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| O laboratório da Paisagem de Guimarães identificou as aves |
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| O laboratório da Paisagem de Guimarães identificou as aves |
Para além da beleza que as flores proporcionam ao jardim há outro aspecto que tinha ignorado até começar a sentir a sua presença - o perfume! É delicioso sentir o odor das flores, sobretudo depois do pôr-do-sol, parece que o perfume se liberta para dar continuidade à presença das flores, através de outro sentido.
Não foi aspecto que eu tivesse em conta no momento de decidir que flores semear, porém agora que me apercebo dessa importância é algo que recomendo.
No meu jardim, as flores que mais perfumam o ar são a Madressilva ( que escolhi por ser uma trepadeira autóctone), muito duradoura em floração, e aromática.
As coroas-de-rei ( sobretudo as brancas), mas essas só quando nos aproximamos delas, ou as ponho no centro da mesa.
As ervilhas-de-cheiro, cuja floração é demasiado rápida ( ainda bem que semeei algumas mais tarde, e por isso ainda as tenho), mas cujo odor é também sentido só na proximidade. Estas evito ao máximo de as cortar, pois cada flor representa uma vagem com sementes para o próximo ano.
Ao apreciar o aroma das minhas flores, que faço logo pela manhã e durante o dia sempre que possível, só lastimo não poder engarrafar o perfume e guardar para o resto do ano. Não consigo explicar quão bom é, mas em compensação, sei que ficará na minha memória olfactiva.
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| Via Pinterest |
A croça é uma espécie de impermeável feita de palha, que se usava nas aldeias, pois protegia das intempéries e pela largueza proporcionava movimentos, e braços livres que permitiam a continuação dos trabalhos rurais, fosse com os rebanhos, fosse a trabalhar a terra. Muitas tinham capucho para proteger a cabeça, também. Até princípios do século XX ainda se usava muito, em meados do mesmo já eram poucos os que as vestiam, nas aldeias do Norte, mais afastadas. Era algo que se fazia com a produção local (totalmente sustentável!), todos os lavradores tinham palha, económica e eficiente.
A propósito do dia chuvoso de hoje apeteceu-me destacar este elemento do vestuário rural português e, também, lembrar que se o ditado antigo assim o dizia era porque Maio sempre foi um mês mais próximo do Inverno do que do Verão! Nós é que temos pressa de dias de sol e bons, e então queixamo-nos do tempo, mas o clima está certo. Aliás, ainda temos outro que o comprova: "Em Maio come a velha as cerejas ao borralho"!
O que me vale para me animar, é que, nas pausas da chuva dou um salto ao jardim, e observo que a Primavera está a fazer o seu trabalho muito bem, as plantas estão viçosas e os tubérculos brotam da terra, impulsionados pela força vital que opera maravilhas, fora do nosso alcance visual.
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| Via Pinterest |
A caixa, o embrulho de papel rosa, e os brindes, uma revista e marcadores de madeira para os vasos, mereciam 100% um desses reels de luxo! Isto é que me faz vibrar, abrir uma caixa destas, e agora a expectativa nas próximas semanas! Estou que não me aguento.
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| Imprescindível na decoração desta época; via |
A propósito dos comentários preocupados que li, sobre uma coroa que a Alice na Montanha fez, relativamente ao azevinho, fiquei a pensar que se houve realmente um tempo em que este arbusto esteve efectivamente em extinção, não me parece que seja actualmente o caso. Aliás, ser menos abundante do que outrora não significa que esteja em extinção.
Nos meus passeios na natureza, como no Gerês, encontro azevinho em abundância, e nos jardins particulares é também bastante comum; nós temos uma árvore, que me foi oferecida há cerca de 10 anos, em vaso, e que passei para a terra onde ficou anos sem dar as bolinhas vermelhas que lhe emprestam aquela graça tão natalícia (chegaram até a dizer-me que nunca daria, porque era "macho"!), e o meu marido chegou a querer arrancá-lo, mas eu resisti, e o azevinho acabou por nos brindar com todo o seu esplendor!
Portanto, sem grandes cuidados passou a árvore que já ultrapassa o terraço em altura, o que me prova que é resistente o suficiente para ser cultivado por qualquer pessoa. Se essa estorinha da extinção vos fizer sentido a solução é fácil. Eu tenho azevinho para mim, para dar e vender, se muito bem me aprouver.
São lagartas da "Papilio machaon", as lindas borboletas "cauda-de-andorinha", duas já instaladas na arruda, e outra encaminhando-se para lá. Se pretenderem ter destas borboletas no vosso jardim, ou varanda, convidem-nas, oferecendo-lhes arruda. Já as temos no nosso jardim há dois anos, desde que plantei arruda, e de todas as vezes que as descubro sinto a mesma alegria. Que bênção!
Em Março é altura de semear: ageratos, assembleias, ásteres, cóleos, boas-noites, cravos, perpétuas. E de plantar: anémonas, dálias e trevos.
As dálias que deixei na terra já rebentaram, e já tive que as proteger dos caracóis e lesmas, com as campânulas que fiz de garrafas de plástico. Vou hoje tratar de plantar os tubérculos que guardei numa caixa de cartão, cobertos com papelão.
Publicado assim até parece que o meu jardim foi muito mais colorido e abundante, do que realmente foi; as flores foram desabrochando ao seu ritmo (definitivamente não ao meu!) de forma que todos os dias havia novidades, ainda há, aliás e felizmente, muitos botões para desabrochar. E foi sempre com uma visita matinal, ao jardim, que comecei os meus dias.
Da minha vistoria ao jardim faz parte a descoberta de insectos, dos habituais ou dos novos que foram surgindo devido às plantas introduzidas este ano, como a arruda, de quem as larvas de borboleta parecem gostar particularmente. Uns deixam-se fotografar, outros são mais esquivos, mas ainda assim fico feliz só de os ver e saber que frequentam o nosso jardim; hoje de manhã vi uma libélula enorme, que deu uma volta ao jardim e se foi sem que eu tivesse tempo de mais nada para além de a observar maravilhada.
Para a jarra "pique-fleur" que está no centro da mesa da sala, cortei duas dálias, algumas saudades roxas, um pé de menta em flor e fetos.
Como os dias têm estado chuvosos e até frios, temos feitos as refeições dentro de casa, portanto, é preciso trazer o jardim para o interior.
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Comprei os tubérculos desta na Feira, ao lado estão os tubérculos do ano passado, que desenterrei e voltei a enterrar, no início da Primavera, e estão fortes, viçosos e com imensos botões, muito mais saudáveis do que os tubérculos que deixei na terra todo o ano, era uma experiência que queria fazer. Mas ainda não desabrocharam. Porém, estamos no início de Verão, é só preciso ter paciência, algo que a jardinagem me continua a ensinar.
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| Inaugurar o mês dos Santos Populares: manjerico e pratos de barro |
Há muito que deixei de ver as notícias, mas de uma forma ou outra, sobretudo porque há pessoas que fazem questão de as repetir, inevitavelmente muitas das "notícias" chegam até mim; é o caso da seca extrema, e da promessa de um Verão muito quente, devido às alterações climáticas.
Não me alarmei porque, obviamente, já percebi que os profetas da desgraça são um autentico logro e em questões de adivinhação mais vale não sofrer antecipadamente, o futuro a Deus pertence. Por outro lado, via o caudal do Rio bastante normal, nada de preocupante. E a chuva que caía de quando em vez, e até logo após aqueles dias quentes de Maio. Poucas vezes reguei o jardim, ao contrário do ano passado, e ele está verdíssimo, como se vê na foto.
Ainda não ousamos montar a mesa no jardim, temos usado a mais pequena, por ser facilmente desmontável, e praticamente, dia-sim, dia-não, tem que ser recolhida porque surge uma chuvada.
Entretanto, ainda não inauguramos a época das jantaradas de verão no jardim, para a família alargada e amigos, temos sido apenas nós, mas espero que entretanto o Verão venha como habitualmente, para nos proporcionar tudo de bom, como sempre. A vida é para ser vivida sem medos. Muito menos medos hipotéticos.
Que eu me debruçasse sobre as flores para apreciar os odores não era nada de excepcional, na minha infância todos os fazíamos. Passávamos muito tempo ao ar-livre, grande parte das nossas brincadeiras eram no exterior, nos quintais e jardins uns dos outros, estávamos em contacto directo com a natureza. Toda uma realidade que, praticamente, se extinguiu.
Actualmente, a vida das crianças faz-se desde cedo entre quatro paredes, a vida profissional dos pais dificulta igualmente a saída para os espaços livres, e as actividades lúdicas principais, senão únicas, passaram a ser virtuais, jogos, vídeos, etc. . E precisamente um dos comentários recebidos dizia "Talvez prefiram cheirar os telemóveis".
Houve também quem partilhasse vivências infantis alheias, uma criança que acompanhada pela avó comentava o cheiro das flores no ar, e que "cheirava a Primavera", prova de que estes episódios se tornaram raros, e por isso ficam na memória de quem os presencia.
Felizmente, algumas mães comentaram que sim, que os filhos cheiram as flores, mas essas mães são aquelas que as plantam, que as têm em casa, e que também as cheiram. O exemplo é sempre fundamental.
Para mim, a nossa memória olfactiva é talvez a mais importante, porque no momento em que se activa me transporta ao tempo passado e me provoca as mesmas emoções da época. São memórias muito vivas. Como se estivessem alojadas num comportamento à parte, mais directamente ligado às emoções. No caso, cheirar uma flor permite-nos saber identificá-la, associando o odor ao visual, e realizar uma conexão imediata com o reino vegetal. Por momentos, acontece uma fusão entre nós e a flor, somos unos, e é uma sensação maravilhosa, que causa bem-estar, e propícia sentimentos de alegria e maravilhamento. Não é coisa pouca!
Depois dos dias, realmente, invernosos de Janeiro, curtos e frios, veio Fevereiro com alguns dias de sol já aquecendo a pele; e eis Março, que deixa antever pelas frestas da chuva e céu cinzento, a promessa da Primavera breve.
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| Faltam as joaninhas pretas e vermelhas, mas tb vieram! |
Começo as manhãs por dar uma voltinha no jardim e observar as plantas, e encontro sempre algum insecto novo, a diversidade de aranhas é fascinante, não me impressionam nada, são apenas outro habitante no jardim, mas a quantidade de abelhas, vespas, abelhões, borboletas, joaninhas ( estas são pretas com bolinhas amarelas, mais raras por aqui), saltitões,louva-a-Deus, e outros cujos nomes desconheço, assim como este melro mais destemido que durante dias seguidos veio desafiar os vigilantes predadores. Gatos, gatos... por vezes desesperam-me...
Uns consigo fotografar, outros são mais fugazes, mas ainda assim fico contente só de os ver aqui. Tão precioso!
Estas foram as primeiras dálias que cortei e pus no centro da mesa. Dado que não poderia cortar um ramalhete, por não ter flores suficientes, escolhi essas duas mini-jarras, estilo Lalique, que nunca antes tinham sido usadas com flores (limitam-se a existir em cima do armário da tv, por serem suficientemente bonitas, com as suas bacantes em relevo), e gostei!