sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Bolachas de Canela e Gengibre


Este Inverno tenho feito bolachas várias vezes, é bom ter algo doce para petiscar disponível, mesmo como uma espécie de sobremesa, quando só há fruta. E como todos gostam, rapidamente desaparecem não tendo eu oportunidade sequer para as fotografar. Esta última formada já vai em pratinho, pois só dava um fundo de lata que fotografado não seria, sinceramente, muito agradável à vista. Portanto, são deliciosas e fáceis de fazer.

Bolachas de Canela e Gengibre

Ingredientes:

300 gr de farinha com fermento

200 gr de manteiga

100 gr de açúcar

1/2 colher de sopa de canela do Ceilão

1/2 colher de sopa de gengibre em pó

Como fazer:

Num recipiente, colocar todos os ingredientes secos e misturar bem; juntar a manteiga aos cubos e misturar à mão, até ficar uma massa bem integrada. Estender com um rolo, fazer bolinhas, colocar num tabuleiro forrado com papel de ir ao forno, e achatar com o fundo de um copo. 

Levar ao forno pré-aquecido, a 170º, durante cerca de 10 minutos; vigiar, pois a cozedura pode diferir de forno para forno, e nesse caso, até ficar com as bordinhas ligeiramente acastanhadas. 

Passar por mistura de açúcar e canela, ainda quentes, e guardar em lata. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

A Nova Rebeldia no Vestuário

Via Pinterest

Estou convencida de que a procura pelo equilíbrio é uma das leis do universo, que se aplica a absolutamente tudo, e que isso tanto se observa fora como dentro, sendo que um influencia o outro. 

A Moda é um exemplo claro desta minha opinião; depois de observarmos a sua decadência com, por exemplo, a exibição de calças rotas, esfiapadas, desgastadas, mesmo por marcas de luxo, que são popularizadas por rappers, actores conhecidos, e influenciadores, que reforçam as tendências das passarelas, as pessoas comuns começam a reagir nas ruas apresentando-se com um vestuário cuidado e refinado. E não apenas nas ruas, nas redes sociais multiplicam-se as páginas e canais de divulgação de quem gosta de se apresentar com aprimoramento, de quem se passeia pela via pública procurando quem o faz igualmente, para sua divulgação. E isto à margem das tendências, por iniciativa própria, e gosto. 

A nova rebeldia no vestuário é escolher peças de bom aspecto, de materiais naturais, com corte impecável, e também neste capítulo surgem, abundantemente, os influenciadores que procuram divulgar os alfaiates, as costureiras de gabarito, o feito à mão, as lojas Vintage aonde se podem adquirir peças de marcas conhecidas Made in France, ou feitas na Europa, com matérias nobres, já muito difíceis de encontrar à vendas nas lojas. Idem  para o calçado, feito em Portugal para marcas mais conhecidas ou menos, porém sempre de qualidade superior. Para os chapéus, e acessórios como gravatas e cintos. A tendência que pretende recuperar o bom gosto e refinamento soma e segue, com cada vez mais pessoas a juntarem-se ao movimento. 

Não será absurdo também explicar este fenómeno com a crescente consciência do consumidor, sabemos hoje que os materiais artificias como o poliéster são tóxicos, inclusivamente implicados na baixa fertilidade; que a compra de vestuário deve ser um acto mais reflectido, considerando a sua proveniência, tendo em conta a questão ambiental; que nesse sentido comprar menos e melhor, peças para durar em vez de peças que duram apenas uma época, seja por moda seja por falta de durabilidade da própria peça, é uma escolha capacitada. 

Eu, que desde sempre me pautei por estes critérios, primeiro por educação, depois por escolha consciente, fico muito contente ao constatar que este novo equilíbrio da Moda está, finalmente, na mão do consumidor. Talvez por isso, vivemos uma época em que peças tão opostas, como a saia maxi e a mini convivem tanto como as calças skinny e as palazzo; o consumidor assumiu o poder, e escolhe o que lhe parece mais bonito e mais lisonjeador. 

Gosto muito de me sentar numa esplanada a observar quem passa, como se vestem, como caminham, os semblantes, e começo a descobrir uma nova forma muito mais agradável aos olhos, o revivalismo do bom gosto e elegância que me fazem sorrir. Será um triunfo para ficar? Não sei, pois outra Lei Universal, mais do que constatada, é a da mudança, porém, entretanto vou desfrutar desta, que me agrada sobremaneira.  


segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Saúde Animal

2020 foi o ano que mais me fez questionar "a vida", a forma como a sociedade se organiza; sempre o fiz, todavia de forma suave, a partir de 2020 o questionamento e procura de respostas foi indubitavelmente bastante mais expansivo e profundo. A questão dos animais, a propósito da saúde humana, também fez parte da minha instrução. 

Algo que eu ouvia, ocasionalmente, de pessoas mais velhas sobre os seus animais de estimação, que antes de serem assistidos por veterinários tinham uma vida mais longa, não sendo vacinados e não comendo comidas de saco, e que tinha descartado com ligeireza começou a interessar-me. Eu não tinha ponto de referência pessoal, pois não tinha tido animais de estimação até à época. Em 2020 já tinha, e talvez também por isso, a questão me tocou pessoalmente. Comecei a ficar atenta ao assunto, a ler mais partilhas de outras pessoas, a ouvir outras opiniões, e a perguntar. 

Cheguei à conclusão que, também nesta questão, estávamos a ser formatados por um negócio poderoso que gera milhões; quer dizer, como se explica de outro modo que me digam: Não, os cães e gatos não podem comer restos de comida, faz-lhes mal! A comida de saco é completa, já tem todos os nutrientes de que precisam! Quando sabemos que toda a vida comeram restos da nossa alimentação, quando não coisas bem piores. 

O que constato é que os meus animais adoram restos de comida, e se tiverem no prato restos e biscoitos comem primeiro a comida! A comida de saco é processada, e feita basicamente de cerais, por serem mais baratos, então paupérrima em nutrientes e difíceis de digerir. Por tudo isto passei a cozinhar mais para os meus gatos, principalmente para o Niko, que tem problemas urinários; quer dizer, cozer carne e peixe com uma pitada de sal não requer grande trabalho, nem demora. 

Entretanto, encontrei este texto de uma veterinária espanhola, que passo a partilhar, para reflexão: 

1970: Cães a comer restos de comida e a viver até aos 20 anos.

2025: Ração premium, 3 doenças crónicas aos 10 anos e eutanásia aos 12 anos devido a cancro.

Estamos a fazer algo muito errado 🧠🐕 Estamos a criar a geração de animais mais doente da história enquanto nos vangloriamos de medicina avançada.

❌ Alimentos ultraprocessados ​​para carnívoros

❌ Genética comprometida por "padrões de raça"

❌ Medicamentos e produtos químicos como solução para tudo.

Obesidade, diabetes, DII (Doença Inflamatória Intestinal), alergias… em animais cada vez mais jovens, e estamos a normalizar isso.

Após 21 anos na clínica, os cães que chegaram aos 16-18 anos sem medicação crónica tinham algo em comum:

🥩 Comida de verdade

🔍 Protocolos questionáveis

💊 Menos polimedicação

Não precisamos de mais tecnologia, precisamos de mais bom senso. A pergunta é simples: vai continuar a participar nesta confusão ou vai começar a questioná-la? 🐾 👀 Digita CHEGA e eu adiciono-te à minha newsletter 📩 Nutrição a sério. Medicina que cura, não doenças crónicas.

Aviso: “Esta publicação é apenas um resumo informativo e cada caso é diferente; não substitui uma consulta individual.”


Para mais informação, a página da veterinária está aqui. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Três Plantas Importantes Para Ter Em Casa

 

Hera , via Jardim biz


A hera é uma planta que adoro, acho-a fascinante; seja em vaso, seja a trepar pelas paredes ou mesmo a cobrir o exterior das casas, considero-a um elemento de beleza natural que só por existir dá um enorme upgrade ao espaço. Porém, apenas recentemente soube do poder que possui para reduzir a quantidade de mofo no ar, e aqui no Minho aonde chove praticamente desde o Outono à Primavera é de enorme valia; mas não fica por aí, li já em diversas fontes que ficou provado num estudo que removeu 94% da matéria fecal em 12 horas, habilitando-a assim para ser a planta do quarto-de-banho, por excelência. 

A Espada de São Jorge tem-se tornado imensamente popular nos últimos anos, mas também já concluí que ao notá-la, a maioria das pessoas a possui desconhecendo que é uma grande purificadora do ar, e capaz de limpar as impurezas e energias negativas no ambiente. Não é apenas bonita, é útil também. 

A Palmeira bambu dá um ar tropical ao ambiente, talvez a primeira razão da sua compra, porém é outra planta que a Nasa indicia para limpar o ar; e dizem os especialistas do Feng shuei que também atraí boas energias, harmonia e prosperidade, e que deve ser colocada junto de portas e janelas, para servir de escudo, e como gosta de luz, funcionalmente parecem ser sítios adequados. 

Relativamente a energias podemos acreditar no que faz sentido para nós, o que é bastante relativo e subjectivo, todavia, para mim, o verdadeiro teste é como as coisas me fazem sentir, e eu francamente sinto-me muitíssimo bem em espaços com plantas, seja em minha casa, seja em casas de outros, é aquilo que imediatamente me salta à vista, quando entro num espaço. 

Façam o teste, observem como se sentem perante as plantas e que plantas, é muito interessante descobrir este tipo de coisas.  

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Portugal gosta de crianças e bebés!

Num daqueles reels aleatórios que nos aparecem nas redes sociais surgiu-me o de uma estrangeira, a viver em Portugal, que pela legenda me aguçou a curiosidade; com filhos pequenos, partilhava a maravilha que era ter o mais novo, praticamente um bebé, tão mimado por estranhos por todo o lado; que lhe dirigiam elogios, atiravam beijinhos e faziam-lhe festinhas, como aliás nós sabemos que se faz, e muitas de nós fazem. Nada de novo para nós, os portugueses, porém, foram os comentários que mais me admiraram, a maioria confirmava e achava muito bem, mas havia ainda uma quantidade significativa, de estrangeiros e portugueses, e é destes que pretendo comentar, que diziam " tocar no meu filho, não!", que não era adequado, que não era higiénico, e outras patetices que tais. 

Perante alguns destes comentários negativos, a autora respondia que gostava, que inclusivamente a família tinha ido a de férias duas semanas ao pais de origem, e que perante a indiferença e invisibilidade dos acenos amistosos do seu pequeno, ele tinha parado de tentar interagir com as pessoas, mas que mal chegou cá voltou a fazê-lo; e que portanto, considera a interação positiva para o filho. 

E eu pensei cá com os meus botões: Estes pais devem estar a precisar de terapia, se já não conseguem distinguir entre um miminho que se faz a uma criança, por ternura, e um gesto abusivo. Se preferem que os filhos passem invisíveis e intocáveis pela sociedade mais vale viverem isolados no cimo do monte!

Eu sei que encontrar o meio termo nem sempre é fácil, mas há situações em que a coisa fica mais evidente, nem ser relapso nem ser controlador não só as únicas formas de educar, que tal observar atentamente? Estar presente e vigilante? É que a interacção, como dizia a própria autora do reel é importante para a socialização das crianças, eles aprendem a interagir, até com várias gerações, sendo que a mais velha, por se aproximar naturalmente da chamada segunda infância, retira desta interação uma felicidade esquecida, que lhes aporta saúde e longevidade, como provado em experiencias de Lares que incluem programas com Infantários. 

Está tudo tão polarizado actualmente, tendendo para comportamentos hiperbólicos que pelo caminho as pessoas olvidam coisas simples mas importantes, que sempre fizeram parte das nossas vidas. Um bocadinho de bom senso é necessário para levarmos a vida com mais ligeireza, e facilitaria a vida a todos, sobretudo dos mais dependentes.