Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natureza. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de junho de 2026

Os Rabirruivos Escolheram o Nosso Jardim!

 

O laboratório da Paisagem de Guimarães identificou as aves 


Em menos de dois meses este casal de pássaros instalou-se no nosso anexo do jardim, fez um ninho, pôs ovos, chocou, alimentou as crias e partiu com a filharada.
 
Tínhamos obras marcadas para o anexo em Maio, desde há cerca de dois anos que procurávamos em vão quem aceitasse fazer estas obras. Porém, cancelamos tudo, adiamos sem data, a prioridade eram as aves. 

No período da construção do ninho foram bastante silenciosos, não fossemos nós fazer refeições no jardim nem nos tínhamos apercebido dos novos inquilinos. A certa altura, tornaram-se muito ruidosos com chilreios estridentes a toda a hora, com os nossos gatos em baixo , e super vigilantes, percebemos que se alertavam mutuamente. E depois quando os filhotes nasceram, e percebemos isso por transportarem no bico insectos ainda a rabiar, chilreavam os pais e os filhos. Porém, se calhava de eu entrar no anexo para ir buscar alguma coisa, o silêncio era total, sabiam que tinham de permanecer como se não existissem. A Natureza é perfeita! Dizia eu com os meus botões. 

A certa altura encostei o escadote à parede e fui lá acima, junto do tecto, queria saber quantos eram, mas não vi nada, apenas uma bola de penugem preta e fofa, e claro, não ousei aproximar a mão. 
Entretanto, à medida que as crias cresciam, o ninho também, os pais continuaram a compô-lo à medida que se expandia, continuavam a trazer musgos secos e palhinhas, entre as refeições. A Natureza é perfeita! 

Fechamos a porta do anexo para evitar a entrada dos gatos que passaram horas a fazer espera aos pássaros, e deixamos aberta, parcialmente, a janela da parte de cima, as aves entravam os gatos não; preocupávamo-nos muito com a segurança dos pássaros, os gatos são predadores impiedosos. 

No sábado à noite, enquanto arrumava a cozinha notei a Ellie à minha frente, no muro do jardim, muito agitada, a querer pôr-se em pé, enquanto olhava para cima, estranhei o comportamento e fui junto à porta; a algazarra era inaudita, os pais estavam no muro em frente da janela do anexo a chilrear de forma diferente e insistente, e de imediato pensei que estavam a chamar os filhos, e de facto, em cima do guarda-sol, aberto no jardim, estava uma ave que vi apenas por baixo, portanto, somente a sombra, que levantou voo recto pelo jardim, seguro e rápido, desparecendo no horizonte. 
Entretanto, vi que o casal de rabirruivos voava um em volta do outro, como numa dança comemorativa, e finalizaram dando um encontrãozinho um ao outro, peito com peito, como fazem os desportistas a festejar um golo; achei aquilo a coisa mais fofa e linda que vi desde há muito tempo. A natureza é perfeita!

Como é que eles sabem estas coisas todas? Escolher um sítio para construir um ninho, e estarem ambos de acordo. Começar a construir o ninho. Alimentar as crias, saber que está no momento de sair do ninho, e ambos levar as crias a saírem, de uma só vez, sem ensaios, sem voos pequenos, apenas sair voando! A Natureza é tão maravilhosa.

Desde sábado que o jardim está muito silencioso, sinto falta deles. Oxalá voltem. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Vida é Esperança


Ontem estava a sentir-me muito em baixo, preocupada, com os incêndios repentinos e simultâneos que deflagraram em Portugal, e apesar de não os ter próximo da nossa Vila estavam presentes; o ar estava irrespirável, não se vendo o céu, coberto por uma neblina espessa de fumaça; porém, ao regar o jardim encontro estas três lindas criaturas, e algo no meu interior mudou; senti maravilhamento e esperança. 

São lagartas da "Papilio machaon", as lindas borboletas "cauda-de-andorinha", duas já instaladas na arruda, e outra encaminhando-se para lá. Se pretenderem ter destas borboletas no vosso jardim, ou varanda, convidem-nas, oferecendo-lhes arruda. Já as temos no nosso jardim há dois anos, desde que plantei arruda, e de todas as vezes que as descubro sinto a mesma alegria. Que bênção!  

segunda-feira, 29 de julho de 2024

O Canto dos Pássaros - Som Curador e Relaxante


" Porque é que os sons da natureza são tão bons para a saúde e o bem-estar. Novos dados revelam que até ouvir gravações da natureza pode melhorar o humor, diminuir o stress e até diminuir a dor. O canto dos pássaros para relaxar é um som bonito e calmante. Neste vídeo, vou mostrar como o canto dos pássaros pode aliviar a ansiedade e a depressão, bem como curar a mente. Neste vídeo, ouvimos o canto dos pássaros em vários locais e descobrimos como pode ajudar no stress, na ansiedade e na depressão.

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Os Benefícios da Arruda



A arruda já era usada pelos gregos antigos, significa "liberar", portanto tem sido usada para tratar dores físicas e males invisíveis, libertando os que deles padecem, desde dores menstruais, ou regulação da mesma, dor de cabeça, trata varizes, combate sarna e piolhos, equilibra a glicémia, melhora o sistema imunitário, ajuda no tratamento da conjuntivite, é anti-parasitária, vermífuga, repelente-de-insectos, etc. e por fim, faz limpeza energética, tanto da casa através dos borrifos, como de pessoa com o escalda-pés. 

Pode ser usada como chá, através da erva seca: 
1 colher de chá (de 2 a 3 g) de folhas secas de arruda para 1 L de água.
Numa panela, ferver a água e, em seguida, apagar o fogo. Adicionar as folhas de arruda, tampar a panela e deixar repousar por 5 minutos. Coar e beber em seguida. É recomendado beber até 1 xícara (de chá) desse chá por dia.

Por ser abortiva não deve ser consumida por grávidas, e as doses não devem ser nunca excessivas, pode ser uma erva tóxica pela sua potencia, podendo causar intoxicações, tremores, convulsões, hemorragia, vómito, cólicas, diarreia, diminuição dos batimentos cardíacos, contracção da pupila e sono.

Comecei por a ter no meu jardim como planta anti-repelente,entre as dálias, mas confesso que se não fossem as campânulas e a minha vigilância diária, não teria dálias, porém, observei que a arruda atraiu outros insectos, nomeadamente as larvas de borboleta. Apesar do odor desagradável ( mas também há quem aprecie!), já não imagino o meu jardim sem esta planta!  


Fontes:

Tua Saúde

Terra

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Agricultura Regenerativa - a terra é abundante!


Também a forma como praticamos a agricultura me está a levantar muitas dúvidas e questionamentos. É violenta, não somente para a terra, com produtos nefastos, técnicas invasivas e agressivas, como para as pequenas criaturas que vivem nela, e como para o trabalhador, e por isso ninguém quer ter esta profissão. 

Estive na última feira de Esposende e impressionou-me que ali só havia agricultores idosos. E quando deixarem esta vida? Muito preocupante. Mas por outro lado, as pessoas têm direito de escolher um modo de vida mais fácil. E se isso fosse possível na Agricultura? Começo a pensar que sim, é possível. 

Os procedimentos tradicionais na Agricultura baseiam-se em ideias de dificuldade, dedicação total e constante, e falta! Falta de tudo, inclusivamente de dividendos que possibilitem uma vida tranquila.

Isto reflecte a ideia promovida globalmente de "falta". Porém, o planeta é abundante, leio constantemente comentários dos meus "amigos" que se dedicam ao cultivo, a dizerem "aquilo nasceu ali sozinho", e por outro lado sei que naqueles países onde as colheitas são constantes ou bi-anuais, é onde mais fome se passa. Existe aqui um contra-senso que não tem explicação senão nisto: a narrativa da falta foi e é promovida, constantemente, e isso reflecte-se no inconsciente colectivo.

Em vários vídeos que vi do Canal no YT, Epic Garden, ouvi testemunhos de pessoas que em espaços mínimos conseguem cultivar metade do que a família consome, numa família de 5 chegava até aos 85%. Uma das senhoras dizia que trabalhava no quintal apenas 4 horas por semana. Um outro, demitiu-se do emprego para se dedicar ao cultivo do seu espaço, de forma não só a prover a família mas também a retirar dividendos que lhe permitam viver. O que têm em comum estas pessoas? Fazem agricultura de forma diferente, com outras técnicas, mais respeitosas com a terra e o meio ambiente, em colaboração com outros seres que também vivem na terra. E como essa nova atitude é linda a natureza recompensa-os. 

É pois, possível, cultivar a terra com sucesso, de forma facilitada, em comunhão com o reino animal e vegetal, e ter abundância. 

Mais vídeos inspiradores aqui, aqui e aqui.   

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Outono

via
via
 

Prometo gostar de ti se conseguires permanecer frio e seco. Se deixares as folhas mudar de cor, secarem nas árvores e caírem suavemente, levadas pelo vento. Se me permitires contemplar-te as mudanças, a cada dia, entre cálidos raios de sol. 

E não peço mais nada, Outono. Prometo. 

terça-feira, 16 de março de 2021

A Natureza dentro de casa

 

 
Os ramos das árvores que vejo cá de casa continuam despidos mas, brevemente, quase da noite para o dia, começam a brotar uns apontamentos verdes promissores, e depois disso, rapidamente, as copas voltam a mostrar-se frondosas e exuberantes, e eu não me canso de as contemplar. É uma atracção que agora vou conseguir explicar.
 
São árvores públicas, mas sinto por elas tanta gratidão e amor, como se fossem minhas. Pensando bem, também são minhas, são de todos nós, estão ao serviço da humanidade na produção do oxigénio, ao filtrar o ar, amenizando as ondas de calor, proporcionando biodiversidade e sombras, enfim,... mas isso já todos sabem, o que talvez desconheçam, é que tal como os humanos as árvores também possuem aura! 
 
Li isso, recentemente, e o mais fascinante é que, durante a noite, as plantas podem duplicar ou mesmo triplicar o seu tamanho com a aura, e que essa energia é muito benéfica ao ser humano. Por conseguinte, aquelas copas gigantescas das tílias, mesmo estando distanciadas da minha casa, pelo menos durante a noite podem entrar no nosso perímetro, e fazer aquilo que fazem em nosso benefício. Portanto, as plantas que temos em casa também funcionam assim, sendo isto uma motivação extra para termos muitas, muitas plantas a decorar os nossos lares.
 
Sem dúvida que, as plantas se tornaram um elemento decorativo muito apreciado de há um par de anos para cá, mas não tínhamos ainda consciência de que fazem muito mais do que embelezar, são terapêuticas, algo que eu já intuía pois só de as contemplar, e apreciar os recortes, a delicadeza dos detalhes, a beleza perfeita, já me sentia bem, mais ligada à natureza. Então, é isso que elas fazem dentro das nossas casas, replicam a natureza que frequentemente não temos no exterior, por vivermos em apartamentos, ou distanciados de jardins e parques. E se antes eu achava que deveria ser comedida com os vasos de plantas verdes e flores, depois desta informação estou mais que convencida que não há limites para o verde, e depois ainda de ver esta casa, cuja proprietária é uma absoluta fã de plantas, e as tem por todo o lado, arranjando sempre mais um cantinho, um espacinho que seja, para mais um vaso, estou completamente rendida! 

Via
Fica lindíssimo, a casa tornou-se tão especial e aconchegante! Só posso crer que a nível de saúde o saldo deva ser mais do que positivo. 

Em períodos de confinamentos, como os actuais, mais se justifica este investimento na recriação de uma espécie de jardim Botânico dentro dos nossos lares. E agora já nem sequer há tanto aquele pretexto " ah, não tenho tempo para regar as plantas", é algo que toda a família pode fazer, nem que seja à vez, e para as crianças e jovens, mexer na terra e água é muito salutar. Em suma, tudo de bom! 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Bastante mais do que passear pela natureza

Via MedioTejo.net

Por vezes sinto mesmo uma grande necessidade de passear pela natureza. Vontade de me embrenhar pela floresta, ouvir os pássaros, os ruídos próprios do silêncio e sentir o seu pulsar. O Inverno é a estação menos própria para estes passeios e por isso, neste momento, sinto-lhes a falta. 
Este contacto com a floresta, sobretudo com as árvores, revigora-me e acalma-me. E nem sequer sabia que afinal isto é uma modalidade japonesa, chamada "shinrin-youku", uma combinação de mindfulness e passar tempo na natureza, sendo por conseguinte mais do que apenas passear pela natureza. Há já um facilitador deste conceito em Portugal, que ajuda os participantes nesta caminhada pela floresta, de forma a usar os sentidos e se ligarem a ela.

Os benefícios são diversos e importantes:
- Reforço do sistema imunitário.
- Diminuição da tensão arterial.
- Redução do stress.
- Aumento da capacidade de concentração ( mesmo em crianças com TDAH)
- Recuperação acelerada de uma cirurgia ou doença.
- Maior nível de energia.
- Melhoria do sono.
- Intuição mais profunda e mais clara.
- Aumento da capacidade de comunicar.
- Aumento da força vital.
- Aumento da percepção da pertinência social: sentido de equipa
- Aumento geral do sentido de felicidade. *

Quando a grande parte da nossa vida é passada dentro de quatro paredes, acabamos por nos afastar de coisas essências, como da natureza e de nós mesmos. Adoraria ter uma experiência de "Shinrin-youku", mas entretanto, não sendo possível, contento-me alegremente em fazer passeios pela floresta. 

* Revista Saber Viver Nov. 2017#209

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dia Mundial do Ambiente - e eu não quero ir para Marte!

 
Via

Hoje é Dia Mundial do Ambiente, e para celebrar a data ficamos a saber que se todas as pessoas do mundo usassem os recursos do planeta como os portugueses, eles acabavam hoje. Calha que nem ginjas, para festejar o dia! 
Talvez noutros países, o consumo dos recursos seja ainda mais acentuado. Mas isso realmente não interessa nem poderá servir de desculpa; consumir o que o planeta produz num ano antes deste terminar, é consumo exacerbado e incomportável, para a Terra. E como um ecologista afirmou num documentário que vi há alguns anos, a Natureza é sábia, quando se depara com algum problema, ela trata de o solucionar. É bom de ver, que o problema aqui somos nós, a raça humana.

O Duarte dizia-me ontem que daqui a alguns anos, será possível comprar um bilhete (de 240.000€!) para ir a Marte, em turismo. Fez-me lembrar aquele outro projecto, de enviar um grupo para o mesmo planeta, só com bilhete de ida, havendo desde já há alguns anos cerca de 100.000 candidatos. O objectivo é instalar uma colónia a fim de preparar o planeta para receber mais terráqueos.
São alternativas, dizem uns, são diversões tresloucadas, digo eu. Quando temos aqui o planeta perfeito para nós, idealizamos colonizar planetas hostis à vida humana, sendo-nos esse esquema servido como sonho maior da humanidade! 

Por que não há-de ser o projecto, tratar cuidadosamente do nosso planeta? Com a responsabilidade de quem sabe que outro planeta igual a este não existe, como plano B. Parece-me muito mais simples, mais saudável, menos dispendioso e menos arriscado. 
Mas não, querem-nos impingir a ideia de que a conquista do espaço nos está destinada, e que é por esse caminho que devemos ir. E que entretanto, nos comportemos tão bem como até agora, alegres consumidores, inconscientes das consequências de um estilo de vida predatório, que enriquece escandalosamente lobbies, corporações e multinacionais. 

Hoje é o Dia Mundial do Ambiente, e embora cada vez mais pessoas mudem a forma de estar neste planeta, sintonizando-se com a natureza e respeitando o planeta como lar único e perfeito, ainda não chega. Temos que o fazer massivamente. E agora. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

As Abelhas Solitárias

O meu gosto por abelhas tornou-se fascínio quando há alguns anos comecei a notar uma grande afluência deste insecto maravilhoso, no nosso jardim. O comportamento delas era muito misterioso, dedicavam-se a recortar pequenos pedaços de folha da glicínia ( pequenos mas maiores do que elas!), que transportavam, sabe Deus para onde, repetidamente. E esta actividade durava todo o dia, começando na Primavera e terminando no final do Verão.




De um ano para o outro, comecei a notar que as abelhas já não voavam para longe, mas continuando na intensa azáfama do corte de folhas, as carregavam através de pequenos buracos na terra, para dentro das diversas floreiras que temos no terraço.



Curiosa, tentei informar-me junto de apicultores, contactei inclusivamente uma associação, mas sempre sem sucesso; incrédulos, respondiam-me que eu estaria certamente a confundir abelhas com vespas. Ignoravam que cresci na aldeia e sei perfeitamente distinguir entre umas e outras.

Finalmente, encontrei a resposta através do Pinterest, onde umas casinhas muito simpáticas eram anunciadas. 
Pois então, estas abelhas que não vivem em colmeia, mas sozinhas debaixo da terra, são as Abelhas Solitárias. Não produzem mel, porém são grandes polinizadoras; elas despendem mais tempo de flor em flor, acumulando mais pólen nos seus corpos. Elas também contactam duas vezes mais do que as abelhas melífluas, com o estigma.
Como é conhecido, o número de abelhas tem vindo a decrescer nos últimos anos, de forma dramática, então o papel das abelhas solitárias adquire ainda maior importância. 

Recebe-las nos nossos jardins, proporcionando-lhes guarida segura é o mínimo que podemos fazer. De forma que este ano, resolvi incrementar a oferta de alojamento, e adquiri o chamado "Bee hotel". Ignoro se já estará a ser frequentado, talvez seja organizado demais... aguardemos.


E quem mais compartilha desta minha paixão? 


O Nico, outro grande observador das abelhas solitárias, que ao contrário da KitKat, ainda não percebeu que mais vale deixá-las sossegadas! 
Para mim, o zumbido das abelhas é um som magnífico, de forma que tê-las como habitantes regulares do nosso jardim é uma alegria que aguardo ansiosa, todas as Primaveras. E novamente elas chegaram!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Aviso Amarelo

Quando o homem não consegue resolver os problemas que cria para o Planeta, este mesmo trata de os resolver. E quando o homem se tornar um problema para a Terra, o planeta também disso se encarregará. 
Foi algo assim que um ecologista disse, num Documentário que vi há muito tempo. Pareceu-me lógico e perfeito, como só a Natureza o pode ser.  
Perante os fogos diários que consomem o nosso país, desde o principio do Verão, e apesar do esforço sobre-humano dos Bombeiros, um Aviso amarelo parece-me mais do que adequado. Parece-me generoso. A Natureza diz basta. 

Global map. 

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Apicultora, eu? Apicultora ilegal?

Recordam-se quando falei de abelhas aqui? Em resposta a um comentário eu cheguei mesmo a dizer que se tivesse um grande quintal ainda me aventuraria no mundo da apicultura (daquelas coisas que se dizem, porque se sabe que não é possível).

Mas eu já deveria saber que devemos ter muito cuidado com o que pensamos, desejamos e dizemos, porque o Universo nos pode conceder o desejo! Aquela história: pede e receberás, sabe?
E eu fui criando as condições, comprei um vaso de brincos de princesa, só para que as abelhas visitassem o nosso jardim.

E quando me apercebo, aí estão elas. Duas ou três. E quando vejo melhor, elas estão atarefadíssimas a recortar bocadinhos (superior ao tamanho delas próprias) das folhas da glicínia e a transportá-las com uma eficiência militar para…a floreira suspensa da varanda!

Ajoelho-me e espero, e o que vejo deixa-me absolutamente intrigada; elas entram e saem pelos orifícios onde o excesso de água da rega, deveria sair. Olho para o chão e vejo alguma terra caída. Durante dias, semanas a mesma rotina. Todos os dias apanho a terra, que elas vão expulsando para ganhar espaço. Sem dúvida instalaram-se na floreira, e estão a construir no seu interior uma casa adequada às suas necessidades e gostos. A tal colmeia!
Por cima estão as petúnias, que eu já pouco rego, com receio de desequilibrar aquele frágil eco-sistema. No entanto, mal vejo as abelhas pousadas nas flores. Tudo o que elas fazem é trabalhar! Para além do trabalho de construção, ignoro se produzem mel. Ou se procriam, porque para isso é necessário uma rainha. Sabiam que 3 meses, no verão, é o tempo de vida da abelha?! Uma vida tão curta e atarefada. Da próxima vez que uma abelha desorientada, entrar em sua casa, não a mate, ajude-a antes a encontrar a saída, está bem? É fácil, com uma folha de papel.

Nunca o meu desejo de visão raio-X foi tão grande! Ou então, que a floreira de terracota fosse de acrílico e a terra,  transparente, tipo gel, entende?! Como eu gostaria de saber o que lá se passa!
Nessa impossibilidade, fui informar-me nos sites especializados; descobri que as colmeias não devem ser colocadas debaixo de árvores, por causa das gotas da chuva, porque a humidade é péssima para as abelhas. Então porque foram elas, voluntariamente, para a floreira?!

Adiante…os apicultores também devem colocar as colmeias 300 metros afastadas da vida pública.
- Óh, óh!  Que eu seja uma apicultora involuntária, faz de mim apicultora ilegal?
-Tsssssst! Não digam a ninguém!

Agora… o que vou eu desejar?! Que as abelhas sejam felizes no novo lar? É isso, acho que sim.
E você, tenha cuidado com o que deseja!

Até breve!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Para onde vão as abelhas?!


Sempre achei fascinante e misteriosa a história das abelhas; em criança costumava imaginar como seria a vida dentro da colmeia, pois sabia que era uma sociedade inusitadamente organizada. E como eu, suponho que muitas mais pessoas e crianças se apaixonaram por elas, tendo em conta o sucesso que a série animada “Abelha Maia” teve e tem até hoje. De certa forma, através desses desenhos animados ficamos a saber um pouco mais sobre a vida destes insectos maravilhosos.

Em 2009 fui ao cinema, com as crianças, ver “História de uma abelha”; sinceramente, na altura achei o filme muito decepcionante, MAS….ele abordava  algo muito importante, que hoje relembrando acho de facto perturbador: As abelhas desaparecem e o Mundo muda, torna-se cinzento, triste, agonizante.

Porque é preocupante? Porque actualmente está a acontecer o despovoamento total das colmeias domésticas, não se encontrando os cadáveres das abelhas nas proximidades, nem existência de predadores.

Os investigadores e apicultores não sabem exactamente a que se deve esta vaga de extinções; aventuram-se em diversas teorias, como a poluição (uso de pesticidas), radiação transmitida pelas antenas dos telemóveis, que interferem com as antenas das abelhas fazendo-as perder a orientação da colmeia, aos produtos transgénicos através do consumo de pólen de milho, um micróbio novo. Ao certo ignora-se.

Ao certo sabemos somente que é grave, elas são polinizadoras naturais, induzem a formação de frutos e sementes. São produtoras de mel. O próprio Einstein deixou-nos a seguinte frase:
"Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, ao homem apenas restam quatro anos de vida. Não há abelhas, não há polinização, não há plantas, não há animais, não há homem".
Tão simples quanto isso, o impacto do desaparecimento das abelhas no ecossistema será fatal.

Eu adoro quando encontro abelhas e borboletas no nosso jardim, mas esta Primavera tenho constatado uma ausência preocupante. O que podemos fazer para reverter a situação?
Aventurar-nos na criação de abelhas? Eles fizeram-no, e contam aqui como foi.
Ou então, plantar as flores preferidas das abelhas, como: Hibisco-Hibiscus rosa sinensis, Brinco-de-princesa – Fuchsia, Camarão vermelho – Justicia brandejeana,  Candelabro-de-ouro – Pachystachis lutea, Alegria-de-jardim – Salvia splendens, Tajetes – Tajetes patula.

É pouco, não é? O ideal seria voltarmos a ter uma vida mais simples e natural. Nada de melhor me ocorre. E rezar, para que os cientistas solucionem rapidamente este mistério.

Tenha uma óptima semana!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A união faz a força!

Na realidade este foi um dos videos mais vistos no YouTube no ano passado; uma cria de bisonte é atacada por leões, enquanto os progenitores fogem. Será entretanto disputada também por um crocodilo. Porém, incrivelmente, o final é feliz para a cria. Tudo porque efectivamente os pais não fugiram!
Vale a pena assistir para conferir como a solidariedade existe no Reino Animal.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Vizinhos especiais…




Os vizinhos do lado mudaram-se em Novembro; desde aí, a casa, propriedade de uns amigos, está á venda. Ás vezes falamos sobre o tipo de vizinhos que gostaríamos de ter; simpáticos, com filhos pequenos como os nossos e um estilo de vida tranquilo. Subitamente, eis que reparo que estão aí ao lado! Mudaram-se de um dia para o outro e nem nos apercebemos. Instalaram-se, silenciosamente, com a facilidade de quem o fizera diversas vezes antes. Sei que é uma família, mas ainda só vimos o casal; às vezes, pressinto-os do outro lado do muro e, confesso, espreito timidamente, unicamente para os estudar. Impossível não reparar no gosto pela limpeza; a higiene pessoal tem para eles uma enorme importância. O casal parece inseparável, entram e saem de casa várias vezes ao dia. Correm um atrás do outro, num jogo divertido de crianças, mais apropriado para os filhos do que para os pais. Ás vezes, cantam, fazendo lembrar-nos o nosso antigo vizinho que começava o dia a cantar alegremente. As crianças estão encantadas e nós também. Achamos que os filhotes do casal devem ainda ser muito pequenos, por isso ainda não saem, mas estes dias vimo-los a espreitar! Mal podemos esperar para os conhecer, para os vermos dar os primeiros passos…ou os primeiros voos, porque afinal, estes vizinhos no fim do Verão mudam-se novamente. Fugindo do frio, as andorinhas vão passar o Inverno a África.
Mas entretanto, que alegria tê-los aqui!