quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Hall de Natal 2017



Confesso que este ano a decoração de Natal está bastante atrasada cá em casa. Os últimos testes e trabalhos dos meus filhos têm-nos mantido muito ocupados, e a pedido deles temos adiado esta tarefa para o próximo fim-de-semana. Porém, depois de me inspirar no Pinterest não me contive e tratei de pelo menos decorar o hall de entrada; aliás, essa tarefa é sempre minha. Eu é que decido o tema que aí quero aplicar, e trato de me organizar para reunir a parafernália necessária. Todos os Natais mudo esta decoração, o restante na casa mantém-se aproximadamente igual ano após ano. Os meus filhos gostam assim, e suponho que isso seja a nossa tradição.


Uma caixa de vinho (que tenho na despensa repleta de frascos com diferentes ingredientes), alguns verdes, uma pointésia e um frasco com uma vela; duas fitas de cetim, em diferentes tons de verdes, sobrepostas a dar um laço à caixa. 


Os quadros perderam as imagens e vidros, e ganharam bolas douradas, brilhantes, com purpurina e baças.


Duas jarras de vidro, de diferentes tamanhos, cheias de pinhas diversas, envoltas num fio de lampadas LED, e dois castiçais em forma de estrelas, de cada lado da caixa completam a vinheta. 

E pronto, quase tudo feito com prata da casa, por assim dizer e fácil de realizar. 
Todos gostaram, espero agora a reacção da restante família, quando cá entrarem no dia 24! 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Cartas para os super-heróis!

 
Via

Faz-me impressão esta necessidade que os humanos têm de adorar os heróis, de os seguir, e de guardar as suas imagens, seja em pop figures, seja em posteres seja em filmes. 
Está bem que andando o mundo como anda, precisamos de acreditar que alguém nos há-de salvar, alguém há-de vir, um qualquer D.Sebastião, de preferência difícil de matar, como o super-homem, que consiga voar e escalar os grotescos problemas do planeta, para impedir os malvados de levarem sempre, a sua - a deles- avante. Então, vai daí que nos servem ocasionalmente estes heróis de ficção, para nos dar alento, ou embalar num sono profundo que cremos real, e deixarmos a resistência para esses falsos super heróis, que têm qualidades supra humanas que nós, coitaditos, não teremos nunca.

Vivemos tão embrenhados na ficção que até esquecemos que na vida real há montes de heróis, que todos os dias põem as suas vidas em perigo, por questões de consciência, por acreditarem tão intrinsecamente numa ideia, que viver num mundo onde ela não seja respeitada, lhes parece inconcebível; de tal forma que preferem pagar com a vida a reclamação dessa ideia. Não que a vida não lhes seja cara, só que lhes é mais caro aquele ideal, e por isso escolhem sacrificá-la para que outros possam viver num mundo onde aquele ideal exista e vigore. Como o Clóvis, de Madagáscar, que luta em defesa da floresta tropical, devastada pelos traficantes do pau-rosa, com a conivência da autoridade. Ou os 11 de Istambul, presos por defenderem os direitos humanos. E tantos outros, divulgados na página da Amnistia Internacional, que apenas precisam de uma assinatura nossa, a endossar as causas que defendem, também em nosso nome.  

Se isto não é ser herói, a sério que não sei o que é. E a nós, cabe-nos fazer tão pouco; explicar aos nossos filhos que estes heróis existem, contar-lhes sobre as lutas e campanhas deles, ensinar-lhes que herói é quem se levanta contra o mal, que pugna por um bem comum. E que essas pessoas existem, podem estar longe, em causas longínquas, mas também perto de nós, como quando um jovem anónimo intervém em defesa de um desconhecido que está a ser atacado. Incentivando-os assim a terem um papel activo na sociedade, ao invés de serem apenas contemplativos do grande ecrã, convencidos de que actos heróicos são apenas fantasias, não nos restando mais do que a passividade. 
Num acto de boa vontade, tão consonântico com a época natalícia, parece-me muito a propósito aderir à Maratona de cartas da Amnistia Internacional. No conforto do nosso lar, uma assinatura apenas.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Batatas "sarladaises" com cogumelos #vegetariana

Adaptada da original, feita em gordura de pato, que nunca provei por isso não tenho termo de comparação, posso porém afirmar que esta receita é incrivelmente saborosa!


 Batatas sarladaises com cogumelos*
Ingredientes
800g de batatas pequenas
50g de cogumelos de Paris
1 chalota
 

azeite 
salsa

Como fazer:

Cozer as batatas em água e sal, descascadas e cortadas aos cubos, durante dois minutos.  Escorrer.
Aquecer o azeite numa frigideira, e juntar a chalota cortada em meia lua fina.  Logo que a chalota fique translucida, juntar as batatas, deixar cozinhar, mexendo ocasionalmente. Estando as batatas quase prontas, acrescentar os cogumelos fatiados em lume alto, 3 a 4 minutos, mexendo sempre. Temperar com sal e pimenta, e no momento de servir com salsa picadinha.
   


*Via Histoires de fruits

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

#Adolescência


Percorremos as lojas todas da Vila e não encontramos uma camisola de lã que lhe sirva ou agrade. Idem em todas as lojas do Shopping. Haja paciência, digo para mim. Mas mal entramos numa Livraria sinto-me recompensada, volta a ser a minha menina. Nunca sai de lá de mãos a abanar!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Politicamente correcto na Maternidade

Num dia, acordamos com a notícia de que na Suécia Deus deixará de ter género a partir de 2018; noutro, que a famosa caixa Finlandesa, conhecida como "kit da maternidade", se tornou polémica, com alguma alma-nada-iluminada tentando mudar-lhe o nome para "kit de família". 

Se fosse pela defesa da ideia, de que Deus pode ser algo de diferente a qualquer género, poderia entender, mas não é; é apenas preocupação, dos adeptos do politicamente correcto com a igualdade entre géneros. Fazendo ouvidos moucos a referencias bíblicas que sempre designaram Deus no masculino, verga-se a Igreja ao discurso do politicamente correcto, antes que se virem contra ela. A mim, pouco me importa que seja ela ou ele, acredito em Deus acima dessas minudências humanas, é a questão do discurso correcto, que vai por aí fora descontrolado, que me irrita.

Se o kit da maternidade se destinasse a uma grande maioria de famílias, o nome poderia talvez justificar-se, e parecer menos forçado; porém acontece, que infelizmente, poucas ( e cada vez menos) crianças nascem dentro da estrutura a que chamamos família.

São as mães que carregam nove meses os filhos no ventre, são elas que os parem, frequentemente em hospitais obstétricos conhecidos como Maternidades. Creio também que a maioria dos profissionais ligados à obstetrícia, entre médicas, enfermeiras, parteiras e doulas são mulheres. Porque essa área nos é naturalmente cara.  Porque a Maternidade é exclusiva da mulher, custe o que custar a quem vê isso com os olhos misóginos da inveja, inventando pretextos inaptos para nos sonegar referências que temos por direito.

A preocupação com a inclusão é tanta, e tão cega, que qualquer dia quem está excluída é a grande maioria, domada e culpada por ser aquilo que é.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

7 Dicas de filmes a não perder

É cada vez mais difícil encontrar filmes de qualidade, sobretudo no Cinema, no entanto nos Telecines vou encontrando alguns que valem a muito a pena.

As Irmãs Brontë ( To walk invisible)- (UK)
Para além de ser um filme de época, de que gosto particularmente, baseia-se na história verdadeira das irmãs Brontë. Foram três e um irmão, todos talentosos escritores, embora apenas Charlotte e Emily se tenham tornado mais conhecidas. Apesar do talento, e de o verem reconhecido ainda em vida, esta não lhes foi nada fácil, tiveram uma grande dose de sofrimento, que terminaria com a morte precoce de cada uma dela. Muito interessante. 

Aquarius (Brasil)
Sónia Braga mostra-se neste filme como a grande actriz que é, no papel de uma escritora de 65 anos, que se vê coagida a vender o seu apartamento num prédio recentemente desabitado,  fim de tornar-se empreendimento de luxo. Tendo aí passado a sua vida inteira, criado os filhos, e na reforma mantendo um estilo de vida que muito lhe convém, Clara rejeita a proposta de compra, enfrenta corajosamente o assédio e ameaças até...
Aprecio imenso do cinema brasileiro, é cru, de uma autenticidade apaixonante e por vezes aterrorizadora, que me deixa sempre com o coração a bater mais forte. E banda sonora? Maravilhosa. A não perder!

O poder da música (EUA)
É uma história bastante banal, afinal o que tem de especial para ser contado sobre o Alzheimer, que afecta milhões de pessoas em todo o mundo? Joaquim de Almeida encarna um neuro cientista empenhado no estudo desta doença, quando encontra uma cantora que padece desta demência, e compreende que a música tem nela um efeito contrário. Talvez por ser exactamente uma história que é tão comum nos seja cara por isso mesmo. 

Maggie tem um plano (EUA)
Depois de diversos relacionamentos fracassados, Maggie decide avançar com um projecto de maternidade a solo, que se por um lado acontece, por outro se revela não exactamente da forma que ela tinha planeado. Após várias reviravoltas o fim compõe-se, a vida assume o comando. Para nos lembrar que os planos da vida pode ser diferentes do nosso. 

Sagan (França)
Confesso que para além de "Bonjour tristesse", leitura obrigatória a Francês, não li mais nada de Françoise Sagan, porém gostei de saber sobre a vida desta escritora tão controversa, com facetas tão paradoxas como fascinantes. É uma vida real mas bem poderia ser imaginada. Para quem gosta de biografias.

Olá, o meu nome é Doris ( EUA)
Gosto da Sally Field, mas não a acho uma daqueles actrizes fantásticas que convencem em todos os papéis, simplesmente por ser aquele tipo de actriz que vejo sempre a desempenhar o mesmo tipo de papel. Boazinha. Contudo, neste filme, Sally Field revela-se uma actriz fantástica e surpreendente. Encarna Doris, uma administrativa de 60 anos, numa empresa jovem, onde conhece um colega do departamento criativo, com idade para ser seu filho, e por quem se apaixona. A história é bastante surpreendente e divertida, o guarda-roupa de Doris é fascinante, e a banda sonora é, digamos, desafiadora. No final, fiquei convencida, e porque não? Há idade para amar? 

Que teria acontecido a Baby Jane? (EUA)
Não poderia faltar nesta minha selecção um filme a preto e branco com actrizes desta craveira. Esta produção de 1962, na qual contracenam as grandiosas Bette Davies e Joan Crawford, já com idades avançadas, reflecte por um lado a vida das grandes estrelas de Hollywood já "velhas demais" para papéis de relevo, e por outro uma história que apenas aparentemente é simples e linear, revelando uma reviravolta que só tardiamente se começa a vislumbrar.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

E se fosse consigo? #Assédio




Confesso que não costumo ver o programa "E se fosse consigo?", mas tenho acompanhado por alto as temáticas e reacções. Este sobre o assédio, vi de fio a pavio, com muito espanto. Três coisas, sobretudo, provocaram-me diferentes considerações; primeiro, senti-me perplexa pela quantidade de pessoas que assistiu à simulação do assédio, na paragem dos autocarros, e se manter alheia. Segundo, por essa mesma quantidade de pessoas, serem mulheres. E terceiro, pela falta de capacidade em reconhecerem o assédio; houve até, quem confundisse com brincadeira, uma mulher, por sinal. 

Em entrevista, todas responderam que se lhes fosse alguém próximo ( uma filha, neta) a ser assediada como aquela rapariga, teriam reagido, partindo até para a agressão física. Com a honrosa excepção de uma senhora, que disse mesmo que aquela rapariga poderia ser a sua filha, e que a partir daquele momento ficava sob a sua protecção, mais ninguém a defendeu. Esta falta de solidariedade entre mulheres, é a nossa primeira fraqueza; enquanto não compreendermos que temos que defender as nossas jovens, filhas, netas, primas, amigas, colegas, conhecidas, como se nos fossem realmente próximas de sangue, continuaremos desamparadas, à mercê dos cavaleiros andantes. Que os há, e na reportagem houve pelo menos um. Mas não basta, nem de perto. 
Há porem esperança, quero acreditar que nas gerações mais novas a postura é outra. O conhecimento sobre o abuso está mais alerta. E como na reportagem a faixa etária foi sempre mais elevada ( com uma ou outra excepção) não posso comprovar a minha teoria, o que me parece de grande pena. 
Perturbou-me, e assustou-me, a quantidade de jovens raparigas que testemunharam terem sido vítimas de assédio sexual nos transportes. E mais, que ninguém as socorreu, nem Justiça nem pessoas. 

Fiquei a pensar ainda, se a reportagem fosse feita no Norte, não seria outro o resultado? Teriam as testemunhas do assédio permanecido indiferentes? Novamente, quero acreditar que não. Porém, temos que convir, o assédio é um problema estrutural, que deve ser tratado com grande empenho e sentido de realidade, para que mentalidades e comportamentos mudem. E o Mundo se torne mais seguro para as mulheres.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O aspecto físico da mulher - ensinar e aprender



Via

Fiquei a pensar acerca de uma notícia, veiculada na semana passada, sobre o aumento do consumo de ansiolíticos e anti-depressivos em Portugal, que coloca as mulheres em primeiro lugar, e constata um aumento preocupante entre os jovens. Para além da crise, o que mais nos preocupa? Muitas coisas, sendo uma delas a aparência. E recordei-me então desta passagem, do " Mulheres que correm com os lobos":

"Menosprezar ou julgar negativamente o aspecto físico de uma mulher é contribuir para gerações sucessivas de mulheres neuróticas e ansiosas. Críticas destrutivas e exclusivistas quanto à constituição física herdada por uma mulher privam-na de uma série de importantes e preciosos tesouros psicológicos e espirituais. Privam-na do orgulho que deve ter no seu tipo de corpo que lhe foi transmitido pelos seus antepassados. Se a ensinarem a rejeitar essa herança física, ela desvincular-se-á imediatamente da identidade corporal feminina que deveria partilhar com a restante família.

Se a ensinarem a odiar o seu próprio corpo como poderá amar o corpo da sua mãe, que tem a configuração do seu? Como poderá amar o corpo da sua avó, os corpos das suas filhas? - como poderá amar os corpos de outras mulheres ( e homens) que lhe são próximas, e que terão herdado formas e constituições corporais dos seus antepassados? Agredir uma mulher desta forma vai destruir o seu legítimo orgulho de pertencer ao seu próprio povo, privando-a do ritmo natural e alegre que sente no corpo, independentemente da sua estatura, tamanho, ou forma. Fundamentalmente a agressão aos corpos das mulheres é uma agressão de longo alcance que afectou as mulheres que as precederam e que afectará as das gerações vindouras. “
Pág 241, Clarissa Pinkola Estés

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Pequeno-almoço de papas de aveia #vegetariana

As papas de aveia constituem um pequeno-almoço delicioso, nutritivo e muito saciante. E é, também, algo que se pode preparar de véspera, para ninguém sair de casa de barriga vazia. Sobretudo, se há filhos que saem de casa depois dos pais!
A Letícia adora estes frascos com papas de aveia, faço principalmente com banana, que era um fruto que ela não gostava de todo, e actualmente come com gosto.


Papas de aveia de frasco(de um dia para o outro)

Ingredientes:
Leite de arroz ( ou outro)
Três colheres de sopa de flocos de aveia 
Uma colher de sobremesa de chocolate em pó puro
Uma colher de chá de chia
Uma colher de café de canela em pó
Meia banana madura ( ou frutos vermelhos )
Uma colher de chá de manteiga de amendoim

Como fazer:
Colocar num frasco todos os ingredientes, a fruta, no caso da banana, cortada em meia-lua. Deixar no frigorífico durante a noite. De manhã, aquecer um pouco no micro-ondas, porque as manhãs estão frias e quentinho sabe melhor, e agitar. Decorar com muesli, granola, noz picada, a gosto.


A isto chama-se começar bem o dia! 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Cartas abertas aos Youtubers que nunca as lerão

Parece que ultimamente os pais perceberam a influência que os youtubers têm nos filhos. Vai daí, começaram a escrever-lhes cartas abertas. Reconhecem a ascendência que estes têm nos filhos, e jovens em geral, e pedem-lhes que utilizem esse prestígio para o bem, ajudando o Mundo, e o futuro, a serem melhores. 

A intenção é boa, mas receio realmente que não frutifique; os youtubers estão apenas a ser eles próprios, e se são mal-educados, dizendo um palavrão a cada três palavras, é mesmo assim que eles falam. Se os conteúdos partilhados são vazios ou fúteis, é o reflexo das suas personalidades. É o espelho do Mundo. Acreditar que estes apelos farão despertar estas estrelas inatas do vídeo, e levá-las a subir no patamar da qualidade, é bastante ingénuo.

No ano passado levei a minha filha a um "meet". Ela queria porque queria, porque o rapaz era brasileiro e era uma oportunidade única. Bastante contrariada, fiz-lhe a vontade. Intimamente desejava que aquilo fosse um fracasso e lhe servisse de lição, mas por outro lado, tinha vontade de conhecer toda aquela dinâmica.
Disseram que a sala estava completa, e sendo pequena não me espantou, estariam ali cerca de duzentos rapazes e raparigas? Não muitos, porém, intensos e nervosos na espera. E quando o tal youtuber chegou, foi o delírio, fez-me lembrar a multidão enlouquecida no tempo áureo dos Beatles. Em versão liliputiana, por assim dizer, mas o delírio estava lá. Ora o que fez então a estrela? Conversou com a audiência, falando banalidades ( aplausos, muitos aplausos), elogiou os melhores fãs do mundo ( gritos, muitos gritos), cantou (duas canções que não eram dele, em coro com a plateia), e na maior parte do tempo, tirou fotografias -selfies- com os fãs, que fizeram fila e esperaram muito tempo ( no meu tempo!), sem reclamar. Ah, e recebeu presentes, postais e cartas! E muitos abraços e beijos, emocionados e lacrimosos.

No final, ao conversar com a Letícia sobre tudo isto, perguntei-lhe se tinha valido a pena, ao qual ela me respondeu que não; contudo, tinha gostado de ter ido, para saber como era, e nunca mais repetir. O certo é, que nunca mais voltou a pedir para ir a um "meet". Lição aprendida! ( Aleluia!)

Eu sei que os filhos têm hoje acesso a um mundo ilimitado de influências, e que nós, enquanto pais e educadores não podemos restringir esse acesso. Proibir não resulta, pelo contrário, incentiva. Torna-os rebeldes, ainda mais rebeldes.
A única solução que nos resta, então, é educar os filhos com espírito crítico, levá-los a compreender o que vale a pena ouvir e ver, o que é bom e mau, e saber separar as águas. Nem que para isso tenhamos, também, que ver alguns vídeos dos youtbers ( é fundamental conhecer o "inimigo"), para posteriormente, e a propósito, conversando, apresentarmos os nossos argumentos, quando quisermos desmontar a "fixeza" desses youtubers. 
É que não parecendo, a grande influência está mesmo em casa, na família, e simplesmente não podemos desistir dela.

 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Poderosos e Predadores


Poderia ser o título de um filme de 5ª categoria, mas é a realidade, vivida nos bastidores, pela nata cinematográfica norte-americana.

Léa Seydoux não imaginaria que a sua denúncia contra Harvey Weinstein, de assédio sexual, abriria uma Caixa de Pandora. Depois dela, uma lista de nomes, bastante considerável, acusaram o poderoso produtor de Hollywood, de abuso sexual e mesmo violação. A partir daí, outras acusações estão a ser feitas, a outros famosos e influentes, como James Tobak, Kevin Spacey e agora Dustin Hoffman. 
Todos pedem perdão, desculpam-se por não se lembrarem, estavam alcoolizados, estavam sob efeitos de droga, etc.  Porém, a saga continua! 

Já imaginava que Hollywood fosse terra propícia a todos os tipos de devassidão, mas que fosse tão abrangente, relativamente a nomes que pensaríamos estar acima desta degradação, realmente não. Ninguém quis saber, ninguém quis ver, ou ouvir as vítimas; antes as aconselharam a calar, a sacrificarem-se pela "produção", alimentando desta forma os predadores, e perpetuando um sistema corruptor e amoral.

E o que mais se verá? São aos milhares no Twitter com #metoo. Faltam avançar agora as vítimas de pedofilia. É necessário que estes rostos e nomes - célebres e poderosos- sejam divulgados, repudiados e entregues à Justiça. Que se faça uma limpeza, e o Mundo comece de novo!

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Sophia - Um robot com cidadania



Esta é Sophia, o primeiro robô a receber cidadania (honorária, pela Arábia Saudita). Impressiona a sua capacidade de resposta, seja pela assertividade, seja pela evasão, e impressiona pelo seu aspecto sinistro, sobretudo na expressão de emoções que imitam as humanas. Porém, não tenho dúvidas que os cientistas rapidamente a tornarão mais agradável ao olhar, destruindo a suspeita que os humanos sentem, ao observá-la. Dar-lhe-ão um aspecto adorável, que cativará os mais incautos. E certamente, a irão apetrechar com tudo o que possa parecer útil, e ser realmente útil, ao comum dos mortais.

Apesar dos avisos, alarmantes, contra a Inteligência Artificial por muitos cientistas, incluindo Stephen Hawking, a marcha para o desenvolvimento e expansão da A.I. continua. Esta é apenas uma boneca, que dá rosto a um perigo, pretendendo exactamente parecer o contrário. É óbvio, no entanto, que tendo um país atribuído cidadania ao robô, a humanização destas máquinas acaba de se consagrar.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

"Alegria Hygge" - Dica de leitura

Via Wook

Segundo o relatório anual da Onu os dinamarqueses são o povo mais feliz do mundo. À partida, atribuiria-se este estado ao nível de vida que este povo tem, todavia parece que o requisito é outro. O "segredo" tem sido desvendado no último par de anos, e amplamente divulgado; afinal parece tão possível para qualquer um de nós, atingir essa espécie de Nirvana! Tudo se resume ao Hygge*.
Pronuncia-se "hu-gah", e significa aconchego, a arte de criar uma sensação de conforto, tranquilidade e bem-estar, valorizando cada momento, rodeados por tudo e todos, os que amamos. 

Este livro sistematiza tudo aquilo que se conjuga para nos proporcionar este sentimento de hygge, desde o vestuário, à alimentação, passando pela decoração e vida social. Coisas tão simples como beber um chá, aconchegar-se numa mantinha a ler um livro, convidar amigos para petiscar ao fim-de-semana, acender velas, oferecer presentes feitos por nós, escrever num bloco pensamentos e poemas, etc. O Outono e Inverno são por excelência as estações adequadas às práticas indicadas pelo hygge, é portanto uma leitura muito a propósito.

"Se tem filhos, dê-lhes espaço para reflectir e explorar a sua criatividade. Brincar é essencial no desenvolvimento de qualquer pessoa, por isso estimule os seus filhos a encontrar a sua própria forma de brincar. Não afogue o tempo das crianças em actividades porque, na realidade, elas são incapazes de processar e gerir tanta informação. Hoje, mais do que nunca, é necessário que as crianças cresçam num ambiente tranquilo, num ambiente hygge."

Título: Alegria Hygge
Autora: Pia Edberg
Nr de Páginas: 139
Editora: Versão de Kapa 

* Mais dicas aqui.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Apologia à ruralidade ( ≠ urbanidade)

Urbanidade: (latim urbanitas, -atis)
substantivo feminino
1. Qualidade do que é urbano.RURALIDADE
2. Vida de cidade.
3. [Figurado]  Cumprimento das regras de boa educação e de respeito no relacionamento entre cidadãos. = AFABILIDADE, CIVILIDADE, CORTESIADESCORTESIA, INDELICADEZA

Notei que nos últimos meses, se apropriaram-se os políticos da palavra "urbanidade"; algum a usou e lançou tendência. Usam-na para caracterizar o civismo de alguém, e o Priberam confirma.
Mas a mim não agrada, pois se "urbanidade" tem tudo isso de bom, "ruralidade" há-de ter o contrário em mau: falta de cumprimento de regras, má-educação, indelicadeza, enfim, toda uma versão vilã. 
Não me agrada porque não é justo nem correcto; na ruralidade há franqueza, frontalidade e outros valores que nascem e proliferam naturalmente, é certo, sem os refinamentos da "urbanidade". Não implicando isso, que não exista respeito e educação e sobretudo, honestidade. 
A vida no campo tem um cenário natural, e as suas pessoas habituaram-se a ver a vida dessa forma, tal qual ela é. Sem camuflar o que tem de menos bom, zangam-se quando o entendem, mas fazem-no com sinceridade, não é teatro para inglês ver. E quando está tudo bem, está mesmo, a boa cara não é circunstancial. 
O campo é o berço de tudo, e de todos; mas alguns foram para a cidade, e esqueceram de onde vieram, ou apenas se lembram, ocasionalmente, envergonhados. Parece-me que essa atitude, é que é de facto a própria definição de "urbanidade"
 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Tarte de Amêndoa e Framboesa


O aspecto desta tarte na fotografia da revista, convenceu-me mais do que saber que era receita do José Avilez. E também por ser de amêndoa, que apreciamos muito. Porém, fiquei um pouco decepcionada quando verti o recheio para a tarteira, vi imediatamente que não teria a altura e textura da original. Verdade seja dita, fiz alterações a meu bel-prazer, ou melhor dizendo, segundo o que me convinha; substituí a farinha da amêndoa, que não tinha, por amêndoa ralada, e não fiz a base da tarte, optando pela massa folhada, por ser prático e porque gostarmos.
Explicará certamente a diferença, contudo o sabor é óptimo e a tarte foi um sucesso.

Tarte de amêndoa e framboesa
Ingredientes:
100 gr de manteiga
100 gr de açúcar
100 gr de farinha de amêndoa
1 ovo grande
50 gr de framboesas frescas

Como fazer:
Forrar a tarteira com a massa folhada. Derreter a manteiga em banho-Maria, acrescente o açúcar, o açúcar, a farinha de amêndoa e por fim o ovo.  Colocar este creme na base da tarteira, dispor as framboesas, e levar ao forno, pré-aquecido a 170º, cerca de 45 minutos. 

Revista do Expresso, 28/05/2016

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Castigar não faz sentido

"Educar é muito mais simples a partir do momento que se percebe como funciona o cérebro de uma criança. Este precisa de equilibrio entre amor e regras, entre proteger e deixar que uma criança seja independente. 
... O limite põe-se  antes que a criança se porte mal. Prevenir é melhor do que corrigir. O difícil na questão dos limites é saber como pô-los e estar atento ao comportamento da criança para o prevenir."

 Neuropsicólogo Álvaro Bilbao, autor do livro "No cérebro das crianças explicado aos pais", in entrevista Revista Expresso, 28/05/2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ingratidão

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O dia amanheceu triste. A origem do cinzento espesso do céu e o odor a queimado não é local. Não é apenas dos fogos que desde a semana passada rodeiam os montes do meu Vale. Pertencem a todo o pais; ontem à noite 300 fogos, hoje diz-se que depois da meia noite aumentaram, passando dos 500. Há novamente vítimas mortais. Há casas queimadas e gente deslocada. Há o Pinhal de Leiria, do nosso D.Diniz, em perigo. Há criaturinhas da natureza incineradas. A Natureza devastada. 

Já ninguém acreditará que os fogos não são senão de origem criminosa. Que limpar as matas não é argumento de peso, nem que os eucaliptos são os grandes responsáveis, por serem altamente inflamáveis. 
O grande culpado é o Homem. Com a sua maldade, ambição desmedida e falta de amor pelo próximo e pelo planeta. É triste, e incompreensível, que de todas as criaturas que habitam a Terra, é a nossa a que mais proveito dela retira, e que mais prejuízo lhe causa. E ainda assim ela nos abençoa, novamente, com a chuva que se torna a nossa derradeira esperança.  

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Perguntas dos filhos que nos fazem pensar

via
- O que é a Filosofia? 
Agora que já sabe, atormenta-me perguntando-me continuamente para que serve. E por mais que lhe explique que serve para nos fazer reflectir, para debater as grandes questões e dar orientação ao Homem, conclui sempre o mesmo: -E para que tenho eu de saber sobre quem existiu há mais de 2000 anos? 
Responder-lhe que a Filosofia tem um fio condutor, que é preciso seguir para chegar à actualidade, que tudo o que está a estudar é Cultura, e necessário para se tornar em alguém interessante e culto, é inútil; responde-me com a incompreensão própria de uma geração que encontra toda a informação à la carte, num piscar de olhos, na Internet. E ainda por cima, feita de forma muito mais apelativa, com desenhos e gráficos, com música e sentido de humor.

Parece-me, e receio realmente, que as disciplinas clássicas têm mesmo os dias contados.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Mulheres que não querem ter filhos




Àquela frase: "-Vais-te arrepender de não teres tido filhos", respondem silenciosamente muitas mulheres "estou arrependida de ter sido mãe". Não o podem dizer em alta voz, pois a sociedade condena estas mães que se renegam, não compreendendo a rejeição daquilo que lhes deveria ser natural. Pois bem, não é natural para todas as mulheres ter filhos. Não é papel que todas desejem desempenhar. Não é capacidade que tenham, nem vontade de realização. Muitas, apenas consentem obrigadas pela pressão familiar e social.

Mulheres que não querem ter filhos, não têm implicitamente qualquer problema; não são automaticamente estéreis, não estão deprimidas, não tiveram necessariamente traumas na infância, não precisam de terapia, nem detestam crianças. Não são egoístas, nem menos femininas por isso. Já escrevi aqui uma vez, que talvez as mulheres que escolhem não ter filhos sejam as mulheres mais lúcidas de todas. Porque convenhamos, a maternidade não é profissão, nem passatempo, é missão de vida; a responsabilidade de criar um ser, tentando fazer dele alguém saudável, equilibrado e feliz, é uma super tarefa. E ninguém sabe exactamente como se consegue isso. No entanto, ninguém se cobra mais pela suas falhas do que uma mãe. Ninguém é tão implacável consigo própria. Pois, mais uma vez, a sociedade atribui à mãe, a responsabilidade da educação dos filhos, muito mais a ela do que aos pais. 

Nenhuma mulher deveria sentir-se obrigada a gerar um filho; não é um desígnio comum a todas nós, e está tudo bem! Quem não resiste e cede, apenas troca de "prisão", liberta-se da pressão social para se acorrentar a outra maior, mais presente e para sempre. Com o bónus dual de amar e renegar, então sim, certamente se aproximarão da doença, conflito interior e depressão. Nenhuma mulher tem obrigatoriamente que ser mãe. E ninguém tem nada com isso. 

"Estou muito arrependida de ser mãe", Sábado

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Dica de leitura: Mulheres que correm com os lobos

 
Via

Quando entrei na blogosfera, vai fazer brevemente onze anos, encontrei o blogue de uma brasileira que tinha este nome: Mulheres que correm com os lobos. Numa barra lateral ela fazia alusão ao livro, porém eu nunca tive curiosidade de o desvendar. Gostava dos textos dela, que eram diferentes de tudo o que se lia nos outros blogues, porém, apenas agora, depois de ter lido o livro entendo como tudo estava relacionado. As coisas proporcionam-se quando estamos preparadas para elas.
Demorei cerca de um ano a ler Mulheres que correm com os lobos. Fui intercalando outros livros, e outras leituras, fazendo pausas necessárias, o que para mim é algo invulgar; é que este livro é demasiadamente profundo para ser lido de rajada, é como uma bebida forte que se bebe aos goles, apreciando cada trago, e tentando entender que efeito tem em nós a sua absorção. 

Clarissa Pinkola Estés, psicóloga junguina, poetisa e contista, parte de uma série de contos recolhidos por ela, na sua família e por todos os locais e países por onde viajou, para descodificar os processos psíquicos que nos orientam ou dominam. Os contos que todos conhecemos não são apenas historinhas de amor ou maldade, escondem sentidos profundos que revelam a natureza humana, as capacidades que temos, ainda que adormecidas, num desvendar maravilhoso do intra-mundo que possuímos sem sequer saber, e que contudo, nos governa. 
Por exemplo, no conto "A mulher esqueleto"; um pescador pesca um esqueleto do qual não se consegue libertar, acaba por acarinhá-lo e viver com ele uma história de amor, assim lhe dando a vida. Para a autora, a história relaciona-se com os ciclos da vida-morte-vida, que se vive num relacionamento; as relações são ciclos de animação, desenvolvimento, declínio e morte. Não significa que a morte seja ruptura definitiva, pode ser apenas ruptura com aquilo que foi, que existia antes, passando a ser de outra forma. Ou pode simplesmente ser, de facto, ruptura definitiva de relacionamento. Se aceitamos entrar neste jogo ( o de ter um relacionamento), devemos estar preparadas para as suas fases naturais, vida-morte-vida, e saber aceitá-las. Esta é uma tecla em que a autora constantemente bate, e muito sinceramente, para mim faz todo o sentido.

Partindo da comparação com os lobos, Clarissa Pinkola Estés defende que as mulheres possuem semelhantes características, como o sentido apurado, espírito divertido e elevada capacidade de afeição. "Lobos e mulheres são seres relacionais por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e energia. São fortemente intuitivos, profundamente preocupados com as crias, com os companheiros e a família". Porém, tal como os lobos foram obrigados e afastar-se cada vez mais longinquamente, e embrenharem-se em esconderijos isolados para não serem extintos, também a mulher tem sido vítima, há séculos, do aniquilamento da sua natureza instintiva feminina para sobreviver. O que Clarissa Pinkola Estés propõe é precisamente restaurar a vitalidade das mulheres, recuperando os dons femininos adormecidos, pela desvalorização e rejeição da cultura patriarcal. Por tudo isto e muito para além disto, Mulheres que correm com os lobos tem sido uma obra aclamada pelo movimento feminista e referência no que respeita o resgate do sagrado feminino.
Maya Angelou sintetiza todo o meu artigo perfeitamente em duas frase:

" Esta obra mostra à leitora o quão glorioso é ser-se audaz, ser-se bondosa, ser-se mulher. Todas as mulheres deverão ler este livro."

Título: Mulheres que correm com os lobos
Autora: Clarissa Pinkola Estés
Edotora: Marcador
Número de pág. 608

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Seitan com batatinhas e espigos de penca #vegetariana


Este prato surgiu-me inspirado pela preguiça. Cozinhei para acompanhar carne para metade da família, e o seitan apenas para mim e para a Letícia. E ficou assim a modos que muuuiiiito bom! 

Seitan com batatinhas e espigos de penca
Ingredientes:
Seitan 
Batatinhas para assar
Espigos de penca
Sementes de sésamo
Molho de soja
Alho, sal e pimenta q.b.

Como fazer:
Cortar o seitan em fatias, temperar com molho de soja, alho, sal e pimenta e deixar a marinar 20 minutos. Envolver as batatas, bem lavadas, em azeite, alho, sal e pimenta e levar ao forno a assar até ficarem macias. Cozer os espigos de penca ao vapor, e salteá-los em azeite e alho picadinhos, ajustando os temperos. Envolver as fatias de seitan em sementes de sésamo e fritá-las numa sertã com um pouco de azeite. 
Dispor tudo no prato e festejar!

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Filhos - disponibilidade emocional ?

Via
Este ano estão a nascer menos cinco bebés por dia, em Portugal. As mães têm os filhos cada vez mais tarde, por volta dos 30 anos, e ficam-se pelo filho único. Sendo no interior do país, aonde a desertificação prossegue, que mais se sente este decréscimo.
Os motivos são sobejamente conhecidos, precariedade, instabilidade económica e falta de apoio institucional. Para agravar, sofremos nos últimos anos enormes perdas das camadas mais jovens, com a emigração.
Apesar das estatísticas, dos estudos feitos, os governos sucessivos parecem não se dar conta do impacto que o declínio da população portuguesa terá no futuro do país. Não promovem medidas sérias, não implementam políticas efectivas e duradouras, que revertam e recuperem esta tendência. 
Não somos o único país na Europa com esta estatística desanimadora e preocupante, tem sido tendência continental, porém há quem esteja já a fazer caminho inverso. A Hungria conseguiu, não somente, aumentar em 0,42% o número de nascimentos, como o dos casamentos em 1,12% e diminuir o divórcio em 1,12% ( entre 2012-2015). Apesar da Hungria estar ainda abaixo da média europeia, as medidas implementadas pelos governos estão a dar resultados com tendência oposta aos restantes países.

Dizem os especialistas que ter filhos pressupõe sobretudo uma disponibilidade emocional; e pelo que vejo, parece-me realmente que sim. Há imensos casais que tendo condições financeiras para ter mais do que um filho, optam por não ter, por razões que não implicam necessariamente finanças. E outros, mas muito menos, que possuindo restrições económicas, se aventuram por gosto, no projecto de alargar a família. Encontram diversas formas de economizar para poderem criar os filhos com dignidade. Procuram formas novas de viver a vida confortavelmente sem grandes supérfluos. Inventam recursos que ainda não lhes tinha ocorrido. Enfim, focam-se em soluções.

Tenho para mim que as medidas dos governos ajudam muito mais para além do económico; são um incentivo, sim, mas são sobretudo uma forma de iluminar a ideia da grande família, de valorizar o ter filhos no plural. Assim como uma espécie de campanha publicitária permanente, cujo impacto no país é reconhecido e gratificado. E parece-me que isto sim, é muito mais capaz de envolver emocionalmente casais do que qualquer outra coisa.

Fontes:
Sempre família
Público

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Centro de mesa moderno



Um centro de mesa para a sala de jantar moderno, para dar um ar mais leve à decoração clássica que predomina cá em casa, e que me agrada muito. Fácil e económico. E prático, já agora, os pacotinhos de açúcar estão sempre disponíveis para o café!


Gosto bastante, sai do habitual, mantendo a linha dos materiais naturais muito do meu gosto.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Para quê entrar na escola aos seis?


Ao ver este vídeo lembrei-me de uma notícia que li há algumas semanas, sobre a entrada na escola, pasme-se... aos cinco anos! Como se seis anos não fosse já demasiado cedo, pelos vistos há quem defenda que a entrada aos cinco, para casos especiais, seja prática. A infância já está a ser encurtada de forma violentíssima, seja pelo que se espera e exige das crianças actualmente, seja por aquilo que a sociedade/cultura lhes oferece, disponibilizando-lhes acesso a ideias e práticas para as quais não têm maturidade. Ainda assim, há vozes que se levantam para destruir a infância totalmente, e tolamente. Para além de não permitirem que as crianças vivam a infância em pleno, desfrutando desta fase da vida como base para a construção de personalidades equilibradas e felizes, o objectivo, que é a formação académica cada vez mais cedo, sai-lhes gorada. 

Os jovens são cada mais vez mais imaturos e despreparados. A perspectiva de escolherem uma profissão "para toda a vida", assusta-os. Muitos, nem sequer sabem exactamente a profissão que querem escolher. Encontram-se perdidos. E para se encontrarem, a perspectiva de fazer um gap year - pausa de um ano-, parece-lhes a solução.
Partir pelo mundo, viajando, fazendo voluntariado, aceitando trabalhos para os quais têm estudos acima dos requeridos, é a saída que lhes convém. Não sei se partem para se encontrarem, ou se partem para fugir. Ou ambas. Acredito que voltem efectivamente mais maduros, conhecendo-se melhor e sabendo o que querem.

Seja como for, a maturação requer tempo, portanto, por que tanta vontade em antecipar a entrada nos filhos na escola? Para chegarem ao mercado de trabalho antes dos outros? Para começarem a ganhar dinheiro mais cedo? Há estudos feitos que provam que os alunos mais novos têm resultados mais baixos, comparativamente com os seus colegas mais velhos. 
Está visto que os filhos frequentemente boicotam os planos dos pais. E mais cedo ou mais parte ficamos sem controle sobre eles. 
Só temos uma oportunidade para os educarmos, e não sendo nenhuma experiência que possamos repetir, talvez o melhor fosse tão termos tanta pressa em lançá-los para o mundo.