quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Agora é que é: 10 coisas simples para uma casa feliz


Em seguimento do texto anterior, fiquei a pensar nas coisas simples que me fazem feliz em casa. Parece-me que dependendo da estação, as coisas podem mudar ligeiramente. No entanto, como estamos no tempo frio, a minha reflexão vai nesse sentido. 
Há pessoas que não apreciam estar em casa, eu gosto imenso, sou assumidamente muito caseira. 

Claro que sendo a casa um prolongamento, ou reflexo da pessoa que a habita, isto pode ser muito relativo. Portanto, partindo do principio que a casa está arrumada, com as camas feitas, e organizada, as dicas são as seguintes:

1º Decore com flores. 
Um arranjo ou uma jarra de flores, na entrada, na sala, ou naquela divisão da casa mais frequentada faz toda a diferença. Se tem flores no jardim não hesite em as cortar, ou então peça a algum familiar ou amigo, que tenha. Se tiver que comprar, pergunte na florista a durabilidade das flores, e opte por aquelas que ficam frescas durante mais tempo; porque as flores não são propriamente baratas.

2º Destaque objectos emocionais.
Uma das coisas que mais gosto depois das férias é rever as fotografias, dos sítios onde estivemos, dos amigos e familiares que encontramos;  revelar algumas fotos e distribuí-las pela casa, para as vermos quando passamos de divisão em divisão, vai trazer-nos sorrisos aos lábios sem sequer nos aperceber-nos. 
Um presente de alguém querido, também faz o mesmo efeito. A escolha é sua.

3º Faça bolos.
Obviamente os cheiros de cada casa são muito particulares. Fazem parte da identidade da casa. Os aromatizadores sintéticos não são muito do meu agrado, confesso, sou mais adepta dos aromas naturais. Um deles é o cheiro de bolo quente. Quando a minha família chega a casa, e logo na entrada eu os ouço a comentar: " Humm...que cheirinho!", estando eu a tirar algum bolo do forno, já sei que estão felizes por entrarem em casa. Não há melhores boas-vindas!

4º Invista em velas. 
As velas acesas proporcionam um ambiente único, mais relaxado, mais tranquilo. Romântico. Para além disso, quebram a rotina, se as usarmos à mesa, enquanto jantamos. Torna o jantar mais íntimo, e as conversas da família tornam-se quase sussurrantes. Não acredita? Faça o teste.

5º Disponha almofadas e mantas.
Estar sentado na sofá durante o outono e inverno, não é suficiente; para nos sentirmos aconchegados é fundamental ter uma manta macia e quente, e algumas almofadas confortáveis. Que devem estar sempre disponíveis, em cada sofá da casa. 

6º Tenha tempo.
Uma das coisas que se diz a respeito da casa, é que há sempre algo para  fazer; arrumar, aspirar, passar e dobrar roupa, as tarefas domésticas são infindáveis. Por isso mesmo, algumas pessoas não gostam de estar em casa. O segredo é: pare! 
A casa ainda não está perfeitamente limpa e arrumada, mas está razoável. Então, sente-se no sofá, estenda a mantinha nas pernas, ajeite a almofada e faça uma pausa; leia, veja um filme, ou durma uma sesta. Ou não faça nada, fique simplesmente parada, a desfrutar de fazer nada. 

7ºTenha um hobby.
Há passatempos que nos trazem grande satisfação, e além disso tornam-se úteis, como o tricô, o meu preferido, mas também o croché, a costura, etc. Ter um cesto com as lã, junto ao sofá, para tricotar um cachecol ou uma camisola, para oferecer no Natal, proporciona grande satisfação. 
Li recentemente que o tricô é uma terapia contra o stress e a depressão. Leia mais aqui.  

8º Compre bebidas quentes. 
Gosta de chá? Eu gosto imenso, e sendo do conhecimento geral,  é um presente que recebo tão frequentemente que nem tenho que comprar. No inverno sabe-me muito bem beber um chá a qualquer altura. Se prefere chocolate quente, compre daquelas misturas preparadas para juntar o leite, por ser mais prático. Mas tenha sempre na despensa, para que não tenha que dizer: apetecia-me tanto, mas não há!
Uma bebida quente em dias frios é muito reconfortante, aquece o corpo e alma. 

9º Jogos.
Os momentos em família são sempre bons, mas por vezes a monotonia instala-se, e uma forma de animar o espírito são os jogos; passar algumas horas à volta de um tabuleiro, a desenhar, gesticular, etc, é divertido e instrutivo. 

10º Casa com o mais importante.
A casa é o nosso refúgio, onde descansamos, convivemos e despimos a armadura que o exterior frequentemente nos exige. Então, o segredo para que a casa nos faça felizes, só nós o poderemos conhecer, transformando a casa naquilo que queremos.  
Cuidar da casa, investir em objectos que proporcionam conforto e identificação, tornando a casa um espaço convidativo, onde descansamos e nos divertimos, é investir em nós.

Até breve!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

"10 coisas simples para o fazer mais feliz em casa"

Via
O título do artigo motivou-me à leitura, mas logo no item um, fiquei de queixo caído:
Faça a sua cama diariamente. 

Mas pelo amor de Deus...que é isto?! Chegamos ao ponto em que se escrevem livros e artigos a ensinar o mais básico do elementar?

Uma cama demora 2 minutos a fazer.
Pessoas que não fazem camas, farão alguma coisa em casa? Lavarão a louça suja, farão máquinas de roupa? Estenderão a roupa?! Não me parece, e por isso evidentemente este tipo de pessoa não se sente bem em casa, que aliás já perdeu esta designação, mas também não lhe vou dar a outra.

Parece-me que é uma questão de hábito; quem foi educado a arrumar o quarto desde sempre, vai continuar a fazê-lo, mesmo quando sai de casa, para estudar ou trabalhar fora. Mesmo quando não divide a casa com ninguém. E claro que isso se aprende, desde criança; são hábitos que se adquirem desde que os petizes começam a brincar.

Com os meus filhos a regra era simples: no final da brincadeira arrumavam tudo, dentro das caixas, dentro do cesto dos brinquedos. Antes de se deitarem, os quartos tinham que ficar arrumados, por maior bagunça que tivessem.
Quando eram muito pequeninos, nós brincávamos com eles, e ajudávamos a arrumar. Quando cresceram, começaram a fazer essa tarefa sozinhos.

Portanto, sim, estou a contar que um dia façam as camas, aqui e em qualquer outra casa.
Puxar as orelhas aos lençóis muda o aspecto total do quarto, ainda que este esteja desarrumado fica logo com outro ar. Pronto, puxar as orelhas dos lençóis, um minuto!

E quem pensa que fazer a cama não tem muita importância, fique sabendo que é um detalhe que contribui para a felicidade a ponto de se escreverem livros sobre o assunto!

Até breve.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vínculos fortes, filhos felizes

Via
É o tema da conferência de Gordon Neufeld, psicólogo canadiano, e um dos grandes especialistas mundiais da actualidade que dedica a sua carreira à investigação das relações e vinculação entre pais e filhos. 
Entre as várias mensagens que propõe, Gordon Neufeld defende que os vínculos fortes entre pais e filhos são o caminho para futuros adultos seguros e felizes.

Para mim esta ideia faz todo o sentido, é de resto algo que ponho em prática desde que me tornei mãe, e tento divulgar aqui no blogue. 
Não creio que ser mãe e pai seja intuitivo, embora reconheça que também é, contudo acredito muito mais no conhecimento, seja através dos livros, seja através do diálogo, com pessoas que estudam e põem em prática as suas teorias. 
Aprender a ser mãe e pai demora toda uma vida e ainda assim, erramos, duvidamos, recuamos, e tentamos constantemente fazer as coisas bem. Por conseguinte, quando encontramos pessoas em quem reconhecemos capacidade  de nos auxiliar nesta jornada da maternidade, absorvemos as suas teorias, com a avidez de quem deseja desempenhar o melhor possível, este papel.
Por tudo isto, quando recebi o convite dos Filhos Felizes, para assistir à conferência deste autor, senti-me extremamente motivada. 

Gordon Neufeld tem programada uma digressão para vários países europeus, incluindo uma intervenção no Parlamento Europeu, em Bruxelas, onde se reunirá com o grupo parlamentar "Childhood Quality". Mas antes, vem a Portugal, proporcionando-nos uma oportunidade única, para o ouvirmos expor as suas ideias.

Com milhares de exemplares vendidos em todo o mundo, o seu livro "Hold On to Your Kids" está traduzido em mais de dez línguas e é considerado uma das grandes referências da psicopedagogia actual. 

Por tudo isto, divulgo esta conferência que me parece ser muito interessante, para pais, professores, educadores, e profissionais da saúde infantil. 
Se tudo correr bem, encontramo-nos lá! 

Tenham uma óptima semana! 

Conferência "Vínculos Fortes, Filhos Felizes"
 INSCRIÇÕES
Individual: 10 eur /  Casal: 15 eur
Local: Auditório Montepio, Rua do Ouro, 219 - Lisboa
Contactos:
 217 552 603

sábado, 10 de novembro de 2012

A pray for Portugal

Via
Parece que não mas está toda a gente contente com a visita da Srª Merkel .

O governo porque  vai mostrar ao país a responsável pela austeridade, que até vem cá pessoalmente, para verificar se marchamos ao toque de caixa alemã.

A oposição, que a elegeu, a par com o governo, como responsável da austeridade; porque esperam que a vinda dela provoque revolta social, e atinja desse modo o governo.

Os anárquicos, porque terão novamente oportunidade de fazer o que fazem melhor- destruir propriedade pública. Queimar contentores de lixo e agredir a polícia.

Os jornalistas, porque sem tumultos não há notícias, nem grandes cabeçalhos nos jornais.

Todos contentes por terem aqui o bode expiatório de uma situação que foi criada pelos portugueses, pelos políticos incompetentes e corruptos.

Enfim, o teatro de sempre, para enganar parolos.

Tenham um óptimo fim-de-semana, porque a segunda promete! 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dizer sempre a verdade



Que educar filhos é um dos grandes desafios da nossa vida já não é novidade, mas dentro desta classe, por assim dizer, há subclasses que apresentam graus de dificuldade, particularmente intimidantes.

Como por exemplo, ensinar os filhos a dizer a verdade, a serem sinceros.
Como em tudo, a melhor forma de ensinar é dando o exemplo, e eu sou uma das mães que se vangloria de dizer sempre a verdade aos filhos; se têm maturidade para perguntar, têm maturidade para ouvir a resposta, é o meu mote.

Mas o exemplo não termina na relação que tenho com os meus filhos; eles observam, atentamente, as minhas reacções e pensamentos expressos nas relações que tenho com os outros. Como de resto, fazem todas as crianças, com todos os pais. E se em determinadas situações, o meu comportamento é inequívoco, outras há, em que a bem da educação, da paz e tranquilidade, me calo ou adopto uma posição mais benevolente. 

É assim que a sociedade funciona, a sinceridade deve ser usada com peso e medida, evitando o risco de tornar a qualidade num defeito. Contudo, sendo esses exemplos mais subtis, escapam mais facilmente ao radar das crianças. Aliás, escapam também à maioria dos adultos, e o intuito é mesmo esse.

Recentemente, aquando da apresentação dos professores, na escola, um professor perguntou à Letícia, se tinha gostado de todos os professores; resposta pronta: - De todos, menos do Y!
( Glup…! O pai engoliu em seco)

Sinceridade e frontalidade são características da minha filha, isso é ponto assente. No entanto, ela já aprendeu há muito tempo, que tudo aquilo que pode ferir a sensibilidade das pessoas, não deve ser dito. É um limite, como muitos outros, que ela respeita. No entanto, esta é outra situação, é uma excepção, como tantas outras excepções à regra de dizer sempre a verdade e ser sincera.

E como “descalcei eu esta bota”…?

O que lhe disse foi que não deveria comentar sobre professores, aos outros professores, porque são colegas; ao que a Letícia me respondeu: - Mas o professor perguntou-me!
Óbvio, uma pergunta directa, merece uma resposta directa. (Bolas! Para além de excepções, ainda tenho que me debater com argumentos inteligentes e pertinentes!)

- Tudo bem, ele também não deveria ter feito uma pergunta dessas; de qualquer forma, ainda é muito cedo para conheceres os professores e saberes com quem simpatizas, não achas?

-Sim… respondeu ela pouco convicta. Ou porque duvidasse que a sua opinião mudaria, ou porque são regras a mais para gerir o que se diz e se cala. 

É difícil a tarefa dos educadores, mas também não é mais fácil a tarefa dos educandos!

Até breve!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012