sexta-feira, 7 de julho de 2023

Flor de Bananeira - O peixe vegetariano

 

Afinal, também temos peixe à mesa! A travessa. 

A primeira vez que vi folha de bananeira frita, para replicar o inglês "fish and chips", pareceu-me visualmente muito semelhante, e interessou-me por ser mais um prato diferente, do que por nostalgia de comer peixe. É também uma receita que posso fazer quando os restantes estão a comer peixe, gosto de fazer esses jogos que baralham quem vê.  

Flor de bananeira frita

Ingredientes:

Folha de bananeira de conserva ( Comprei na Evervegan)

Sumo de limão

Alho em pó a gosto

Sal e pimenta q.b.

Farinha de milho

Como fazer:

Temperar antecipadamente a folha de bananeira escorrida, com o alho, sal pimenta e sumo de limão; no momento de fritar, passar pela farinha de milho, e deixar cozinhar até ganhar cor. 

Servi com arroz Malandro de feijão branco e repolho; regamos com sumo de limão a folha de bananeira na hora de servir, realça o sabor e refresca. 

Delicioso!  


quarta-feira, 5 de julho de 2023

Notícias do Jardim: A Primeira Dália

 


Há semanas que vejo dálias floridas, mas para minha frustração as nossas flores estão sempre atrasadas, creio que devido à exposição solar limitada, portanto, quando cada flor desabrocha, é dia de festa, para mim. 

Comprei os tubérculos desta na Feira, ao lado estão os tubérculos do ano passado, que desenterrei e voltei a enterrar, no início da Primavera, e estão fortes, viçosos e com imensos botões, muito mais saudáveis do que os tubérculos que deixei na terra todo o ano, era uma experiência que queria fazer. Mas ainda não desabrocharam. Porém, estamos no início de Verão, é só preciso ter paciência, algo que a jardinagem me continua a ensinar. 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Como Médico e Ser-Humano

Stay AWAY from DOCTORS

Dr. Suneel Dhand fala neste vídeo como médico e ser-humano, alertando para o sistema actual de saúde, o que os jovens médicos não conseguem fazer, após o endividamento a que estão sujeitos para conseguirem tirar o curso de Medicina, tornam-se reféns. 
Diz que os médicos, actualmente, parecem robots, agarrados ao computador, mal fazendo contacto visual com os pacientes, e apenas seguindo o "Cookbook medicine protocol: já fez isto, e aquilo, tomou esta injecção, coloca cruz, tome isto, tome aquilo, que medicamente precisa que prescreva?" São somente vendedores de drogas, sem querer saber a raiz dos problemas, sem querer dialogar com os pacientes.

Quem é que ainda não passou por esta experiência? É um retrato exacto e inegável. 

Graças a Deus, há uma tendência crescente de médicos que estão a ver o sistema actual tal como é, terrível, e a quererem afastar-se dele, fazendo diferente, vendo a Medicina como um todo, e querendo realmente curar os pacientes, e não pretendendo manter a clientela ao contrário da indústria farmacêutica. Na mesma linha são cada vez mais pacientes que procuram estes médicos, que estão, de facto, interessados em escutá-los, que tiram tempo para eles, e pretendem encontrar a causa da doença, enfim, médicos com vocação de curadores. 

Activem as legendas automáticas em Português, se não conseguirem entender Inglês, que vale muito a pena ouvir este médico. 

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Saudades da Infância

Saudades Roxas

No ano passado comprei as sementes, mas não deu resultado, é bem mais difícil cultivar a partir de sementes, é a conclusão a que tenho chegado, mas também tive a feliz ideia de trazer dois ou três pés da casa da minha mãe, que pegaram, embora não tenham florido.

Porém, este ano já nos brindaram com algumas flores, e à primeira que abriu, debrucei-me sobre ela, para aspirar o seu odor, como faço sempre. Instantaneamente, fui transportada no tempo, para a minha infância: dias de Verão, muito quentes, eu transpirada, colante, e de rosto afogueado, no meio das flores, a ouvir o zumbido das abelhas e borboletas, em número incrivelmente abundante. 

Nas vezes seguintes que ia ao jardim, pela manhã, repetia o gesto, e a memória olfactiva desencadeava, velozmente, o momento no passado. Agora estou a refrear-me um pouco, de forma a não "gastar" tudo de uma vez, quero continuar a sentir aquele impacto que me transporta no tempo. 

Bateu-me uma nostalgia, dos longos Verões quentíssimos, abafados, e que nem assim nos impediam de sair para brincar. Tudo era natural, sem etiquetas nem títulos de jornal terríficos. Apenas desfrutávamos do Verão, e da vida. E éramos felizes. 

terça-feira, 27 de junho de 2023

A Família Não Abandona!

Via

Do nada, ontem, comecei a ouvir no jardim uma algazarra enorme de passarinhos que me obrigou a olhar pela porta de vidro, para perceber o que se passava; a Becas, uma das gatas, estava aninhada de costas para mim, absolutamente estática, e por cima dela voavam três ou quatro pardais em chilreio estridente. Ainda sem perceber o que se passava, abri a porta e apressei-me para junto dela, notei que os pássaros se afastaram menos de um metro, continuando em grande alvoroço, e vi que entre as patas e a boca, mantinha preso um passarinho. 

Forcei a Becas a largá-lo e ele voou baixinho assustado, certamente em choque, para um arbusto que lhe surgiu como primeiro refúgio, mas logo surgiu correndo a Ellie, a outra gata, o que obrigou a pequena ave a voltar para debaixo do caramanhão, enquanto o chilreio de alarme continuava; peguei nas duas gatas ao colo, com voz de comando, e levei-as para a lavandaria onde as fechei. 

Eu só pensava "Oxalá ela não tenha ficado ferida, e consiga voar!", pois, por mais de uma vez consegui libertar as aves das gatas, mas já estavam demasiado feridas, e não sobreviveram. Voltei ao jardim com cuidado e ouvi barulho nos arbustos, mas nunca mais vi o pardalito, apenas a mãe, que em cima da corda da roupa parecia chamar o filho. Decidi deixá-los sossegar e voltei para dentro, rezando para que o pequenino conseguisse voar com a mãe e irmãos. 

O resgate, por assim dizer, aconteceu em poucos segundos, eu não vi sequer a cena nitidamente, apenas a gata aninhada e estática, os passarinhos a voar em volta dela, num chilreio estridente, e a não fugirem sequer com a minha presença. A família não abandonou um dos seus, os irmãos, ainda a aprenderem a voar, mantiveram o predador paralisado, na tentativa de salvar o irmão. Isto é família no sentido mais básico e instintivo. Uma capacidade que a maioria dos pais humanos parece ter descurado, esquecido ou na pior das hipóteses, perdido.  

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Receita de Molho de Abóbora-Menina

Talvez este molho de abóbora seja mais adequado às estações frias, porque é quando temos abóbora, e falta o tomate, ao contrário de agora, em que os tomates começam a abundar, porém, esta foi a segunda vez que fiz o molho, e gostamos tanto, achamos tão nutritivo e saboroso que resolvi partilhar à mesma. Ainda tenho abóboras, pelo que vou continuar a fazer este prato, apesar do calor. 

Molho de abóbora-Menina
Ingredientes:
Meia abóbora-menina
Meia cabeça de alho
Sal, pimenta e azeite a gosto
Um ramo de alecrim
Meio pacote de natas vegetais

Como fazer:
Assar a abóbora no forno, na qual se faz cortes de ponta a ponta, com a faca, verter sobre ela azeite, colocar-lhe o ramo de alecrim, e o alho com pele;  levar a assar até ficar macia ( é aconselhável tapar com uma folha de alumínio para não queimar, a meio da cozedura).
 
Deixar arrefecer um pouco e retirar o interior da abóbora com ajuda de uma colher, para o processador, onde se lhe junta também os alhos espremidos ( já sem pele), temperar-se com sal e pimenta a gosto, bate-se tudo, e por fim as natas, batendo só um pouco para misturar. 
Está pronta para servir com massa! 

Aqui juntei ao prato grão-de-bico cozido, salteado em azeite e molho de soja, e deixei caramelizar. Para refrescar um pepino salpicado de sal marinho. Combinou tudo lindamente.