Mostrar mensagens com a etiqueta adolescência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta adolescência. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de março de 2021

Estratégia para rir - "Friends"


Esta cena mas tornou-se um meme entre os meus filhos. Ela diz, ele ri. 

 

"Friends" foi uma série que eu vi com o meu marido, na RTP2, nos anos 90 e que adorávamos. Entretanto, após ter visto "Foi assim que aconteceu" com o Duarte, e ele ter gostado, propus-lhe que víssemos "Friends", acreditando que ele também se interessaria. Passou a ser um programa nosso após o jantar, a Letícia juntou-se a nós um pouco depois, agora somos três a rirmos mais ou menos das mesmas coisas. Mais ou menos porque cada um de nós ri, por vezes, de coisas diferentes, mas rimos muito sempre.

Era isto que todos deveriam estar a ver, não telejornais ou filmes catastróficos que deixam impressões negativas e ameaçadoras na mente. Precisamos de rir, de boa disposição, para contrariar a realidade que não dá vontade nenhuma de rir. 
 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Telemóvel na escola?

Há cada vez mais escolas, em mais cidades e países, a proibirem o uso de telemóvel aos alunos. Vi, no ano transacto, uma notícia sobre uma escola algures no norte de Portugal, onde esta interdição já estava implementada, inclusivamente, onde já era aceite pelos alunos que discorriam sobre os diversos benefícios que daí estavam a retirar. 

Os pontos negativos são conhecidos, alunos distraídos nas aulas, que à socapa enviam e recebem sms's, ou até visualizam vídeos, conversam no chat do WA, aos mais graves, como gravação de vídeos dentro da sala de aula. Há ainda a ponderar o uso exacerbado do telemóvel nos intervalos, em que tudo gira em seu entorno, seja para as constantes fotografias a publicar nas stories do Insta, e noutras aplicações de moda que vão surgindo, como actualmente o Tik Tok, a ficarem simplesmente agarrados  ao telemóvel, sem interagirem com os colegas. Na semana passada, em reunião com os E.E. da turma da Letícia o DT afirmou que estava muito preocupado com a forma como parte da turma passa os intervalos, sentados no chão do corredor, à porta da sala, cada um com o seu telemóvel; nem sequer saem para o exterior, nem conversam uns com os outros. Não sei se os pais têm noção desta forma nova de estar dos filhos, mas se connosco estão permanentemente com os aparelhos nas mãos, a ver isto e a fazer aquilo, será de supor que essa prática se estende a todas as ocasiões. É, portanto, caso para estarmos todos preocupados.

Temos que aceitar que os jovens, agora, interagem de forma diferente, que isso inclui o telemóvel, não podemos é assumir essa aceitação incondicionalmente; como em tudo no resto, para que as coisas não descarrilem completamente, e se mantenham algo equilibradas e saudáveis, temos que impor e exigir regras. E se em casa, não permitimos telemóveis à mesa, por exemplo, porque se permitiria na Escola? É apenas mais um ponto de conflito e stress para professores e alunos, e então, depois do Natal, a escalada aumenta, com os alunos entusiasmados com os seus telemóveis último modelo. Mas que proveito se poderá tirar daqui?! 

Curiosamente, a CONFAP é contra a proibição dos telemóveis na escola, mas sinceramente, eu que nunca votei para nenhum membro desta instituição, e normalmente nem sequer me sinto representada por ela, mais uma vez, discordo. Não será a interdição dos telemóveis na escola que vai afastar os jovens das novas tecnologias - mas que ingenuidade acreditar nisto- nem lhes provocará atrasos de aprendizagem nesta área, há outros meios ao dispor, que as escola possuem, de forma controlada e cronometrada, por assim dizer. São regras. 

Felizmente, cada vez mais escolas se apercebem que esta medida é necessária para benefício dos próprios alunos, as Associações de pais, confirmam-no, e os próprios alunos, após o devido período de ressaca, também compreendem e aceitam. 
Espero que esta medida seja largamente implementada, e escola a escola está a acontecer, eventualmente acabando por se alcançar a escala nacional. Por vezes é assim, do particular para o geral as mudanças fazem-se e acontecem, por serem, comprovadamente, exemplos a replicar.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Violência no namoro

Ouvi na semana passada, na Rádio, um estudo sobre a violência no namoro. Com a entrada dos meus filhos na adolescência, este assunto começa a interessar-me ainda mais do que anteriormente.
Parece que os números são preocupantes, e que as queixas são poucas. Pensar-se-ia que o motivo fosse o mesmo utilizado pela falta de queixas na violência doméstica - medo de represálias - porém, dizia a investigadora, a maioria dos jovens parecia não ter percepção da violência a que estavam a ser sujeitos. 
Quando o ciúme é confundido com amor, quando a falta de respeito pela privacidade do outro, é encarada como confiança e intimidade, então tudo passa a ser normal. 
Lastimo que estes jovens não tenham alguém com quem falar, que os possa orientar e alertar para o que está errado. Este desacompanhamento é negligência familiar, e a prova dos noves para a falta de intimidade e comunicação no seio da família. Ou então, pior ainda, reflexo de relações familiares, e elas também nada sadias.
 
Creio que os jovens actualmente, namoram cada vez mais cedo, e falta-lhes maturidade para entenderem que há limites, que há comportamentos inaceitáveis, e que podem e devem exigir que uns e outros sejam respeitados e evitados. 
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Géneros fez uma óptima campanha contra a violência no namoro, mencionando os comportamentos indicadores deste abuso; basta ver para reconhecer. 

Os sinais são muitos, e na falta de conhecimento, há um, do foro emocional que não precisa de validação externa, e é inequívoco: o sentir. 
Se estás numa relação em que te sentes mal, em que não és feliz, saí dela. É um namoro tóxico e tu mereces o melhor. Se não tens família que te apoie, fala com a psicóloga da tua escola ou liga para o número (gratuito) 800 202 148. Há sempre alguém disposto a ajudar-te a ultrapassar essa situação.