sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Buñuelos de Valença - Receita para o Natal


Os Buñuelos são uns bolinhos típicos de Valencia, Espanha, que se comem nas
 Fallas, as festas da cidade. Encontrei a receita no canal da Isbieta, e quem lhe deu a receita foi uma vizinha, uma local, e ela elogiou-os imenso. 

Numa época de abóboras, e também em que eu já estou a economizar os ovos para os doces de Natal, estes bolinhos que não os levam pareceram-me muito adequados para testar. Realmente, são deliciosos e fáceis de fazer! São também uma ideia excelente para fazer agora no Natal, para levar para a casa de alguém, vai ser um sucesso. 

Buñelos de Abóbora

Ingredientes:

500 Gr de abóbora assada ( pode ser cozida mas assada fica mais seca e saborosa)

250 gr de farinha

18 gr de levedura fresca ou 6 gr de fermento de padeiro

100 ml de água morna


Como fazer:

Assar a abóbora partida ao meio, sem sementes, colocando-a num tabuleiro de ir ao forno, a 220º, o tempo que for necessário para ficar macia ( se demorar tapar com uma folha de papel de forno para não queimar a superfície). Deixá-la arrefecer.

Amassar a abóbora até ficar bem desfeita; numa taça desfazer o fermento na água morna e juntar à abóbora amassada, envolver tudo; juntar a farinha muito bem, cobrir com um pano e deixar levedar. Demorou cerca de 1 hora, o volume aumentou e surgiram uns furinhos. 

Deitar bastante óleo numa sertã e deixar aquecer bem. Colocar uma taça com água, molhar aí as mãos, pegar num bocado de massa com a mão esquerda, fazer um buraco no meio com a mão direita, e colocar na sertã. Fritar bem de ambos os lados; repousar em papel de fritos para que os Buñuelos fiquem bem secos, e envolver em açúcar. 

A Isbieta referiu que o momento de os modelar exige alguma perícia, porque a massa é bastante mole, e portanto eu não consegui fazer o buraco em alguns, e os primeiros ficaram demasiado grandes, é uma questão de prática, certamente da próxima já os farei melhor. De qualquer forma, a Isbieta também comentou que o aspecto deles é mesmo assim, imperfeitos e feios. Menos mal. 

Espero que façam, vale muito a pena! 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O Musgo do Presépio

Via

Apareceu-me uma publicação da GNR, no FB, sobre musgo e dei-me ao trabalho de a ler; em suma: apanhar musgo é proibido! Parece que está em extinção. Também me dei ao trabalho de ler alguns comentários, é sempre bastante revelador ler  uma amostra; a maioria das pessoas desconhecia que era ilegal, e muitos reconheciam que apanhavam musgo para fazer o Presépio, como sempre fizeram. Outros notavam, e muito bem, então porque havia musgo à venda nas Floristas?! E os mais informados, e com sentido crítico, deixavam o alerta - Estão tão preocupados com o musgo mas com as placas solares que vão devastar regiões naturais, com vida selvagem, onde também há musgo, não se preocupam? Não é ilegal?! 

Pensei de imediato no azevinho, há uns anos também era proibido apanhá-lo e vendê-lo, actualmente qualquer pessoa com um bocadinho de terra o tem! Eu tenho uma árvore num jardim pequeníssimo, e vejo-o em todo o lado abundantemente. Com o musgo acontece o mesmo, nas minhas caminhadas vejo imenso musgo, e nesta época reparo também que há zonas onde ele foi arrancado, mas francamente, actualmente há poucas pessoas a fazerem presépio, portanto, o musgo apanhado é em quantidade insignificante. 

Quando eu era criança costumava apanhar musgo; era uma espécie de programa, que coincidia com a montagem do presépio. Reuníamo-nos em grupo, e com uma caixa de cartão íamos pelos montes à procura do musgo mais fofo, mais alto, mais verde, digno do Menino Jesus. A minha mãe montava um presépio que nos encantava dias a fio, onde estavam todos os personagens e mais um! Para além das personagens principais, que estavam abrigadas numa verdadeira cabana de madeira, com teto de palha, feita pelo funcionário mais antigo do meu pai, o saudoso Justino, que era o carpinteiro de todas as nossas maravilhas, como o baloiço.  Tinha casinhas, lago com patos e moinho, diversas profissões, e mais uma série de outras coisas. Não era grande, talvez meio metro do aparador, mas era todo forrado a musgo. E sobre ele, o pinheiro onde estavam penduradas as bolas coloridas de vidro, as estrelas, as fitas coloridas, as luzinhas e os bonecos de chocolate!  

No ano seguinte, voltávamos a fazer o mesmo percurso, e voltávamos e encontrar musgo, de um ano para o outro ele crescia e repunha-se. Isto era sabido e comprovado. Estranho que agora, que quase ninguém o apanha, se encontre em extinção. 

A certa altura, por me achar demasiado crescida para tal actividade comecei a empurrar a tarefa para as minhas irmãs mais novas que continuaram com a tradição. 

Por acaso, eu uso tecido como cenário para o Presépio, porém, gosto de musgo nos vasos, onde vão nascer os narcissos, e através do qual já despontam. Este musgo não morre, transfiro-o para outros vasos, ele continua viçoso, durante as outras estações, até voltar às flores de Inverno. 

A propósito do musgo fiz agora uma viagem nostálgica aos Natais da minha infância, que foram sempre muito felizes. E o musgo também fez parte deles. 

Se quiserem saber mais sobre musgo, está aqui um bom artigo, informativo e que oferece alternativas interessantes: Azeitona Verde

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Presentes Made in Portugal



Há alguns anos já, comecei a comprar as malhas na marca Achega, onde tenho comprado quase todas; gosto da qualidade, das cores, e sobretudo de ser um negócio português e familiar. Gosto de apoiar este tipo de negócio.

O facto de oferecerem uma colecção clássica torna-a apta a todas as gerações, dos avós aos netos, todos apreciam as camisolas, casacos e coletes, que são intemporais. Para além dos cachecóis, luvas e capas.   

A embalagem, e atendimento ao cliente online supera em muito o que outras marcas, internacionais e de reconhecido gabarito proporcionam. Por tudo isto, recomendo a marca Achega; espero que quem me leia se identifique com estes valores, enquanto consumidor e apoie neste Natal as marcas portuguesas, feitas em Portugal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Coroa de Natal na Porta da Rua


Sempre tive imensa pena de não poder colocar uma coroa de Natal na porta da rua, pela evidente razão de que a nossa porta da rua dá directamente para o passeio público. Mas, sobretudo, devido a más experiências, com os tapetes ( temos agora o mais barato dos tapetes que encontrei!), e a duas maçanetas de latão ( temos agora a terceira, presa com um parafuso, e assim se tem aguentado, suponho),  até este ano!

A minha vizinha do lado animou-me, sem saber, com a exposição da coroa dela, no ano passado, que sobreviveu até este ano. Sinal auspicioso!

Quando o Duarte, que me ajudou a colocá-la com a fita-cola larga, da parte de dentro, para não furar a porta de madeira, comentou: Só falta um bilhete a dizer "Rouba-me!", respondi rindo, que se assim acontecesse eu faria outra. A questão é mesmo essa, fui eu que fiz a coroa, e ficou praticamente grátis. 

Coroa de Natal

Material:
Galhos que se consigam manejar facilmente ( usei de videira mas também já fiz outra com glicínia)

Plantas do jardim ( usei hera, e azevinho)

Fitas de seda ( usei as que guardei de presentes )

Uma bola e uma flor ( restos de decoração de outros anos, mas pode ser com estrelas, bonecos de neve, etc.)


Como fazer:

Entrançar os galhos num circulo, dobrando cuidadosamente para não quebrarem. Enroscar as plantas da melhor forma. Decorar com a bola e a flor. Fazer um laço grande. Pendurar na porta, através de uma fita, da parte de dentro. 

Está pendurada desde o dia um de Dezembro, e continua ali, graças a Deus! 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Família Unida

Ao ouvir um comentário de alguém, que qualificou determinada família como unida, porque todos os fins-de-semana almoçam ou jantam juntos, fiquei a pensar no conceito. 

Só porque uma família tem esse compromisso de fazer uma refeição semanal em conjunto, em casa de uns ou outros, não significa automaticamente que seja unida.

Uma família unida é aquela que em momentos de crise, de grandes dificuldades, sejam problemas de saúde, de falecimentos, financeiros, de separações e divórcios, e por aí fora, está lá para quem precisa. E a vida põe-nos muitas provas no decurso da mesma, testes em que mostramos a nossa verdadeira cara. Porque em tempos de festa, alegria, de abundância, não falta companhia! É porém, nesses momentos em que precisamos que nos atirem uma boia, para nos mantermos à superfície, não descurando questões menores, como por exemplo, dar assistência às crianças, sobrinhos, netos, primos, num momento em que não têm com quem ficar, vê-se com quem podemos contar. E na família unida podemos contar com quem dela faz parte. As pessoas são honestas sobre aquilo que são, e no que estão dispostas a dar. E não precisam de se encontrar semanalmente ou com dia marcado. 

É também por isto que o Natal que se passa com família que não está presente, só porque partilhamos laços de família, me parece uma desonestidade. Cumpre-se a tradição só porque é isso que se espera que se faça. Isto não é, obviamente, uma família unida. Talvez as pessoas se orientem por essas "bandeiras" e nisso encontrem conforto, porém eu prefiro a verdade crua. 

Eu, não sou o tipo de pessoa que precisa de estar com a família alargada todas as semanas, tenho outros encontros, outros compromissos, outros passatempos, outros interesses que também me proporcionam satisfação e alegria, e dos quais não quero prescindir. Ainda assim, quando solicitada estou lá para quem quer que precise de mim, porque sou, de facto, uma pessoa de família. Mas não tenho ilusões, nem vejo a realidade sob uma luz dourada.  

Agora que muitos substituem o Natal como a Festa da Família, que também o é, contudo não principalmente, celebramos o amor de forma mais intensa, pena é que não se estenda para todos os dias do ano, de forma genuína, de coração.