ainda mais abundantes. Embora contaminassem tudo à sua volta, embora gerassem plantas estéreis. E vendeu-as por um preço muito alto.

Outro homem lembrou-se de reclamar para si a água. Quem quisesse beber teria que pagá-la. Não poderiam ter poços nos seus quintais, nem sequer recolher água da chuva. A água era dele!

Outro homem, lembrou-se ainda de se apropriar do ar. Quem pretendesse ter uma boa saúde teria que pagar pelo oxigénio mais puro, e por isso teria que adquirir as suas máquinas.

E outro homem ainda, apoderou-se do sol! Chamou-lhe seu, e tudo e todos que necessitassem dele haveriam de pagar bom dinheiro.

O Planeta ia perdendo as suas cores maravilhosas, e adquirindo um tom cinzento. Assim como o homem. Mas este não via nem compreendia que destruindo o planeta se destruía também. 

Qualquer semelhança desta história com a realidade não é pura coincidência. 
O nosso mundo, tal como o conhecemos, está a sofrer imensas transformações. Somos muitos, e pior, temos um estilo de vida incompatível com o que o planeta nos pode dar, e regenerar. Para colmatar, grandes grupos económicos, lobbies poderosíssimos, estão a fazer pressão sobre os governos mundiais para se apropriarem dos bens naturais das nações; pretendem salvaguardar a soberania corporativa, acautelando-se contra processos judiciais por crimes contra o ambiente, mas permitem-se processar o Estado. 

Aceitar a legitimação da mudança do paradigma do poder das grandes empresas coloca-nos num nível inédito de perigosidade. 
Enquanto cidadãos, não podemos permitir que tal aconteça. 

Enquanto mães e pais, preocupamo-nos com a alimentação dos nossos filhos, com a educação, com a saúde, e naturalmente com o futuro deles. Por tudo isso deveríamos estar nas ruas, em massa, a protestar contra a assinatura do Tratado Transatlântico. E no mínimo dos mínimos, assinar a petição. Aqui.

Mais informação:
1. TTIP e CETA, o que são?

2. 1O razões contra o TTIP 

3. Espanha privatiza o sol

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Couve-Flor Gratinada Com Cheddar


Ora bem, eu nem sequer sou apreciadora de couve-flor, mas confesso que ao deparar-me com certas receitas de couve-flor gratinada, ficava com água na boca. Podia ser apenas o poder da imagem? Podia. Mas afinal não. Até a Letícia ( já notaram que a minha filha é o meu barómetro para as esquisitices?), como dizia, até a Letícia adorou! 
É uma receita simplesmente deliciosa. É tão boa que até parece sobremesa!

Couve-Flor Gratinada Com Cheddar*
Ingredientes:
1/2 couve-flor
250 gr de cheddar ralado
2 ovos separados
3 c.sopa de manteiga
3 c.sopa de farinha
4 dl de leite gordo ( usei meio gordo)
noz moscada
sal e pimenta
cebolinho picado ( não tinha, não usei)

Como fazer:
Lavar a couve-flor e dividi-la em bouquets. Coze-la em água com sal, al dente. Deixar arrefecer.
Derreter a manteiga numa caçarola, juntar a farinha e misturar bem. Juntar o leite aos poucos, mexendo sempre. Deixar ferver até obter um bechamel bem ligado. 
Temperar com sal, pimenta e noz moscada. Acrescentar o queijo até que fique totalmente derretido. De seguida as gemas, e as claras batidas em neve firme, com cuidado.
Untar uma travessa de ir ao forno com manteiga, colocar a couve-flor e cobrir com o molho. 
Levar ao forno cerca de 15 minutos, ou até que o soufflé suba e se apresente dourado. 
Decorar com cebolinho e servir.

* Receita de "La cuisine du four", Moustique,José Manuel Fajardo, pag.46 
 


terça-feira, 20 de outubro de 2015

A Mãe Ucraniana

"Uma coisa que as mães ucranianas fazem é: nunca obrigamos as crianças a comer. Não quer não come. 
Outra diferença: é impossível, na Ucrânia, alguém que tenha um bebé a gatinhar deixar entrar pessoas em casa sem tirar os sapatos. Também acho isso um bocado exagerado. As ucranianas limpam o chão duas vezes por dia, se for preciso. 
As crianças ucranianas costumam ser boas alunas porque os pais as ensinam a levar a escola muito a sério. Os pais estão em contacto constante com os professores e ajudam as crianças no seu percurso escolar."
Olga Volodymyrivna, Um filho de 4 anos, in revista Activa, Maio 2015

Em poucas linhas a mãe ucraniana tocou em aspectos tão importantes como o respeito, a higiene/saúde, e educação. E tudo me parece exemplar; ideias a reter, modelos a adquirir. A nossa forma de educar é cultural mas também arbitrária, portanto, podemos perfeitamente adoptar posturas que nos fazem sentido. Afinal, o objectivo é melhorar, não só, a educação das nossas crianças, mas também o relacionamento que temos com elas. 

domingo, 18 de outubro de 2015

Um ano

Parece-me que é urgente mudar a forma como medimos o tempo; é tão redutor que seja cronologicamente, e pouco diz de verdadeiro. Podemos conviver com alguém trinta, cinquenta anos, e não aprender nada de genuinamente significativo. Foi igual a nada, ou muito pouco.

Jesus, em três décadas de vida conseguiu mudar a História da Humanidade, e os seus ensinamentos continuam a ter grande impacto em muitos seres humanos.
Bem sei que este é um exemplo extraordinário, mas quantas pessoas "comuns" passam por nós ao longo da vida, com ensinamentos  reveladores, que mudam a nossa forma de ser e estar? Frequentemente essas pessoas atravessam-se no nosso caminho fugazmente. Outras vezes acompanham-nos durante alguns anos. Ou muitos. Mas nunca os suficientes, julgamos nós. Porque os medimos pelo relógio.

Deveríamos antes utilizar uma escala emocional para contar o tempo. Dar-nos-ia certamente outro conforto, e um sentimento de aceitação mais pacífico.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Secretárias em Pé na Escola?


Como o comportamento dos alunos está a mudar, a Escola deve acompanhar essa mudança. Pode ser uma solução para crianças mais activas, ou para aquelas que estão cansadas, ou com dificuldade, em permanecer muito tempo sentadas. 
Parece que na Finlândia cada sala de aula já tem algumas destas secretárias, e os resultados são bons. 

É uma ideia!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Gato Branco é Lindo, mas...


Foto da Letícia
No final de Agosto, entrou-nos sorrateiramente um gato pela casa adentro. Ainda bebé e com uma coleira ao pescoço.  Não parecia maltratado, com a excepção dos olhos com sintomas de conjuntivite.
Não aparentava medo mas alguma cautela, enquanto cheirava os cantos da casa.
Demos-lhe comida da KitKat, que ele devorou sem cerimónias, e depois dormiu durante horas. Parecia estar tão exausto que nenhum barulho ou a luz do dia o incomodaram. 

Perguntamos aos vizinhos se possuíam algum gatinho que tivesse fugido, e a resposta foi negativa. Um vizinho informou-nos de que há cerca de dois dias o via a deambular pela Viela; que devia ter sido abandonado. Perguntamos ainda na Clínica Veterinária se teriam conhecimento de algum gatinho fugitivo. Como a resposta foi sempre negativa, fizemos aquilo que tínhamos vontade desde o momento que o viramos, acolhemo-lo na nossa família. 

Depois da passagem pela Clínica Veterinária para ser desparasitado e limpo, soubemos que tinha uma otite; fizemos o tratamento durante semanas, e continuei a limpar-lhe os olhos com soro fisiológico.

Mostrou-se desde o primeiro momento muito asseado, extremamente meigo e brincalhão, de acordo com a idade. Discreto, quase não miava. Destemido, não se deixou intimidar pelos miados zangados da KitKat, que não ficou nada feliz com a chegada de "concorrência". E temerário, nem o aspirador o impedia de brincar com o fio eléctrico.

Demos-lhe o nome de Niko Neko Nicodemos, Niko para os mais íntimos. Mas ele parecia não se adaptar ao nome, ao não responder ao chamamento. 
Então, de repente juntei as pontas e percebi que o Niko é um gato surdo. Por isso dormia tão profundamente no meio da maior das algazarras; por isso não se assustava com o estrondo de um objecto que caía ao seu lado; por isso não se virava quando de costas nos aproximávamos. Por isso, quase não miava.
Nunca me tinha ocorrido que existissem gatos surdos. 

 De acordo com a veterinária, os gatos brancos têm grandes possibilidades de serem surdos, devido a um gene recessivo. Poderia ser da otite, porém após o tratamento comprovou-se que realmente não era, o Niko continua a não ouvir nada. Segundo a Veterinária, e eu também concordo, é bastante provável que o Niko tenha sido abandonado quando os seus tutores descobriram que não tinha audição. 

Em tudo, é um gato igual aos outros, só que não ouve, e isso torna-o mais vulnerável.
Pensávamos que não seria possível haver mais meiguice depois da KitKat, mas há; é excepcionalmente meigo. Tem conquistado todos os que passam cá por casa, inclusive quem não gosta particularmente de gatos, quem prefere cães, e até quem nunca pensou ter um gato em casa, o deseja!

Ter um gato branco apenas pela opção estética é demasiado superficial, mas se for esse o critério seria bom que todos conhecessem a contra-partida - muito provavelmente será surdo. É exactamente por este tipo de coisas que conhecer as características das raças é muito importante e poderá ser decisivo.

Via Gatinho Branco

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Desafio - Empilha o Telefone

As pessoas estão cada vez mais agarradas, literalmente, aos telemóveis, como se de uma extensão deles mesmos se tratasse. Não apenas adolescentes, como há alguns anos, agora pais e filhos estão juntos, numa esplanada, num restaurante, na piscina, pelo shopping, seja onde for, e cada um está sozinho com o seu telemóvel. Então, entre grupos de amigos nem se fala!

Segundo a estatística 85% dos jovens entre 10 e 15 anos usam telemóvel (sendo que a adesão continua a aumentar), portanto é normal que não estando juntos acabem por querer ficar em contacto uns com os outros, através de sms's , chat's, fotos, etc. Porém, estando frequentemente em grupo acabam por fazer o mesmo; estão entre amigos fisicamente e também entre amigos virtualmente. 
Outro comportamento que nos afasta da realidade é esta obsessão de fotografar, para partilhar, tudo o que estamos a viver: comida no prato, paisagem bonita, monumento com selfie's, roupa nova, etc. Mais importante do que lá estar, do que ver, comer e beber, é fotografar. E partilhar.
Tenho-me perguntado aonde estão as pessoas exactamente. Em nenhum dos sítios?!

Então, o desafio a fazer é o seguinte: no momento em que todos se sentam, os telemóveis de cada um são colocados na mesa, empilhados ou virados para baixo. O primeiro a fraquejar, tirando dai o seu telemóvel, paga a conta ( café ou restaurante), ou lava a louça ( em casa).

Esta brincadeira do "Empilha o telemóvel", da autoria de Brian "Lil B", que se tornou viral, acaba por ter o mérito de recuperar o convívio entre as pessoas, à moda antiga. Estamos ali para conversar uns com os outros, para nos ouvirmos sem distracções, para viver o momento. Se ninguém testemunhou? Não interessa, o que importa é que nós o vivemos realmente. 

Aqui fica o desafio!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Parceria Cytothera Com Oferta



 Aniversário Cytothera – Há 10 anos de mãos dadas com a vida



Daquelas oportunidades que valem a pena, pelas razões mais importantes!

"Todos os pais querem dar o melhor aos seus filhos e é por isso que as escolhas que têm de fazer antes de nascer são tão difíceis. Escolher o nome, a decoração do quarto, o tipo e local do parto são algumas das decisões que podem dar algumas dores de cabeça. Mas em 2003 surgiu uma outra decisão que pode evitar muitas dores de cabeça futuras - a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical. 


A transplante de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical é hoje utilizado para o tratamento de mais de 80 doenças e por isso é importante analisar, investigar e estar atento às vantagens da criopreservação.


A Cytothera foi a primeira empresa em Portugal a lançar o serviço de criopreservação de células estaminais do tecido, celebrando este ano o seu 10º Aniversário. Escolher a Cytothera é escolher um serviço feito a pensar na família:
Cobertura de aplicação terapêutica;

– Comparticipação das despesas até 20.000€, em caso de utilização das células pelo próprio ou núcleo familiar restrito;

- Convite a todos os pais para visitar as instalações, conhecer a equipa Cytothera e assistir a todo o processo;

- Simplicidade e comodidade (adesão ao serviço pode ser feita por telefonema);

- Gestor responsável pelo acompanhamento e gestão personalizada de todo o processo;

- Kit Cytothera devidamente equipado com bolsas de frio, não necessitando de refrigeração antes ou depois do parto, permitindo manter a qualidade das células até ao seu processamento. 


Para além de todas estas vantagens, a Cytothera detém a patente do método de isolamento de células, que permite que em caso de necessidade de aplicação das células estaminais numa operação, estas estejam “prontas a utilizar”no momento de necessidade. 


A Cytothera quer celebrar o seu 10º Aniversário com os futuros papás babados que acompanham o  blog, Mãe... e muito mais através da oferta de 1 Sling MiniMonkey + kit criopreservação (75€) + 30% de desconto nos serviços Cytothera."

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Espinafres Salteados, Cogumelos e Cebola Caramelizada


Embora esta receita, na fonte original*, fosse indicada como acompanhamento para carne, transformei-a em prato principal, e adorei!
É uma receita  muito prática( cuja confecção tornei ainda mais rápida), e deliciosa.

Espinafres Salteados, Cogumelos e Cebola Caramelizada 

 Ingredientes: 
 3 cebolas médias 
 azeite
 3 cebolas, médias ou grandes, em fatias
 sal
 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
 10 ou 15 pequenos cogumelos, cortados ( shitake, ostra, etc.)
 3 dentes de alho picados 
 3 chávenas de espinafres
 molho de creme:
 1/3 chávena de natas 
 1/4 chávena de leite 
 1/2 chávena de queijo parmesão ralado
  
 Como fazer: 

Aquecer o azeite numa sertã e juntar a cebola às rodelas, em lume forte, 
cerca de 10 minutos, mexendo sempre para não queimar.
Adicionar uma pitada de sal sobre as cebolas.
Retirar do lume e regar as cebolas com uma pequena quantidade de vinagre 
balsâmico. 
Retirar a cebola da sertã e reservar. Colocar novamente azeite na 
sertã, aquecer e acrescentar os cogumelos fatiados, o alho picado, e o sal. 
Saltear tudo, em lume médio, mexendo ocasionalmente, cerca de 20 minutos.
 
Num recipiente juntar o leite, natas e parmesão ralado. Misturar.
Verter sobre o conteúdo da sertã, envolvendo tudo.
Servir! 
 
    * Julia's Album

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A Mãe Chinesa

"As minhas gémeas são tudo para mim. Em Hong Kong é moda ter uma empregada doméstica o dia todo para tratar da casa e tomar conta das crianças. Eu também tenho, mas prefiro tratar das minhas filhas eu própria. Eu e a minha irmã temos a nossa própria escola de Inglês e isso torna possível que tenhamos horários mais flexíveis. 
Os laços de família são muito importantes para os chineses. Tentamos apoiar-nos uns aos outros e funcionamos como uma unidade. Lembro-me que na Dinamarca, onde cresci, a maioria dos adolescentes sai de casa à volta dos 18 anos. Aqui, em Hong Kong, só deixamos a nossa família para casar, e isso não é malvisto. Há mesmo quem continue a viver em casa dos pais depois do casamento, escolhendo funcionar como uma família maior. Mas hoje em dia já há pessoas mais novas que escolhem viver de forma mais "ocidentalizada" e já saem mais cedo de casa para viverem sozinhos. 
Como chinesa, acho que a minha responsabilidade é ensinar às minhas filhas o valor da família, como um todo para que possam viver uma vida feliz e harmoniosa."
        Zoe Tsang, duas filhas de 2 anos, in Revista Activa, Maio 2015

Ignorava que tínhamos em comum com os chineses o valor dado à família. Sempre considerei essa característica latina, até mesmo alheia à cultura europeia. Acarinho-a e identifico-me com ela, promovendo-a da melhor forma que posso, ao fazer dessa crença um modo de vida. 

A família é a nossa base, onde aprendemos os valores fundamentais, quem nos protege, conforta e apoia. Sendo assim a pedra basilar da sociedade. Acredito que culturas evoluídas e prósperas necessitam da célula familiar funcionando desse modo. Portanto, devemos proteger e valorizar a família, neste conceito que nos é tão tradicional. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

TimoKids - Histórias e Jogos que Ensinam e Divertem



As boas ideias merecem divulgação, acredito que seja o caso do TimoKids, por isso tenho muito gosto em partilhar. Para mais, esta parceria beneficia os leitores do Mãe... e muito mais, ora veja:

O Timokids é um aplicativo para telemóveis e tablets que leva, para mães e crianças do mundo todo, histórias e jogos socioeducativos ilustrados em 3D, narrados e legendados em diversos idiomas.
Todas as historinhas tratam de temas presentes no quotidiano e crescimento das crianças como medos, birras, bagunças, convívio entre irmãos e vários outros.

Esta  ferramenta de entretenimento educativo  aproxima os pais e professores das crianças e contribui, desde a primeira infância, a formar melhores cidadãos para o futuro.
Para garantir a qualidade e segurança, todos conteúdos publicados passam por uma rigorosa análise de psicólogos, além disso, possui o certificado KidSafe, um selo internacional que garante que o Timokids é 100% seguro para crianças, sem publicidade ou links externos.

Aproveite o cupom promocional especial do Mãe ... e muito mais e baixe gratuitamente as histórias do Timokids para o seu telemóvel ou tablet e leve diversão e educação para as crianças.
Se seu telemóvel for um Iphone, siga estes passos, para ativar o cupom:
1. Baixe o Timokids;
2. No navegador do seu aparelho, acesse o site: timokids.com.br/promocodes;
3. Digite o código do cupom;
Pronto! As histórias gratuitas foram liberadas.

Para ativar o cupom por um aparelho Android:


Aproveite!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Falta de Respeito nas Redes Sociais

Com estas notícias diárias sobre a tragédia dos refugiados, há  uma questão que me choca acima de tudo - a falta de respeito pela opinião do outro, que leio nos sites dos jornais online. 
Quarenta anos após o 25 de Abril e a atitude de censurar opiniões contrárias está tão viva como se o  lápis azul estivesse ainda em funções.

O comportamento da imprensa tem sido algo errático relativamente à divulgação das notícias; tanto divulgam exaustivamente imagens que tocam profundamente as emoções dos leitores, como de seguida publicam notícias, sobre os mesmos refugiados, que incutem medo e promovem a xenofobia. Parecem não encontrar um discurso equilibrado, confluente das várias facetas do problema.
Todos temos cordas que nos manipulam, basta encontrar a corda certa; e a imprensa tem puxado as cordas da emoção, que funciona para uns, e as da razão, que funciona para outros, levando os dois pólos as hostilizarem-se declarada e agressivamente.
Instaurou-se assim uma outra espécie de guerra; compatriotas, que partilham o mesmo solo e cultura, insultando-se despudoradamente. Ninguém ouve os argumentos do outro, tão abespinhados estão a defender os seus. Ninguém pretende dialogar, apenas impor a sua opinião. E a imprensa, imagino eu, tal qual um titereiro maquiavélico, esfrega as mãos de contente: pôs todos a dançar ao seu som.  A música do caos, da irracionalidade e violência.

Como vamos resolver os problemas dos outros se não conseguimos resolver os nossos? Não consigo compreender como uma sociedade, dita evoluída, se comporta de forma tão mal educada, tão desrespeitosa, tão absolutamente intolerante, apenas perante uma opinião contrária à sua.

Pois então, não nos admiremos  que se diga, generalizadamente, que as nossas crianças e jovens, estão cada vez mais mal educados. Não é esse o exemplo que lhes damos? Tudo, tudo, o que se passa no Mundo dos adultos se reflecte neles, porque afinal estamos no mesmo mundo.Tudo absorvem, sobretudo o exemplo que vêem,  há muito compreenderam que uma coisa é a teoria, outra é a prática. E no que diz respeito às redes sociais, graças a vários factores, como a distância, perfis falsos e anónimos, a prática é a expressão do vale tudo.
Tão triste de se ver!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Férias Grandes a Mais?


Via Crianças a torto e a Direitos

Milhares de crianças começam hoje a Escola em Portugal. Muitos dirão: - Finalmente! Existe uma opinião generalizada de que as férias de Verão são longas demais. As minhas amigas alemãs e francesas ficam sempre muito admiradas quando lhes digo que a Escola dos meus filhos começa em meados de Setembro; as dos seus filhos começam em Julho e principio de Agosto. E eu explico porquê.

Houve, inclusivamente, no inicio das férias um burburinho sobre o assunto, divulgando a ideia "estapafúrdia" que as férias de Verão deveriam ser de apenas um mês - Agosto. 
Os alunos não concordam e muitos pais também não. Pode parecer-nos que as férias de Verão são longas, mas a maioria dos estudantes parece apreciá-las. Além disso, prova-se que temos uma percepção incorrecta do tempo de férias, devido à forma como as mesmas estão distribuídas. E a outros factores. As infografias dão-nos outra perspectiva.

Via Crianças a torto e a Direitos

Posta a questão em termos comparativos, parece-me que os alunos, e professores portugueses, trabalham bastante!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Bússola

Desengane-se quem pensa que apenas os pais põem limites aos filhos. Estes também retribuem com a noção do aceitável ao excesso, e são bastante contundentes a fazê-lo.
- Menos, mãe, menos!

Sem sermões, apenas uma frase, que na boca deles soa a reprimenda. E funciona.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Verde

Quanto mais os que me rodeiam constroem paredes, erguem muros e cimentam o solo, mais verde nasce e cresce no meu jardim.

É a vingança da Natureza.
  
1. Glicínia. 2. Vinha 3. Maracujazeiro

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

"Pais compinchas"

Ando a folhear umas revistas "antigas" que me vieram parar às mãos, recentemente. Daquelas que se vêm apenas as fotografias, e se lê os cabeçalhos. Mas deu-me para ler a entrevista do Rogério Samora ( afinal é dele a receita da sopa preferida da Letícia! ), e nem que fosse apenas pelo excerto abaixo transcrito valeria a pena. 


" - ... A família é um grande pilar. Na minha éramos cinco. Agora só estou eu, o meu irmão, e o meu pai.
- Tem uma boa relação com eles?
- Nem boa nem má. Acho que nos suportamos e respeitamos. 
- Não lamenta ter uma boa relação com o seu pai?
- Tenho pena de não ter com o meu pai uma relação de compinchas, de amigos. Mas isso nunca aconteceu. O meu pai, por exemplo, não jogava à bola comigo, mas com os amigos dele. "

                                                                                                                          in  revista Caras 27 de Junho 2015

Para reflectir...