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| Uma visão mágica |
O Monte de S.Michel estava na minha lista de sítios a visar há algum tempo, e a propósito do aniversário do meu cunhado, que também sonhava conhecer, surgiu o momento. Três dias e meio que lamentamos, no final, não termos optado por quatro, para visitar Dinard e Dinand.
Como chegamos a Nantes muito cedo, eram 8.30, fomos de imediato tomar o pequeno almoço ao Arno, cujos croissants premiados são conhecidos como os melhores da cidade, e não nos defraudou. Apenas uma nota negativa para o facto de não terem "bebida vegetal" , não oferecer pão à fatia (o pão é excelente, compramos para levar), e possuir somente duas mesas, gostaríamos de ter tido um pequeno-almoço verdadeiro, porém deu para me saciar a vontade do croissant francês, que adoro, e cá não encontro de igual qualidade, já nem para mencionar o preço, em Nantes 1,60€ por um croissant premiado, aqui 2.60€ por um que fica demasiado tempo no forno! Também experimentamos a especialidade de Nantes o "Nantais", com sabor a amêndoa, delicioso, e outros, a pastelaria francesa é divinal.
Ficamos alojados em Nantes, para conhecermos a cidade, de que gostamos, a catedral, as igrejas, o palácio ducal, e o Museu de Belas Artes de que desfrutei bastante.
De Nantes alugamos um carro e passamos o dia em S.Michel. O estacionamento é pago e daí temos direito a um pequeno autocarro para a "ilha", porém a fila era tão longa que nem hesitamos em continuar a caminhar, cerca de 25 minutos, mas que se revelou a melhor escolha pela visão que surgia no horizonte, o monte se S.Michel ia ganhando forma, como se tivesse surgido por magia, entre o mar e a terra. A cada passo parávamos para fotografar, só nos frustravam as fotos em que nos incluíamos, o vento era forte e os nossos cabelos voavam descontrolados. Excepto o meu cunhado, o único que ficava bem, agora adivinhem porquê.
Não esperávamos que nesta época do ano o local fosse tão concorrido, nem quero imaginar como será na época alta, creio que as autoridades devem fazer o controle de entrada e saída de turistas, caso contrário seria o caos total. Mas explica-se por ser o terceiro local mais visitado na França. Os restaurantes estavam apinhados, e os poucos onde poderíamos entrar para comer algo que transportássemos não me inspiravam confiança. Valeram-nos as bolachas típicas amanteigadas, que enganaram a barriga até ao lanche. Ter levado umas sandes e fruta teria sido uma óptima escolha.
Tranquilamente passeamos pela basílica, dado que aí se paga entrada, o que já reduz a quantidade de pessoas, mas que eu penso ser de visita obrigatória. Ir ao Monte de S.Michel e não entrar na basílica, quer dizer...
A história de S.Michel remonta ao ano 708 quando o bispo de Avranches constrói aí um santuário em honra do arcanjo, após ter sonhado com ele. Rapidamente, torna-se um local de peregrinação e no séc. X os monges beneditinos aí se instalam. Por baixo vai surgindo uma aldeia, e a ilha torna-se habitada.
Actualmente tem um passadiço que permite a passagem independentemente das marés, prático mas por outro lado deixou de possuir aquele carisma da inacessibilidade de ilha. Porém, há datas em que até essa passagem é coberta pelo mar, esses dias estão na net e querendo ter essa visão de outrora é só pesquisar.




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