segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Leite materno

Via Saúde

São sobejamente conhecidos os benefícios do leite materno, nomeadamente o aumento da imunidade do bebé, e protecção da mãe contra o cancro da mama, mas há ainda muitos mais pontos positivos, o que torna a amamentação materna em algo efectivamente especial. Porém, algumas mulheres não podendo amamentar, e ainda assim não se conformando, procuram o leite materno produzido por outras. Isto não é novo, sempre aconteceu, as mães de leite foram muitos comuns no passado, e nem sequer longínquo; havia ainda algumas mulheres que amamentavam os filhos das outras, enquanto amamentavam os seus, por uma questão de solidariedade. Sei, inclusivamente, de alguns casos de pessoas que foram amamentadas assim, as mães não tinham leite, ou estavam a trabalhar, e as crianças com fome, chegavam a subir em banquinhos, o que revela algum detalhe sobre a idade. 

O que acontece actualmente, é que graças à internet a venda de leite materno está agora mais exposta; quem não conhece quem tenha leite em excesso, ou não tenha na proximidade pode agora adquirir à distância de dois cliques, por assim dizer. Contudo, como em tudo o resto que se encontra à venda online, também aqui pode haver má fé, e pessoas pouco escrupulosas a tentar ganhar dinheiro fácil. Mas diferente ao tudo o resto, o leito materno será ingerido por bebés, o seu único alimento, e aquilo que deveria proporcionar saúde pode causar danos gravosos. E todavia, parece que o negócio está em alta e em expansão. 

Se para todas as transacções online se aconselha cuidado, neste caso parece-me por demais gritante, aconselhar prudência em alto nível. Aliás, para ser totalmente sincera, isto é algo que pessoalmente nunca aconselharia.

O mercado online de leite materno está a crescer (mas pode ser mau para os bebés)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Referências televisivas



Tenho uma adolescente em casa a ver a RTP Memória, como a minha mãe!A descobrir séries que gosta a e gravá-las, com intenção de ver todos os episódios. E com "Chefe mas pouco" ri às gargalhadas, como poucas vezes. 
Será do guarda-roupa vintage? Será das historinhas inocentes? Pode ser disso tudo, mas realmente gosta!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Telemóvel na escola?

Há cada vez mais escolas, em mais cidades e países, a proibirem o uso de telemóvel aos alunos. Vi, no ano transacto, uma notícia sobre uma escola algures no norte de Portugal, onde esta interdição já estava implementada, inclusivamente, onde já era aceite pelos alunos que discorriam sobre os diversos benefícios que daí estavam a retirar. 

Os pontos negativos são conhecidos, alunos distraídos nas aulas, que à socapa enviam e recebem sms's, ou até visualizam vídeos, conversam no chat do WA, aos mais graves, como gravação de vídeos dentro da sala de aula. Há ainda a ponderar o uso exacerbado do telemóvel nos intervalos, em que tudo gira em seu entorno, seja para as constantes fotografias a publicar nas stories do Insta, e noutras aplicações de moda que vão surgindo, como actualmente o Tik Tok, a ficarem simplesmente agarrados  ao telemóvel, sem interagirem com os colegas. Na semana passada, em reunião com os E.E. da turma da Letícia o DT afirmou que estava muito preocupado com a forma como parte da turma passa os intervalos, sentados no chão do corredor, à porta da sala, cada um com o seu telemóvel; nem sequer saem para o exterior, nem conversam uns com os outros. Não sei se os pais têm noção desta forma nova de estar dos filhos, mas se connosco estão permanentemente com os aparelhos nas mãos, a ver isto e a fazer aquilo, será de supor que essa prática se estende a todas as ocasiões. É, portanto, caso para estarmos todos preocupados.

Temos que aceitar que os jovens, agora, interagem de forma diferente, que isso inclui o telemóvel, não podemos é assumir essa aceitação incondicionalmente; como em tudo no resto, para que as coisas não descarrilem completamente, e se mantenham algo equilibradas e saudáveis, temos que impor e exigir regras. E se em casa, não permitimos telemóveis à mesa, por exemplo, porque se permitiria na Escola? É apenas mais um ponto de conflito e stress para professores e alunos, e então, depois do Natal, a escalada aumenta, com os alunos entusiasmados com os seus telemóveis último modelo. Mas que proveito se poderá tirar daqui?! 

Curiosamente, a CONFAP é contra a proibição dos telemóveis na escola, mas sinceramente, eu que nunca votei para nenhum membro desta instituição, e normalmente nem sequer me sinto representada por ela, mais uma vez, discordo. Não será a interdição dos telemóveis na escola que vai afastar os jovens das novas tecnologias - mas que ingenuidade acreditar nisto- nem lhes provocará atrasos de aprendizagem nesta área, há outros meios ao dispor, que as escola possuem, de forma controlada e cronometrada, por assim dizer. São regras. 

Felizmente, cada vez mais escolas se apercebem que esta medida é necessária para benefício dos próprios alunos, as Associações de pais, confirmam-no, e os próprios alunos, após o devido período de ressaca, também compreendem e aceitam. 
Espero que esta medida seja largamente implementada, e escola a escola está a acontecer, eventualmente acabando por se alcançar a escala nacional. Por vezes é assim, do particular para o geral as mudanças fazem-se e acontecem, por serem, comprovadamente, exemplos a replicar.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Dica de leitura: "História da Menina Perdida"

Via
É o quarto livro da saga "A amiga Genial", e desde a primeira linha agarrou-me à leitura, tal como os anteriores. 
Lenú começa uma nova etapa da sua vida, mudando-se para Nápoles, e naturalmente a aproximação a Lila acontece, quando a vida desta também muda, mais uma vez, por caminhos inesperados e até visionários, próprios aliás de uma inteligência e argúcia superiores.
Confesso que não suspeitei da trama principal que se urdia por detrás da narrativa evidente, e portanto, a grande tragédia que se concretiza neste último livro, apanhou-me de surpresa e chocou-me. É o momento das revelações. 
Não poderei dizer muito mais, sob pena de desvendar precocemente um livro que merecer ser lido sem grandes pistas, além desta - a ler!

A escrita de Elena Ferrante é consistente e fluída, sendo que neste quarto volume se nota um esforço maior para que a obra termine a um nível superior, quase que como um anti-clímax do próprio desenlace do enredo. 

Título: História da Menina Perdida
Autora: Elena Ferrante
Editora: Relógio D'Água
Nr. de Pág. 421

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Ano feliz

Festejamos a entrada no ano novo porque precisamos de acreditar que a vida será melhor, que os dias vindouros serão felizes, e que para trás ficaram os problemas, as recordações más. Mas o tempo não se compadece realmente com o calendário dos homens, avançamos por ele, com as nossas questões às costas, as pendências permanecem, umas maiores outras menores, mas ficam, irão sempre connosco. 
Precisamos de esperança para crer num amanhã melhor, esquecendo que esse amanhã depende em grande parte de nós, hoje, nós é que devemos evoluir, mudar, transformarmo-nos, e isso apenas é da nossa responsabilidade. Um pouco de sorte ajudará, porém parecendo ela tão aleatória mais vale que confiemos, sobretudo, naquilo que podemos fazer, naquilo que está ao nosso alcance.

Ao olharmos ao nosso redor, poderemos pensar que não há muitas razões para celebrar, nem para ser optimistas, o desafio para 2020 é de nível elevado, mas não devemos sucumbir à tentação de mergulhar na negatividade catastrófica, enredando-nos no pessimismo irreversível, nem tão pouco de mergulhar na negação, enfiando a cabeça na areia, vivendo uma vida superficial e cor de rosa.

Estar no mundo sabendo que não lhe pertencemos é fazer o caminho do meio; estarmos conscientes do que nos rodeia e não permitir que nos afundemos na derrota, fazendo apesar de tudo, da nossa vida uma vida feliz.

Votos de um ano iluminado!