quinta-feira, 18 de maio de 2023

Dica de Leitura - Lídia



Katherine Paterson é uma autora americana, mais conhecida pelas obras infantis, nascida na China em 1932; foi distinguida com diversos e prestigiados prémios, tenho inclusivamente um dos seus livros sido adaptado ao cinema, "Ponte para Terabita", aliás um filme muito bonito, sobre a imaginação e amizade, que aconselho. Ela acredita que temas de adultos devem ser apresentados às crianças, por exemplo, neste filme, a morte. 

Esta história passa-se em Vermont nos E.U. em 1843. O pai de Lídia tinha partido, em busca de sustento para a família, deixando a mulher com os quatro filhos; Lídia é a mais velha, e com apenas 13 anos já substituí a mãe, em praticamente tudo. Porém, após um episódio com um urso, a progenitora decide mudar-se para junto da irmã e cunhado, o que Lídia rejeita, e se propõe a ficar com o irmão, Charlie, de 11 anos, a tomar conta da propriedade. Aguentam à base de coelhos bravos e sopa de casca de árvore, e sentem-se até animados por estarem a conseguir manter tudo como antes, entretanto, chega uma carta da mãe, avisando-os de que alugara a quintinha, para pagar dividas, e enviando um e outro para destino diferentes.

Após alguns acontecimentos, Lídia acaba por mudar-se para Lowell, Massachussets, pretendendo trabalhar como empregada fabril, o que consegue. É uma trabalhadora excelente, tem como objectivo economizar dinheiro para pagar as dívidas e reaver a quinta, para onde pretende voltar com a família, por isso se revela uma operaria competente e produtiva. Fica hospedada numa casa que aloja somente mulheres que também trabalham nas fábricas, e aí faz amizades que a iniciam no amor aos livros. 

É impossível não se sentir ternura por uma miúda de 13 anos que já carrega a família às costas. Que sonha com o regresso do pai desaparecido, e a reunificação da família. Que se esforça para além do humanamente suportável, sendo apenas uma criança. Que sonha com o seu pedaço no mundo. Lídia possui os valores certos, sem nunca ninguém lhe ter ensinado, o amor à natureza e à liberdade guiam-na na superação de si mesma. Não se contenta, avança e progride, passo a passo. 

É uma narrativa muito fácil de ler, aconselho para todas as gerações, sobretudo para as mais jovens, para que aprendam como viviam e trabalhavam as pessoas no Séc.XIX. Como era o ambiente nas fábricas, e de como as pessoas podiam chegar ao ponto de trabalhar por um prato de comida. 

Foi um daqueles livros que comprei no Stuff Out, e creio que não será fácil encontrá-lo publicado, pelo que aconselho a procura em Bibliotecas, alfarrabistas, e negócios em segunda mão. Relembrem as minhas propostas aqui.


Título: Lídia

Autora: Katherine Paterson

Editora: Ambar

Nr de págs: 218

terça-feira, 16 de maio de 2023

Mesa do Dia da Mãe ( pode ser todos os dias)

 


Fiz a mesa para o dia da Mãe, no último domingo, uma semana depois de ser celebrado em Portugal, porque no devido fim-de-semana a Letícia esteve ausente. Pus pela primeira vez os pratos pintados à mão pela Anna Vitória, que conheci na Feira de Natal, em Braga, e por cujos pratos me apaixonei. A partir de um, do verde, encomendei os restantes três, dentro do mesmo tema; tem tudo aquilo que adoro, flores, abelhas,libélulas, borboletas, e joaninhas. Nunca antes um prato vazio me tinha dado tanta alegria! 


E para o restante da mesa era o que já tinha, embora a toalha de mesa, em crochet e bordado à mão, pelas famosas bordadeiras da Lixa, nunca tivesse usado. As flores silvestres apanhei no monte, e adorei o resultado, fazem um centro de mesa muito alegre. 

Em suma, o dia da mãe não é um dia que eu especialmente adore, não mais do que os outros dias, foi somente um pretexto para pôr uma mesa bonita, e especial. Coisa que também se pode fazer a qualquer dia. 

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Arroz de Favas, Ervilhas Secas e Germinados

 


Tinha umas favas frescas compradas ao agricultor na Feira da terra, ervilhas secas que demolhei apenas uma hora, e um frasco com germinados de alfafa. Pareceu-me que daria uma óptima combinação e de facto assim foi, um arroz muito nutritivo, caldoso e saboroso. 

Arroz de Favas, Ervilhas Secas e Germinados

Ingredientes:

Uma malga de favas frescas peladas

Uma chávena de ervilhas secas, demolhadas

Uma chávena de germinados de alfafa

Meia chávena de arroz carolino(para 2 pessoas)

Meia cebola

Meio dente de alho

Azeite, sal e pimenta a gosto


Como fazer:

Colocar a cebola e alho picados numa caçarola com um fio de azeite e deixar estalar; juntar um pouco de água quente ou caldo vegetal ( tanto melhor), e as ervilhas, e deixar cozer cerca de 15 minutos. Juntar as favas, e mais água e deixar cozer. Acrescentar mais água ou caldo vegetal, e o arroz lavado, e deixar cozinhar. No momento de desligar, adicionar por fim os germinados, e tapar a caçarola. 

Verter para a travessa e polvilhar com pimenta preta moída na hora. 

Para fazer germinados, ver aqui. 

terça-feira, 9 de maio de 2023

Dias de mãe

Se me perguntarem qual foi a coisa mais importante que fiz na vida, direi sem hesitar que foi ser mãe.
Era o Duarte bebé de poucos meses, quando um dia debruçada sobre ele, o observava no berço enquanto dormia, e de repente me vem aquele pensamento, de pureza cristalina: Desfruta dele todos os dias, não sabemos quanto tempo temos. Não o entendi como mau-agouro, mas alerta para que a infância do meu filho não me escapasse sem que me apercebesse. Como acontece a tantas mães, e como tantas vezes as ouvi suspirando, tarde demais. 
Mantive-me fiel àquela espécie de epifania, e por ela guiei a minha vida. Dei-lhe aquela reviravolta invulgar, de largar o trabalho e me concentrar na família, a criar os meus filhos, a fazer deles a minha prioridade. A aprender a ser altruísta, aprender sobre educação, sobre mim, sobre as crianças. A querer melhorar, a ter noção de que pode ler-se amplamente sobre os temas mas a experiência de cada um é diferente, e não há fórmulas únicas, temos que improvisar e adaptar, e que porém, em tudo isso só há uma constante sólida que unifica tudo e lhe dá sentido, o amor.
 
A responsabilidade de cuidar dos filhos, alimentando-os, lavando-os, curando-os, para que cresçam saudáveis e fortes e mais além, ensinando-lhes sobre a vida, os valores que nos guiam, dando espaço para que a personalidade de cada um cresça e se manifeste com confiança, ajudando-os a desenvolver carácter próprio para que reivindiquem o seu lugar no mundo.

Ver os filhos a escolher caminho, a fazer opções, a afastarem-se em direcção a vidas próprias, e ficar bem com isso, é outra aprendizagem. Por muitos anos a vida da mãe se entrelaça e confunde com a vida dos filhos.
 
Não sei se algum dia o trabalho de uma mãe estará terminado, se algum dia deixaremos de velar sobre eles. Desconfio que não, e como acredito nas almas que animam estes corpos também credito que isso não tem propriamente importância, estamos enredados por laços etéreos para toda a eternidade. 
Estou cada vez mais convicta de que não há tempo nem distância, apenas o amor conta.

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Funerais

A minha mãe raramente ia a funerais, era o meu pai que habitualmente ia, por ele, ou em representação da família, mas depois da morte do meu pai, passou a ir a todos os funerais que aconteciam. Parecia que semanalmente havia um, era pelo menos a impressão que tínhamos, pelos comentários dela. Tentávamos dissuadi-la, achávamos que ela mal conhecia as pessoas que morriam, pelo menos a maior parte, mas ela justificava-se, de todas as vezes. 

Parece,viemos a saber mais tarde, que chorava sempre. Para nós aquilo era muito despropositado, não compreendíamos. De repente deixou de ir, nem ao de pessoas próximas, dizia que não conseguia. Nunca mais foi. Como se tivesse andado a fazer uma cura, e catarse feita, voltou ao molde original.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

"Casas-de-banho Mistas"

 As Escolas têm falta de Psicólogos, Terapeutas da fala, Assistentes Sociais, e Operacionais, o que faz o governo? Promove as casas de banho únicas! Não pensem, caros pais, que isto é apenas uma medida economicista, que colocar novas tabuletas nas portas dos W.C.'s saí mais barato, e até pelo caminho se faz um jeitinho a um compadre que possui uma empresa de Letreiros e avisos. Não, isto é uma Agenda que vai a todo o vapor destruindo a Infância. 

As crianças estão a ser doutrinadas para a sexualidade precoce, através dos desenhos animados, música, moda, em todo o lado, inclusivamente na Escola, com a disciplina de Cidadania, que muitos Encarregados de Educação acreditam, ingenuamente, que serve somente para ensinar "boas maneiras" e valores cívicos. 

Nada disto é novo para quem segue esta agenda há mais tempo, porém agora estão estes psicopatas sentindo-se mais ousados, e já pronunciam discursos publicamente que deveriam fazer os pais agir na erradicação destes dementes, tal como em Espanha o fez, a Ministra da Igualdade Irene Montero ao afirmar " que os meninos e meninas tinham direito a ter sexo com quem lhes desse na gana". 

Portanto, nada disto é fortuito, muito menos inconsequente. Os pais devem, mais do que nunca, ficar vigilantes e acompanharem os filhos com a máxima proximidade e atenção. 

Para se informarem sobre o tema sigam a Maria Helena Costa, que tem sido uma incansável defensora das crianças e infância. 

Ler mais aqui, sobre as casas de banho comuns.