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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

"Não gosto de ir ao Ginásio; gosto de ter ido"

Eu não gosto de ir ao Ginásio, gosto de ir ao Yoga uma vez por semana, mas ir ao Ginásio é algo que me custa imenso, por isso adiei quanto pude inscrever-me. Porém, por uma questão de saúde, constatei que estava a perder visivelmente massa muscular ( o que ocorre muito após a menopausa), e senti-me forçada a fazer algo, e o Ginásio foi a resposta. Portanto, desde fevereiro de 2025 que faço desporto no Ginásio, duas vezes por semana. 

As desculpas para não ir são diárias, e apesar de ter escolhido, para mim mesma, dois dias fixos para fazer ginástica, frequentemente adio a ida pelos mais diversos motivos, ou está a chover, ou está calor, ou prefiro fazer outra coisa qualquer, porém, forço-me a ir, ainda que sejam os dois dias seguidos, o que não gosto realmente de fazer, o que acontece raramente, mas acabo por ir. 

Outra forma de me "coagir" foi ter optado por um plano pago de 3 em 3 meses, que oferece o 4º mês, e isso é outra coisa que me motiva, saber que paguei e não estou a usufruir. Então vou. 

O importante foi dar o passo de me inscrever; a perseverança em manter-me lá é um exercício mental que faço com foco na saúde, na força, na vitalidade, que me irá proporcionar uma velhice mais fácil, portanto isto é uma espécie de investimento em mim mesma. E contudo, é inegável os efeitos que sinto após frequentar o Ginásio, tenho mais força, canso-me menos, tenho a musculatura mais definida, saio de lá mentalmente mais "arejada", e com uma sensação de dever cumprido; como disse uma colega minha : Não gosto de ir ao ginásio, gosto de ter ido!". Tal e qual. 

Outro benefício que notei foi como o Ginásio combate a dor; tenho uma lesão no menisco do joelho esquerdo, que de longe a longe me provoca uma dor de variável intensidade, mas sempre muito incomodativa, e notei que quando faço exercício a dor desaparece. Também já me aconteceu acordar com dor nas costas ( tenho escoliose) , vou ao Ginásio e a dor passa; constatei isto uma vez por acaso, tinha mesmo que ir naquele dia, apesar de estar com dor, fui e a dor sumiu! Até aí, a minha mentalidade era de evitar ir ao Ginásio quando tinha dor, com receio de esforçar aquele músculo ou membro e fazer piorar, porém o que percebi foi que precisamente acontece o contrário, quando a dor surge o exercício físico resolve. Compreendi que se eu não fizer nada a dor estala-se naquele sítio e toma conta da situação, que eu ao contrariar a dor a estou a substituí-la por uma oposição de força, esforço, saúde, que tomam conta do sítio e se instalam. Não sei se isto fará sentido para quem lê, mas é mesmo assim, se deixarmos instalar seja o que for num determinado sítio, aquilo permanece, é necessário não apenas retirá-lo mas substituir, por algo melhor. 

Então o Ginásio ensinou-me que a consistência é necessária, a paciência fundamental, e que, sobretudo, a autodisciplina é primordial.  

Seria bom gostar de ir ao Ginásio, como a minha amiga que me "arrastou" para lá, e que vai diariamente, mas pode ser que um dia descubra que já tenho esse gosto instalado ( dizem que o Desporto vicia) , entretanto foco-me naquela ideia de um dia de cada vez, e deste modo tem corrido muito bem. 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Do Silêncio Vem a Resposta

Vi um vídeo de alguém a dizer que se nos sentarmos de 30 minutos a 1 hora em total silêncio, sem falar, sem música, só estar parado em silêncio, no final desse tempo a resposta para qualquer problema nos surge. É só levantar e pôr em prática essa resposta, que se irá revelar a solução certa. 

Resolvi testar, sentei-me numa cadeira de madeira, sem almofada, sem descanso para os braços, para evitar adormecer, no jardim, assim entretanto apanhava sol, e punha os pés na terra, e recostei-me, fechando os olhos. 

A audição tornou-se predominante e em vez de pensar fosse no que fosse, ouvi o que me rodeava: o zumbido de uma abelha, o canto dos pardais, o chilrear dos pássaros, os sinos da igreja, a voz de uma criança ao longe, ruído dos carros, um melro a chilrear; por vezes abria os olhos, e como tinha a cabeça recostada, via o céu, e somente o que por ele passava em silêncio, andorinhas, uma borboleta, uma libelinha, pardais, e as nuvens que mudavam de forma continuamente. E foi nelas que julguei encontrar a resposta para a pergunta inicial que fizera, quando me sentei ali com o propósito de encontrar "uma solução" entre duas escolhas. Não creio que funcione desta maneira, porque se estivesse dentro de casa não poderia observar as nuvens, e a resposta não viria dali, porém, vou pôr em prática a resposta que julguei obter, e verei o que acontece. 

Entretanto, tenciono continuar com esta prática que me pareceu muito interessante, pois é um momento que combina aterramento e meditação. Estamos continuamente sob os estímulos do ruído, seja de conversas, seja de música, seja de pensamentos, e esta imobilização silenciosa proporciona uma pausa que acalma a mente e diminui a ansiedade, ao actuar no sistema nervoso central, e reduzir o cortisol.  

E talvez com a prática essas tais respostas com a solução comecem a surgir mais claramente, seja como for este exercício parece-me benéfico e interessante. 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os Terapeutas Para Ter em Casa

SPA - Adopte!

Recentemente uma amiga começou a sentir-se muito estranha, tinha na boca uma sensação bizarra, como tivesse um arame no interior que a impedia de abrir a boca normalmente, e lhe causava dor;  e em simultâneo a sua gata começou a apresentar sintomas de doença,  dirigia-se ao prato mas não comia, enquanto miava a queixar-se de alguma coisa. A minha amiga, que é enfermeira, que tinha começado a tratar a gata relacionou a doença como se tivesse passado do animal para ela, porém, há uma teoria, partilhada por muitos terapeutas, nomeadamente pelo japonês Rikuto Higa, que afirma precisamente o contrário. 

Segundo eles, os gatos são verdadeiros terapeutas, que captam as energias dos seus donos e as "trabalham" de forma a ajudar na cura destes. Por isso, frequentemente, gostam de se sentar no sítio habitual do dono, como aquela parte do sofá ou a cama, e segundo a tradição japonesa os gatos estão a procurar o epicentro da energia do dono, fundindo a energia deles com a dos donos. E quando a energia dos donos está muito pesada, devido a stress ou ansiedade, estes mestres de cura  absorvem-na sem queixas mas por vezes fica tão difícil para eles que adoecem.  Nesse caso, para além de os tratarmos convenientemente, proporcionar-lhes o que eles nos proporcionam a nós com o ronronar curador, parece-me mais do que justo - 528HZ

Eu sei que tudo isto pode parecer ainda bastante bizarro para a maioria das pessoas, mas a Ciência tem feito estudos sobre o assunto, e as conclusões sobre as propriedades terapêuticas dos gatos comprovam-se. Se este conhecimento fosse generalizado, certamente, que não existiriam gatos de rua, e todas as casas teriam pelo menos um ( eu agora penso que devem estar aos pares, por uma questão de companhia da própria família, e para dividirem tarefas), afinal não é um favor que lhes estamos a fazer a eles, é um privilégio nosso ter a assistência deles. 

Mais, e muito interessante, no artigo de Nicole Mariani, investigadora no King's College London, em Stress, Psiquiatria e Imunologia. 


quarta-feira, 1 de abril de 2026

" A Verdade Sobre a Saúde em Portugal" - Ex-Bastonária

No dia das mentiras dizem-se verdades! 

A entrevista que todos os portugueses deveriam ouvir sobre a situação da saúde em Portugal, pela ex-bastonaria da Ordem dos enfermeiros, Ana Rita Cavaco ( bem-haja pela coragem e integralidade): "em Portugal existe uma dinastia que governa", " os médicos são uma classe intocável a nivel da legislação"....

Canal Trocar uma ideia:
 https://youtu.be/Rqci3DeABsg 

 A não perder!

quarta-feira, 11 de março de 2026

A Propósito de Chá em Saquetas

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi chá em saquetas, foi-me oferecida uma ampla escolha de sabores, em casa de uns amigos do meu pai, recém chegados dos E.U., ele português, ela americana, de onde tinham trazido uma série de novidades. Escolhi limão, maravilhada com aquela opção tão inovadora; em casa, quando queríamos chá de limão cortávamos uma casca e fervíamos na água. Achei aquilo o máximo da modernidade. 

Também me recordo de ficar impressionada com uma revista grossa, que a senhora trouxera, onde estava a programação de imensos canais de televisão ( em Portugal só existiam dois) para todo o ano! A América era o máximo!

E a cultura americana impressionou a todos, e por isso foi sendo adoptada e cada negócio que surgiu um sucesso estrondoso, os hamburguers, as asinhas de frango, a coca-cola, a Pepsi, os chocolates, os sundays, os doces embalados como os donuts, que duram meses, e por aí fora. Foi pela novidade? Pela qualidade? Um pouco talvez, mas foi sobretudo pelo markting que a cultura norte-americana se impôs, e praticamente abafou tudo à volta, desde a música, à comida, passando pela moda. 

Mas é tudo tão mau para a saúde! Agora sabemos quão péssimo é o chá em saquetas, começando pelo veneno escondido no papel tóxico opaco, e no conteúdo, onde inclusivamente já foram encontrados resíduos de insectos, e outros brindes de igual calibre. Agora sabemos que não há nada melhor do que um chá de limão feito com limão verdadeiro, fresco, ou ervas colhidas de um vaso. A evolução e a modernidade são argumentos ilusórios, e frequentemente nefastos. 

Ainda me recordo de em certa altura, esse amigo do meu pai, ter pedido o grande favor à minha mãe de ir lá a casa ensinar a sua senhora, a fazer um Arroz de Bacalhau, com o qual se tinha deliciado em nossa casa. Não sei se ela alguma vez o fez, mas sei que apesar de ter vivido várias décadas nos E.U. ele nunca ficou convencido de que a cultura deles era melhor do que a nossa, pelo contrário. 

Frequentemente, as coisas mais simples da vida revelam-se as melhores e mais saudáveis, complicar é uma armadilha que devemos detectar para evitar. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Hábitos da Medicina Tradicional Chinesa Durante a Menstruação

Muitas mulheres passam bastante mal os dias da menstruação, e recorrem ao paracetamol regularmente, nesse caso não têm nada a perder com esta abordagem natural, não invasiva e sem efeitos secundários. Estou convencida de que pelo menos vale a pena tentar. 

1º Evitar de lavar o cabelo nos primeiros dias, mas se lavar que seja sempre de manhã e secar de seguida, para evitar que o frio entre pelo couro cabeludo.

2º Reforçar a proteção térmica na região da barriga, dos joelhos para baixo, e usar sempre meias.

3º Priorizar alimentos para repor o ferro, gergelim preto, feijão preto, amora, bagas goji, tâmaras vermelhas, são muito bons para nutrir o sangue.

4º Beber chá de gengibre, com açúcar mascavado para aquecer o corpo e auxiliar a circulação. 

5º Usar roupas folgadas e respiráveis e confortáveis, nada muito apertado. 

6º Exercícios leves, caminhada, chi-kong, meditação.

7º Escalda-pés; a medicina chinesa acredita que o calor nos pés ajuda a expulsar o frio interno que causa as cólicas.

8º Sono reparador; tentar dormir antes das 22 horas, para favorecer a recuperação do sangue no fígado. 


Via Via Jessi Chen

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A Realidade dos Procedimentos Cirúrgicos - Relato Pessoal

Conforme vou somando mais anos à minha existência vou compreendendo, cada vez mais, que há muitas coisas na vida que só vamos descobrindo à medida que as vivemos. Estou agora a lembrar-me de questões relacionadas com a saúde; apesar dos médicos nos explicarem determinados procedimentos cirúrgicos, e responderem às questões e dúvidas, tenho constatado que há sempre uma área não mencionada, não sei se para não amedrontar, para não desanimar, ou porque ignorem, é que começo a entender que só sabemos realmente aquilo que vivenciamos, e ainda assim a subjetividade, de pessoa para pessoa, permite uma margem desconhecida. 

Ao longo dos anos tenho evitado partilhar aqui informação que considero muito pessoal, por uma questão de reserva; nunca quis ser aquele tipo de blogger que publica absolutamente tudo sobre a sua vida, e talvez, esse equilíbrio sobre o que partilhar, ou não, seja mais desafiante do que julguei. Em 2011 fiz uma cirurgia que tentei evitar por não querer absolutamente fazê-la, andei longos meses a considerá-la, e nunca a mencionei aqui, nem a ponderação, nem o durante, nem o após. Agora penso que a partilha desse processo poderia ter sido positivo para alguém, o que eu vivi e senti nunca me foi dito. E não foi uma descoberta propriamente positiva. Senti-me despreparada. 

Porém, também sei que há pessoas que preferem nem saber exactamente como se passam estas coisas, a ignorância para muitos é uma bênção, uma forma de se protegerem, se for o caso, aconselho a parar a leitura agora mesmo. 

Em 2011 eu já pensava que todos os órgãos que compõem o corpo humano são necessários, e devemos fazer o possível para os preservar em bom funcionamento, portanto, quando a minha Ginecologista me falou na histerectomia, entrei em pânico. O fibromioma que tinha no útero continuava a crescer, já tinha o tamanho de uma toranja, e eu estava  com anemia, pelo que me vi praticamente forçada à cirurgia. A minha médica, na época, era a responsável pela Ginecologia-obstetrícia na Clipóvoa, era uma profissional reconhecida, e eu confiava nela. Perante as minhas inquietações, disse-me: A Fernanda já não quer ter mais filhos, pois não? Então. Além disso já fez duas cesarianas, portanto esta cirurgia é muito semelhante. Aligeirou bastante a situação e eu acreditei. 

A operação correu bem, porém o pós-operatório abalou-me até ao âmago; para além da dor, eu sentia uma impressão terrível e física de vazio dentro da minha barriga, e se deitada na cama me virava para a esquerda ou direita sentia na minha barriga os órgãos a moverem-se nesse sentido, o que me causava uma impressão extremamente desagradável, virava-me então muito lentamente, e ainda assim sentia os órgãos a mudarem de sítio, a rearranjarem-se. Faziam barulho. O meu corpo teve que reajustar-se, havia um espaço vazio, e os órgãos restantes tiveram que se se adaptar. Explicou-me, logicamente, a minha médica mais adiante. 

Demorei cerca de um mês a recuperar "totalmente". Portanto, em nada semelhante a uma cesariana, excepto o corte no abdómen.

Actualmente, estou em período pós-operatório de um enxerto gengival, e aconteceu-me precisamente o que partilho acima, tem sido bastante mais difícil daquilo que me foi dito, e inclusivamente lido nas minhas pesquisas. Porém, por saber agora que as cirurgias nunca são tão simples como dizem os profissionais de saúde, já não estava tão iludida, aliás, precisei de um ano para me mentalizar e marcar este procedimento. Quando o meu dentista me falou de que a minha gengiva estava muito fina junto dos implantes, o que os fazia perigar, e precisava desta solução horrorizei-me. Apesar de na altura não ser evidente, para mim, ele viu-o claramente, e com o tempo comprovou-se, eu já estava a sentir uma ligeira dor nessa área. 

O pós-operatório é desafiante, comer só "papinhas" frias e mornas, com muito cuidado, a dor lancinante em certos jeitos que dou, apesar do cuidado, fazem-me temer as refeições. Dormir para o meu lado contrário preferido, falar devagar e pouco, e ter um grau de dor variável mas constante, que inclui o ouvido, a sensação permanente da goteira, não poder lavar os dentes, e o sabor desagradável e permanente na boca. Ter o rosto inchado e com hematoma, é uma aparência que não faz jus ao que não se vê, até parece muito menos difícil. 

Portanto, não tive alternativa, e tive que avançar; o facto do meu dentista ser altamente qualificado, há quem diga que um dos melhores do país, inspirou-me confiança, o que ajudou bastante. Agora, também é certo que a sensibilidade é diferente de pessoa para pessoa, e eu, está comprovado, não sou alguém que tenha grande tolerância à dor. O que por um lado também é bom, a minha experiencia não dita a de mais ninguém. Portanto, a minha partilha destina-se a focar um caso real, o meu, sem floreados nem facilidades, é a minha realidade, espero que isso contribua, de alguma forma, para uma noção mais realista ou possibilidade dela, a quem seja útil. Mas o que eu espero mesmo é que quem me lê não precise nunca de nenhuma cirurgia, e tenha uma saúde em todos os aspectos de ferro! 


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

As Tatuagens São Seguras?

Já vai sendo muito raro encontrar pessoas sem tatuagens, e normalmente quem faz uma tatuagem continua a adicionar mais, em número e tamanho. É sabido que é viciante. 

E que mal tem isso, perguntar-me-ão, é uma questão de gosto, reconheço que sim, porém, não apenas. É também uma questão de saúde. Pensar que impregnar a pele com tinta, uma substância artificial obtida com dióxido de titânio, óxidos de cobalto, dióxido de chumbo, etc., será inócuo para o corpo humano é bastante superficial. 

Pessoalmente não gosto, e quando encontro na praia, por exemplo, algum jovem que ainda mantém o corpo livre dessas decorações admiro-me, e em pensamento presto-lhe homenagem.  

Gostos à parte, há agora indícios preocupantes. Partilho a introdução ao estudo deste tema, o conhecimento é importante, e quiçá não poderá levar à reflexão de alguém que, presentemente, pondera fazer uma tatuagem, ou adicionar mais. 

Santiago González (Vilanova de Arousa, 1975), líder do grupo de Infecções e Imunidade do Instituto de Investigação Biomédica, afiliado da Universidade da Suíça (USI), dedicou treze anos ao estudo das características da reacção inflamatória que ocorre nos gânglios linfáticos em casos de tumores metastáticos, vacinação ou infecções respiratórias.

Recentemente, publicou os resultados de sete anos de investigação sobre as consequências das tatuagens. Admite ter ficado surpreendido com o interesse que o assunto suscitou.

- A tinta por definição não se pode liminar, porque se o corpo pudesse fazê-lo desparecia na pele, como acontece com as tatuagens de henna, - os teus nódulos linfáticos, os gânglios, vão ficar tatuados para o resto da tua vida e aí isso pode ter implicações de saúde. Creio que o seguinte passo é saber como te afecta mais ou que possibilidades tem de desenvolver um tipo de cancro, por exemplo. Temos que desenvolver mais estudos. 


Entrevista aqui 

A Química das Tatuagens - RTP

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Saúde Animal

2020 foi o ano que mais me fez questionar "a vida", a forma como a sociedade se organiza; sempre o fiz, todavia de forma suave, a partir de 2020 o questionamento e procura de respostas foi indubitavelmente bastante mais expansivo e profundo. A questão dos animais, a propósito da saúde humana, também fez parte da minha instrução. 

Algo que eu ouvia, ocasionalmente, de pessoas mais velhas sobre os seus animais de estimação, que antes de serem assistidos por veterinários tinham uma vida mais longa, não sendo vacinados e não comendo comidas de saco, e que tinha descartado com ligeireza começou a interessar-me. Eu não tinha ponto de referência pessoal, pois não tinha tido animais de estimação até à época. Em 2020 já tinha, e talvez também por isso, a questão me tocou pessoalmente. Comecei a ficar atenta ao assunto, a ler mais partilhas de outras pessoas, a ouvir outras opiniões, e a perguntar. 

Cheguei à conclusão que, também nesta questão, estávamos a ser formatados por um negócio poderoso que gera milhões; quer dizer, como se explica de outro modo que me digam: Não, os cães e gatos não podem comer restos de comida, faz-lhes mal! A comida de saco é completa, já tem todos os nutrientes de que precisam! Quando sabemos que toda a vida comeram restos da nossa alimentação, quando não coisas bem piores. 

O que constato é que os meus animais adoram restos de comida, e se tiverem no prato restos e biscoitos comem primeiro a comida! A comida de saco é processada, e feita basicamente de cerais, por serem mais baratos, então paupérrima em nutrientes e difíceis de digerir. Por tudo isto passei a cozinhar mais para os meus gatos, principalmente para o Niko, que tem problemas urinários; quer dizer, cozer carne e peixe com uma pitada de sal não requer grande trabalho, nem demora. 

Entretanto, encontrei este texto de uma veterinária espanhola, que passo a partilhar, para reflexão: 

1970: Cães a comer restos de comida e a viver até aos 20 anos.

2025: Ração premium, 3 doenças crónicas aos 10 anos e eutanásia aos 12 anos devido a cancro.

Estamos a fazer algo muito errado 🧠🐕 Estamos a criar a geração de animais mais doente da história enquanto nos vangloriamos de medicina avançada.

❌ Alimentos ultraprocessados ​​para carnívoros

❌ Genética comprometida por "padrões de raça"

❌ Medicamentos e produtos químicos como solução para tudo.

Obesidade, diabetes, DII (Doença Inflamatória Intestinal), alergias… em animais cada vez mais jovens, e estamos a normalizar isso.

Após 21 anos na clínica, os cães que chegaram aos 16-18 anos sem medicação crónica tinham algo em comum:

🥩 Comida de verdade

🔍 Protocolos questionáveis

💊 Menos polimedicação

Não precisamos de mais tecnologia, precisamos de mais bom senso. A pergunta é simples: vai continuar a participar nesta confusão ou vai começar a questioná-la? 🐾 👀 Digita CHEGA e eu adiciono-te à minha newsletter 📩 Nutrição a sério. Medicina que cura, não doenças crónicas.

Aviso: “Esta publicação é apenas um resumo informativo e cada caso é diferente; não substitui uma consulta individual.”


Para mais informação, a página da veterinária está aqui. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

"A Prova de Que a Mente Cria"

Um laboratório, em Israel, fez uma experiencia super interessante; colheram uma amostra de sangue a pessoas que estavam doentes, e observaram ao microscópio a bactéria movimentando-se naquele sangue, e depois mostraram aos participantes um filme cómico, eles riram, passaram um bom bocado, e voltaram a retirar uma amostra de sangue que voltaram a analisar, e observaram que a bactéria estava a ser devorada pelos micrófagos*, que a matou totalmente. 

Depois fizeram ainda outra experiencia; colheram amostras de sangue a outro grupo de doentes, puseram-nos a ver um filme de horror, e no final voltaram a colher a amostra de sangue, e viram que as bactérias tinham sido reenergizadas e estavam a atacar os micrófagos, que tiveram que se afastar da bactéria porque estavam a ser destruídos. 

Isto prova como o ambiente a que estamos expostos nos afecta. E muito! 

Nesse sentido, e para começar a semana com uma tónica positiva, convido-vos a visitar a página do Zonnocacudishow, irão dar, certamente, umas boas risadas com as caricaturas que ele faz da Moda actual. 

( Diferentes dos macrófagos, mas semelhantes a estes, os micrófagos são um tipo de glóbulo branco fagocítico que circula pelo organismo em busca de substâncias desnecessárias ou nocivas para destruir. in Superfoodscience.com) 

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

" As crianças se reuniam ao redor do fogo e contavam o que mais doeu no dia."

Li no Estoico Paterno, aqui, e faz todo o sentido para mim; conversar, verbalizar sentimentos, desabafar, é um processo necessário para a nossa saúde. Está provado que varrer para debaixo do tapete não resulta, mais cedo ou mais tarde o amontoado vai começar a sair, e nos momentos mais inconvenientes e inesperados. Parece-me que esta minha percepção será consensual. 

" Em 2018, antropólogos viveram seis meses com a tribo Kaluli, da Papua-Nova Guiné — uma das únicas culturas conhecidas sem depressão ou ansiedade crônica.

E o que mais surpreendeu não foi dieta, genética ou religião.

Foi o que eles faziam toda noite, antes de dormir.

As crianças se reuniam ao redor do fogo e contavam o que mais doeu no dia.

Medos, raiva, vergonha, tristeza.

Ninguém interrompia.

Ninguém dizia “vai ficar tudo bem.”

Os adultos apenas ouviam… até a respiração da criança desacelerar.

A tribo chama isso de limpeza noturna.
Queimar o medo antes do sono pra mente zerar.
Psicólogos modernos comprovaram: falar do que sente antes de dormir reduz o cortisol noturno em até 40%.
O corpo dorme quando a mente para de fugir.

Mas nós fomos ensinados ao contrário.
“Não pensa em coisa ruim.”
“Vai dormir e esquece.”
E é por isso que você dorme cansado e acorda pior.
O corpo tenta descansar, mas a mente ainda tá lutando.

Você não precisa de fogueira nem de ritual tribal.
Precisa de coragem pra encarar o que sente.
Fale em voz alta o que te incomoda — mesmo que o quarto esteja vazio.
Respire até o corpo entender que acabou.

A mente só pára de te punir quando você para de mentir pra si mesmo.
É nesse ponto que o peso vai embora, o sono melhora, e a força volta."

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Os Dentes E Os Outros Órgãos


Acho fascinante a máquina perfeita que o nosso corpo é! E acredito, realmente, que todos os órgãos têm uma função e estão ligados entre si. Por isso mesmo, aquela história de que se pode remover aquele órgão, que não está ali a fazer "nada", como o apêndice ou as amígdalas, sempre me causou suspeitas. Todos são necessários, e quando removidos provocam, no mínimo, algum desequilíbrio. Portanto, quando encontrei a Dra. Yola Figueiredo, médica dentista integrativa, no Instagram, tudo o que ela dizia fazia sentido para mim. Este tipo de informação pode suscitar dúvidas para quem ainda vê o corpo e a saúde compartimentados, e porque  maioria dos profissionais de saúde não divulgam nada disto, porém, assim que nós ouvimos e lemos sobre este tema as coisas começam a fazer sentido. E é nosso dever procurar o conhecimento, para sermos consumidores responsáveis. Sim, também na saúde somos tratados como consumidores, embora nos chamem pacientes! 

Enfim, deixo as imagens que a Dra, Yola me enviou, para consulta e reflexão. Os dentes desempenham um papel de suma importância, e sabe-se, agora, que a saúde deles é fundamental para o nosso cérebro e longevidade. 



Como não se poderá achar tudo isto maravilhoso e misterioso?! Isto é obra divina, que não tenha o homem a arrogância de pensar que isto e aquilo são descartáveis, ou simples enfeites, apenas por sua ignorância. E que cada um honre o seu pequeno universo, conhecendo-o e cuidando-o com a atenção que ele merece. 

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Somos Naturalmente Empáticos, excepto se...


Nunca tudo me faz sentido, naquilo que ouço ou leio, mas quase sempre há algo que aprendo no meio disso. Este vídeo, ao minuto 10 relata uma experiência que me maravilhou. 


Há uma experiencia que se fez com ratos, em que se colocava um dentro de uma jaula e outro ficava livre com comida, a ideia era comprovar a ideia Darwiana, em que os animais só procuram o benefício próprio, e portanto o rato livre iria comer e partir; o que se verificou foi que quando o rato livre descobria o botão libertava sempre, o rato preso, e deixava-lhe comida. A explicação é: Se os ratos têm neurónios-espelho (isso faz sentir em nós o que nos apercebemos no outro), sente a aflição do que está preso, isto é - empatia! Portanto, o rato stressado que está preso está a provocar stress ao que está livre; com os neurónios-espelho está a perceber toda a tensão que vive o enjaulado. Ou seja, a empatia é algo biológico, não é racional.  

Então, o rato livre sabe que para se acalmar tem que acalmar o outro, e que a comida é um calmante. 

A outra opção para não sofrer é sair dali, já não vê, e portanto já não sofre, porém, isso só acontece quando nesta experiencia dão ansiolíticos ao rato livre, que nessa condição, come todo o alimento e vai embora. Porque o ansiolítico elimina a empatia. 

Estando numa época de consumo exacerbado de ansiolíticos que são receitados despudoradamente pelos médicos, para tudo e mais alguma coisa, é fácil de perceber porque anda a humanidade alheada e indiferente ao seu irmão. 

Parece-me que esta experiência deveria ser amplamente divulgada e objecto de reflexão!  

( Na eventualidade do vídeo não funcionar, está aqui: 

quarta-feira, 16 de julho de 2025

10 Prácticas Para Regular a Ansiedade

Ultimamente, sinto que o meu nível de ansiedade tem aumentado conforme tenho mais tarefas, e não é nada agradável. Acompanhei o processo com a minha filha, que desde que ingressou em Arquitectura passou a sofrer bastante de ansiedade, mas realmente não há nada que nos ensine tanto como a própria experiência. A maioria das vezes é difícil imaginar, com exactidão, como o outro se sente, portanto para mim isto também tem sido uma verdadeira aprendizagem. 

Encontrei estas dicas, no Instagram, que partilho por me parecerem muito úteis ( só não concordo com a normalização da ansiedade por me parecer que passando a ser normal passa a ser definitivo, e para mim é algo que deve ser curado, ou ultrapassado, para se viver sem ela), e estratégias algo fáceis de implementar:

 "Se tem um filho que sofre de ansiedade ligeira, sabe que é de partir o coração assistir a isto.

Entre as pressões da escola, as redes sociais, as hormonas e o próprio crescimento, os adolescentes de hoje carregam consigo mais do que alguma vez transportámos na sua idade.

Eis 10 práticas que adotamos e consideramos úteis:

Rotina regular do sono:

Incentive 8 a 10 horas por noite, com uma rotina de relaxamento, talvez um chá de ervas, um banho de magnésio e sem ecrãs 1 hora antes de dormir.

Alimentos integrais nutritivos e refeições tranquilas, consumidos em conjunto:

O ómega-3, o magnésio, as vitaminas do complexo B e os alimentos ricos em proteínas ajudam a regular o humor. Limite o açúcar e os snacks processados.

Movimento diário:

Caminhar, dançar ou praticar desporto ajuda a libertar a tensão e a aumentar a serotonina.

Diário/Arte: 

Pegar num lápis e num bloco de notas ou, em alguns casos, em algumas canetas e num livro de colorir pode ter um impacto muito positivo na redução do cortisol e ajuda a exteriorizar pensamentos ansiosos.

Tempo na natureza:

Mesmo 15 minutos ao ar livre podem ajudar a restaurar a calma.

Estabelecer zonas ou horários livres de ecrãs :

Isto é difícil, mas tentamos ter um horário sem ecrãs depois da escola, enquanto tomamos chá e conversamos sobre o dia e nunca temos ecrãs à mesa. Os telemóveis são retirados antes de dormir para evitar mensagens de texto a altas horas da noite, etc.

Horários consistentes de sono e vigília:

Juntamente com rituais matinais e noturnos, criam uma sensação de segurança e previsibilidade. Algo tão simples como deitar cada um torna-se um momento em que cada um fica sozinho consigo; isso geralmente leva a partilhar algo pessoal ou simplesmente a um beijo e a uma gargalhada.

Converse regularmente sem agenda.

Não há necessidade de resolver os problemas deles ou de oferecer soluções. Só o facto de estar presente já ajuda muito.

Normalize a ansiedade. 

Tranquilize-os de que sentir ansiedade é normal, é uma resposta humana natural ao stress, ameaça ou pressão. Não estão sozinhos.

Modelar um comportamento calmo: 

Os nossos filhos espelham o nosso sistema nervoso. A nossa regulação apoia o deles. Acendo velas durante todo o ano, a qualquer hora do dia.

Oração ou meditação. 

Aplicações como Headspace, Calm ou Insight Timer são adequadas para adolescentes.

Vamos apoiar-nos uns aos outros e criar filhos que se sintam seguros, amados e tranquilos - começando em casa.

Via Via Sita Home

quarta-feira, 11 de junho de 2025

"Os benefícios da caminhada"

Eu aprendi isso num dia ruim 👇🏼
Daqueles em que o mundo pesa e tudo que a gente quer é sumir debaixo do cobertor.

Mas, por alguma razão, eu levantei e fui andar.
Sem meta e sem fone.

Aos poucos…
Deixei de olhar só pro chão e comecei a enxergar o horizonte.

Quando a gente se sente ansiosa e triste, o corpo encolhe.
A respiração encurta, o pescoço tensiona, o olhar se fecha.

Mas basta caminhar alguns minutos e algo muda:
🧠 O cérebro entende que você saiu do modo “ameaça”.
A visão periférica ativa o nervo vago, a circulação melhora, o cortisol cai.

🧬 Não é papo. É fisiologia.
Caminhar, especialmente ao ar livre, reorganiza os sistemas.
Regula hormônios, reduz inflamação, clareia o pensamento.

👩‍⚕️ Desde esse dia, eu prescrevo caminhada com a mesma convicção com que prescrevo exames.
Porque eu vi — em mim e em muitas mulheres — o impacto que isso tem na saúde física e emocional.

🧡 Quando foi a última vez que você andou sem pressa, só pra respirar melhor?

Dra Nayara Rocio, Instagram


https://youtube.com/shorts/snMPiMrswI0?si=2knq73NzfJ63qKal

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Para Um Lar saudável

Dr. Yvonne Burkart | The Dhru Purohit Show (Resumo de podcast )

Desde a água ao ar, tudo o que temos em casa impacta a nossa saúde e bem-estar, e há coisas simples que podemos fazer, gratuitamente inclusive, desde abrir as janelas para arejar a casa, ao chá em saquetas que devemos trocar por ervas a granel, biológicas de preferência. 

Uma chamada de atenção importante, e como diz a médica do podcast as mudanças devem fazer-se gradualmente, pois as mudanças bruscas são mais difíceis de implementar. Eis algumas ideias, de supra importância. 

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Para Passar o Outono e Inverno Sem Constipações

Via Via Costa Verde

Não admira que o Outono seja uma estação propensa às depressões, passamos dos dias quentes, secos, longos para o oposto, praticamente de um dia para o outro. Se pelo menos não chovesse...mas no Minho a chuva é garantida, e o céu fica cinzento, transformando a paisagem desoladora. Para além disso, temos de voltar às roupas mais quentes, mangas compridas, casacos e impermeáveis. Só de pensar em mudar o guarda-roupa, dá-me um fanico. Já a passagem da roupa de Inverno para a de Verão faço-a, praticamente, dançando de alegria. Mas lá terá que ser.

Entretanto, o corpo começa a adaptar-se à mudança de estação, espirros, arrepios, pingo no nariz, e frequentemente neste período lá acontece uma constipação, o que não sendo grave é um grande aborrecimento, portanto, tomo medidas preventivas:

Vitamina C - Em pó, diluída na água, começo logo a manhã, em jejum, com uma colher de café bem cheia. Na garrafa de água que vou bebendo ao longo do dia também tem Vitamina C. A marca NOW é das melhores. 

Sumo de limão e laranja - O primeiro com água morna, o segundo com a polpa, beber apenas o sumo para o fígado é como se fosse bagaço, segundo o Dr. Laír Ribeiro. A fruta com vitamina C é sempre uma forma agradável de reforço. 

Óleo essencial de Tomilho - Daqueles óleos obrigatórios, para combater os sintomas de constipação, dor de garganta ou tosse; algumas gotas no inalador, ou difusor, ou no banho de imersão. Eu coloco uma gota no pulso, e passo o outro, massajando os pulsos levemente, para que entre na corrente sanguínea. 

Óleo essencial de eucalipto - Este é outro essencial, para ajudar a aliviar o congestionamento nasal, e fortalecer o sistema imunitário. Colocar algumas gotoas num difusor, ou inalador, ou ainda em massagem, no peito. 

Óleo essencial de limão, tangerina, mandarina ou laranja doce - Qualquer um destes, para estimular a boa disposição; uma gota num copo de água. Vai ajudar a combater a nostalgia do Outono, e prevenir tristezas e depressões. 

Chás- Depois do Verão volto aos chás e infusões, que de ingredientes secos ou frescos, prefiro sempre biológicos. Para reforçar o sistema imunitário, a infusão de limão, gengibre e hortelã é muito agradável:

  • 3 rodelas de limão
  • 3 ou 4 ramos de hortelã
  • 3 rodelas de gengibre
  • 1 l de água
Num bule, coloque o gengibre e a hortelã e acrescente 1 litro de água a ferver. Deixe repousar 5 a 15 minutos e adicione o limão. Depois de repousar por mais 5 minutos, a infusão está pronta a servir.
Mais chás aqui. Óleos essenciais aqui.

E basicamente é isto.