terça-feira, 6 de agosto de 2013

Férias na Cantábria


Inicialmente o destino das nossas férias era o Pais Basco, parte espanhola. Porém, os diversos sítios que queríamos visitar ficavam mais próximo de Santander, pelo que optamos por aí ficar, e se provou um óptimo ponto de partida para as nossas incursões. Como habitualmente, foi através do Homelidays que encontramos casa, e como habitualmente, a nota foi muito positiva.

A Cantabria é uma provincia lindíssima. Ali sentimo-nos um pouco tontos de tanto olhar em redor, pois para onde quer que nos voltemos a paisagem natural é de parar a respiração; de um lado o mar azul, do outro as montanhas altíssimas, muito verdes, tão próximas da costa.


Santander é uma cidade muito bonita, com várias praias de areia fina, como nós gostamos, e um mar quase sem ondulação, com água praticamente morna. Sim, é o atlântico! Mas aqui assume outra personalidade, o danado. As crianças passavam horas dentro de água, eu entrava sem fazer as fitas habituais, e saía sem sequer me sentir arrepiada.


De Bilbao queria apenas visitar o Guggenheim. Uma amiga não me deu referências boas sobre a cidade propriamente dita, e de facto, a opinião confirmou-se. A minha curiosidade sobre o Museu era digamos... de cultura geral. Um museu com a reputação do Guggenheim, que recebe milhares de visitantes de todo o mundo, que é uma referência da arte moderna mundial, era um local a não perder. Ainda que eu estimasse, antecipadamente, que muito provavelmente não gostaria dele. Confirmou-se, a minha paixão são os artistas flamengos, do Sec.XV, e foram dois ou três quadros destes séculos, expostos no Guggeimhem que retiveram o minha atenção mais prolongadamente. Estava lá um muito curioso, com alusões a um poema de Camões, com temática de racismo. Um pouco perturbador.
Nota positiva para o facto de estar aberto até às 20h e de ser grátis para as crianças até aos 12 anos. Simpático. 


Santillana del Mar é uma das localidades mais turísticas da Cantábria, e com razão. As casas quinhentistas, ornadas com vistosos brasões sucedem-se, pelas ruas enpedradas. A Colegiata é considerada a jóia do romanico, nesta região. Fervilha de turistas, contudo existe ali uma atmosfera ainda muito autêntica, como se não tivesse sido ainda artificializada, como frequentemente acontece nestes sítios tão concorridos.

Palácio de verão da família real
Próximo encontram-se as famosas Grutas de Altamira, conhecidas pelas pinturas com cerca de 14000 anos, e Património da Humanidade. O tecto da gruta é referido como "a capela sistina do Quaternário", porém, por motivos de conservação não está aberta ao público. Visitamos a chamada neo-cueva, é a gruta que replica a gruta original, tanto em desenhos como em técnica e materiais utilizados pelos nossos antepassados, e o museu, onde existe uma informação sequencial do estilo de vida do homem pré-histórico. Ficamos bastante decepcionados por não termos visto nada de original, apenas reproduções. Mesmo assim não fomos autorizados a fotografar. Sabe-se lá porquê. Caprichos de quem manda.

Comillas é outra localidade muito pitoresca. Para além da Plaza maior, a vista para o mar, é imperdível a visita ao Palácio de Comillas, em estilo neogótico, e em cujo jardim Gaudi construiu um fantástico pavilhão. 



A visita aos Picos da Europa  foi realmente muito impressionante; fazem parte da Cordilheira cantábrica e alcançam altitudes acima dos 2500 metros. Tendo em conta que sofro de vertigens, senti que subir no teleférico até ao cume, seria o meu desafio de 2013! Cá em baixo estava calor, lá em cima havia neve. As crianças adoraram fazer uma luta de bolas de neve em julho! Fantástico.
A beleza entre montanhas, rios e desfiladeiros é extraordinária, sentimo-nos realmente muito pequeninos, ali.



De regresso a casa, passamos ainda por Oviedo, onde Woody Allen filmou "Vicky Cristina Barcelona", afirmando sobre a cidade:  "É  uma deliciosa, exótica, linda, limpa e tranquila cidade para pedestres. É como se não pertencesse a este mundo... Oviedo é como uma história de fadas". Aqui
Passeamos de braço dado pela rua, e ele confirmou-me. A frase é mesmo dele!


Quanto mais conheço da Espanha, mais gosto. As pessoas, muito simpáticas e educadas, um nível de vida muito bom, no sentido de saberem desfrutar muito melhor da vida, do que nós; gosto do rítmo descontraído de nuestros hermanos, aperitivos e cerveja nas esplanadas ao fim do dia, e parques infantis a abarrotar. Pessoas de todas as idades e tipos de corpos, na borda do mar a fazer caminhadas em biquinis, sem complexos. 
Tudo muito bem cuidado e tratado. Auto-estradas grátis. É um destino fantástico, e muito próximo de nós.

Para além de férias, estes dias foram o meu teste de Castelhano; pude provar aos meus filhos que apesar de não ter estudado espanhol, consigo ler, entender e conversar nessa língua. A brincar, levava-os a conversar em espanhol sempre que me lembrava. E aprendemos palavras novas. Ficou, assim, provada a minha teoria sobre a escolha da segunda língua estrangeira. aqui.

E pronto. Volvemos.
Até breve!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Férias!

Via
Palavra mágica que faz... magia!
Fui. Fomos.

Depois conto. 
Até breve!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Receita para o fim-de-semana: Gelado de Leite Condensado



 Como fazer*:

Colocar as bolachas ( também fica muito bem com bolacha Maria!) dentro de um saco plástico e esmagar com o rolo da massa. Reservar.
Bater as natas como para chantilly, juntar o leite condensado e parte das bolachas. Colocar tudo na máquina dos Gelados, deixar bater uns 10-15 minutos, e mesmo no final acrescentar as restantes bolachas esmigalhadas.
Levar a congelar.

Uma receita super fácil e muito saborosa. Tornou-se o gelado  preferido do momento, e com este calor, acaba-se um a faz-se outro num instantinho!

Tenha um óptimo fim-de-semana!

* Receita retirada daqui.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A intimidade constrói-se desde o berço

"Não há forma de ser uma mãe perfeita... mas um milhão para ser uma boa mãe", via
Tive uma conversa com uma senhora minha conhecida que não me sai da cabeça. Por alto, ela contava-me os problemas ( vicissitudes da vida derivadas desta crise) do filho, dos quais só tem conhecimento através do marido. O filho está com ela quase diariamente, mas conversa apenas trivialidades; não lhe conta nada de verdadeiramente pessoal.  Não confidência, nem pede conselhos.

Intimamente senti-me chocada,  e até triste, com tudo isto. 

Esta senhora trabalhou sempre fora de casa, e dedicou-se muito ao trabalho, era realmente uma parte extremamente importante da sua vida. Não sei se seria mesmo a mais importante. Consequentemente, perdeu uma série de coisas da vida dos filhos. E receio bem, que tenha perdido a oportunidade de criar vínculos de proximidade com eles.

Eu acredito que a intimidade que construímos com os nossos filhos acontece desde que nascem, de forma contínua e intensa. Quanto mais tempo lhes dedicarmos, quanta mais atenção e cuidados, maior  há-de ser a nossa proximidade. Ou seja, o tempo é proporcional à relação que desenvolvemos com eles.

Não sou nada adepta do famoso "tempo de qualidade". Para mim, esse conceito é falso e serve apenas para aplacar consciências pesadas. O tempo que passamos com os nossos filhos é reflexo da realidade; umas vezes estamos mais focados e temos mais disponiblidade para os ouvirmos e interagirmos com eles, outras vezes estamos mais ocupados com outras tarefas. E temos que nos dividir. Nada de dramático!

Porém, não estar nunca...quando começam a andar, a dizer as primeiras palavras, a chorar porque cairam,  a adormecer, a construir o primeiro puzle, a fazer os T.P.C's, etc, o vínculo não poderá desenvolver-se de forma sólida, e de confiança. Esses rituais são fundamentais para solidificar a relação pais/filhos. E o tempo ideal para tal é a infância.

Muitos pais não sabem o que os filhos fazem, com quem andam, o que sentem, o que os faz rir e chorar, e só se apercebem disso tarde demais. Queixam-se da adolescência como se o problema fosse esse, mas não é; o problema está lá atrás. Não foram íntimos antes, porque esperam essa intimidade depois?

Eu acredito que serei uma daquelas mães-amigas. A quem os filhos recorrerão para ouvir um conselho, desabafar algum problema, ou simplesmente pedir colinho.
Sinto o coração apertado só de pensar que poderia ter falhado na construção da intimidade que tenho com os meus filhos, e que isso estaria irremediávelmente perdido. Porque o tempo passou e há oportunidades que não se repetem.



Recordo-me, claramente, de observar o Duarte, bebé de dias, no berço a dormir, e pensar: "Nada desta vida é garantido; tenho que aproveitar ao máximo o tempo que temos juntos". Foi uma espécie de epifania, que me definou, totalmente, enquanto mãe.

Até breve!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jardim miniatura

Dica de reutilização: Paus de gelados para fazer a cerca!

Tenho uma paixão por miniaturas, e não me custa nada admiti-lo. A Letícia deu-me esse à vontade.  Casinhas de bonecas, serviços de louça, e jardins como este, por exemplo.

Os jardins miniatura tornaram-se uns dos  nossos presentes preferidos ( ver aqui ), por diversas razões; as crianças podem fazê-los, os materiais estão sempre disponíveis por aqui, e são do agrado de quem os recebe.

São decorativos, ocupam pouco espaço e exigem pouca atenção. Uma solução fantástica para quem não tem espaço nem tempo para se dedicar a um jardim a sério.

Uma actividade para uma tarde de férias, e pretexto para as crianças mexerem e remexerem na terra, e brincarem aos arquitetos paisagistas.

Tenha uma óptima semana!


sábado, 20 de julho de 2013

Um luxo de Verão - Jantar a dois no jardim


Há algumas refeições que evito fazer, porque as crianças não gostam mesmo n-a-d-a. O que quer que seja de marisco, por exemplo; nem o aroma ( "cheiro", segundo eles!), toleram. Portanto, quando o jantar é a dois, costumo desforrrar-me, cozinhando iguarias como este prato de camarão.

Imprevisivelmente as crianças ficaram a jantar em casa de familiares, e os camarões congelados saltaram apressados da arca. Temos que aproveitar o momento!
Acompanhamos com uma garrafa, das pequenas, ( ideal para dois ) de Mateus rosé, bem geladinho.

Um daqueles luxos que eu tanto aprecio, jantar no jardim, comida gostosa, com música de fundo, num agradável tête à tête.

Camarões Picadillo *

Saltear uma cebola picadinha em azeite, até ficar transparente; juntar 2 dentes de alho e molho de tomate. Uma pitada de canela, 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico, 1/4 de colher de açúcar, meio copo de vinho branco. Temperar com sal e malagueta em pó. Deixe cozer em lume baixo, cerca de 15  minutos, até reduzir.
Juntar os camarões para cozer durante 3-4 minutos.
Servir com arroz branco, e cornichons e beterraba em conserva.

Tenha um óptimo fim-de-semana!


* Receita retirada e adaptada daqui.