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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Quem pergunta quer saber - Complexo de édipo?

" Sou uma mãe, que há vários anos procura uma reconciliação com o seu filho que tanto adora e era adorada por ele, mas veio um divórcio que veio despoletar situações de ciume que levaram o meu filho a não mais querer ver a mãe, não a convidar para o seu casamento e pior ainda não deixar conhecer o seu próprio neto. Depois de várias tentativas minhas e de outras pessoas familiares e amigas a separação continuando. Não consigo fazer nada, o meu filho não quer ouvir ninguém, será complexo de édipo, ou serão outras situações possivelmente patológicas?...",  Ana

Confesso que ao ler pela primeira vez este comentário, não entendi imediatamente qual a ligação da situação, com o complexo de édipo. Porém, ao reler, compreendi que seria possível essa explicação. No entanto,  sendo o assunto do foro psicológico, fica fora da minha área, motivo pelo qual recorri ao auxílio da minha amiga, e psicóloga, Daniela Dorin, obviamente com consentimento da Ana, tornando possível a comunicação entre as duas, para uma análise mais profunda da situação. 
As inúmera entradas no meu blogue, com a busca deste texto, leva-me a pensar que o tema pode ter interesse para muitos mais leitores; saindo de um superficial conceito familiar, para algo mais profundo e mental.
Eis, a análise da Drª Daniela Dorin, psicóloga, habilitada à prática da Psicologia online.

Cara Ana Paula,
Seja bem-vinda ao "Mãe e Muito mais".
Você exprime de maneira muito clara o que sente e vive, isso é algo positivo pois fala da sua clareza mental e equilíbrio, porém, Ana Paula, quem gosta de tortura é o sádico/masoquista e você não tem nada que ver com isso, com masoquismo, ou tem?
Sinto que o seu sofrimento pela perda circunstancial do contato com o seu filho é algo que te toma imenso espaço na vida; você até escreveu algo muito forte como "meu coração sangra", isso me faz a ideia de algo que está além do limite, algo que explode que não se contém... como um TRANSBORDAMENTO.
Infelizmente você foi o alvo perfeito para um filho que usa de manipulação para conseguir algo que quer: o que seria?
Não sabemos, se era um afastamento de você, se era ter que ficar do seu lado, fazendo aí uma escolha diante do divórcio de seus pais, ou simplesmente pela não aceitação de uma separação, e como qualquer divórcio com a possibilidade de ambos (você e  o seu ex-marido) tentarem ser felizes com outras pessoas ou pares.

Como ele é casado, e tem um filho de 3 anos, ele poderá sentir na pele o que é um casamento e o que seria um desajuste numa relação. Não interessa os motivos que te levaram ao divórcio o que interessa foi que essa foi a escolha feita.
É comum que os pais procurem deixar os filhos do seu lado (muitos usam os filhos) mas por algum motivo o seu filho parece se sentir identificado com o seu ex-marido numa situação de desvantagem - por exemplo não tendo gostado que você tenha ficado com um colega quando quebrou o pé, na sua casa - não cabe a ele manifestar isso, ele pode até gostar ou não, mas deveria,  sendo um filho normal, ficar feliz por ver sua mãe investir numa amizade ou algo assim.

Me parece que algo nesse divórcio não ficou claro o que gera "culpa" em algum lado. O seu filho pode não saber disso conscientemente mas ele usa esse comportamento atual para incutir-lhe culpa ou outro sentimento de punição.

Se você está aberta ao diálogo e ele foge dele há anos, é porque está numa rigidez de não aceitar nem uma conversa.

No momento eu penso que você se beneficiaria de um tratamento psicológico (terapia de apoio) e talvez psiquiatra, para superar essa fase e conseguir investir a sua energia em algo bom para ti.
Procure, para sair dessa fase, investir sua energia mais em você e menos no seu filho já que há uma rejeição, que será passageira, pois ele bem sabe que você o ama.

Cuide do seu cabelo, do seu corpo, e da sua sexualidade!!
Saia, não deixe de viver a vida mesmo! Leia, faça uma reflexão sobre o que te dá prazer e lazer, e invista nisso agora para não afundar na melancolia ou em algo que não será benéfico.

Deixe sua mente livre e tudo se resolverá por si. 

Abraços,
Daniela. "

Agradeço imenso à Daniela, por ter aceite esta parceria, restando-me apenas desejar que o seu texto possa ajudar de algum modo, quem o lê, e o procura.

Tenham um ótima semana!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quem pergunta quer saber - Trabalhar em quê?

Algumas mães que optam, ou pretendem optar pela maternidade a tempo inteiro, desejam no entanto, ou precisam, de desenvolver alguma actividade que lhes permita auferir um rendimento financeiro.

Compreendendo totalmente este desejo, ou necessidade, pois um segundo vencimento é frequentemente necessário ao agregado familiar, gostaria de relembrar que ser mãe a tempo inteiro, é por si só,  um trabalho em que se ganha dinheiro; como? O dinheiro que se economiza, em Creche, Infantário, transportes, almoços e lanches, etc,  representa uma soma considerável, que não saí da conta bancária da família. Dinheiro que não saí, também é ganho!
Posto isto, passo ao email, da Ana:

"Boa tarde

Desde já peço desculpa por estar a enviar este email, mas achei muito interessante o seu blog que conheci através de um programa de televisão. Sou Mãe de um bebé de 4 meses e neste momento encontro-me desempregada, o que me permite felizmente  estar com o meu filho a tempo inteiro, que é o melhor desta vida. No entanto mais dia menos dia terei que trabalhar, o que me deixa muito assustada, não propriamente trabalhar, mas ter que me afastar dele, daí estar a enviar este email, para obter, se possível, uma ajudinha de como poderei ser mãe a tempo inteiro, ter o meu próprio negocio, seria a solução,mas não é fácil.

Caso tenha alguma dica que me possa dar, uma vez que decidiu ser Mãe a tempo inteiro.

Muito obrigado

Ana..."


Olá Ana,
Obrigada pelo seu email, e pelas gentis palavras.

Compreendo perfeitamente a sua preocupação, e sou totalmente solidária com os seus anseios; qualquer mãe deveria poder escolher ficar com os filhos. Infelizmente essa não é a regra, por variadíssimos motivos, no entanto creio que é possível,  se de facto é algo que desejamos profundamente.
Desconhecendo as suas habilitações literárias e experiência profissional, sugiro que  a Ana se aconselhe no Centro de Segurança Social, da sua área, para a possibilidade de criação do seu próprio emprego. Poderá conseguir um apoio financeiro e orientação, para tal.

Dependendo daquilo que sabe fazer pessoalmente, bolos, tricô, costura, poderá ainda trabalhar em casa; pode promover os seus trabalhos junto de familiares e amigos, que farão a publicidade "boca-a-boca", e poderá criar um suporte de divulgação na net, a custo zero, como um blogue, por exemplo.
Actualmente os trabalhos caseiros, e manuais, estão muito na moda, e esta pode ser uma via interessante.  

Como não a conheço estou a fazer sugestões em várias direcções, e desejo que alguma lhe possa realmente ser útil. Se necessitar de blogues para fonte de inspiração, diga-me que tenho montes deles nos meus favoritos, e poderá ver exemplos de algumas blogueiras que se tornaram empresárias "online".

De qualquer forma, espero que consiga conciliar a maternidade a tempo inteiro, com uma profissão que a satisfaça. Entretanto, aproveite bem o tempo com o seu bebé, desfrute de todos os momentos porque o tempo é terrivelmente fugaz!
Muitas felicidades."

Como já vai sendo hábito, conto consigo, cara leitora, para partilhar mais ideias de forma a ajudarmos a Ana, e outras mães que possam estar na mesma situação. 

Até breve!

Nota: Posteriormente tomei conhecimento de que a Ana já está ligada ao artesanato, e possui inclusivamente um blogue onde  divulga os seus trabalhos: As mãos emanam imaginação.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quem pergunta quer saber

( Comunidade Mãe e Muito Mais - Mães em interacção)

Hoje temos um email cujo tema é basicamente a alimentação:

Olá Fernanda,
Queria dizer-lhe que desde que encontrei o seu blog o leio quase diariamente; também sou mãe a tempo inteiro, mas tive muitos problemas com a família, que não aceitaram nada bem quando eu e o meu marido tomamos essa decisão. (…)
Nunca comentei no seu blog mas queria dizer-lhe que as suas palavras me dão muita força e alegria. Ajudam-me a enfrentar incertezas, quando por vezes me deixo ir abaixo. Por isso queria deixar-lhe um muito obrigada!


Tenho também uma pergunta para lhe fazer, decerto que me vai compreender; só com um ordenado no nosso agregado familiar, o dinheiro tem mesmo que andar muito bem contado, e queria perguntar-lhe se tem algumas dicas a dar-me, para economizar nas refeições, porque é mesmo aquilo que está mais caro, ainda para mais com dois filhos adolescentes!
Muito obrigada.
 

Beijinhos,
A. “

Querida A.
Compreendo-a perfeitamente! De facto, a maior fatia do nosso orçamento mensal vai para a alimentação, porque fazemos todas as refeições em casa, inclusive almoço. E realmente a alimentação está muito cara, sobretudo se temos a preocupação de apresentar uma ementa variada e saudável, com produtos frescos e de boa qualidade.
A minha primeira dica é o mercado semanal, e como vive numa zona rural, mais fácil será. Nos mercados podemos comprar directamente aos pequenos produtores, a preços muito mais baixos do que num supermercado.

Produtos há que temos mesmo que adquirir nas grande superfícies, como massa, arroz, etc. e nesse caso aconselho que faça uma lista do que precisa, para não se dispersar e comprar artigos supérfluos. Dê preferência a pequenos supermercados, ou mesmo mercearias, onde a oferta é muito menor do que nos grandes supermercados, portanto a tentação em adquirir o que não precisa realmente será menor.

Por fim, sugiro-lhe uma série de blogues de culinária, que promovem um desafio muito interessante chamado 4 por 6, em que propõem um menu completo, para 4 pessoas, pelo preço de 6€. A iniciativa partiu do Caos na Cozinha, e conta com a participação de mais 5 blogues, um deles o Elvira's Bistrot, e os restantes participantes, poderá encontrar através destes.

A. , espero ter ajudado, de alguma forma.

Beijinhos”

Conto consigo, querido leitor, na sugestão de dicas, ou partilha dos seus estratagemas de economia doméstica, num acto de compreensão e solidariedade. Temos todos a ganhar. Literalmente!

Até breve!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quem pergunta quer saber


Ás vezes recebo emails de mães a tempo inteiro a desabafar, porque se sentem incompreendidas e isoladas, pela opção que tomaram. É novidade para alguém? Não pois não? É mesmo assim. Outras vezes, fazem-me perguntas directas, querem uma opinião, um conselho sobre determinado assunto, e na medida do possível eu respondo dando alguma orientação.
Sinto que é também  para apoiar, ainda que seja com uma palavra amiga, que o meu blogue existe. Contudo, quando o abri foi com o objectivo de me expressar e dar a conhecer outra faceta, que não a da maternidade, uma afirmação positiva - Sim, sou mãe a tempo inteiro, mas tenho interesses diversificados e opiniões sobre os assuntos.

Porém, se o  Mãe e muito mais cresce também nessa direcção será  porque aqui as leitoras, muitas vezes silenciosas, encontram quem as compreende. E não estou a falar somente de mim, falo de todos aqueles que frequentam o blogue, e aqui deixam as suas opiniões.
Nesse sentido, abri uma página no Facebook onde poderemos conhecer e expandir a nossa comunidade, com a finalidade de trocar experiências e promover amizades entre mães a tempo inteiro. Convido todas as mães, nesta situação, e simpatizantes da causa, a juntarem-se a nós. É só clicar!

Ainda nesse sentido, inicio hoje uma "coluna" intitulada: "Quem pergunta quer saber", onde um email de alguma leitora será publicado,  ao qual eu responderei, e vos peço, que se juntem a mim a contribuam com sugestões, numa atitude de solidariedade e amizade virtual, para ajudar quem busca uma resposta. Lá diz o ditado: Várias cabeças a pensar pensam melhor do que uma.
Iniciamos com um pedido da Xana:

"Fernanda,
já deixei uma vez um post fica aqui outro: sou jurista de formação, sigo o seu blog desde que o meu filho nasceu há 15 meses. a uma semana do nascimento do meu filho trabalhava 10h por dia, não via a família nem os amigos e só vinha a casa para dormir e toda a gente achava lindamente pois ganhava 2900 mês e estava a fazer pela vida.
Com o nascimento do meu filho simplesmente não me imaginei a fazer tal vida, tenho 37 anos e lutei contra a infertilidade ( por pouco não conseguia ser mãe) mas a única coisa que me dizem é que eu enlouqueci. e que não me aguento só com o ordenado do meu marido e que a vida está cara e que eu devia pensar no futuro, mas digam lá a verdade, alguém já fez as contas a quanto gasta por estar fora de casa? tenho colegas que trabalham por 100 euros mês pois pagam quase 500 euros de infantário, mais de 200 de empregadas outros 200 em gasolina ( já nem estou a contabilizar as refeições) façam lá bem as contas...
que mal tem ser mãe a tempo inteiro? já me realizei muito neste tempo...tirei uma formação de conselheira de amamentação e ajudo mães com problemas na amamentação...o único problema é o isolamento pois não tenho amigas na mesma situação, mas quando trabalhava estava igualmente só pois não via os amigos nem a família e não é por estarmos num local de trabalho com pessoas que deixamos de estar isoladas.
por favor se por aqui existem mulheres na mesma situação que eu e que queiram artilhar experiências e apoio entrem em contacto comigo.
shulman_xana@hotmail.com "

Xana, essa é a reacção comum da maior parte das pessoas; simplesmente não estão habituadas a ver mulheres escolherem ser mães a tempo inteiro, em detrimento de uma carreira. Que se sacrifique a família é aceitável, mas não o trabalho! E parece-me que temos mesmo que aprender a conviver com essa atitude, tendo presente que vivemos a nossa vida conforme a nossa consciência e vontade, pois só dessa forma poderemos ser felizes. E fazer as nossas famílias felizes!
Quanto ao isolamento, é compreensível; eu também não conhecia nenhuma mãe a tempo inteiro, o que já não acontece. Aqui mesmo, na blogosfera, o número é crescente, e acredite, mesmo que o contacto seja virtual a partilha de experiências e informações pode ser muito compensatória.
Beijinhos e tudo de bom!

Quem vem dar uma força à Xana?

Nota: nomes e emails, só serão publicados com consentimento dos próprios.
Até breve!