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quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Do Infantário à Faculdade


 Fui procurar a primeira foto publicada aqui, no Mãe... e muito mais, do primeiro dia de escola da Letícia, com 5 anos, e pela primeira vez no Infantário, para a juntar com a foto da última vez que entrou na Faculdade como aluna. Fim de um ciclo. 

Entusiasta desde o primeiro dia, responsável e muito senhora de si. Não foi um caminho fácil, encontrou desafios que me ultrapassaram enquanto mãe e protectora, porque me pedia para ser ela a resolvê-los. Ainda hoje me pergunto se fiz bem em respeitar todos os pedidos. Ela continua a dizer que sim, que era o caminho dela, e todos os episódios fizeram parte do seu crescimento. O certo é que se tornou num ser humano de alto valor. 

Acompanhar estes últimos 5 anos de Faculdade, num curso que é considerado o mais trabalhoso e exigente (aliás, no início do verão foi transmitido na RTP uma peça que incluía as Faculdades de  Arquitectura do Porto, Coimbra e Lisboa e só então os familiares e amigos tiveram real noção de tudo o que a Letícia passou), foi frequentemente penoso, porém ela fê-lo entre os melhores, de diversas e marcantes formas. 

Assistir à defesa da tese da Letícia, vendo-a tão centrada no seu trabalho, de aparência tranquila e equilibrada, encheu-me de orgulho. 

Bem sei que outros desafios se avizinham. Mas agora saboreamos os frutos recolhidos, a doçura do sucesso vindo do trabalho e empenho.

E a Letícia uma merecida pausa, para ganhar folego para o próxima etapa.


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

É por eles!

 

Via Other Perspectives, FB 

 

É por eles que lutamos, para que possam viver com direito a tudo que precisam, para serem saudáveis e felizes!


quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Primeiro dia de escola, dia de horror

Hoje inicia-se o ano escolar para os meninos do 1º ano, do 1º ciclo, e sendo, habitualmente, um dia já bastante stressante para muitas crianças e pais, a entrada em escola nova, professor desconhecido e colegas estranhos, este ano torna-se dramático, arruinando para muitos a experiência da escola, e de uma nova fase de vida.

Uma amiga levou hoje de manhã o filho à escola, esperando entrar, tal como combinado na Reunião com os E.E., porém, foi-lhe interdito o acompanhamento do filho a sala, para que o entregasse em mãos à professora, porque assim tinha sido decidido pelo Agrupamento, e o email enviado ontem às 21h, não lhe tinha chegado. Quem já passou por isto sabe como este dia é importante, e simbólico, entrar na sala de aula, com o filho, é como um rito de passagem de confiança; é como se disséssemos aos docentes: a partir daqui, a responsabilidade pelo meu filho é sua, voltarei para mo entregar, esperando que esteja bem. E os miúdos sentem este processo como um acto responsável, da parte dos pais, sentem confiança no local e nas pessoas responsáveis, porque sabem que os pais estão atentos, sentem-se protegidos!

Portanto, se o filho da minha amiga entrou sem dramas, porque tem uma mãe que conversa com ele muito tranquilamente, explicando-lhe tudo com muita paciência e coerência, outras crianças tiveram menos sorte; em particular uma, que foi levada para dentro ao colo de uma funcionária, de onde tentava escapar esbracejando, aos gritos, como se estivesse a ser raptada por estranhos ameaçadores (e não seria assim que estaria a sentir-se?), perante o olhar inerte da mãe. A minha amiga veio da escola de coração partido, fartou-se de chorar, e quando me contou, obviamente, o sangue ferveu-me nas veias. 

Está a cometer-se um crime hediondo contra as crianças, e infelizmente, com o beneplácito dos pais. Como é possível termos chegado a este ponto? Como é possível que os pais se demitam das suas responsabilidades? Os filhos são nossos!

Se tivesse de levar o meu filho hoje, à Escola, ele faria como aquela menina; apesar da professora querida e compreensiva que teve, eu tive que o acompanhar à sala nos 3 primeiros dias, chegando a ficar lá dentro uma hora, até o Duarte ficar bem na sala. Portanto, o que faria hoje? Ou me deixavam entrar, desinfectada, mascarada, com luvas e protecções nos sapatos, ou o meu filho voltava para casa. 

Creio que com a Letícia seria bem diferente, ela estava tão entusiasmada com a ideia de ir para a escola "a sério", que entraria sem dramas. Mas cada filho é diferente, e numa turma há muitas crianças diferentes, que não estão a ser respeitadas. 

Hoje é um dia em que muitos traumas se estão a criar. Em que muitas crianças estão a sentir-se abandonadas pelos pais, que as entregaram a estranhos mascarados, em locais desconhecidos, onde lhes é exigido distância dos outros meninos, permanecer sentados em espaços exíguos, não tocar nisto e naquilo, lavar e desinfectar as mãos compulsivamente, etc.etc. . 

E tudo isto para quê?! Sinto-me indignada por estas crianças. Os adultos que quiseram aderir à narrativa do medo, usar máscara, até onde nem sequer lhes é exigido, fecharem-se em casa, desinfectarem-se até a epiderme perder a capacidade de lutar contra os vírus, que o façam, mas deixem as crianças em paz!

Acreditar na notícia da Palermia em Março é uma coisa, continuar a repetir a mesma cassete em Setembro, quando estão a morrer duas ou três pessoas por dia (sempre com doenças associadas), sabendo nós que morrem 100 diariamente devido a doenças cardiovasculares, faz ainda sentido?! Justifica-se que estas arbitrariedades estejam a ser impostas às populações, inclusivamente às crianças, o grupo mais forte e saudável?!

Só não tendo o coração a bater no lugar certo, ou os neurónios a funcionar mal, se pode acreditar ainda que tudo isto faz sentido e é necessário.

E fiquem sabendo que a indiferença também é criminosa!

Dia 20 de Setembro, manifestações em Lisboa, Coimbra e Porto, pelas crianças, por todos, por uma escola sem máscaras.




segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Telemóvel na escola?

Há cada vez mais escolas, em mais cidades e países, a proibirem o uso de telemóvel aos alunos. Vi, no ano transacto, uma notícia sobre uma escola algures no norte de Portugal, onde esta interdição já estava implementada, inclusivamente, onde já era aceite pelos alunos que discorriam sobre os diversos benefícios que daí estavam a retirar. 

Os pontos negativos são conhecidos, alunos distraídos nas aulas, que à socapa enviam e recebem sms's, ou até visualizam vídeos, conversam no chat do WA, aos mais graves, como gravação de vídeos dentro da sala de aula. Há ainda a ponderar o uso exacerbado do telemóvel nos intervalos, em que tudo gira em seu entorno, seja para as constantes fotografias a publicar nas stories do Insta, e noutras aplicações de moda que vão surgindo, como actualmente o Tik Tok, a ficarem simplesmente agarrados  ao telemóvel, sem interagirem com os colegas. Na semana passada, em reunião com os E.E. da turma da Letícia o DT afirmou que estava muito preocupado com a forma como parte da turma passa os intervalos, sentados no chão do corredor, à porta da sala, cada um com o seu telemóvel; nem sequer saem para o exterior, nem conversam uns com os outros. Não sei se os pais têm noção desta forma nova de estar dos filhos, mas se connosco estão permanentemente com os aparelhos nas mãos, a ver isto e a fazer aquilo, será de supor que essa prática se estende a todas as ocasiões. É, portanto, caso para estarmos todos preocupados.

Temos que aceitar que os jovens, agora, interagem de forma diferente, que isso inclui o telemóvel, não podemos é assumir essa aceitação incondicionalmente; como em tudo no resto, para que as coisas não descarrilem completamente, e se mantenham algo equilibradas e saudáveis, temos que impor e exigir regras. E se em casa, não permitimos telemóveis à mesa, por exemplo, porque se permitiria na Escola? É apenas mais um ponto de conflito e stress para professores e alunos, e então, depois do Natal, a escalada aumenta, com os alunos entusiasmados com os seus telemóveis último modelo. Mas que proveito se poderá tirar daqui?! 

Curiosamente, a CONFAP é contra a proibição dos telemóveis na escola, mas sinceramente, eu que nunca votei para nenhum membro desta instituição, e normalmente nem sequer me sinto representada por ela, mais uma vez, discordo. Não será a interdição dos telemóveis na escola que vai afastar os jovens das novas tecnologias - mas que ingenuidade acreditar nisto- nem lhes provocará atrasos de aprendizagem nesta área, há outros meios ao dispor, que as escola possuem, de forma controlada e cronometrada, por assim dizer. São regras. 

Felizmente, cada vez mais escolas se apercebem que esta medida é necessária para benefício dos próprios alunos, as Associações de pais, confirmam-no, e os próprios alunos, após o devido período de ressaca, também compreendem e aceitam. 
Espero que esta medida seja largamente implementada, e escola a escola está a acontecer, eventualmente acabando por se alcançar a escala nacional. Por vezes é assim, do particular para o geral as mudanças fazem-se e acontecem, por serem, comprovadamente, exemplos a replicar.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

As expectativas

Via

Os filhos não nos defraudam, somos nós que o fazemos e lhes atribuímos responsabilidades. Nós, país, criamos pressupostos de como os filhos deveriam ser, dos resultados que deveriam obter na escola, das medalhas a ganhar nos desportos, de como haveriam de se comportar socialmente, e ficamos zangados quando não se portam à altura. À altura das nossas expectativas. 
A realidade é que os filhos não nos prometeram nada. Eles estão somente a ser eles. A procurar os seus caminhos, a descobrir quem são para além dos país, da família, dos amigos, de quem os rodeia. E nessa descoberta o caminho dificilmente será perfeito. Aliás, desconfio muito de crianças/jovens que fazem caminhos perfeitos, nalgum sítio, a alguma altura, as coisas descarrilam, sendo isso perfeitamente aceitável e saudável. É portanto até, aconselhável. É caso para respirar de alívio! 
E porém, sobretudo nesta altura, quando as notas se materializam nas Escolas, as cobranças dos pais são muitas e frequentemente injustas. Não defendo que os pais se calem e aceitem tudo, mas aqueles que reclamam do 4, achando que deveria ser 5, aqueles que protestam dos 97% porque podia muito bem ser 100%, deveriam reflectir um pouco antes de criticar o trabalho feito pelos filhos. Antes de os destruir, porque toda a crítica injusta, destrói um pouco.
Querem filhos perfeitos? Não tivessem filhos. Até porque mais dificilmente há pais perfeitos.

Nós sim, podemos aperfeiçoarmo-nos, refinarmos as nossas capacidades e por isso, tentar ajudar os filhos a melhorar o desempenho é obrigação nossa, ajudá-los a descobrir o seu "elemento", para que aí possam desabrochar, mostrarem resultados e serem felizes. No final do 1º período do 10º ano, a Letícia concluiu que não estava a estudar o que queria, em CT; no final do ano lectivo pediu transferência para Artes (a área para a qual a julguei sempre vocacionada), e iluminou-se como uma lâmpada incandescente.

Quando nós ajustamos as nossas expectativas às dos nossos filhos alcançamos um patamar de lucidez e justiça que tranquiliza a todos. Então, preferimos viver em que dimensão, na ideal ou na real? Escolha a pílula que quer tomar, a azul ou a vermelha? 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Sucesso escolar garantido até ao 9ª ano!

Ainda a propósito do Prós e Contras sobre a violência na escola, uma professora terminou dizendo que falar sobre o assunto só faria aumentar a violência, como se tem vindo a verificar; mas eu pensei na altura, que muito provavelmente seriam casos que estavam a ser divulgados, estimulados exactamente pelos casos noticiados; finalmente, os professores desesperados compreendem que não estão sós nesta situação, que a violência na escola contra eles, está acontecer diariamente, por todo o lado, com muitos colegas. Isso deu-lhes a coragem para assumir agressões de que tinham vergonha, afinal, eles é que são os agentes de autoridade e se não conseguem exercê-la dentro da escola, o problema deve ser deles, certo? Incompetentes, despreparados, pusilâmines, fracos! 
E todos os dias, agora, leio relatos de professores que foram e são agredidos, que vêem a público, enviando testemunhos para o "Com Regras", um blogue sobre a educação de referência; os casos são muitos, de grande violência, seja de alunos, encarregados de educação, contra professores e auxiliares educativos.   
Alunos que entram tarde e saem da aula a meio porque alguém lhes telefona; a aluna que puxa o cabelo da professora porque apostou com a colega que o faria se tirasse negativa, o aluno que deu um soco no professor de 67 anos, com idade para ser seu avô, a mãe agressiva que invade a escola e para impedir o director de chamar a GNR, lhe destrói a roupa e agride, a professora que abortou, após um ataque na aula de uma E.E., a professora agredida a pontapé, soco e bofetadas por aluno de 7 anos com deficiência, durante um ano! ( está desde então on e off do trabalho, devido a depressão quase contínua);enfim, os casos são do mais variado que não se consiga imaginar! 
Portanto, os professores sentem-se sós, desamparados, e incompreendidos, e justamente. Estão atados de pés e mãos.

Os nossos profissionais são competentes e bem preparados, todavia a Escola está a ser feita como se todos os alunos fossem iguais, e não são; não têm todos a mesma origem, não têm todos a mesma capacidade, não têm todos o mesmo interesse. 
Colocar alunos com deficiências nas turmas regulares, para uma melhor integração é muito bonito, mas na prática não funciona, pois se faz às custas do resto da turma que é, frequentemente, relegada para segundo plano. Às custas dos professores que se desdobram para chegar a todos, pondo em risco a saúde (conseguem imaginar como isto é extenuante e frustrante?). 
Nem todos os alunos têm a mesma capacidade de aprendizagem, porém o Ministério quer agora aprovar, automaticamente, os alunos até ao 9º ano, como se as retenções, actualmente, não fossem já muito baixas e, e sim residuais (um termo tão caro ao M.E.!). 

Dizer que os alunos são diferentes, implica aceitar que os resultados serão diferentes, e portanto diferentes estratégias deverão ser utilizadas; mas prático, prático, é uniformizar o ensino, colocando todos os alunos no mesmo cesto, e aprovando-os compulsivamente.
Dizer que os alunos são diferentes, tornou-se quase uma obscenidade, a ideia da igualdade está a tornar-se tão entranhada no sistema que todos têm que atingir os mesmos objectivos, ou seja, alcançar a taxa de sucesso, que tanto alegra as estatísticas. 

Uniformizar o ensino pela via do facilitismo sai barato, e no fim de contas todas as políticas actuais são economicistas, mesmo as de esquerda. Pelo caminho, são trucidados os agentes da educação, mas enfim, alguém tem que pagar o preço do sucesso, ainda que este sucesso seja uma grande fraude!

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Por uma Escola mais forte!

Nos últimos dias têm sido publicadas sucessivas notícias sobre a violência na Escola. Inclusivamente, os alunos admitem-no, conforme este estudo do Projecto Violentometro, em que  90% dos mais de 11 mil alunos inquiridos assumem praticar violência psicológica, 70% violência física, 11% violência física grave, nomeadamente ameaças com armas, e 2% violência sexual. ( Via Com Regras)

Portanto, o que nas últimas semanas temos tomado conta é da dimensão crescente da violência contra professores e auxiliares de educação,  exercida não só pelos próprios alunos, sempre menores, mas também, encarregados de educação, que entrando ilicitamente nos recintos escolares, agridem os profissionais, por vezes, perante turmas inteiras de miúdos, a ponto de estes terem de receber tratamento hospitalar. Valença foi o último caso, quatro pessoas agredidas por pai e mãe, dentro e fora da escola, devido a uma mentira que a filha terá inventado.

Esta semana, foi notícia o contrário; sucedeu que um professor em Lisboa, terá agarrado um aluno pelo pescoço e empurrado a cabeça do mesmo contra a carteira, enquanto o agredia verbalmente. Foi imediatamente detido, suspenso de funções, e aguardará que a Justiça se pronuncie. 
Ninguém imaginará, por certo, que esta atitude "descontrolada" do professor foi originada por causa nenhuma; podemos bem, pelo contrário, supor que o comportamento do aluno ou até da turma, terão sido a origem do sucedido. Aparentemente, a questão deve-se ao telemóvel do aluno que este teimava em usar, e recusou entregar ao professor. 

Um professor deve manter a cabeça fria, em todas as situações, e tomar apenas as providências que a Lei lhe permite, e isto sabe ele  muito bem, mas quem conhece, minimamente, o estado das coisas nas Escolas, há-de compreender que perante a violência psicológica e física, a que os professores estão sujeitos diariamente, um ou outro professor perca o controle.

Esta decadência (não há outra palavra) do Ensino, deve-se aos Governos sucessivos que, persistentemente, têm tratado a classe docente com um claro desprezo, manifesto na progressão da carreira e falta de protecção. 
Um professor que começou a carreira há 10 anos, continua ao fim desse tempo no mesmo escalão, e consequentemente com o mesmo ordenado. Tem ainda de se obrigar a perambular pelo país para ficar colocado, sustentando, muitas vezes, duas casas, e abdicando da família; ou seja, praticamente paga para trabalhar e a sua vida privada fica em suspenso. 
A progressão da carreira da classe docente, está agora adstrita a uma quota reduzida, que não permite que todos os professores excelentes ou muito bons, por exemplo, possam receber justamente essa menção. Há três professores que merecem "excelente"? Não pode! Porque isso implica aumento de ordenado, e o M.E. não tem orçamento! Certamente que esta "disputa", pela evolução na profissão, deixa mazelas, como a frustração e forte sentimento de injustiça. E isto reflecte-se no espírito do docente, e na sua postura na Escola. 

Por outro lado, perante as sucessivas agressões a professores, o que faz o Ministério da Educação? Vem a terreiro condenar e exigir justiça? Assim de repente ninguém se lembra de nada disso, nem sequer de consequências para os agressores. Mas vejamos, houve alguém que se deu ao trabalho de procurar, e resumiu em alguns exemplos:
 
05/12/2013 - Um aluno, de 15 anos, frequentador do 7º ano do ensino básico, agrediu um professor numa sala de aulas da escola EB 2/3 Padre João Coelho Cabanita, em Loulé, provocando-lhe um golpe na cabeça que foi suturado com sete pontos.
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…
05/04/2019 - aluno de 12 anos, agrediu professor de educação cívica, com 63 anos, a soco e pontapé quando este o impediu de jogar à bola dentro da sala de aula. Ao sair da sala comentou com os funcionários: “já lhe parti o focinho.
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…
01/02/2012 - Um professor de Matemática de 61 anos deu entrada no Hospital de Vila Nova de Gaia, após ter sido agredido a murros e pontapés por alegados familiares de uma aluna do 6º ano que expulsara da aula.
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…
28/02/2019 - Uma professora da Escola Básica da Torrinha, no Porto, foi agredida “a soco e pontapé” à porta do estabelecimento por uma encarregada de educação, revelou esta quinta-feira à Agência Lusa fonte da PSP.
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…
24/09/2014 - Uma professora foi agredida em plena sala de aula pela mãe de um aluno, na manhã desta quarta-feira. Tudo aconteceu em Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, e a docente teve de ser assistida no hospital devido aos ferimentos que sofreu.
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…
08/12/2016 - Uma ocorrência na sala de aula acabou ontem com uma agressão da mãe de um aluno a uma professora no interior da escola básica do 2.º e 3.º ciclos André Soares, em Braga
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…
09/05/2019 - Um aluno de 14 anos agrediu hoje uma professora e uma funcionária da EB 2,3 de Abação, em Guimarães, que sofreram ferimentos considerados “ligeiros”, disseram à Lusa fonte dos bombeiros e da GNR
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…
17/10/2019 - Dois professores e dois auxiliares da Escola Básica, 2,3 de Valença apresentaram, esta quinta-feira, no posto da GNR local queixa por agressão contra o pai de uma aluna.
Ministério não reagiu, ninguém foi preso…

Em suma, que célere foi a Justiça no caso do professor, e tão inerte tem sido no caso dos encarregados de educação e seus educandos. Justo seria que fossem tratados com a mesma rapidez.

Quando os criminosos sabem que podem agir impunemente, a tendência para que determinadas acções se produzam e reproduzem, multiplicam-se. Conclusão óbvia.

Os professores agredidos sentem-se desamparados e injustiçados, mais uma vez. Acresce ainda, um número invisível, e por isso desconhecido, de agressões que são abafadas e ignoradas pelas Direcções das Escolas, que teimando varrer para debaixo do tapete o problema, fingem que está tudo bem. A tutela gosta. A palavra de ordem é "pontual", que é como quem diz, nada de grave! Adiante...

Este professor estava a substituir uma colega, com um horário de 6 horas, ganhando algo como 300€. Não sei se é natural de Lisboa, deve ser, pois dizem que para os professores é impossível encontrar casa compatível com os vencimentos, sendo isto, também, explicação para as escolas sem professores. Terá este professor substituto?
Sabe-se já, que em breve, não teremos professores suficientes; e perante este quadro negro, compreende-se bem que ninguém queira exercer uma profissão, já de si, tão exigente e desgastante, quanto mais mal paga, nómada, e desrespeitada, pelo M.E. , sociedade e alunos.

A escola em vez de ser um lugar seguro para todos, está a tornar-se ela própria num foco de violência, graças ao desrespeito pela classe docente e, também, há que dizê-lo, pela falta de auxiliares educativos. Na Escola da minha filha, com 1600 alunos, há 26 funcionários! Só com muita força de vontade, civismo e a graça de Deus é que as coisas poderão correr bem! 

Enquanto pais é isto que queremos para os nossos filhos? Não queremos, antes, ver a classe docente respeitada com autoridade suficiente e reconhecida, para exigir comportamentos adequados aos alunos, no recinto escolar? 
O caos grassa em todos os setores da nossa sociedade, mas seria a partir daqui que as coisas poderiam mudar; é aqui, também, que se formam cidadãos. Mas para isso, a Escola tem de ser forte, e ao dizer "Escola" refiro-me não às suas paredes, mas a quem a faz, os professores. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Habitação para estudantes? Boa sorte!




Inicio de ano lectivo coincide com a divulgação das admissões à Universidade. Um momento de grande importância na vida de milhares de jovens, por se decidir não apenas o seu futuro profissional, mas também por coincidir com a saída de casa dos pais, um marco que frequentemente divide as águas. Portanto, é natural que o acontecimento seja emocionante e de grande alegria. Avançam pais e filhos, para a etapa de procurar quarto para alugar ou casa para dividir. Há muito que é assim, porém nos últimos anos esta tarefa vai sendo cada vez mais complicada. Os preços das casas para os locais que pretendem arrendar têm subido de forma proibitiva, e os quartos igualmente. Todos querem fazer o negócio das suas vidas, e alugar através de sites online é que dá dinheiro, e pouco trabalho! Sobe a oferta dos transitórios, desde a dos definitivos.

Fala-se muito de Lisboa e Porto, ouvi estes dias o presidente de uma associação de estudantes dizer que nos últimos quatro anos, um quarto tinha aumentado em média cerca de 100€. Contudo, muitas outras cidades, de onde não esperaríamos esta tendência, apresentam o mesmo problema. Disse-me uma amiga que em Braga, o mesmo apartamento alugado a 4 estudantes há três anos atrás por 350€, está agora para arrendar por 750€.
Sei também que o problema não se restringe a Portugal, uma jovem estudante de Música que vai este ano fazer o Mestrado em Frankfurt, encontrou um quarto por 400€, mas apenas por especial favor e durante dois meses, o tempo para procurar onde ficar definitivamente; o motivo? A proprietária pretende pô-lo no AirBnb, onde ganha mais e gasta menos. 

Esta loucura do Turismo, mas também dos estrangeiros endinheirados que estão a mudar-se para Portugal, desestabilizou completamente o mercado imobiliário. E isto é tremendamente importante, pois está a reflectir-se na vida dos portugueses de uma forma incontornável. 
Vão agora os Tripeiros sair da cidade, e viver para Penafiel, como sugeriram a uma senhora, que nasceu, vive e trabalha no Porto, para que o seu prédio possa ser vendido e transformado num Hostel?! Irão, agora os estudantes começar a concorrer a Universidades pelo critério da habitação? Nenhum dos meus filhos irá para Lisboa, é clarinho transparente. Mas está certa, uma coisa destas? 

Um secretário da Educação dizia esta semana que para o ano o governo vai proceder ao aumento de habitação própria para estudantes, em sequência da falta deste tipo de oferta. Típico, a Política faz-se de véspera, não há planeamentos atempados, projecções ou o que quer que o valha que funcione efectivamente. Há anos que a construção de Republicas deixou de ser prioridade, e se viesse tarde e em más horas já não seria mau de todo, alguém beneficiaria, mas ainda assim guardo muitas dúvidas quanto à concretização deste projecto. 
Neste momento pais e alunos estão por sua conta. E basicamente é isso, uma questão de fazer muitas contas. 

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Começa a Escola? Vamos poupar!




Ainda Agosto não tinha terminado e já a minha filha queria ir comprar o material escolar. Este é o mês em que se adquire novo material, seja porque é a primeira vez, seja na reposição do que está gasto ou já não serve. Setembro é critico pelo forte impacto na carteira dos pais. Portanto, nessa linha de entendimento, e na vontade de oferecer um inicio de ano familiar menos stressante, e mais apelativo para os alunos, o Lidl propõe uma gama de artigos com a melhor qualidade ao melhor preço. Por exemplo, o kit da foto é composto por mochila, garrafa de alumínio, conjunto de geometria de 3 peças, estojo completo, 4 cadernos em espiral e uma powerbank custa apenas cerca de 30 euros! Mas as opções de escolha são muitas, de cores lisas ou com padrões, o Lidl tem uma vasta oferta de cadernos, capas, canetas, mochilas, estojos e garrafas de alumínio para água. Também as powerbanks (7,99€), em diferentes padrões, têm um lugar de destaque na seleção Lidl de Regresso às Aulas.
    
Algumas sugestões Lidl Portugal para o regresso às aulas:
  • Mochilas – De vários temas e tamanhos, existem várias à escolha, incluindo uma opção de mochila trolley que facilita o transporte do material mais pesado para a escola. Os preços vão desde 1,99€ a 14,99€; Para as crianças que carregam mais peso, o Lidl recomenda a mochila ergonómica, com PVP de 16,99€;
  • Garrafas de alumínio para água – Porque a brincar também se aprende, este é o presente ideal para sensibilizar os seus filhos para a importância da redução do consumo de plástico, através de uma garrafa de alumínio divertida. Com PVP de 2,99€;
  • Estojos – Muito completos que se dividem em quatro partes, com canetas, lápis, esferográfica, borracha, esquadro e régua. Desde 5,99€
  • Escrita – cadernos (a partir de 0,49€), canetas e lápis não faltarão ao Regresso às Aulas do Lidl, havendo para todos os gostos e feitios;
  • Material de desenho – para os miúdos mais dados às artes, ou para os que querem aprender, o Lidl oferece o conjunto de 10 guaches (2,99€) ou o conjunto de plasticina ou de tintas (3,99€)
  • Brinquedos – porque as crianças também devem brincar e divertir-se, o Lidl disponibiliza jogos didáticos (7,99€), os já famosos brinquedos em madeira (9,99€) e o veículo para construir (3,99€), entre outras brincadeiras divertidas.

Para além de todas estas vantagens, os artigos são sempre muito giros, e por tudo isso, o Lidl tem sido ao longo dos anos um supermercado que fica na nossa rota de compras nesta época. Recomendamos.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mudança de turma? No drama!

O meu primogénito permaneceu na mesma turma desde o 1º até ao 9º ano, com poucas entradas e saídas de alguns meninos. Mesmo quando a turma se deparou com a escolha da 2ª língua estrangeira, no 7º ano, e pareceu desmembrar-se, acabou por permanecer praticamente a mesma.  E com alivio terminava a minha inquietação; eu achava isso ideal, que a a estabilidade, a permanência dos amigos, o facto de já se conhecerem bem, se conjugava para o melhor. 
Porém, no 10º ano, perante escolhas de áreas de estudo diferentes, a possibilidade de dispersão dos colegas voltou a surgir e dessa vez com mais seriedade, pois já se tratava de escolhas relacionadas com as profissões. Com o futuro. 
Portanto, o meu filho foi colocado numa turma com pouquíssimos  amigos/colegas da sua turma de sempre, numa escola diferente, numa área que não é propriamente fácil - CT - e nada disso pareceu atrapalhá-lo. Integrou-se lindamente na nova turma, fez novos amigos e conheceu outros colegas. Afirmou-me, no final do ano, que gostava muito desta turma, que eram muito unidos e companheiros. Numa ocasião em que dei boleia a dois amigos do Duarte, ambos repetiram a mesma opinião. E ainda, conversando com outras mães, elas me confirmaram o mesmo, e isto da parte de alunos oriundos de diferentes turmas.
Afinal a inquietação era apenas minha. Os adultos são muito mais reaccionários à mudança do que as crianças e jovens. Por vezes as mudanças são boas, e querer permanecer numa situação por ser conhecida não é per se argumento máximo. As mudanças ajudam-nos a evoluir, dando-nos oportunidade de descobrir novas situações e pessoas, fazem-nos crescer. 
Agora que a minha filha se depara com a mesma situação, tenho outra perspectiva; apenas espero que corra pelo melhor. E ela, com a confiança própria da idade, nem lhe ocorre que de outra forma possa ser! 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Sucesso na Educação?

via Kindergarten: Holding Hands and Sticking Together

"Por vezes, as mentes mais brilhantes e inteligentes não brilham nos testes estandardizados porque eles não têm mentes estandardizadas. "

Um caminho único na Educação, obrigatório a todos, é injusto e desadequado. E a cada nova leva de gerações, isso se torna mais evidente e aflitivo.
Se os pais educam os filhos de forma diferente, porque reconhecem as suas particularidades e os respeitam como indivíduos únicos, por que não há-de a Escola fazer o mesmo? 
Por que dá trabalho? Por que vai revolucionar o sistema? Parece-me que é a única alternativa, vai ter que ser feito, mais tarde ou mais cedo, sendo que hoje já seria tarde. 
Este desfasamento entre a Escola do Séc.XIX, os professores do Séc.XX e os alunos do Séc.XXI está destinado a convergir. 
Pena é que, neste processo de negação, tantas gerações estejam a ser trucidadas pela obsoleta engrenagem, que deveria ter antes um papel absolutamente inverso.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Exames e provas - O esforço também tem valor!

Hoje, cerca de 175 mil alunos vão estrear o novo modelo de avaliação do ensino básico. 
As  provas e exames imprimem um nervosismo e receio extra, inclusive para aquelas provas que não contam para a nota final, como Português do 8º ano, nesta segunda-feira. Estão a ser avaliados, e mesmo sendo a feijões, os alunos querem bons resultados. Porém, às vezes, apesar do estudo e do empenho, os resultados não são tão bons como eles esperam. Por vezes, os alunos não são capazes de melhor. Outras vezes, os resultados dos bons alunos descem. A imprevisibilidade, a ideia de que tudo pode acontecer, aumenta a ansiedade.
E não bastasse o nervosismo que estas avaliações causam, os estudantes têm ainda que lidar com o nervosismo e exigência dos pais. Que serve apenas para lhes acrescentar mais tensão e insegurança. 
Talvez os pais não se lembrem como se sentiam ao fazer exames, ou simplesmente não os fizeram, pois compreenderiam melhor os filhos. 
Quem faz os exames e provas são eles, e na realidade nós podemos fazer muito pouco, mas ainda assim de grande valia:
- Certificarmo-nos que estudam.
- Acalmá-los, dizendo que tendo feito uma boa preparação, vai correr bem.
- Antes da prova, oferecer um chá de cidreira, ou outro calmante natural ( nem que seja efeito placebo!). 
- Dar um abraço de boa sorte, e reafirmar que acreditamos serem capazes. 

E entretanto, fazer figas e esperar que corra bem. Temos que nos lembrar que os resultados são importantes, mas o esforço e preparação não contam menos. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Testes, provas de aferição e exames?

Via Celeiro
Apesar de boa aluna, a minha filha sente-se muito ansiosa com a aproximação dos testes. Exames então, pior ainda.  Embora eu tente acalmá-la, através de conversas e mantras que entoávamos antes da Letícia adormecer, geralmente ela sentia-se insegura. Imagino que esta descrição seja comum a muitas outras crianças, e portanto nada que cause admiração.
Já só me faltava experimentar os florais de Bach, mas não sabia onde os encontrar. No Celeiro, disseram-me. E realmente, são quatro gotas mágicas, diluídas num copo de água, ou directamente na boca. 
Fica a dica. 

"comfort & reasure" para o caso. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Secretárias em Pé na Escola?


Como o comportamento dos alunos está a mudar, a Escola deve acompanhar essa mudança. Pode ser uma solução para crianças mais activas, ou para aquelas que estão cansadas, ou com dificuldade, em permanecer muito tempo sentadas. 
Parece que na Finlândia cada sala de aula já tem algumas destas secretárias, e os resultados são bons. 

É uma ideia!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Férias Grandes a Mais?


Via Crianças a torto e a Direitos

Milhares de crianças começam hoje a Escola em Portugal. Muitos dirão: - Finalmente! Existe uma opinião generalizada de que as férias de Verão são longas demais. As minhas amigas alemãs e francesas ficam sempre muito admiradas quando lhes digo que a Escola dos meus filhos começa em meados de Setembro; as dos seus filhos começam em Julho e principio de Agosto. E eu explico porquê.

Houve, inclusivamente, no inicio das férias um burburinho sobre o assunto, divulgando a ideia "estapafúrdia" que as férias de Verão deveriam ser de apenas um mês - Agosto. 
Os alunos não concordam e muitos pais também não. Pode parecer-nos que as férias de Verão são longas, mas a maioria dos estudantes parece apreciá-las. Além disso, prova-se que temos uma percepção incorrecta do tempo de férias, devido à forma como as mesmas estão distribuídas. E a outros factores. As infografias dão-nos outra perspectiva.

Via Crianças a torto e a Direitos

Posta a questão em termos comparativos, parece-me que os alunos, e professores portugueses, trabalham bastante!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Escola no Japão


Hoje, com o início do ano lectivo penso particularmente na questão. 
Uma escola que responsabiliza os alunos, se preocupa em integra-los e incentiva a cooperação.
Sem dúvida que daqui sairão adultos muito bem estruturados.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Livros escolares - Comprar antes para comprar bem


Eu sei que o ano lectivo ainda mal terminou e para algumas pessoas ( sobretudo pessoinhas!) poderá ser algo desagradável começar já a falar em livros escolares, mas a razão para tal é boa.  Além disso, saber que a questão "livros" fica desde já riscada da lista, é um alívio. É que frequentemente alguns deles esgotam em Setembro. E não haverá descontos por essa altura. E depois das férias de Verão, a carteira estará mais delapidada do que antes.

A Wook está neste momento com uma campanha em que oferece 15% de desconto, mais portes de envio e ainda a possiblidade de pagar, em encomendas superiores a 60€, em três vezes.

Pode ainda procurar pelos manuais escolares em livros usados no OLX,  CustoJusto e Bibliofeira, o único onde os vendedores recebem feedback, o que imprime mais garantia de honestidade ao negócio. 

Ou então, colocar anúncios em supermercados na zona onde vive, a pedir especificamente os livros que precisará, dizendo que os compra, ou pedindo que alguém lhos dê. Não há mal algum nisso, até porque muitos livros escolares ficam em casa sem uso. Ou pior, vão para o Papelão.

Frequentemente é porque as pessoas nem sequer sabem o que lhes fazer; se for o seu caso, sugiro que passe pela Escola que o seu educando frequentou e deixe lá os livros; eles saberão a quem os ceder, pois há famílias que não são abrangidas pelo subsídio escolar e ainda assim têm imensas dificuldades em adquirir os manuais.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ensino Copy+Paste


Via
Das coisas que mais me frustrou e marcou, enquanto aluna, foi o facto de determinados professores só aceitarem respostas como certas que estivessem de acordo com as deles. Por exemplo, a análise de um poema pode ser quase tão subjectiva como quem a interpreta, e desde que devidamente fundamentada, deve ser considerada correcta. No entanto, existem livros que interpretam poesia e para muitas pessoas, professores inclusivé, são verdadeiros manuais de instrução. O que se desviar dali não funciona.

A capacidade interpretativa não é valorizada, e o raciocínio individual é espezinhado como uma erva daninha que se pode tornar incómoda e perturbadora.

Tudo o que este tipo de sistema de ensino promove é um trabalho de memória, que vai de encontro aos manuais. Não interessa se o aluno aprendeu realmente, e de facto, frequentemente, quando o aluno é colocado perante a mesma questão, feita de outra forma, ou que exiga raciocínio, já não consegue responder com o mesmo sucesso.

Para que serve semelhante sistema? Os alunos ficam  formatados num modelo colectivo e estereotipado. É mais fácil controlá-los. É mais fácil avaliá-los.
E assim se fazem cidadãos acríticos, como convém ao sistema, já não apenas educativo.

Não é possivel que o Ensino permaneça o mesmo de quando era eu a aluna. Um sistema que incentiva e premeia a memorização em detrimento do pensamento crítico. Que produz papagaios em vez de seres pensantes, com opinião própria.

A forma como a educação é exercida tem que dar um volte-face; as crianças estão mais exigentes e esperam aprender algo que lhes seja útil e faça sentido. Esperam ser ouvidas, e tidas em conta. Cabe aos professores chegar até elas, saindo das suas estratégias fossilizadas que já não correspondem ao que os alunos esperam e merecem.

Ser professor deixou de ser uma profissão cómoda e monótona, está repleta de desafios e enigmas, que esperam ser resolvidos e ultrapassados. Só assim o sucesso dos alunos é alcançado, e em última análise o dos próprios docentes. 

Chegamos a um tempo em que ao Ensino copy+paste só podemos fazer Delete!