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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Futebol Português - O Fim de Uma Era

O Futebol é-me indiferente, porém como qualquer coisa relevante para o país, sigo minimamente. Não percebo nada desse desporto mas uma coisa sei, Cristiano Ronaldo levou o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo, a povos de línguas inteligíveis e exóticas, distantes e alheias à existência da nossa pátria. Pôs estrangeiros a cantar o hino português, e inspirou uma geração de jovens a tornarem-se atletas, como o norueguês,  estrela em ascensão, Haaland, e muitos, muitos mais feitos que impactaram o futebol e o nosso país, e que são reconhecidos pelas personalidades mais relevantes do futebol mundial. 

Portanto, aborrece-me que as pessoas o critiquem, insultando-o, reclamando pela sua presença, quando esta por si só impacta as equipas adversárias, e faz as pessoas irem aos estádios, ou seguirem os jogos na televisão. Ele continua a vender, e por algum motivo haverá de ser, o seu valor, talvez?!  

Porém, para os portugueses que o criticam ferozmente ganhar é o objectivo, e parece que quando a equipa ganha, é a equipa, quando perde, foi o Ronaldo! Dizem que ele deve sair para dar lugar aos jovens, e eu pergunto: Quais jovens?! Não há mais ninguém que calce as sapatilhas do CR7, e todos estes adeptos ainda irão lamentar muito a falta dele, embora tardiamente.

A era de ouro do futebol português termina com o Cristiano, Portugal passará a ser irrelevante. E este pessoal está com pressa de chegar a essa realidade. 

Agora sou eu também que desejo que o CR 7 se afaste, quero rir com a perplexidade dos ingratos quando perceberem que a selecção portuguesa já "não tem pernas para andar", e nessa ocasião vão chorar de saudades pelo tempo em que CR7 "andava a mancar pelo campo", como eu li. 

O que me irrita mais do que a falta de noção é a ingratidão. Mas estes são aqueles que vivem tanto o futebol que o resultado lhes impacta a vida a ponto de se irritarem, discutirem, perderem o sono, enfim, que vidas tristes e vazias devem ter para se deixarem tomar tão totalmente por um jogo! E o pior é que são tantos, são mesmo muitos, demasiado. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

O Que Se Passa nas Maternidades?!

Há muitos anos, ainda antes de ser mãe, ouvia imensos relatos de mulheres que tiveram experiências terríficas nos hospitais  e maternidades, de tal forma que associado à experiência da minha mãe, quase 24 horas para me parir, a ponto de desejar a morte, a ideia de parto só me causava fobia e terror. 

Portanto, quando ouvi falar em epidural soube desde logo que não poderia ser de outra forma. Por acaso, até acabou por ser cesariana e correu  tudo bem, felizmente, mas eu sabia que de qualquer forma eu tinha de ir para o Privado se queria ser tratada com respeito e cuidado. E neste momento, de enorme fragilidade, todas as mulheres, todas as parturientes precisam de ser escutadas, amparadas, e respeitadas fosse lá onde fosse,  mas parece que ainda não é assim. 

Apareceu-me a partilha de uma enfermeira obstétrica com um desabafo dela, sobre situações que ainda acontecem nos hospitais, e que não deveriam, mas os comentários, os testemunhos das mulheres que pariram nos hospitais públicos são de arrepiar os cabelos! Eu não sabia que ainda havia disto, que profissionais de saúde ainda dizem: Para o fazer não gritou, pois não?! Não grite, pare de gritar! 

Mas o que é isto, meu Deus?! Que gente é esta? A veterinária dos meus animais trata-os com mais carinho e empatia do que estes... profissionais. Isto choca-me profundamente. 

Ando a ver uma série chamada "Call the midwife" baseada nas memórias de Jennifer Worth* , enfermeira-parteira, que trabalhou numa área pobre de Londres, durante os anos 50, e o que mais me toca é o respeito que aquelas enfermeiras, algumas freiras-parteiras, demonstram pelas parturientes.  O trato afável, firme mas sempre empático, que exercem sempre. Se fosse sempre assim, o medo das mulheres seria reduzido apenas à dor inerente do facto de ter um pequeno corpo a sair do nosso próprio, o que exige um esforço brutal.  Porém, abuso obstétrico continua a vigorar, para piorar o momento e traumatizar as mulheres. 

Aliás, aconselho imenso a série, é excelente. Faria, sobretudo, bem a essas profissionais de saúde aprender com quem escolheu a profissão por vocação e amor ao seu próximo. Aquilo não foi ficção, o que me parece inventado são as histórias surreais nos comentários partilhados no Instagram. Triste. 

Podem ver aqui. 

* Jenny

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Como Gerar Uma Renda

Há uns anos alguém me enviou um email, através do blogue, a desabafar sobre a dificuldade de ser mãe a tempo inteiro e não conseguir ganhar dinheiro, na época eu dei algumas dicas, porém a resposta dela só me apresentou dificuldades, não sei se era de facto impossível ou se era daquele tipo de pessoas que se foca somente nos problemas, e não na solução.

Porém, o exemplo daquela senhora permaneceu comigo, e este artigo ainda vem nesse seguimento. A plataforma Vinted apresenta-se como outra solução, sem investimentos, sem comissões, sem nada a perder. E ainda destralhamos a casa!
 
Foi assim que comecei, há cerca de 2 anos, tinha um saco de roupa para doar, na garagem já há algum tempo, sem saber aonde me dirigir para o efeito, quando me lembrei de antes tentar vender na Vinted, e consegui vender grande parte. Passou a ser o meu método, antes de doar passa pela Vinted uns meses. Entretanto, já gerei cerca de 1400€, o que não sendo o correspondente a um vencimento é uma quantia considerável.

Embora não sendo nenhum génio de vendas, há algumas coisas que já aprendi e passo a partilhar, para vendas bem sucedidas: 

 1. Lavar e passar as roupas, antes de fotografar.
2. Escolher uma cruzeta com bom aspecto; eu uso sempre de madeira. 
3. Escolher um fundo neutro; eu escolho a porta, deixando quase sempre a roupa pendurada, ( nunca vestir, os corpos são diferentes e podem dar impressão errada). 
4. Escolher uma boa luz natural, de dia e luz que vem detrás. 
5. Fotografar a peça de vários ângulos, incluindo sempre a etiqueta.
6. Referir porque vendo a peça, dá credibilidade.
7. Mencionar o ambiente da casa, "não fumadores", por exemplo, dá a impressão de casa limpa.
8. Referir, quando possível, aonde foi feita a peça, noto que a preocupação com a origem tem vindo a crescer, e sendo "Made in Portugal" ou noutro país europeu é uma mais-valia. 
9. Escolher o valor não pelo que a plataforma sugere mas pelo preço dos outros vendedores; eu opto por um valor ligeiramente mais baixo, para ganhar vantagem. 
10. Aumentar sempre 5€ para dar manobra a propostas de preço.
11. Rejeitar propostas muito abaixo, porém fazer sempre uma contra-proposta. 
12. Ser rápido na resposta a propostas, aumenta a possibilidade do comprador ainda estar na plataforma, e de dar seguimento à compra. 
 13. Fazer proposta de venda a todos os que dão "like" ao anúncio, oferecendo menos os tais 5€. 
 14. Colocar à venda os artigos de roupa da estação, agora apenas roupa de primavera/verão, as pessoas da Vinted não compram, por regra, para as estações adiante, é para vestir já! 
15. Fazer os embrulhos a custo 0 e cuidados; uso sempre sacos e envelopes que guardo de encomendas recebidas e junto uma nota de agradecimento.
 16. Enviar rapidamente, o comprador agradece no feedback e isso reflecte-se na imagem do vendedor. 

 E boa sorte🍀!

segunda-feira, 9 de março de 2026

"Timothee Shallow Man"

A Internet está a reagir, viralmente, ao comentário do actor T.Chalomet sobre a ópera e o ballet, que ninguém quer saber dessas Artes; sei que são Artes admiradas por um certo público minoritário, porém admiradores convictos que as apoiam de coração, e de certeza que irão sobreviver muito mais longamente do que o nome dele. 

O Ballet e a Ópera são Artes que elevam a consciência da humanidade, que produzem frequências necessárias ao bem-estar, saúde e alegria de quem se expõe a elas. São absolutamente imprescindíveis no nosso Mundo.   

Gostava que as pessoas deixassem de idolatrar estes famosos ignorantes, de cabeças ocas. Mas também o que esperar de alguém que namora com uma kardashian?! A futilidade e superficialidade andam normalmente de mãos dadas. 


O meu sonho de consumo: Opera Royal du Chateu de Versailles

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A Realidade dos Procedimentos Cirúrgicos - Relato Pessoal

Conforme vou somando mais anos à minha existência vou compreendendo, cada vez mais, que há muitas coisas na vida que só vamos descobrindo à medida que as vivemos. Estou agora a lembrar-me de questões relacionadas com a saúde; apesar dos médicos nos explicarem determinados procedimentos cirúrgicos, e responderem às questões e dúvidas, tenho constatado que há sempre uma área não mencionada, não sei se para não amedrontar, para não desanimar, ou porque ignorem, é que começo a entender que só sabemos realmente aquilo que vivenciamos, e ainda assim a subjetividade, de pessoa para pessoa, permite uma margem desconhecida. 

Ao longo dos anos tenho evitado partilhar aqui informação que considero muito pessoal, por uma questão de reserva; nunca quis ser aquele tipo de blogger que publica absolutamente tudo sobre a sua vida, e talvez, esse equilíbrio sobre o que partilhar, ou não, seja mais desafiante do que julguei. Em 2011 fiz uma cirurgia que tentei evitar por não querer absolutamente fazê-la, andei longos meses a considerá-la, e nunca a mencionei aqui, nem a ponderação, nem o durante, nem o após. Agora penso que a partilha desse processo poderia ter sido positivo para alguém, o que eu vivi e senti nunca me foi dito. E não foi uma descoberta propriamente positiva. Senti-me despreparada. 

Porém, também sei que há pessoas que preferem nem saber exactamente como se passam estas coisas, a ignorância para muitos é uma bênção, uma forma de se protegerem, se for o caso, aconselho a parar a leitura agora mesmo. 

Em 2011 eu já pensava que todos os órgãos que compõem o corpo humano são necessários, e devemos fazer o possível para os preservar em bom funcionamento, portanto, quando a minha Ginecologista me falou na histerectomia, entrei em pânico. O fibromioma que tinha no útero continuava a crescer, já tinha o tamanho de uma toranja, e eu estava  com anemia, pelo que me vi praticamente forçada à cirurgia. A minha médica, na época, era a responsável pela Ginecologia-obstetrícia na Clipóvoa, era uma profissional reconhecida, e eu confiava nela. Perante as minhas inquietações, disse-me: A Fernanda já não quer ter mais filhos, pois não? Então. Além disso já fez duas cesarianas, portanto esta cirurgia é muito semelhante. Aligeirou bastante a situação e eu acreditei. 

A operação correu bem, porém o pós-operatório abalou-me até ao âmago; para além da dor, eu sentia uma impressão terrível e física de vazio dentro da minha barriga, e se deitada na cama me virava para a esquerda ou direita sentia na minha barriga os órgãos a moverem-se nesse sentido, o que me causava uma impressão extremamente desagradável, virava-me então muito lentamente, e ainda assim sentia os órgãos a mudarem de sítio, a rearranjarem-se. Faziam barulho. O meu corpo teve que reajustar-se, havia um espaço vazio, e os órgãos restantes tiveram que se se adaptar. Explicou-me, logicamente, a minha médica mais adiante. 

Demorei cerca de um mês a recuperar "totalmente". Portanto, em nada semelhante a uma cesariana, excepto o corte no abdómen.

Actualmente, estou em período pós-operatório de um enxerto gengival, e aconteceu-me precisamente o que partilho acima, tem sido bastante mais difícil daquilo que me foi dito, e inclusivamente lido nas minhas pesquisas. Porém, por saber agora que as cirurgias nunca são tão simples como dizem os profissionais de saúde, já não estava tão iludida, aliás, precisei de um ano para me mentalizar e marcar este procedimento. Quando o meu dentista me falou de que a minha gengiva estava muito fina junto dos implantes, o que os fazia perigar, e precisava desta solução horrorizei-me. Apesar de na altura não ser evidente, para mim, ele viu-o claramente, e com o tempo comprovou-se, eu já estava a sentir uma ligeira dor nessa área. 

O pós-operatório é desafiante, comer só "papinhas" frias e mornas, com muito cuidado, a dor lancinante em certos jeitos que dou, apesar do cuidado, fazem-me temer as refeições. Dormir para o meu lado contrário preferido, falar devagar e pouco, e ter um grau de dor variável mas constante, que inclui o ouvido, a sensação permanente da goteira, não poder lavar os dentes, e o sabor desagradável e permanente na boca. Ter o rosto inchado e com hematoma, é uma aparência que não faz jus ao que não se vê, até parece muito menos difícil. 

Portanto, não tive alternativa, e tive que avançar; o facto do meu dentista ser altamente qualificado, há quem diga que um dos melhores do país, inspirou-me confiança, o que ajudou bastante. Agora, também é certo que a sensibilidade é diferente de pessoa para pessoa, e eu, está comprovado, não sou alguém que tenha grande tolerância à dor. O que por um lado também é bom, a minha experiencia não dita a de mais ninguém. Portanto, a minha partilha destina-se a focar um caso real, o meu, sem floreados nem facilidades, é a minha realidade, espero que isso contribua, de alguma forma, para uma noção mais realista ou possibilidade dela, a quem seja útil. Mas o que eu espero mesmo é que quem me lê não precise nunca de nenhuma cirurgia, e tenha uma saúde em todos os aspectos de ferro! 


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Três Plantas Importantes Para Ter Em Casa

 

Hera , via Jardim biz


A hera é uma planta que adoro, acho-a fascinante; seja em vaso, seja a trepar pelas paredes ou mesmo a cobrir o exterior das casas, considero-a um elemento de beleza natural que só por existir dá um enorme upgrade ao espaço. Porém, apenas recentemente soube do poder que possui para reduzir a quantidade de mofo no ar, e aqui no Minho aonde chove praticamente desde o Outono à Primavera é de enorme valia; mas não fica por aí, li já em diversas fontes que ficou provado num estudo que removeu 94% da matéria fecal em 12 horas, habilitando-a assim para ser a planta do quarto-de-banho, por excelência. 

A Espada de São Jorge tem-se tornado imensamente popular nos últimos anos, mas também já concluí que ao notá-la, a maioria das pessoas a possui desconhecendo que é uma grande purificadora do ar, e capaz de limpar as impurezas e energias negativas no ambiente. Não é apenas bonita, é útil também. 

A Palmeira bambu dá um ar tropical ao ambiente, talvez a primeira razão da sua compra, porém é outra planta que a Nasa indicia para limpar o ar; e dizem os especialistas do Feng shuei que também atraí boas energias, harmonia e prosperidade, e que deve ser colocada junto de portas e janelas, para servir de escudo, e como gosta de luz, funcionalmente parecem ser sítios adequados. 

Relativamente a energias podemos acreditar no que faz sentido para nós, o que é bastante relativo e subjectivo, todavia, para mim, o verdadeiro teste é como as coisas me fazem sentir, e eu francamente sinto-me muitíssimo bem em espaços com plantas, seja em minha casa, seja em casas de outros, é aquilo que imediatamente me salta à vista, quando entro num espaço. 

Façam o teste, observem como se sentem perante as plantas e que plantas, é muito interessante descobrir este tipo de coisas.  

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O Musgo do Presépio

Via

Apareceu-me uma publicação da GNR, no FB, sobre musgo e dei-me ao trabalho de a ler; em suma: apanhar musgo é proibido! Parece que está em extinção. Também me dei ao trabalho de ler alguns comentários, é sempre bastante revelador ler  uma amostra; a maioria das pessoas desconhecia que era ilegal, e muitos reconheciam que apanhavam musgo para fazer o Presépio, como sempre fizeram. Outros notavam, e muito bem, então porque havia musgo à venda nas Floristas?! E os mais informados, e com sentido crítico, deixavam o alerta - Estão tão preocupados com o musgo mas com as placas solares que vão devastar regiões naturais, com vida selvagem, onde também há musgo, não se preocupam? Não é ilegal?! 

Pensei de imediato no azevinho, há uns anos também era proibido apanhá-lo e vendê-lo, actualmente qualquer pessoa com um bocadinho de terra o tem! Eu tenho uma árvore num jardim pequeníssimo, e vejo-o em todo o lado abundantemente. Com o musgo acontece o mesmo, nas minhas caminhadas vejo imenso musgo, e nesta época reparo também que há zonas onde ele foi arrancado, mas francamente, actualmente há poucas pessoas a fazerem presépio, portanto, o musgo apanhado é em quantidade insignificante. 

Quando eu era criança costumava apanhar musgo; era uma espécie de programa, que coincidia com a montagem do presépio. Reuníamo-nos em grupo, e com uma caixa de cartão íamos pelos montes à procura do musgo mais fofo, mais alto, mais verde, digno do Menino Jesus. A minha mãe montava um presépio que nos encantava dias a fio, onde estavam todos os personagens e mais um! Para além das personagens principais, que estavam abrigadas numa verdadeira cabana de madeira, com teto de palha, feita pelo funcionário mais antigo do meu pai, o saudoso Justino, que era o carpinteiro de todas as nossas maravilhas, como o baloiço.  Tinha casinhas, lago com patos e moinho, diversas profissões, e mais uma série de outras coisas. Não era grande, talvez meio metro do aparador, mas era todo forrado a musgo. E sobre ele, o pinheiro onde estavam penduradas as bolas coloridas de vidro, as estrelas, as fitas coloridas, as luzinhas e os bonecos de chocolate!  

No ano seguinte, voltávamos a fazer o mesmo percurso, e voltávamos e encontrar musgo, de um ano para o outro ele crescia e repunha-se. Isto era sabido e comprovado. Estranho que agora, que quase ninguém o apanha, se encontre em extinção. 

A certa altura, por me achar demasiado crescida para tal actividade comecei a empurrar a tarefa para as minhas irmãs mais novas que continuaram com a tradição. 

Por acaso, eu uso tecido como cenário para o Presépio, porém, gosto de musgo nos vasos, onde vão nascer os narcissos, e através do qual já despontam. Este musgo não morre, transfiro-o para outros vasos, ele continua viçoso, durante as outras estações, até voltar às flores de Inverno. 

A propósito do musgo fiz agora uma viagem nostálgica aos Natais da minha infância, que foram sempre muito felizes. E o musgo também fez parte deles. 

Se quiserem saber mais sobre musgo, está aqui um bom artigo, informativo e que oferece alternativas interessantes: Azeitona Verde

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

A Agenda do Medo - As galinhas espirram?!

Cá em casa a televisão está ligada somente ao domingo, porque a minha mãe vem almoçar e gosta de assistir aos programas que eu lhe seleciono, de canais que não tem em casa, sobre animais, concertos de música clássica, do mundo rural, como Uma Quinta e mil ovelhas que variam daqueles que ela vê durante a semana; porém, o mal da semana já está feito, vem sempre com aquele relambório dos assuntos mais terríficos do momento, que em nada acrescentam à nossa realidade.

Desta vez foi a gripe das aves; alerta-me para eu não comprar frango do aviário! Ora eu já não compro desses há imensos anos, já nem me recordo há quantos, foi quando me apercebi de como são criados, das hormonas de crescimento acelerado, e medicamentos para resistirem às doenças que lhes injectam, a alimentação transgénica, condições miseráveis em que vivem, todo um conjunto que resulta num "produto" nada ético e muito menos saudável. Já preferia comprar directamente ao criador, como faço em quase tudo. De qualquer forma cá em casa só há um elemento que come carne, então a compra é diminuta. 

Mas enfim, o tema é outro, e vai afectar a grande maioria das pessoas. Eu gostaria que houvessem mudanças alimentares, que priorizassem a ética e saúde, porém que fosse uma escolha pessoal e consciente, não baseada no medo. E para mim, esta é outra falácia, e quem vai cair nela mais depressa serão os citadinos, no mundo rural quem cria galinhas e as conhece sabe discernir se são saudáveis ou então doentes, as aves não adoecem por decreto nem por contágio jornalístico. 

Se têm mesmo que ver televisão, vejam programas divertidos, vejam programas da natureza, do mundo rural e natural! Tudo o resto é lixo e formatação, que só causam preocupação e temor. 


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Fama a Qualquer Custo

Há poucos dias li que tinha morrido "o rapaz mais bonito do mundo", Bjorn Andresen, que participou no FAMOSO filme de Luchino Visconti - Morte em Veneza, e fui pesquisar um pouco sobre ele. Desde logo a imagem era-me familiar, ao longo do tempo tinha-a visto por aí, o rosto de um rapaz bonito de 15 anos, com um ar infantil e inocente, que já não se vê actualmente, com essa idade. 

Foi o próprio realizador italiano que lhe fabricou o rótulo do "rapaz mais bonito do mundo" , que se consolidou como real ainda antes do filme ser exibido, num genial golpe de marketing.

Nunca vi o filme, porém ao ler sobre ele e Bjorn Andresen constatei que, mais uma vez, entregar um jovem à indústria do cinema é destruí-lo na sua essência. Aliás, o título que indicava a sua morte acrescentava- Que viveu uma vida triste. 

Foi exposto a situações constrangedoras e abusivas, e o que é público será certamente apenas a ponta do iceberg, por estar entregue aos adultos, muitos deles degenerados, que é sabido, pululam o mundo artístico, porque a família acreditava ser a oportunidade da sua vida. E isto tem acontecido com outros famosos que tarde ou cedo se vem a saber quanto sofreram a sofrem, por não conseguirem ultrapassar esses traumas, como Brooke Shields, Britney Spears, Justin Bieber, Demi Lovato, e tantos outros. 

Se a vida se complica para as pessoas que encontram a fama em idade adulta, e muitos deles sucumbem a todas as armadilhas, que dirá jovens e crianças?! 

Porém, o que se vem a descobrir tarde ou cedo é que essas jovens estrelas foram entregues, e praticamente descartadas, por famílias ávidas da receita que os filhos irão gerar. A ambição não é criticável, já o abandono e crença na total benignidade das pessoas que gerem as carreiras destes jovens profissionais parece-me sim criticável, porque não acredito que esses adultos sejam tão ingénuos a esse ponto, simplesmente fecham os olhos. 

Portanto, morreu o rapaz mais bonito do mundo que também foi dos mais tristes e uma coisa está ligada à outra, porque alguém assim o permitiu. 

Acho tudo isto repugnante, e terrivelmente triste para os jovens que têm a sorte de ser talentosos e o azar de lhes calhar famílias deste calibre.

https://www.nit.pt/cultura/cinema/morreu-bjorn-andresen-rapaz-mais-bonito-do-mundo

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Segredo Para a Vida Boa

Ouvido por aí...

"As coisas vão bem às pessoas que percebem quão importante é relacionar-se com os outros correctamente".


quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Tempo É Dinheiro

Entre 2 orçamentos para fazer uma cabeceira de cama optei pelo mais económico, dado que até já conhecia o trabalho desse estofador, porém, ao chegar à data de entrega combinada, ainda não tinha feito o trabalho, e adiou para mais duas semanas, ao fim das quais voltou a falhar, e adiou mais uma, e nessa também não cumpriu o prazo. Cancelei o trabalho com ele e voltei ao sítio que cobrava mais 50€, que me deu um prazo de 4 semanas. Na data a entrega foi feita.  

Por vezes não compensa, realmente, esperar pelo mais barato, e mais vale pagar pelo compromisso sério. 

terça-feira, 29 de abril de 2025

O Apagão

Quando a electricidade falhou já não sequei o cabelo, mas estava calor, e portanto, não foi problema. Pensei que fosse local, porém ao querer levantar dinheiro para as compras no MB vi que estava totalmente desligado, e que seria uma anomalia invulgar. Porém, foi uma hora mais tarde, que o estafeta me contou, por ter ouvido na rádio, que era um blackout em toda a Europa, que poderia ser resolvido em algumas horas mas também poderia durar 3 dias. Liguei imediatamente para a minha filha, e não lá não havia apagão nenhum, e nas Notícias tinham dito que tinha sido apenas em Portugal e Espanha. Depois daí, já não consegui fazer mais chamadas nem enviar mensagens. 

Como a minha casa funciona, praticamente, a electricidade ficamos muito limitados. Engraçado que apesar dos painéis solares no telhado não possamos usufruir deles, porém, estiveram sempre a produzir para a Rede. Que bom para eles, com o nosso investimento! Por estas coisas se vê como funciona o Mundo. 

Felizmente, com o fogão de campismo ( que nunca serviu para campismo!) resolvemos a questão das refeições, o que já foi bom. E graças ao dinheiro vivo consegui fazer compras na Feira. O que se prova com isto que dinheiro em efectivo é liberdade, e independência. Devemos ter sempre em casa uma soma considerável e tentar pagar sempre com dinheiro. 

Contaram-me que foi o caos nos supermercados e Bombas de combustível, nos poucos que ainda aceitavam cartões. Os carrinhos voltaram a encher-se, lembrando o famigerado confinamento de 2020. Muitos entraram em pânico. Imensos negócios fecharam por incapacidade de laboração. Essa não foi, novamente, e de todo, a minha realidade. 

Ao caminhar no Parque percebi que imensas pessoas se entretinham por ali, a passear os cães, sentadas nos bancos desfrutando da fresca, brincando com os filhos, jogando em grupos, novos e mais velhos. Ninguém a olhar para os telemóveis. 

Para falar com a minha mãe tive que ir a casa dela. Estava lá mais família, e entretivemo-nos até tarde a conversar, e a rir, curiosamente a minha mãe, dependente da televisão, estava muito bem humorada. 

E havia quem perguntasse, ouvi na rua: Então era assim que se vivia dantes? Pois era. E não nos faltava o que fazer, como nos entreter, sozinhos ou acompanhados. O silêncio também é bom, e a supressão das distrações sucessivas benéfica. 

Foi um dia diferente, desafiador. Gostaria que todos tivessem retirado, desta inédita situação, algo de bom. Com isto, já temos muito para reflectir!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

"73% dos estudantes pretendem emigrar"

Ouvi a notícia na Antena2. Segundo estudo da Federação Académica do Porto mais de 73% dos estudantes pretendem emigrar, após conclusão de estudos.
Uns falam da "sangria de talentos", outros do custo de milhões, ao Estado, destes estudantes, que vão beneficiar outros países, que investiram zero na formação de profissionais de topo. 

A mim ocorre-me o drama que é para estes jovens terem de abandonar o seu país, as suas famílias, e passarem a expatriados. 

À falta que estes profissionais fazem à nossa pátria, e população, através do seu trabalho e impostos.

A baixa natalidade, que continua a descer entre os portugueses, pois estes jovens vão e não regressam.

E a entrada de imigrantes, que os governos insistem em justificar como contrapeso dos que saem, quando não chegam com a preparação dos que partem, e pelo contrário, com valores e formas de estar na vida antagónicas às nossas. 

Enquanto mãe de dois jovens, a terminarem os estudos superiores, esta conjuntura frustra-me tremendamente, e enquanto cidadã revolta-me para além do dizível. Quem ainda não olhou para esta situação e compreendeu o drama que se está aqui a gerar anda mesmo com a cabeça enfiada na areia.  

Notícia aqui

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

As Nossas Tílias...



Estou profundamente zangada e triste; quando abri a persiana do meu quarto vi, imediatamente, uma árvore tombada, na avenida do parque. Abri a janela para espreitar mais acima, e lá estava outra. Só nesta avenida caíram quatro tílias, centenárias, frondosas, belíssimas e odoríferas; é uma aroma doce e delicioso próprio da nossa Vila, por altura dos santos populares, só quem vive aqui compreende do que falo. Faz parte das nossas memórias mais antigas. 

Irão dizer que foi do vento forte, da tempestade desta noite, das alterações climáticas, sei lá, mas não! A responsabilidade é de quem mutilou as raízes destas criaturas maravilhosas, retirando-lhes a sustentação que efectua o equilíbrio entre copa e base. E para quê? Para fazer os passeios, horríveis, já agora, nestas últimas obras. 

O sentimento que tenho é de luto. E raiva contra os ignorantes que desrespeitam a Natureza, e vão por aí fora mutilando árvores com podas agressivas, e lhes roubam raízes. A esses convém-lhes, de certeza, afirmar que tudo isto é resultado das "alterações climáticas". Não é! são eles os responsáveis, os que mandam fazer, os que fazem, e os que aplaudem, pois inacreditavelmente a maioria da população incomoda-se mais com passeios tortos pelas raízes das árvores do que quando elas tombam, feridas de morte. Todos iguais. 

 

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

O Impacto da Natureza Nas Crianças

Sou apologista do ensino pela prática, claro que a teoria é necessária, mas deveria estar par a par, não exclusiva, sobretudo quando as crianças são pequenas e iniciam o percurso escolar; as professoras do primeiro ano dizem que esse ano lectivo é sobretudo para ensinar os alunos a permanecerem sentados durante a aula, a levantarem a mão para falar, ou seja, para perderem os hábitos mais livres do Infantário e se começarem a comportar realmente como alunos. 

É fácil de entender que esta mudança tão radical para crianças de 6 anos seja brutal, e difícil de aceitar, daí a resistência. Portanto, se o Ensino puser o foco na prática a aprendizagem será facilitada, e melhor aceite. Conheço um professor que dá primazia a actividades no exterior, e tanto alunos do passado como pais reconhecem nisso uma diferenciação meritória. Porém, entre os seus pares há crítica, até porque nem sequer o acompanham. 

Àqueles renitentes que argumentam com o nosso clima, relembro que nos países nórdicos, com tempo muito mais severo, isso não é impeditivo, com chuva, com neve, com poças e lama, as crianças caminham pela floresta, mexem e descobrem coisas, todo o ano. 

Ao ver este vídeo, lembrei-me desta questão, à qual tenho voltado algumas vezes, ao longo dos anos que escrevo aqui, por surgir constantemente informação nova, tal como acrescenta neste vídeo Forgotten forest; diz mais ou menos assim: "Quando eu levo a turma para fora, para a natureza, o "conflictuoso" torna-se líder; não apenas bem-comportado, o líder. Eu ouço isto constantemente. Levanta uma questão: O que estamos a fazer às crianças? Ao mante-las na sala de aula o tempo todo? Naquele cubículo, naquela cadeira. A fazer teste atrás de teste. Cancelando viagens de estudo. Só com esta teoria de que vamos fazer uma criança melhor se lhes fizermos isso. Mas qual é a proporção de crianças que está a tomar estimulantes que para o seu comportamento, poderá ter a ver com os termos retirado da natureza? ".

O tema apaixona-me, enquanto mãe e amante da Natureza, reconhecendo nela o lugar de aprendizagem, até sobre nós mesmos, e cenário pacificador, e por conseguinte, não posso conformar-me com o ensino teórico em ambiente fechado. É preciso que os pais reivindiquem mais, nos Agrupamentos, estas saídas, permitindo que os filhos descubram o Mundo na realidade, não somente através dos manuais; que se tornem curiosos, exploradores, investigadores. Estão a ver como tudo isso conduz a pessoas com carácter audaz e interventivo? Eu consigo ver a ligação. 

Entretanto, se os pais conseguirem fazer isso ao fim-de-semana, idealmente ao fim do dia, nem que seja pelo parque ou jardim mais próximo, algum tempo, e os deixem sujar as mãos, o calçado, a roupa, já estão a fazer um óptimo trabalho, enquanto educadores. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Vida Própria

Conversando com uma mãe, a propósito do talento da filha, cujo trabalho vi no Instagram, responde-me sorrindo tristemente "Pois é, mas tem tantas inseguranças, duvida tanto dela própria!". Eu respondi que essa forma de ser parecia, infelizmente, ter-se espalhado por essa geração, e que muitos atribuíam à influencia das redes sociais, e influencers; a irmã mais velha, ao lado, concordou, acrescentando que por isso tinha deixado de seguir todas essas pessoas. 

Ver corpos perfeitos e fortes, belos como se fossem deuses, continuamente a mudarem de roupas, clientes de marcas de luxo, constantemente a viajarem, mostrando paisagens paradísicas, lanchas, restaurantes renomados, onde a comida parece mais arte do que alimento, e onde estas páginas são continuamente feitas nesta linha, desenvolve em quem vê descontrolada vontade frustrada de ser e ter, de uma forma a que outras gerações não foram expostas.

Estas pessoas, que fazem páginas superficiais, fúteis, de consumismo exacerbado, são responsáveis por se exporem de forma impúdica, creio que é de um narcisismo e exibicionismo doentio. E desonestas, também, pois a vida não tem apenas esse lado maravilhoso, não é perfeita.  Como disse alguém que ouvi estes dias " A culpa da inveja é também daqueles que impudicamente se expõem". 

Um estudo de Harvard concluía que a felicidade depende da forma como nos relacionamos com os outros, ora esta relação influencer-seguidor é desequilibrada, e em nada salutar.

A clareza da irmã mais velha, ao compreender que seguir aquelas pessoas não lhe trazia nada de bom, e se afastar, como nos afastamos de qualquer pessoa negativa que conhecemos pessoalmente, é louvável. Porém, nem todos têm essa coragem, preferindo permanecer nesse jogo sado-masoquista, reféns de vícios alheios, vivendo na sombra do que poderiam ser. 

Acredito que tudo isto também contribui para a falta de saúde mental, que entre os jovens é deveras preocupante. A vida seria muito mais feliz, sobretudo nessa idade em que tudo está em aberto e o futuro não tem limites, se não existissem essas condicionantes, promovidas pelas redes sociais. A vida é um jogo constante de procura pelo equilíbrio.  


Vale a pena ouvir este vídeo, sobre este tema e outros muito interessantes. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Móveis De Verdade

Via

As lojas Ikea vieram revolucionar a decoração das casas em Portugal, e de resto, em todos os países em que abriram lojas. À semelhança da Zara, na imitação das colecções de luxo, o Ikea proporciona aquilo que parece design de alta qualidade, e vendo casas com estes móveis, decoradas por decoradores, ou pessoas com muito bom gosto, sobretudo através do ecrã, tudo parece ser bonito e ter qualidade, dando realmente bom aspecto, e sendo economicamente acessível.

A questão é que quando pegamos naqueles móveis, quando tocamos neles, percebemos claramente que são tal qual a comida fast food, bom aspecto (no geral), mas sem qualidade. São móveis a fingir, parecem ser feitos de cartão, e se economizam na madeira, imagino a qualidade das tintas, vernizes e colas ( que respiramos!) utilizadas no seu fabrico. Afinal, o produto vem para o mercado a preços acessíveis e pelo caminho tem que pagar a imensa gente, trabalhadores, transportadoras, e... ter lucro! E não pouco, dado que o proprietário do Ikea é o homem mais rico da Europa. 

Há dias, caminhava pela rua e reparei em duas casas seguidas, cujas janelas estavam abertas, na primeira, que sei habitada por duas pessoas idosas, vi um candeeiro de tecto do Ikea, e na casa seguinte notei um candeeiro antigo, que mais parecia ter saído da casa anterior. Achei curioso, e fiquei a pensar nisso. 

Um dos meus primos despachou, há relativamente pouco tempo, a mesa de sala e armário de apoio, ambos adquiridos no Ikea, e comprou os móveis equivalentes, de meados do século XX, a alguém que os restaura e vende. Os meus tios espantaram-se, creio que acharam um retrocesso, e sobretudo a minha tia, dizia que pareciam os móveis da sogra, dos quais nunca gostou.

O meu primo e mulher justificaram a mudança com a falta de qualidade dos móveis Ikea, e a vulgaridade, é certo que se encontram em todo o lado, que queriam algo diferenciado, e feito à mão. 

Parece-me, agora que as gerações mais velhas se renderam ao estilo Ikea, as mais novas procuram o vintage, os móveis de nicho, e fico muito contente com a mudança. Mas afinal que lucro eu com isso? Gosto de ver valorizados móveis que já não se fabricam, e que têm possibilidades diversas de uso, terem uma segunda oportunidade, ao serem restaurados. Para além de serem bonitos, e diversificados, há tantos estilos, proporcionando decorações diferentes, e eu gosto do que sai da norma, e por reflectir ainda um estilo de vida amigo do ambiente. 

Há imensas lojas que vendem móveis em segunda mão, nas plataformas online também, particulares ou profissionais, há também quem os venda já restaurados, e a oferta é vasta. Podem ser personalizados, ao gosto de cada um, e se as pessoas se atreverem a pôr mãos na massa é um trabalho manual que poderá ser muito gratificante. 

Nós temos em casa os móveis herdados, de diversas gerações, e nenhum deles me cansa, ou dá vontade de os substituir, porque quando as coisas são verdadeiras duram muito mais. Pelo menos para a minha vida durarão. 

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Doc. "O que você precisa de saber sobre a comida"

Documentário Food, Inc - O que você precisa saber sobre Comida SA / Alim...

Eu sempre tive alguma preocupação com a origem dos nossos alimentos, mas admito que no início o primeiro critério era comprar Português, e local, actualmente continua a ser isso mas já não por essa ordem, a prioridade é que seja biológico. E depois de ver alguns vídeos, em que os alimentos são escrutinados, através de testes, de microscópio e coisas do género fiquei ainda mais inflexível, aquilo é assustador!

Se nós somos o que comemos, estamos a ser intoxicados, através dos alimentos processados e dos que não são mas produzidos com recurso a químicos e antibióticos. Por isso é que "o povo anda todo doente", como me disse a minha fornecedora semanal de legumes e algum outro género. 

A dieta é um vício como outro qualquer, e abdicar de comer determinados alimentos que relacionamos com sabores e até ruídos, os crocantes são altamente viciantes, é um grande desafio. A mudança de hábitos requer uma força de vontade que só é possível alicerçada em conhecimento e plena consciência do prejuízo que nos provoca. 
Espero que a divulgação deste documentário sirva esse propósito. 

Cuidem-se, cuidem dos vossos, a alimentação deve ser de prioridade máxima. 


segunda-feira, 10 de junho de 2024

É para as Europeias? Nem vale a pena...

" ....dos 10,4 milhões de eleitores inscritos, 3,9 milhões decidiram ir às urnas. "

Público


As pessoas ainda não perceberam que o que é decidido no parlamento europeu tem mais impacto nas suas vidas, e em Portugal, do que propriamente as eleições nacionais. Pensarão que somos um país independente? Que quem nos governa tem poder?! 

Doce ilusão. Mas viver sem ver a realidade não nos presta bom serviço. 

quarta-feira, 5 de junho de 2024

A Seca e o Milagre

A propósito da seca, dos meses mais quentes de há centos de anos noticiados semanalmente, para promover a agenda climática, lembrei-me desta história verídica. Eu já a tinha ouvido, mas sinceramente nunca lhe prestei grande atenção. Desta vez foi diferente. 

A minha mãe tem 86 anos; contou-me que quando tinha cerca de 12 anos houve uma seca muito grande, e o padre da aldeia organizou uma peregrinação à capela de S.Romão, para pedir chuva; ele ia à frente, enquanto invocava diversos santos, e a multidão atrás ia respondendo "Ora pro nobis". Caminharam cerca de 5 kms e logo depois da marcha ter atingido o cume do monte, onde se localiza a capela, e terminado a peregrinação, começou a chover a cântaros. As pessoas ficaram encharcadas até aos ossos, ninguém tinha guarda-chuva, nem havia abrigos, e assim regressaram a casa. Ninguém se constipou, nem adoeceu. Foi um grande milagre, conclui sempre a minha mãe.  

Pois bem, se os jovens que cortam estradas e destroem obras de arte, por acreditarem nas alterações climáticas, acreditassem antes na Divindade, em forças superiores, e quiçá na oração, talvez o resultado fosse melhor para toda a gente. Talvez não, de certeza que sim.