terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

As Tatuagens São Seguras?

Já vai sendo muito raro encontrar pessoas sem tatuagens, e normalmente quem faz uma tatuagem continua a adicionar mais, em número e tamanho. É sabido que é viciante. 

E que mal tem isso, perguntar-me-ão, é uma questão de gosto, reconheço que sim, porém, não apenas. É também uma questão de saúde. Pensar que impregnar a pele com tinta, uma substância artificial obtida com dióxido de titânio, óxidos de cobalto, dióxido de chumbo, etc., será inócuo para o corpo humano é bastante superficial. 

Pessoalmente não gosto, e quando encontro na praia, por exemplo, algum jovem que ainda mantém o corpo livre dessas decorações admiro-me, e em pensamento presto-lhe homenagem.  

Gostos à parte, há agora indícios preocupantes. Partilho a introdução ao estudo deste tema, o conhecimento é importante, e quiçá não poderá levar à reflexão de alguém que, presentemente, pondera fazer uma tatuagem, ou adicionar mais. 

Santiago González (Vilanova de Arousa, 1975), líder do grupo de Infecções e Imunidade do Instituto de Investigação Biomédica, afiliado da Universidade da Suíça (USI), dedicou treze anos ao estudo das características da reacção inflamatória que ocorre nos gânglios linfáticos em casos de tumores metastáticos, vacinação ou infecções respiratórias.

Recentemente, publicou os resultados de sete anos de investigação sobre as consequências das tatuagens. Admite ter ficado surpreendido com o interesse que o assunto suscitou.

- A tinta por definição não se pode liminar, porque se o corpo pudesse fazê-lo desparecia na pele, como acontece com as tatuagens de henna, - os teus nódulos linfáticos, os gânglios, vão ficar tatuados para o resto da tua vida e aí isso pode ter implicações de saúde. Creio que o seguinte passo é saber como te afecta mais ou que possibilidades tem de desenvolver um tipo de cancro, por exemplo. Temos que desenvolver mais estudos. 


Entrevista aqui 

A Química das Tatuagens - RTP