sexta-feira, 29 de junho de 2012

Receita para o fim-de-semana: Trifle de Floresta Negra

Estávamos a ver o Masterchef Australia, quando a receita do bolo Floresta Negra foi o desafio para alguns concorrentes. Ficamos com água na boca na hora! E por isso, o Duarte pediu-me para procurar a receita e faze-lo.
Não encontrei a receita do bolo, mas sim a do trifle, que sendo um doce para taça, me parece um excelente ensaio, para o bolo propriamente dito. É delicioso, as opiniões foram unânimes!

Trifle de Floresta Negra
Ingredientes:
Um bolo de chocolate ou vários queques de chocolate
500 gr de cerejas grandes
6 colheres de sopa de rum ( ou sumo de laranja para não-alcoólico)
3 colheres de sopa de açúcar

2 chávenas de natas espessas
6 colheres de sopa de açúcar em pó, peneirado
1/4 de chávena de cacau peneirado

Para as cerejas: 
Numa panela pequena  misture as cerejas sem caroço e o açúcar em lume médio. Cozinhe até o açúcar dissolver, e cerejas libertarem o seu sumo, cerca de 5 minutos.  
Retire a panela do fogo, mexa cuidadosamente, juntando o rum, e volte a pôr ao lume. Continue a cozinhar em fogo médio até que o líquido se torne ligeiramente espesso cerca de 2 minutos. Retire do lume e deixe arrefecer.

Para fazer o creme chantilly: 

Numa tigela batedeira (de preferência que tenha sido refrigerada  pelo menos 5-10 minutos), bata as natas, o açúcar em pó, e o cacau até formar picos.

Para montar o Trifle: 

Coloque uma camada de bolo de chocolate ou os queques, meio desfeitos, numa tigela. Em seguida, uma camada de chocolate-chantilly. Depois, adicione uma camada de cerejas. Repita quantas vezes desejadas, e cubra com uma camada de chantilly decorado com raspas de chocolate e algumas cerejas.

Vai ao frigorífico a refrescar algumas horas, ou melhor de véspera. 

Tenha um doce fim-de-semana!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ensinar as crianças a desenhar

Capa de EVT decorada pelo Duarte. que acho espectacular!
O meu filho não nasceu com jetinho nenhum para o desenho! Nem sequer interesse. E estas duas características combinadas não podem resultar em nada de produtivo, obviamente. Um caso perdido. Aparentemente.
No entanto, com 3 anos de idade, manejava o rato do computador com uma eficiência que fazia inveja a muitos adultos. Por isso, quando a educadora me disse que o Duarte deveria frequentar o Infantário a tempo inteiro, porque estava muito atrasado em algumas matérias, como o desenho, eu respondi que não; ou ele haveria de  adquirir essa competência com o tempo, ou simplesmente não era dotado nessa área.

Convenhamos... os desenhos que o Duarte fazia eram autênticos gatafunhos! E pior ainda quando há uma irmã mais nova, com imenso talento e interesse, para comparar.

Ele realmente não gostava de desenhar. E todas as vezes que a Letícia desenhava, e nós lhe sugeríamos para fazer também um desenho ele respondia que não queria. Que não gostava. Como sempre tentei respeitar a personalidade dos meus filhos, não insistia. Porém, no 1º ano da escola, o Duarte teve obrigatoriamente que desenhar, tarefa que fazia muito contrariado, mas fazia. E começou a fazer alguns progressos.

Entretanto, a sua paixão pelos Pokemon inspirou-o desenhar Pokemons que ele mesmo inventava; comprei-lhe  um caderno, só para esse efeito, que o Duarte encheu de desenhos, do 2º ao 4º ano. Claro que a aprovação dos pares, igualmente interessados nestes bonecos, o motivava imenso. E desta forma, ele praticou a arte do desenho, e desenvolveu a imaginação.
Dentro daquela capa estão desenhos, como este!
Fazendo uma retrospectiva, observo uma evolução assombrosa no percurso do Duarte, nesta disciplina. E faz-me igualmente pena que outros meninos não tenham ainda descoberto o gosto pelo desenho, e não tenham boas notas, por isso.
Enquanto para História, ou Inglês,por exemplo, é necessário estudar para saber a matéria, para Educação Visual os alunos, e pais,  pensam que não adianta fazer nada. Que é um talento com o qual se nasce, ou não.

Incorrecto! Como eu digo muitas vezes aos meus filhos " a prática é a mãe da perfeição", por isso todos os meninos deveriam fazer desenhos, em casa, como se fosse um T.P.C. .
Que se dediquem a desenhar aqueles temas que mais apreciam, animais, dinossauros, personagens dos desenhos animados, a família. Mas que desenhem.
Além disso, há técnicas na net, para ajudar as crianças a desenharem. Como esta, por exemplo:
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Se porventura é mãe de uma criança que não tem "jeitinho nenhum para o desenho", não desanime, motive-a. Ensine-lhe técnicas; copiar é um bom exercício. Verá que não há casos perdidos!

Até breve!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Das coisas que eu gosto no verão

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Gosto das férias de verão! Dos sítios que visitamos, dos familiares e amigos que encontramos.

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Gosto da roupa, mais leve, mais colorida, mais bonita.

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Gosto das sandálias, mais femininas, mais reveladoras.

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Gosto das saladas; da diversão que é cozinhar sem seguir receitas, simplesmente "atirando" para lá este e aquele ingrediente. Ou de testar novas receitas.
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 Gosto dos gelados. Dos bolos gelados. Dos cremes frescos. Mas tudo caseiro!

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Gosto dos refrescos. E vai ser este verão que faço uma sangria de frutos vermelhos. Oh yah!

Gosto dos dias looooongoooos! Tornam-se mais rentáveis.

Gosto das noites; de nos sentarmos no terraço, a ver quem encontra mais estrelas-cadentes. De sentir a fresca.

Gosto de ter as crianças em casa mais tempo. De as vestir com roupas finas e alegres, de lhes fazer gelados e refrescos. De fazer programas com elas.

Haverá motivos para não gostar do verão?

Até breve!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Das profissões ancestrais

Há profissões que me comovem imenso. Uma delas é o agricultor. Ou lavrador, palavra que já não se usa, o que é uma pena, porque eu acho-a linda.
Estes dias assistimos a um cortejo etnográfico, e emocionei-me, como já aconteceu antes.Ver aquela parafernália antiga, ligada ao cultivo da terra ( que a maior parte já não utiliza ), e aquelas pessoas que as usam, provoca-me uma série de emoções que dificilmente consigo explicar. Fecho-me num muro transparente de silêncio, para que essas emoções não extravasem, só assim consigo dominá-las.

Ou então, pego nelas e desmonto-as em bocadinhos, como estou a fazer agora. Porque me comove tanto a figura do agricultor?
Naquele cortejo eu vi, não apenas as pessoas que lá estavam, agricultores que trabalham a terra, mas também as gerações passadas, os pais, os avós, os bisavós, numa linha genealógica imemorial, porque nesta profissão é assim. Os lavradores que ali estavam não tiveram escolha, o destino levou-os a uma passagem de testemunho.
Naqueles lavradores, eu vi a "ciência" do cultivo da terra. Técnicas, segredos, ensinamentos, passados de geração em geração, verdadeiros livros vivos. Eu vi o poder de quem sabe transformar uma semente num pão.
Naquelas pessoas eu reconheci a  importância vital para a continuidade da espécie humana, missão que têm levado a cabo desde que o ser humano se tornou sedentário. Talvez esta seja mesmo a profissão mais importante de todas. Por ser tão vital.

E no fim de tudo isto, o que me dói, é o abandono a que os agricultores são votados pelos sucessivos governos. Pelas pessoas, em geral, que não os valorizam devidamente. Pelos hipermercados que os espremem até ao tutano, para fazerem as suas promoções.

Alguém imaginará a dureza de um trabalho sem horários, sem dias de descanso? Sem garantias de nada? O fruto do trabalho de meses pode ser destruído em minutos, por granizo por exemplo, como aconteceu recentemente no Douro.

Os lavradores mereciam mais, muito mais. Nós precisamos deles, todos os dias, e todos os dias os negligenciamos e esquecemos.
Mas não é por isso que esta profissão me provoca emoções tão viscerais. A figura do lavrador comove-me porque vejo um estilo de vida em risco de extinção.Uma página na história da humanidade que se vira.

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Receita para o fim-de-semana: Bolo invertido de nectarinas

Já toda a gente conhece o Bolo de ananás invertido, que aliás é muito do gosto de todos, no entanto esta variante é fantástica!
Em primeiro lugar o caramelo é muito mais fácil e prático. Em segundo, a nectarina torna-se uma fruta muito doce e macia, bastante diferente do ananás.

Bolo de nectarina invertido*
Ingredientes:
1 pau de manteiga derretida
1/2 chavena de açúcar mascavado
5 nectarinas, descascadas e cortadas aos gomos - Para evitar reclamações das crianças usei somente 3 nectarinas, 
1 chavena de buttermilk
2 ovos
1 chavena de açúcar
2 chávenas de farinha de trigo com fermento
1 colher de chá de bicarbonato de sódio 
1/2 colher de chá de sal

Como fazer: 
Pré-aqueça o forno a 180º.
Despeje metade da quantidade de manteiga na forma do bolo, tendo o cuidado de envolver toda a forma. Polvilhe abundantemente a forma com o açúcar mascavado. 
Coloque os gomos de nectarina no fundo da forma, e reserve. 
Num recipiente, misture a manteiga derretida, os ovos, o açúcar, a farinha, o buttermilk, o bicarbonato e o sal.
Misture bem até ficar bem envolvido.
Despeje uniformemente sobre as nectarinas.   
Leve ao  forno e asse cerca de 45 minutos, ou faça o teste do palito.
 
Deixe repousar cerca de 5-10 minutos antes de desenformar. 

E pronto. Fica com uma aparência linda...

Tenha um doce fim-de-semana! 

 *A receita veio do Add a pinch.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Hakira - Uma gatinha

Não é exactamente rei morto, rei posto, pois há cerca de um ano que o Napoleão desapareceu. Ele nunca se integrou verdadeiramente cá em casa; veio já adulto, abandonado por uma família que vivia num apartamento e se mudou, deixando-o para trás.
Era um gato amarelo, lindo e meigo mas realmente nunca pareceu ligar-se a ninguém da nossa família. Há quem diga que os gatos são demasiado independentes, o Napoleão encaixa nesse grupo. Talvez por ter sido abandonado, não sei. Ou simplesmente, quando os gatos entram numa família já sendo adultos sejam mesmo assim.
Portanto, quando ele conseguiu saltar o muro e sair de casa, não alimentei esperanças de que regressasse. O que aconteceu; e desde então, a Letícia voltou a repetir a lenga-lenga " casa sem gato ou sem cão, ou é de velhaco ou ladrão"!

Eu ia dizendo que haveríamos de arranjar um gatinho, mas demorou cerca de um ano, porque efectivamente não conhecíamos ninguém que tivesse crias para dar. Proporcionou-se há cerca de duas semanas, e da ninhada já só restava uma fêmea, que não estava na nossa lista de preferências! No entanto, resolvemos tentar; afinal os machos que temos tido vão-se embora, dando uns passeios mais ou menos demorados, até que deixam de voltar.
Porquê? Porque contrariamente ao aconselhado pela veterinária, nunca os castramos; achamos uma maldade "roubar-lhe" os seus instintos naturais e básicos, para nossa conveniência. Porém, numa coisa a veterinária tem razão, isso também acaba por proteger os gatos, pois ficam mais caseiros, não correndo riscos de serem atropelados e mortos.

Com uma fêmea não temos muita alternativa: ou nos preparamos para acolher ninhada atrás de ninhada, ou a esterilizamos. Esta última solução parece a mais viável. E pode ser que ela tenha uma vida mais segura e longa.

Vamos então às apresentações- o nome dela é Hakira, escolhido pela Letícia. A raça é uma combinação de siamês com europeu, fazendo dela um rafeiro, os meus preferidos! Já disse aqui que não gosto particularmente de raças puras, não já? Não me agrada a criação forçada, em que as fêmeas são transformadas em máquinas de parir. Não me agrada o comércio que se gera à volta. E depois, aprecio o carácter dos rafeiros, mais sadios e felizes. Eu acho.

Só quem nunca teve gatos pensa que os gatos são todos iguais. Não, cada gato tem a sua personalidade! E é tão engraçado ir descobrindo como eles são, do que gostam, do que receiam. Até à data, eu diria que a Hakira é a mais temerária dos gatos que já tivemos: não foge da esfregona, e aspirador, que para ela são brinquedos. Os carros que vê da varanda não a assustam, intrigam-na.
Gosta de dormir em sítios fofos e confortáveis, não fazendo questão do sofá, o cesto da roupa suja também serve muito bem! Gostos...vá-se lá saber.
Desdenhou as Whiskas saquetas, mas a Massa à bolonhesa não teve tempo de arrefecer no prato! Saí à dona, dissemos nós!
Adora brincar à noite; quando as crianças se começam a preparar para irem dormir, já meias sonolentas, a Hakira atira-se a elas, trepando-lhes as pernas, trincando-lhes os pés, e puxando o pijama, numa tentativa desvairada de as desviar das camas. Mas não adianta, vão eles e vai ela, cada uma para a sua caminha!

É curiosa mas cautelosa, vai-se aventurando pela casa, jardim e terraço com alguma precaução, o que demonstra inteligência. Já acorre ao chamado, e tem desde o primeiro momento hábitos de higiene que causam inveja a muitos seres humanos. Ou a quem convive com eles!

Estes dias as crianças diziam-me que já tinham saudades de ter um gato em casa. De facto, uma família fica muito mais completa  e feliz com um animal de estimação. Um pelo menos.

Todas as crianças adoram animais, e os pais não se importam nada de lhos comprar em brinquedos, peluches, ou impressos em  quadros, e até no padrão das cortinas e edredão, cultivando esse amor. Porém, quando chega o momento da criança pedir um gato, ou cão, a resposta dos pais é frequentemente "não". Por uma série de motivos, contudo, frequentemente é apenas porque "dá trabalho".
O que é verdade, mas dá também outras coisas; ter um animal de estimação implica a responsabilidade de cuidar dele, a preocupação de que nada lhe falte. Aprender a cuidar de outro ser é uma lição extremamente importante na vida das crianças. Alem disso, o animal de estimação é também um bom companheiro de brincadeiras, ajuda a criança a desgastar energias, a ficar mais feliz e bem-disposto.
De todas as fotos, esta é a favorita dos pequenos! Tivemos um ataque de riso...

Enfim, tal como disse, não é rei morto, rei posto, mas ...God saves de queen !

Até breve!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Olha a bola, Manel! Onde? Como?


Não me venham dizer que o tempo não passa assim tão depressa como eu pretendo! É um fenómeno que não está inteiramente explicado, mas cada vez acredito mais naquela teoria da deslocação do eixo terrestre.

A prova: ainda há dias, eu cantava "olha a bola Manel", ao meu filho, e agora ele diz-me que os LMFAO são o seu grupo preferido ?! E nem sequer é a versão dos Chipmunk!
Dã?!

Deixem-me lá cantar para não chorar!
Até breve. 

terça-feira, 19 de junho de 2012

Beleza a custo zero

Certa vez recebi um FW  que recordo frequentemente; um jornal norte-americano convidou um violinista famoso, para tocar na estação do metro, na hora de ponta, a fim de verificar a reacção das pessoas. Era um violinista famoso, e o instrumento era um Stradivarius, avaliado em 3.5milhões de dólares.
Dias antes, para o ouvirem em concerto, as pessoas pagaram 100$ pelo bilhete, e a lotação esgotara.

No entanto ali, na estação do metro, as pessoas não lhe prestaram atenção. Com a pressa, com head-phonnes, com o a cabeça noutro sítio que não ali, as pessoas passaram sem se deterem nas belas melodias de compositores clássicos que o músico tocava. Com a excepção de um ou dois.

O Jornal concluía que as pessoas valorizam determinadas coisas, quando elas estão num contexto. E que  a beleza está nos olhos de quem a vê.

Eu também acho que a beleza está nos olhos de quem a vê, e por isso tento diariamente fazer esse exercício. Sem pôr uma etiqueta com o preço  naquilo que vejo.

Acordar, abrir a janela do quarto e encontrar uma joaninha pousada no parapeito, é um daqueles momentos.
São doses vitais, para quem procura ser feliz. Beleza pura, e sem preço! Já encontrou a sua dose de hoje?

Até breve.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quem foi que fez? A Associação de Pais.

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Estes dias conversava com alguns pais, a respeito da festa de final de ano lectivo; a certa altura alguém comentou que fulano era óptimo para conseguir materiais e donativos de empresas, ao que outra mãe respondeu que isso não era para ela, porque não gosta de pedir. Outra mãe anuiu. E outra. E eu também, em pensamento.

E no pensamento essa conversa me ficou. Tive que reflectir sobre esse episódio, para chegar a uma conclusão que agora me parece tão óbvia que até me embaraça. É verdade que eu não gosto de pedir, está-me na natureza.

Para pedir é necessário humildade e eu não tenho essa humildade. E por isso valorizo imenso quem é capaz de pedir, quem tem essa humildade.
Então esse pai, que pertence à Associação de Pais, e vai a empresas, e pede, seja o que for necessário para a Escola, ou crianças, não para ele, mas para outros, tem um valor ainda maior. É digno de admiração.

Assim como são dignos de admiração, e da minha gratidão, aqueles que pertencendo à A.de P. trabalham em prol da Escola, dedicando o seu tempo, seja na elaboração mental dos projectos, seja na sua execução, sacrificando a vida pessoal, num gesto de doação sem retorno.
Nós, a maioria dos pais, limitamo-nos a comparecer às Festas, aos eventos, e a desfrutar  sem sequer termos noção do labor e esforço desses voluntários.

Foram precisos 5 anos de 1º ciclo, para eu ter noção de tudo isto. O que de certa forma me envergonha porque não gosto nada da ingratidão; portanto, o meu "muito obrigada" à A.de P., e a todas as pessoas que trabalham na Escola, funcionários e professores, e que promoveram um ambiente sadio, equilibrado e feliz aos meus filhos.
Termina o capítulo do 1º ciclo, em setembro começa outro.
Sinto-me grata. 

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Receita para o fim-de-semana: Clafoutis de Cereja

Quando a vida nos dá cerejas, o que fazer com elas? Devorá-las de todas as formas, claro! Desta vez em Clafoutis.
Li algures que as cerejas usadas neste doce, de origem francesa, devem manter o caroço; que lhe confere outro sabor, no entanto, não me parece nada agradável essa versão, por isso as descarocei. Além disso, estas cerejas, vindas do pomar de amigos, são 100% naturais, por isso muito saborosas.

Clafoutis de Cerejas 
Ingredientes:
2 ovos
100 gr de açúcar
50 gr de manteiga amolecida
170 gr de farinha
150 ml de leite
500 gr de cerejas - usei apenas 200 gr, para evitar reclamações das crianças!

Como fazer:
Ligar o forno a 180º.
Bater os ovos muito bem, juntar o açúcar, a manteiga e a farinha, acrescentando por fim o leite. 
Untar um refractário com manteiga e espalhar algumas cerejas no fundo, de seguida a massa, e voltar a cobrir com cerejas. 
Levar ao forno cerca de 15 minutos,ou até ficar dourado,  retirar e servir morno. Ou frio. 

Simples, assim.

Tenha um doce fim-de-semana!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Trabalhos de grupo da escola, são para quem?

Construção do Duarte
Eu ajudo e oriento os meus filhos nos estudos, mas não lhes faço trabalhos. Realmente seria muito mais fácil e mais rápido para mim, ser eu a faze-los. E eles teriam melhores notas, portanto mais fácil para eles em todos os sentidos. Mas não o faço, por diversos motivos.

Tudo isto começa no 1º ciclo, com os T.P.C's. A partir do 5º ano os professores começam a atribuir trabalhos de grupo, que devem ser feitos pós horário escolar. As crianças juntam-se na casa de algum deles, fazem o trabalho, e apresentam-no posteriormente aos professores, e colegas.
Se um professor atribui um determinado trabalho, é porque sabe que as crianças já possuem competências para o executarem. Porém, há pais que entendem que não, e tomam a dianteira, fazendo o trabalho dos filhos, que estes levam para a escola, a apresentam como deles.

Eu nem vou discorrer sobre, o que realmente motiva estes pais a procederam de forma tão anti-ética, porém, duvido que  pais ou filhos se sintam orgulhosos, pois intimamente sabem, uns e outros, que a nota é uma fraude.

Vou somente falar da enorme falta de respeito demonstrada nesta atitude! A começar pelos próprios filhos, pois é o mesmo que os atestar como incapazes.
Passando pelos colegas dos filhos, que apresentam os trabalhos feitos por eles, e serão com certeza menos perfeitos, sendo por isso penalizados. É que a partir do momento em que existe um trabalho que se destaca pela excelência a fasquia fica demasiado alta para os restantes. Deste modo, as notas atribuídas tornam-se injustas.
Por último, falta de respeito para com a professora; esta conhece a capacidade das crianças, e vai com certeza estranhar se um aluno mediano apresenta um trabalho excelente.

Para além da falta de respeito, estes pais tão prestáveis, estão a ensinar aos filhos uma lição perigosa, que eles irão reter e aproveitar no futuro: é aceitável apresentar um trabalho, feito por outrem, como seu. Por isso se vê tantos alunos a tirarem trabalhos na net, limitando-se a juntar-lhe a assinatura. E porque não?!

Estas crianças podem tirar excelente, mas os pais, recebem  nota negativa.

Até breve!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Comida divertida para crianças

Depois da brincadeira dos Angry birds, tenho-me divertido a criar algumas figuras com outros alimentos, e acreditem ou não,  isso influencia o apetite dos pequenos!
Quem disse que os olhos também comem, sabia o que dizia. Na realidade o paladar varia de pessoa para pessoa, portanto, de criança para criança, e segundo li, as papilas gustativas, só ficam completamente desenvolvidas por volta dos 12 anos.

Como com os restante sentidos, devemos ajudar a desenvolver o paladar das crianças, e uma estratégia interessante é exactamente investir na apresentação dos alimentos.
Não que seja necessário convencer as crianças a comer panquecas, porque essas vão em todas as formas, até as mais "infelizes" se aproveitam, mas fica giro!

Já a fruta... tenho cá em casa uma menina que só gosta dela em quantidades minúsculas. Portanto, se em vez de fruta, lhe for servido dois carros, feitos de maçã e cerejas a história já é outra!

Quanto ao Duarte, que não se faz rogado ao comer fruta, por vezes também tem as suas esquisitices. Estes dias perguntou-me que fruta poderia comer, como sobremesa, ao que eu lhe sugeri "pêra".
- Pêra?! Não me apetece, é uma fruta tão comum. Apetecia-me outra coisa!

Vai daí, a pêra entra num processo metamorfose quase instantânea, enquanto resmunga:
- Quoi? Je ne suis pas banale! Je suis une poire Guillaume, et je veux être mangée par toi!

E mesmo sem falar francês, o Duarte percebeu tudo. E tudo comeu!

Sim, os olhos comem, e os olhos de criança comem primeiro a comida divertida.

Tenha uma óptima semana!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Receita para o fim-de-semana: Donuts caseiros

O Duarte adora Donuts! Está sempre a pedir-me que compre, quando vou ao Jumbo, pois gosta imenso dos que lá fazem. Entretanto, lembrei-me que talvez os conseguisse fazer, e como quem procura, acha, acabei por encontrar uma receita, óptima, com um passo-a-passo muito bem explicado, no Delicia, o playground culinário de Marisa Ono. 
Gostamos imenso, e mesmo a Letícia que não gosta nada dos comprados, gostou muito destes. Rendeu cerca de 30 Donuts. 
Donuts caseiros

Ingredientes:
240 ml de leite
65 gr de açúcar
1/2 colher de chá de sal
2 ovos
75 gr de manteiga
1 colher de chá de essência de baunilha
500 gr de farinha
fermento

Como fazer:
Coloque na MFP todos os ingredientes, seleccione o programa de massas e deixe trabalhar cerca de 5 minutos, ou até ficar tudo bem misturado. 
Verifique se a massa está com uma consistência semelhante à do pão, é assim que deve estar; se estiver colante, acrescente mais alguma farinha, e deixe amassar mais um pouco. Desligue a máquina.
Coloque película aderente na cuba, e deixe repousar 1hora, para a massa aumentar de volume, para o dobro. 
Coloque a massa na bancada, e divida em 4 partes iguais. Estique com o rolo cada uma dessas bolas, e corte círculos com um copo grade, e círculos pequenos, no interior da rodela, fazendo assim uma argola. 
Coloque num tabuleiro os donuts, cubra com um pano, e deixe repousar mais meia hora, para aumentarem de volume.

Frite em óleo quente ( mas não demasiado, para não queimar, como me aconteceu com alguns!), escorra em papel absorvente, e passe por açúcar. 

Muito mais fácil do que supunha.
Se quiser decorar com chocolate, entre no link da Marisa Ono.

Tenha um doce fim-de-semana!

Update: Fiz a receita e dividi em três bolas; usei uma e congelei as outras duas. Posteriormente descongelei cada uma delas, e voltei a fazer donuts! Muito prático. Ficaram perfeitos!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Presente para a professora

A Letícia é daquelas meninas que está sempre a pensar em fazer alguma coisa para oferecer; seja aos pais, às amigas, aos familiares e professores. Desde pequenas histórias, a poemas ou desenhos, a minha filha adora pôr a criatividade em prática, e mimar quem ela gosta.

O aniversário da professora foi mais um pretexto a dar oportunidade à execução desta jarra. A ideia veio do Strawberry Swing and other things, porém, eu preferi não usar lápis novos de carvão,  mas reutilizar lápis de cor que estavam cá em casa há montes de tempo.
 Dei uma pequena ajuda, mas a Letícia está cada vez mais intrépida nas artes manuais, até a pistola de cola quente já domina!
É assim mesmo, minha menina!

Material:
Um frasco de compota lavado
Lápis de cor
Fita de cetim colorida
Pistola de cola-quente

Como fazer:
Afiar os lápis todos, deixando-os no mesmo tamanho, ou não. Nós preferimos deixar alguma diferença. Colar os lápis com a pistola de cola quente, com os bicos para cima, a toda a volta do frasco. Atar com a fita de cetim, e encher de flores vibrantes!

Parece que a professora adorou, e os coleguinhas da Letícia também.
Acho que é uma ideia de presente muito engraçada, para ofertar às professoras, no final do ano lectivo, não acham?

Até breve!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Heróis precisam-se!

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O momento era solene. O coro, do alto do seu palanque, cantou o hino nacional, dirigindo os olhares e vozes aos "heróis", estrategicamente colocados num local mais alto ainda, para que todos os pudessem ver. 

A plebe aplaudiu emocionada pelas palavras do próprio hino. Logo de seguida, uma voz começou a debitar um discurso poético, em que enaltecia os poderes desses homens, o trabalho, o empenho e a coragem; acrescentando que nós acreditávamos neles, e que eles eram o nosso exemplo.

Os heróis sorriam placidamente, abraçados uns aos outros, e acenavam saudações, perante o ar deleitado dos seus admiradores, já gratos pelo facto de os terem contemplado com os próprios olhos.

Depois desta cerimónia de despedida e homenagem, os heróis partiram para uma viagem fantástica, de onde a pátria reza e espera que regressem vitoriosos.

Esta cena não se passa no sec.XIII ou XIV. O local não é a foz do Rio Tejo, nem os heróis são os marinheiros, oficiais e navegadores portugueses que descobriram rotas e países.
Até parecia, não parecia? Contado assim é o que me faz lembrar. 

Mas não. Esta cena passou-se em Óbidos, estes dias, e os heróis eram os jogadores da Selecção de Futebol, no fim de estágio.

Fiquei consternada com toda esta cena inesperada, que apanhei num momento de zapping. O coro era infantil, e quem discursou foi uma menina, que me pareceu ter uns 14 anos; ela leu o discurso como se tivesse sido escrito pelas crianças, e o tom era de "adoração".

Acho lamentável que as crianças portuguesas vejam os jogadores de futebol como exemplo. Regra-geral, sem estudos, incultos e  arrogantes, tornam-se exemplares em quê? Nem sequer conseguem ganhar uma Taça do Europeu, ou Mundial, aquilo para que são pagos! A não ser que seja nisso que demonstrem a exemplaridade! Os vencimentos, prémios e mais não sei quê, milionários, que os tornam meninos-grandes-mimados, sem noção da realidade, são exemplo?!
Não me parece. Acho imoral que num país onde a maioria das pessoas ganha menos de 500 €por mês, executando trabalhos duros e ingratos, estes "miúdos" ganhem autênticas fortunas só porque dão chutos numa bola.

Os heróis destas crianças deveriam ser os pais, que frequentemente com muito esforço, trabalho e sacrifício, conseguem, honestamente, prover às suas famílias, alimentar os filhos, vesti-los e pagar-lhes os livros. Mas não. O que vejo por aí, é uma geração de adolescentes, ingratos e mal-dispostos, que idolatrizam os jogadores de futebol, que nunca lhes deram sequer a alegria de uma vitória realmente importante, digna de admiração.

Infelizmente, grande culpa de tudo isto é dos próprios pais, que não ensinaram aos filhos o valor do dinheiro, e do trabalho. Não se souberam valorizar junto dos filhos, culpabilizados por não conseguirem ganhar milhões de euros em meia dúzia de anos.

A outra parte da culpa é dos média, que mais uma vez empolam situações, enaltecem egos, promovem personagens ( não, personalidades, não!),  e criam expectativas que sairão goradas, já o sabemos. Mas entretanto, que se vendam jornais, revistas e notícias!
Que se cante e ria. Para depois nos zangarmos. Mas isso será quando eles quiserem; nessa altura as marionetas apagam os sorrisos e arboram ares ameaçadores! Esperam revoltados, sentindo-se enganados, os jogadores, no aeroporto, para os vaiar e ameaçar.

Porém, entretanto...show must go on! 

Tenham uma óptima semana!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Miniatura

Via
 Gosto imenso deste poema de Miguel Torga! Parece-me sempre a melhor das homenagens para o Dia Mundial da Criança. Acho-o perfeito.

Pois eu gosto de crianças!
Já fui criança, também…
Não me lembro de o ter sido;
Mas só ver reproduzido
O que fui, sabe-me bem.

É como se de repente
A minha imagem mudasse
No cristal duma nascente,
E tudo o que sou voltasse
À pureza da semente.
                                                                                                                                       Miguel Torga

Feliz dia das Crianças!