As nossas festas de matriz cristã tendem a diluir-se com o comércio que a elas se sobrepõem; já nem é preciso acreditar, nem ter fé, e pelo contrário, cada vez mais vozes criticam, desdenham, ridicularizam, e mais despudoradamente, porém, festejam com os ovos e coelhos de chocolate, mesas fartas com as comidas e doces da época, aproveitando bem os dias de folga, com pretexto religioso.
Felizmente, nas terras pequenas como a minha a demonstração religiosa ainda está bem patente e visível. É bonito de se ver, mantém a chama da fé acesa, e realça a nossa tradição.
Tivemos o privilégio de assistir à reunião dos dezassete compassos ao fim do dia, na mais antiga casa senhorial da nossa freguesia, e saída dos mesmos, após um pequeno lanche, em direcção à igreja, aonde se celebrou a missa de Páscoa.
Tivemos o privilégio de assistir à reunião dos dezassete compassos ao fim do dia, na mais antiga casa senhorial da nossa freguesia, e saída dos mesmos, após um pequeno lanche, em direcção à igreja, aonde se celebrou a missa de Páscoa.
É uma tradição muito bonita que festeja o renascimento de Jesus, dando sentido à Pascoa, caso contrário seria apenas mais um dia de excessos, dirigido para o corpo e materialidade. Mas nós somos muito mais do que isso, e serve esta comemoração também para nos recordar disso mesmo.

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