sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Canja Vegetariana


A Letícia andava há muito tempo a pedir-me uma canja vegana; realmente acho que é a única comida que ela sentia falta de comer (cá em casa os meus filhos sempre gostaram de canja, mas na verdade só comiam as massinhas), mas eu duvidava muito que uma versão vegana se aproximasse sequer da original. Entretanto, fiz as minhas pesquisas mas nada me convencia; ou porque tinha legumes a mais, ou porque incluía algum com sabor forte, tipo aipo, que se tornaria predominante, e a canja deve ser leve. Portanto, a pesquisa serviu-me de inspiração, sim, mas para chegar à minha receita. Que de facto, resultou deliciosa e convenceu a todos!
Uma canja com poucos ingredientes, leve e saborosa. 

Canja Vegetariana para 4

Uma cebola média
Uma batata pequena
Uma cenoura média
Uma chávena de café de massinhas
Uma colher de café de cúrcuma
Uma pitada de colorau
Uma perneira de salsa
Sal e azeite q.b. 
1 lt de água

Como fazer:

Picar a cebola miudinha e colocar em panela com azeite, até ficar translúcida; juntar-lhe a cenoura e batatas cortadas em bocados pequeninos e envolver, mexendo com a colher um pouco. Acrescentar os temperos, envolver tudo, e verter a água quente, deixando cozer 10 minutos; por fim as massinhas e a salsa picada, deixando cozer mais cinco minutos. 

 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

As expectativas

Via

Os filhos não nos defraudam, somos nós que o fazemos e lhes atribuímos responsabilidades. Nós, país, criamos pressupostos de como os filhos deveriam ser, dos resultados que deveriam obter na escola, das medalhas a ganhar nos desportos, de como haveriam de se comportar socialmente, e ficamos zangados quando não se portam à altura. À altura das nossas expectativas. 
A realidade é que os filhos não nos prometeram nada. Eles estão somente a ser eles. A procurar os seus caminhos, a descobrir quem são para além dos país, da família, dos amigos, de quem os rodeia. E nessa descoberta o caminho dificilmente será perfeito. Aliás, desconfio muito de crianças/jovens que fazem caminhos perfeitos, nalgum sítio, a alguma altura, as coisas descarrilam, sendo isso perfeitamente aceitável e saudável. É portanto até, aconselhável. É caso para respirar de alívio! 
E porém, sobretudo nesta altura, quando as notas se materializam nas Escolas, as cobranças dos pais são muitas e frequentemente injustas. Não defendo que os pais se calem e aceitem tudo, mas aqueles que reclamam do 4, achando que deveria ser 5, aqueles que protestam dos 97% porque podia muito bem ser 100%, deveriam reflectir um pouco antes de criticar o trabalho feito pelos filhos. Antes de os destruir, porque toda a crítica injusta, destrói um pouco.
Querem filhos perfeitos? Não tivessem filhos. Até porque mais dificilmente há pais perfeitos.

Nós sim, podemos aperfeiçoarmo-nos, refinarmos as nossas capacidades e por isso, tentar ajudar os filhos a melhorar o desempenho é obrigação nossa, ajudá-los a descobrir o seu "elemento", para que aí possam desabrochar, mostrarem resultados e serem felizes. No final do 1º período do 10º ano, a Letícia concluiu que não estava a estudar o que queria, em CT; no final do ano lectivo pediu transferência para Artes (a área para a qual a julguei sempre vocacionada), e iluminou-se como uma lâmpada incandescente.

Quando nós ajustamos as nossas expectativas às dos nossos filhos alcançamos um patamar de lucidez e justiça que tranquiliza a todos. Então, preferimos viver em que dimensão, na ideal ou na real? Escolha a pílula que quer tomar, a azul ou a vermelha? 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Estímulo

Via
Pode parecer negativo, mas também pode reforçar comportamentos, estudem mais, sejam empreendedores, impliquem-se social e politicamente. Sejam vigilantes. O vosso futuro está nas vossas mãos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Tirem os sapatos!


Há anos que alerto para a importância de nos descalçarmos em casa; então em casas onde há crianças, que gatinham e brincam no chão, torna-se mais importante ainda. A esse hábito, tão inculcado no Japão e em países nórdicos, tornam-se propositadamente resistentes as pessoas em geral, mesmo aquelas com filhos pequenos, que é algo que me deixa espantada. Afinal, qual é a incongruência de nos descalçarmos quando entramos em casa? Tem toda a lógica, pela higiene e saúde. Preguiça? É mais do que isso, creio. Os hábitos são difíceis de mudar, mas quando de trata de nos protegermos e à nossa família, por que não mudar?! 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Viagem no tempo

Enquanto esperávamos a hora do expresso na Rodoviária, o Duarte, que é fascinado por História, perguntou-me, se eu pudesse, qual o período da História que eu gostaria de visitar; de vez em quando faz-me umas perguntas que me fazem pensar mais um bocado. Ainda me faz disto.
Lembrei-me primeiro, e disse-lhe, que viajar para o passado era quase sempre muito perigoso, sobretudo quando se é mulher, mas recordando-me precisamente disso, respondi: ao tempo de Jesus Cristo, para o ouvir falar e talvez seguir durante algum tempo; e também ao de Sidharta Gautama, para o observar em silêncio hipnótico, debaixo da árvore. 
- Ah, querias assistir ao nascimento de duas religiões, conclui ele. Não era por isso, era apenas para estar próxima e sentir a energia daqueles dois seres incríveis. 
Nem sequer me lembrei de me projectar para o futuro, porque se o passado me assusta, então os tempos que hão-de vir atemorizam-me, e isso, definitivamente, era algo que não gostaria de partilhar com ele.
A perspectiva de um mundo apocalíptico não é algo que eu julgue positivo, na educação dos filhos;isso somente lhes tira a esperança no futuro. E destrói-lhes a infância, como afirmou Greta Tunberg.
Creio que positivo é ensiná-los a estar neste mundo fazendo o seu melhor, fazendo a parte deles, porque de facto, esse é o único contributo alcançável.
- Tu não mudas o mundo, faz o que podes, e o teu mundo muda, e com isso o mundo muda contigo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O Pai Natal e os elfos - acreditar ou não?



VIA
Tem surgido por aí uns artigos contra o Pai Natal, dizem que é a primeira mentira que contamos aos nossos filhos, e desde logo com isso lhes provamos que não podem confiar em nós. Suponho que a rectidão destes pais os impede de transmitir aos filhos as suas próprias crenças (e há sempre algo em que acreditam!), de modo a deixar-lhes uma página em branco, para que eles a pintem com as suas próprias descobertas e aprendizagens.

Eu, que fui uma criança que acreditou no Pai Natal até aos 9 anos e que tive um enorme desgosto ao descobrir a sua inexistência, continuo a pensar que essa fantasia valeu a pena. Portanto, com os meus filhos, prolonguei-lhes o mito o mais que consegui, e ambos confirmam que a crença no Pai Natal foi algo mágico. Traumatizados? Não ficaram. Perderam a credibilidade nos pais? Também não. Até porque essa se constrói com as coisas do dia-a-dia, e o que se explica, eles compreendem.

Creio que naquele tipo de educação, que por tanto respeitar os filhos, não se lhes transmite valores, crenças, formas de fazer, em suma, um enquadramento cultural e religioso, lhes é mais pernicioso do que benéfico. Na minha óptica, é até uma espécie de negligencia. Eles precisam de estrutura que seja ponto de partida, caso contrário, o vazio só causa desorientação e atraso.
Poderão ser eles a pintar a página, mas devemos ser nós a dar-lhes o papel e as cores.
       
Portanto, há um país, aonde mais de metade da população acredita em elfos! Os elfos são seres muito pequenos – no máximo, chegam aos 90 centímetros de altura. Têm orelhas muito grandes e usam roupa velha e simples. Segundo o National Geographic, 54% da população da Islândia acredita neles. Sim, adultos incluídos! No Natal as actividades que os envolvem são intensas e variadas; são eles que decidem que crianças se portaram bem e merecem presentes, é a eles que os meninos deixam os sapatinhos para receberem doces, mas também é deles que recebem, muitas vezes, grandes partidas. 
Os islandeses acreditam, e não será por isso que sejam mais tolos, estúpidos ou traumatizados do que os outros povos, bem pelo contrário, acredito eu. 

  

Neste país mais de metade da população acredita em elfos
Meet the thirteen yule lads

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Sal a mais

A Letícia queixa-se: - O burguer de cogumelos tem sal a mais, mãe.
- Olha, para o ano, já vais ficar contente só por teres comida! Responde-lhe o Duarte.

Aprendizagens. Apenas há dois meses e meio fora de casa.