Então a humanidade está a evoluir? É isso que nos dizem contudo, sinceramente, pelo caminho que nos vejo a trilhar parece-me precisamente o contrário. Fazer guerra, seja por que razão for, não me parece propriamente evoluído. A destruição é contrária à evolução. E acreditar que um país invada outro para o salvar é de uma ingenuidade indesculpável, devido a exemplos contrários que, repetidamente, demonstraram essa falácia.
O caminho da evolução é a paz, é nesses períodos que a humanidade prospera, que encontra o seu equilíbrio e propósito. Quando a direcção eleita pelos líderes é oposta à vida, à saúde, à união familiar, à estabilidade económica e social, aos direitos mais básicos das pessoas, sabemos que não estamos a ser governados pelo "bem" mas antes por entidades obscuras que visam o lucro ganancioso, e exploração da humanidade. Seja a que preço for, eles não se coíbem, pois quem paga esse preço são os outros, o povo.
Não podemos aceitar que normalizem a guerra, a instabilidade, a violência, a precaridade e o medo. Temos que exigir paz, e tudo o que ela proporciona. E como podemos fazê-lo, perguntar-me-ão, se não temos poder para tal? Temos poder imediato no momento em que nos declaramos pacifistas e não apoiamos guerras; temos poder quando, à nossa volta, agimos de forma construtiva; quando pautamos a nossa vida pelos valores maiores de respeito para com o outro. O nosso poder não se impõe ao mundo, porém impacta a nossa vida e a daqueles que nos rodeiam. E é por aí que devemos começar.