segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Tempestade de Verão

 


Primeiro, o céu ficou escuro no horizonte

depois, um ribombar distante ouviu-se.

As abelhas já tinham desaparecido das flores

e as aves voavam em direcções diferentes.

Tudo se compunha 

como numa peça de teatro em que cada um se põe em seu lugar.

Avancei para sentir o vento

que dobrava já as copas das árvores

sem resistência, antes com natural deleite.

A trovoada aproximava-se mais forte, 

e clarões iluminavam o céu pontualmente.

Levantei os braços como se abarcasse tudo o que viria,

Soltei o cabelo, descalcei-me para sentir a terra. 

Pareceu-me natural entregar-me sem reservas nem entraves.

E a cada trovão eu sorria, dizendo:

Vá, acorda-me desta hipnose profunda.

Desperta o meu divino ser! 

A chuva caiu grossa,

o cheiro da terra levantou-se no ar, como inebriante perfume ancestral. 

Tudo se conjugava para me libertar memórias. 


( A chuva está prevista, oxalá ocorra. Novamente. )


quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Biodiversidade não é mito!

 

Faltam as joaninhas pretas e vermelhas, mas tb vieram!

Nunca antes me apercebi tão bem de como funciona a biodiversidade! Talvez porque fui eu a responsável para que isso aconteça no nosso jardim, ao plantar tantas e diversas flores e plantas, e também esteja mais vigilante, mas é realmente maravilhoso ver que funciona. 

Começo as manhãs por dar uma voltinha no jardim e observar as plantas, e encontro sempre algum insecto novo, a diversidade de aranhas é fascinante, não me impressionam nada, são apenas outro habitante no jardim, mas a quantidade de abelhas, vespas, abelhões, borboletas, joaninhas ( estas são pretas com bolinhas amarelas, mais raras por aqui), saltitões,louva-a-Deus, e outros cujos nomes desconheço, assim como este melro mais destemido que durante dias seguidos veio desafiar os vigilantes predadores. Gatos, gatos... por vezes desesperam-me...

Uns consigo fotografar, outros são mais fugazes, mas ainda assim fico contente só de os ver aqui. Tão precioso!

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Estórias para boi dormir



A conversar com familiares fico a saber que ambos, na casa dos quarenta, se queixam de falhas de memória, e que atribuem  à substância experimental inoculada, em 2 doses; contam também dos diversos amigos que se queixam de cansaço, nunca mais tiveram a mesma resistência de antes, e que uma colega dela chegou mesmo a ficar paralisada das pernas durante uma semana. 

São pessoas que aderiram à inoculação, e que acreditaram em tudo o que o mainstream lhes disse, e nas promessas feitas. Agora, devido à experiência pensam de outra forma. Isto era algo que eu temia, que as pessoas só conseguissem perceber a fraude quando a sentissem na pele. Porém, há pessoas que continuam a crer em tudo o que o jornalixo propala, e as explicações para óbitos acima da média são do mais ridículo que se possa imaginar, desde vagas de calor, e alterações climáticas, passando por duches a mais, e orgasmos, tudo serve para não nomear a realidade. Até a alegria de passar nos exames, como aconteceu a este estudante!


Vivemos uma realidade surreal, distóptica, e a verdade tem sido camuflada, suprimida, manipulada, com o mainstream a agir de forma totalmente cúmplice. 

Podemos contar apenas com o Página Um, jornalismo independente, que aliás tem tido alguns dos seus artigos copiados, pelos jornais mais conhecidos da nossa praça, sem nunca o nomearem. Uma das iniciativas que o Página Um teve foi levar a tribunal entidades ligadas à Saúde, por recusarem acesso a documentos, e números. 

Porém, outras questões se levantam, irão os tribunais funcionar em prol da verificação da verdade?! Serão os responsáveis por estes 10 mil óbitos mensais chamados a capítulo?! Os responsáveis pela ditadura sanitária sairão incólumes dos seus actos?! 

Perante a realidade dos números parece que estes "profissionais de saúde, gestão de pandemias e militares" começam a atribuir a culpa a toda a sociedade, dizem "é um falhanço de todos...", a sério que vão por essa via novamente?! Quando as coisas parecem correr bem, a vitória é pessoal, e são aclamados como heróis, quando a coisa dá para o torto, a responsabilidade é de todos. Embrulhem! 

BASE DE DADOS DA MORBILIDADE E MORTALIDADE HOSPITALAR
Amigo da ministra Marta Temido “mutila” informação e serve sucedâneo para esconder caos do SNS

A comunicação social que ignora o que se anda a passar com a nossa democracia será a responsável por um dia acordarmos numa ditadura plena…

Aquilo que se anda a passar em termos de obscurantismo é um absurdo.

E se os tribunais não funcionarem em defesa dos cidadãos, esqueçam…

Página Um

Depois disto tudo, continuar a acreditar no mainstream e políticos é de uma enorme falta de maturidade. É praticamente infantil. É urgente querer ver a realidade tal como ela é, assumir a responsabilidade pela nossa vida, não a delegando a estranhos que continuamente são noticiados por casos de corrupção e desonestidade. Porque é isto que temos, não é?! Ou esqueceram-se, entretanto?!  

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Como agir em agueiros


Eu já tinha lido sobre agueiros, creio que me apareceu um alerta nas redes sociais, partilhado por alguém, e embora me tenha dedicado a ler, e lembro-me perfeitamente porque nunca tinha ouvido falar deles, quando estivemos na situação, no momento, não consegui identificar! 

Numa praia pequena, com poucas pessoas, e vigiada, bandeira verde, mar tranquilo, apanhei um dos maiores sustos da minha vida, quando tão próximo da areia, senti que a corrente nos impedia de nadar em direcção à praia. Estávamos em grupo, só família. Foi um sentimento de impotência e incompreensão, e só quando a nadadora-salvadora, me disse que havia ali um agueiro entendi tudo!

A corrente puxa para dentro do mar, não vale a pena cansarmo-nos a tentar nadar, mais vale flutuar, e nadar para as laterais, a partir do momento que não se sente o mar puxar, nadar para terra. Entretanto, o nadador-salvador vai perceber que há banhistas aflitos e virá ajudar com instruções e até salvamento, se for caso disso. 

É uma daquelas situações em que à primeira vista nada faz prever o perigo. 

terça-feira, 26 de julho de 2022

As flores do jardim

 


Não há como a Primavera e Verão para nos deslumbrarmos com os jardins. Começar o dia observando as flores é uma das formas mais satisfatórias que conheço, para entrar num novo dia com alegria e boa-disposição. 
 
Os ingleses fazem uma coisa muito interessante e bonita, dentro das suas localidades, que é abrir os seus jardins ao público, e jardineiros e não-jardineiros, mas certamente apreciadores de jardinagem, impregnam-se de beleza, inspiração e motivação, usufruindo de momentos mágicos. Gostava imenso que uma tradição dessas se estabelecesse também em Portugal, mas a globalização parece contemplar apenas o menos positivo. Enfim, vamos passeando virtualmente pelos jardins da net. 


A jardinagem é uma actividade terapêutica, momentos de ligação entre as pessoas, natureza e reino animal. E quem não tem jardim não deve retrair-se por falta de espaço, passamos a vida a encontrar desculpas, mas a situação e momento ideal não existe. 


Aproveitem então o que têm, uma varanda uma marquise, o interior da casa! Estes dias contaram-me sobre alguém que tem um verdadeiro jardim dentro de casa, só na sala tem mais de 100 plantas! Impressionante, não é?




Ver a evolução do jardim ao longo das estações é também algo novo para mim, o desafio é continuar a ter plantas viçosas e flores coloridas, durante os meses de outono e Inverno. E aprender os nomes, e características. É sem dúvida um plano a longo prazo, que a cada dia me provoca sentimentos de recompensa e gratidão. 

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Agricultura Regenerativa - a terra é abundante!


Também a forma como praticamos a agricultura me está a levantar muitas dúvidas e questionamentos. É violenta, não somente para a terra, com produtos nefastos, técnicas invasivas e agressivas, como para as pequenas criaturas que vivem nela, e como para o trabalhador, e por isso ninguém quer ter esta profissão. 

Estive na última feira de Esposende e impressionou-me que ali só havia agricultores idosos. E quando deixarem esta vida? Muito preocupante. Mas por outro lado, as pessoas têm direito de escolher um modo de vida mais fácil. E se isso fosse possível na Agricultura? Começo a pensar que sim, é possível. 

Os procedimentos tradicionais na Agricultura baseiam-se em ideias de dificuldade, dedicação total e constante, e falta! Falta de tudo, inclusivamente de dividendos que possibilitem uma vida tranquila.

Isto reflecte a ideia promovida globalmente de "falta". Porém, o planeta é abundante, leio constantemente comentários dos meus "amigos" que se dedicam ao cultivo, a dizerem "aquilo nasceu ali sozinho", e por outro lado sei que naqueles países onde as colheitas são constantes ou bi-anuais, é onde mais fome se passa. Existe aqui um contra-senso que não tem explicação senão nisto: a narrativa da falta foi e é promovida, constantemente, e isso reflecte-se no inconsciente colectivo.

Em vários vídeos que vi do Canal no YT, Epic Garden, ouvi testemunhos de pessoas que em espaços mínimos conseguem cultivar metade do que a família consome, numa família de 5 chegava até aos 85%. Uma das senhoras dizia que trabalhava no quintal apenas 4 horas por semana. Um outro, demitiu-se do emprego para se dedicar ao cultivo do seu espaço, de forma não só a prover a família mas também a retirar dividendos que lhe permitam viver. O que têm em comum estas pessoas? Fazem agricultura de forma diferente, com outras técnicas, mais respeitosas com a terra e o meio ambiente, em colaboração com outros seres que também vivem na terra. E como essa nova atitude é linda a natureza recompensa-os. 

É pois, possível, cultivar a terra com sucesso, de forma facilitada, em comunhão com o reino animal e vegetal, e ter abundância. 

Mais vídeos inspiradores aqui, aqui e aqui.