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segunda-feira, 13 de julho de 2020

Uma Oportunidade única

Como todo o resto na vida, a Quarentena também teve aspectos positivos. Eu vi-os, sim, duvido é que a maioria das pessoas tenha também reparado. E a minha dúvida consubstancia-se com os números astronómicos de calmantes e anti-depressivos que foram e são vendidos. 
Ora um dos grandes aspectos positivos, foi o tempo que as pessoas tiveram para si mesmas. Não havia forma de escapar, não havia trabalho (ou menos horas), não houve tempo perdido em transportes e viagens, não houve problemas alheios, criados no emprego, que roubam energia e foco, enfim, o exterior fechou-se, parcial e substancialmente, reduziu-se, nos obrigando a recolher-nos. 

Confinados em casa, víramo-nos para aqueles que também estão no seu interior, a família, e a própria casa. Por isso, tanta gente falou que fez limpezas e arrumações procrastinadas há anos, iniciou jardins e hortas em terrenos até aí mais ou menos esquecidos, cozinhou e fez pão frequentemente, e claro, quem tinha filhos, sobretudo de baixa idade, teve também, e talvez principalmente, que se virar para eles, apoiando, esclarecendo, guiando, na continuação do ano escolar. 
Tudo isto é aquilo que habitualmente faço, à parte a escola por ter filhos já autónomos, e portanto, para mim a rotina não foi novidade, e aliás, aprecio-a deveras. Continuei a ter tempo para mim, para as leituras, e mais intensamente para a minha educação espiritual, na qual estou cada vez mais focada. Por tudo isto, foi-me um tempo grato e proveitoso. Em contrapartida, por regra, aquilo que vi e ouvi foi exactamente o contrário, e lastimo que assim seja; que este tempo oferecido/imposto não tenha servido para quem, habitualmente, assoberbado pelo trabalho, afazeres de casa e família, não tenha encontrado um certo tempo para se descobrir, para reflectir sobre si e sua vida. 
Eu tenho bem claro que é dificílimo, senão praticamente impossível conciliar emprego e família, com desenvolvimento pessoal, e portanto viver, é disso que se trata. 

Engana-se quem pensa que viver é trabalhar, comer, dormir, pagar contas, casar, ter filhos, pagar mais contas e com sorte, adquirir casa e carro próprios, e ir de férias. Isto são actividades que na realidade nos distraem e afastam no nosso primeiro propósito, aqui. Todas essa actividades são viradas para a materialidade, e obviamente que quem se identifica apenas com este lado da existência, concentra-se neles, mas quem acredita que somos mais do que um corpo físico, tem tendência a procurar alcançar outros objectivos, e o primeiro caminho para o fazer, é o do auto-conhecimento. Creio que a maioria das pessoas ainda acredita que somos mais do que este corpo. Para isso, necessitamos de tempo disponível para nos virarmos para dentro, todavia, tudo na vida nos empurra para fora. E desligamo-nos. 
Pois esta quarentena, e agora o prolongamento para muitos ainda, proporcionou a oportunidade para tal. E contudo, as pessoas entraram em pânico; descobrira-se vazias, sem o emprego. Não se reconheceram sem aquilo que habitualmente fazem, como se aquilo fosse o que são, e não apenas um meio de proporcionar o pagamento de contas. Poderia dizer também realização profissional, mas não creio que a maioria das pessoas o sinta, infelizmente. 
Frequentemente, as pessoas confundem quem são, com aquilo que fazem e possuem, e quando isso lhes é retirado, o que fica? Nada. E ser nada é avassalador, fica-se sem chão. E porém, essa tontura vertiginosa, pode ser a oportunidade do renascimento, para abrir a janela para um mundo interior que tem existido negligenciado; ou então, mais fácil, escolher o adormecimento, os tais calmantes que provocam o torpor do corpo e mente. Até que tudo isto passe, como um pesadelo. 

Os números não mentem, revelam qual foi a escolha feita pela maioria. E se por um lado lastimo, por outro compreendo, todos temos o nosso tempo, nesta escola que é a vida, mas havemos todos de chegar lá. 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Síndrome de Estocolmo

Sei de famílias, a viver em apartamentos, com crianças pequenas, que durante a quarentena não saíram de casa, uma única vez. O medo era tão grande, que o confinamento foi levado ao extremo, e desde o dia um, nem sequer um passeio na natureza, longe de todos, foi feito. Obviamente que as coisas não correram bem; o humor geral estava de rastos, a disposição fosse para o que fosse era nula, a boa vontade na colaboração inexistente. No quesito Escola idem; os mais pequenos faziam birra, e nem castigos nem prémios, os incentivaram ou demoveram. A paciência dos pais que, por norma, já não é acima da média, também não ajudou. 
Dominados pela pressão extra, que resultava em frustração, o ano lectivo, ficará para estas famílias como uma experiência de má memória, acima da própria quarentena. 

Lamento muito por estes agregados familiares. Sobretudo pelos filhos, que foram reféns do medo dos pais e do país. E certamente, ficarão marcados para sempre. Já antes imaginava que sim, toda esta história "do bichinho muito pequenino que ninguém vê e que anda no ar", como um pequenito me disse da varanda, iria deixar mossa. E já antes previa que muitos precisariam de ajuda psicológica para o ultrapassar; e portanto, confirma-se, quem antes berrava para sair de casa, ir ao parque infantil e brincar com os amigos, agarra-se agora às pernas da mãe, com medo de se afastar. 

 

terça-feira, 9 de junho de 2020

Pacientes assintomáticos não contribuem para a propagação do vírus - OMS

 
Via Ohh deer blog

Eu não conheço ninguém que tenha morrido de covid-19, nem sequer tenha estado ou esteja doente. E quando pergunto a outras pessoas, a resposta também tem sido negativa. Portanto, conheço já muitas vítimas deste vírus. A minha amiga, que finalmente tinha encontrado trabalho ( aos 56 não interessa quase nada a experiência, grau universitário, bom aspecto, desenvoltura), foi dispensada na véspera de começar, após período provatório. Ao casal de vizinhos que estão ambos em layoff e desde já muito apreensivos. A loja, pequeno negócio de família, que já fechou portas, por não aguentar as contas que chegaram; a caixa solidária, que diariamente é enchida e esvaziada, no centro da vila; a amiga da minha filha, cujos pais com vencimentos reduzidos, lhe disseram que já não pode ir para o curso que quer, porque não conseguem pagar uma Faculdade longe de casa. E etc. , etc. . 
E isto, estou convencida, receio muito que esteja apenas a começar, que seja apenas a ponta do icebergue. 

Portanto, todas as vezes que as pessoas clamam por segurança, reagindo contra aqueles que ousam retomar a vida, seja porque foram a uma manifestação, à praia, ao restaurante, à esplanada, e por aí fora, deviam lembrar-se que estão a recusar aos outros a liberdade de tentarem prosseguir com a vida. Estão a negar, devido ao próprio medo, a possibilidade de outros ganharem a vida, exercendo as suas diversas actividades, que suportam todas estas pessoas, e que fazem girar a economia. 
Lembro-me daquele meme que circulou, com um homem dentro de um caixote de cartão, dizendo: perdi o emprego, o carro, 20.000€, e a casa, mas venci o covid-19! 
Passaram aquela ideia de que vale tudo, para não apanhar o covid19. Até mesmo perdermos a nossa liberdade. O medo, tão eficazmente propagado pelos media, entrincheirou as pessoas, paralisou-as. Mas não estão agora a fazer o contrário, pois não? Propagando constantemente as boas notícias. Como esta:

Pacientes assintomáticos não contribuem para a propagação do vírus, revela Organização Mundial da Saúde


Pois não! Porque os media vendem muito melhor as más notícias.

Por conseguinte, estivemos fechados em casa 3 meses, inutilmente. E economia parou desnecessariamente.
Eu não contribuí para os números de vítimas do corona vírus, prossegui a minha vida e deixei os outros prosseguirem com a deles, estou satisfeita e apaziguada. E por isso, vos insto, procurem a informação nos sítios alternativos ao mainstream; procurem artigos e entrevistas de cientistas, bacteriologistas, epidemiologistas, aqueles que conhecem a matéria, e desde o início tiveram um discurso tranquilizador com conhecimento de causa. Se ainda estão dominados pelo medo, cada vez há mais pessoas a compreender a grande farsa que tudo isto foi, procurem quebrar essas correntes que vos aprisionam, vivam e deixem viver!

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Prisioneiros sem Guardas

Se já antes, exprimir uma opinião contrária à de quem conversávamos tinha, podia ser complicado, por frequentemente ser entendido como "está contra mim", e não, "tem apenas uma opinião diferente da minha", agora, no que respeita toda esta história do vírus, passou a ofensa lesa-majestade.

O pânico é tão grande que a maioria das pessoas se ressente profundamente, com quem não vibra na mesma onda. E discursos razoáveis e tranquilizadores são como insultos para os seus ouvidos. Quanto mais, comportamentos e acções, opostas aos promovidos pela segurança absoluta nacional; passamos a inimigos, sem direito a defesa ou compreensão. O julgamento é público e sumário. E a pena aplicada sem perdão. 
E assim renasceu o espírito pidesco, que muitos julgavam desaparecido. A falta do espírito crítico, que nunca foi apanágio das massas, possibilitou cárcere invisível, que nem do controle governamental precisa para se fechar; entrincheirou-se por dentro, e atirou, pela guarita, as chaves lá para fora e longe, onde dificilmente alguém poderá chegar.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Afinal não sou a única!




"Usar uma máscara é igual a fechar a boca, silenciar, não receber oxigénio, não sorrir para os outros ou beijar meus entes queridos.

Isso nunca deve tornar-se realidade e normal na nossa sociedade, nem deve ser apoiado e aceito por nós!

Eu nunca usarei uma máscara apenas para seguir alguns conselhos e decisões muito duvidosos feitos por pessoas que não usam máscaras quando aparecem em público.

Eu escolho respirar e viver a vida todos os dias exactamente como a mãe natureza quer que eu faça e sei que isso me manterá salvo e saudável."


Immanuel Cape

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Vamos sair disto todos melhores?

Diziam por aí que vamos sair disto tudo melhores pessoas. Que era uma lição transformadora que iria mudar toda uma sociedade. Todo o planeta! Mas aquilo que eu tenho visto desde que a "pandemia" começou leva-me a pensar, que não. E eu até sou uma pessoa optimista. Aquilo que vi, ouvi, e li levam-me a concluir que as pessoas continuam as mesmas; algumas deixaram cair as máscaras, revelando a verdadeira essência. Nesse caso, não são as mesmas, mas são as mesmas.

O que dizer das "patrulhas de policiamento digital", que armadas dos respectivos telemóveis, fotografaram quem andava na rua, os negócios abertos, quem caminhava, quem parava a conversar, para publicar nas redes sociais, a condenar? E aqueles que se lhes juntavam, insultando os "criminosos", apelando à prisão, à criação do departamento policial só para estes casos, e número telefónico de denúncia?!
O que dizer daqueles que na rua se armaram em rufias, mandando bocas, fazendo caretas e gestos reprovatórios, dando ordens como se fossem polícias? 
E dos verdadeiros polícias, que em jeito de pequenos ditadores, retiraram do mar o surfista, levando-o na carrinha para a esquadra? Os que ordenaram que saísse, à senhora que lia, solitariamente, num rochedo? As que obrigaram outra senhora a levantar-se da areia, porque na praia só se pode estar, circulando? E os que fecharam todo um centro comercial, porque a ordem tinha vindo "de cima"?! Enfim, de baixo a cima houve gente a estar muito mal, nesta história.

Mesmo nos blogues mais levezinhos, que leio, porque também gosto disso, de moda e decoração, as autoras continuam com as suas vidas de sempre. A preocupação expressa é a mesma de outrora, quando poderei usar este jumpsuit, poderei ir de férias? E ir ao restaurante X que saudades, a encomenda das almofadas para o sofá nunca mais chega, etc. Não houve reflexões profundas sobre a vida, o que poderiam mudar, o que poderiam melhorar. Continua tudo igualzinho. Só com mais medo. 

Portanto, parece-me que a grandeza dos acontecimentos não tem forte impacto na mudança; há quem acorde para o que realmente conta, quando bateu ligeiramente com o carro, e bastou o susto do impacto, e há quem não acorde nem com a ameaça de morte que, supostamente, paira sobre a cabeça. 
Por isso, nesta cena toda, saiu cá para fora o melhor e o pior de cada um de nós. Entrou em pânico quem é de entrar em pânico, manteve a calma quem é de manter a calma; ajudou o outro quem já ajudava antes, ficou sentado a ver a banda passar, quem já antes assim estava. Foi a reboque quem já andava atrelado, decidiu para si quem já o antes o fazia. Cresceu enquanto pessoa quem já tinha potencial, revelou a sua verdadeira faceta quem andava mascarado. 
Não, não vamos sair daqui todos melhores. Foi intenso, continua a sê-lo, mas o que irá sair daqui, será o que cada um quiser, e na nossa diversidade, queremos todos coisas diferentes.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Tele-trabalho com crianças?

Li isto no FB, e gostei:

"Se está a trabalhar a partir de casa, devido a limitações impostas pelo COVID-19, é ok se a voz das suas crianças surgir nas suas chamadas. Sabe que mais? É de facto a casa delas, e o seu espaço, e elas já estão sendo privadas das suas actividades desportivas e escolares, portanto o minímo que podemos fazer é aceitar esta situação. Portanto, experimente o "mute" nas suas chamadas, e quando tiver que falar, ligue-o, e não se preocupe com isso, algumas chamadas são aborrecidas e precisam de música de fundo, como os seus filhos a gritar ou o seu cão a ladrar. Estes são sons da vida...

( Ramez Mohzen-Fausi, managing director Janssen Naf) 

segunda-feira, 11 de maio de 2020

"APELO PARA A IGREJA E PARA O MUNDO aos fiéis Católicos e aos homens de boa vontade"


 Veritas liberabit vos.
Jo 8, 32


Num momento de grave crise, nós, Pastores da Igreja Católica, em virtude do nosso mandato, consideramos que é nosso dever sagrado dirigir um Apelo aos Nossos Irmãos no Episcopado, ao Clero, aos Religiosos, ao Povo santo de Deus e a todos os homens de boa vontade. Este Apelo é subscrito também por intelectuais, médicos, advogados, jornalistas e profissionais que concordam com o seu conteúdo, e é aberto à subscrição de quantos desejem fazê-lo. Os factos demonstraram que, com o pretexto da epidemia do COVID-19, se chegou, em muitos casos, a violar os direitos inalienáveis ​​dos cidadãos, limitando, de modo desproporcional e injustificado, as suas liberdades fundamentais, entre as quais o exercício da liberdade de culto, de expressão e de movimento. A saúde pública não deve e não pode tornar-se um álibi para desprezar os direitos de milhões de pessoas em todo o mundo, e muito menos para que a Autoridade civil negligencie o seu dever de agir com sabedoria para o bem comum; isto é ainda mais verdadeiro à medida que crescem as dúvidas, levantadas por diversas partes, sobre a efectiva contagiosidade, perigosidade e resistência do vírus: muitas vozes autorizadas do mundo da ciência e da medicina confirmam que o alarmismo sobre o COVID-19, por parte dos media, não parece absolutamente justificado.

Temos razões para crer, com base nos dados oficiais relativos à incidência da epidemia no número de mortes, que existem poderes interessados ​​em criar pânico entre a população com o único objectivo de impor permanentemente formas de inaceitável limitação das liberdades, de controlo de pessoas, de rastreamento das suas deslocações. Estes métodos de imposição arbitrária são um prelúdio perturbador da criação de um Governo Mundial isento de qualquer controlo.

Acreditamos também que, em algumas situações, as medidas de contenção adoptadas, incluindo o encerramento das actividades comerciais, determinaram uma crise que prostrou sectores inteiros da economia, favorecendo a interferência de poderes estrangeiros, com graves repercussões sociais e políticas.

Estas formas de engenharia social devem ser impedidas por aqueles que têm responsabilidades governamentais, adoptando as medidas destinadas a proteger os seus cidadãos, de quem são representantes e em cujo interesse têm uma séria obrigação de agir. Da mesma forma, ajude-se a família, célula da sociedade, evitando penalizar injustificadamente as pessoas débeis e os idosos, forçando-os a dolorosas separações dos seus entes queridos. A criminalização dos relacionamentos pessoais e sociais também deve ser julgada como parte inaceitável do plano daqueles que promovem o isolamento dos indivíduos, a fim de melhor manipulá-los e controlá-los.

Pedimos à comunidade científica que esteja atenta para que os tratamentos para o COVID-19 sejam promovidos com honestidade para o bem comum, evitando escrupulosamente que interesses iníquos influenciem as escolhas dos governantes e dos organismos internacionais. Não é razoável penalizar medicamentos que se mostraram eficazes, geralmente baratos, apenas porque se pretendem privilegiar tratamentos ou vacinas que não são igualmente válidas, mas que garantem às empresas farmacêuticas lucros muito maiores, agravando as despesas da saúde pública. Recordamos igualmente, como Pastores, que, para os Católicos, é moralmente inaceitável tomar vacinas nas quais seja usado material proveniente de fetos abortados.

Do mesmo modo, pedimos aos Governantes que estejam vigilantes para que sejam rigorosamente evitadas as formas de controlo dos cidadãos, seja através de sistemas de rastreamento, seja com qualquer outra forma de localização: a luta contra o COVID-19, por mais grave que seja, não deve ser o pretexto para favorecer intenções pouco claras de entidades supranacionais que têm fortíssimos interesses comerciais e políticos neste plano. Em particular, deve ser dada a possibilidade aos cidadãos de recusarem estas limitações da liberdade pessoal, sem impor qualquer forma de penalização para aqueles que não pretendem fazer uso de vacinas, métodos de rastreamento e de qualquer outro instrumento análogo. Considere-se também a óbvia contradição em que se encontram aqueles que adoptam políticas de redução drástica da população e, ao mesmo tempo, se apresentam como salvadores da humanidade sem terem legitimidade alguma, seja política ou social. Finalmente, a responsabilidade política de quem representa o povo não pode absolutamente ser confiada a técnicos que até reivindicam para si mesmos formas de imunidade penal no mínimo inquietantes.

Apelamos energicamente a que os meios de comunicação se empenhem activamente para uma exacta informação que não penalize a discordância, recorrendo a formas de censura, como está a acontecer amplamente nas redes sociais, na imprensa e na televisão. A exactidão da informação exige que seja dado espaço a vozes que não estejam alinhadas com o pensamento único, permitindo aos cidadãos que avaliem conscientemente a realidade, sem serem fortemente influenciados por intervenções parciais. Um confronto democrático e honesto é o melhor antídoto para o risco de impor subtis formas de ditadura, presumivelmente piores do que aquelas que a nossa sociedade viu nascer e morrer no passado recente.

Recordamos, por último, como Pastores responsáveis ​​pelo Rebanho de Cristo, que a Igreja reivindica firmemente a própria autonomia no governo, no culto, na pregação. Estas autonomia e liberdade são um direito inato que Nosso Senhor Jesus Cristo lhe concedeu para a prossecução das finalidades que lhe são próprias. Por este motivo, como Pastores, reivindicamos firmemente o direito de decidir autonomamente sobre a celebração da Missa e dos Sacramentos, assim como pretendemos absoluta autonomia nos assuntos que sejam da nossa imediata jurisdição, como as normas litúrgicas e os métodos de administração da Comunhão e dos Sacramentos. O Estado não tem direito algum de interferir, por qualquer motivo, na soberania da Igreja. A colaboração da Autoridade Eclesiástica, que nunca foi negada, não pode implicar, por parte da Autoridade Civil, formas de proibição ou de limitação do culto público ou do ministério sacerdotal. Os direitos de Deus e dos fiéis são a lei suprema da Igreja, que esta não pretende, nem pode, derrogar. Pedimos que sejam eliminadas as limitações à celebração pública dos serviços religiosos.

Convidamos as pessoas de boa vontade a não se esquivarem do seu dever de cooperarem para o bem comum, cada um segundo o próprio estado e as próprias possibilidades e em espírito de fraterna Caridade. Tal cooperação, desejada pela Igreja, não pode, contudo, prescindir nem do respeito pela Lei natural, nem da garantia das liberdades dos indivíduos. Os deveres civis, aos quais os cidadãos estão vinculados, implicam o reconhecimento, por parte do Estado, dos seus direitos.
 
Somos todos chamados a uma avaliação, coerente com o ensinamento do Evangelho, dos factos presentes. Isto implica uma escolha de campo: ou com Cristo ou contra Cristo. Não nos deixemos intimidar nem assustar por aqueles que nos fazem crer que somos uma minoria: o Bem é muito mais difundido e poderoso do que aquilo que o mundo nos quer fazer crer. Estamos a lutar contra um inimigo invisível, que separa os cidadãos entre si, os filhos dos pais, os netos dos avós, os fiéis dos seus pastores, os estudantes dos professores, os clientes dos vendedores. Não permitamos que, com o pretexto de um vírus, se apaguem séculos de civilização cristã, instaurando uma odiosa tirania tecnológica na qual pessoas sem nome e sem rosto possam decidir o destino do mundo, confinando-nos a uma realidade virtual. Se este é o plano a que se pretendem curvar os poderosos da terra, saibam que Jesus Cristo, Rei e Senhor da História, prometeu que «as portas do Abismo nada poderão» (Mt 16, 18).

Confiamos os Governantes e aqueles que regem o destino das Nações a Deus Omnipotente, para que os ilumine e os guie nestes momentos de grande crise. Lembrem-se de que, tal como a Nós, Pastores, o Senhor julgará pelo rebanho que nos confiou, também julgará os Governantes pelos povos de que têm o dever de defender e governar. Peçamos com fé ao Senhor para proteger a Igreja e o mundo. A Virgem Santíssima, Auxílio dos Cristãos, possa esmagar a cabeça da antiga Serpente e derrotar os planos dos filhos das trevas. 

in Veritas liberabit vos


Este apelo tocou-me profundamente, pela clareza, e lucidez de análise da nossa actual realidade. Vivemos tempos dramáticos, aqui se decide o futuro. Por nós, pelos nossos filhos, pelas crianças de todos. Por isso o partilho, e subscrevo também. 

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Somos fortes!

Estou aqui a pensar em quando o Duarte teve varicela; uma amiga educadora de infância aconselhou-me a pôr a Letícia a dormir na mesma cama, para ficar contaminada. Teriam 4,5 anos. Quanto mais cedo ficar imune, melhor, disse-me ela. 

O nosso corpo é uma maquina perfeita e maravilhosa, e tem forma de combater a doença; temos é que investir no aumento de imunidade, não em vacinas contra tudo o que é vírus, como se estes fossem diabólicos. Aliás, os vírus fazem parte de nós, de mundo, da vida. Vamos ficar todos esterilizados? Numa bolha limpinha. Só pode ser o sonho de algum psicopata.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

O que tem de bom?

Os Espiritistas, na pessoa de Divaldo Pereira Franco, dizem que a Quarentena tem o mérito de trazer as pessoas de volta ao lar, à família. E isto, incontestavelmente, é bom. Muito. 

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Um , dois, três... partida!

Via
Estou a descobrir por estes dias, estas semanas, uma série de coisas que fazem muita falta cá em casa. Coisas que avariaram, outras cuja falta nunca dei conta, e outras que preciso de substituir porque já não posso olhar para elas. Podia comprar algumas online, podia, mas por um lado embirro solenemente pagar portes de envio ( portanto, o que comprei ofereciam-no), por outro, penso que estamos quase-quase (o presidente não vai renovar o estado de emergência - Ai Liberdade, ai Constituição, amadas!), e dizia eu, quase, a poder sair de casa ( sim, já sei com a devida cautela, máscara, luvas, desinfectante e um pau bicudo de um metro, para picar quem se distrair e aproximar-se incautamente -mas eu só usarei máscara e luvas se for forçada por Lei!), e portanto, compro na loja física porque é preciso ajudar o comércio local, sobretudo o português. E se eu antes já preferia o Made in Portugal, agora estou determinada a resistir ainda mais a tentações.

Entretanto, faço a lista, comparo preços, informo-me de horários e stocks. E não quero saber dos que nas redes sociais, proféticos e malévolos, já predizem que mal se possa sair à rua vai ser uma euforia de irresponsáveis aos magotes que vão trazer o covid109 de volta. Assim como assim ele nunca foi embora, e de qualquer forma eu nunca gostei de magotes. Nem de passeios nas marginais. Por isso continuo confiante. *

* Este post foi escrito ao abrigo do Discurso Politicamente Incorrecto.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Pandemais?

" Dados do INE indicam que em 2016 morreram por doenças respiratórias 13474 residentes em Portugal, 12,1% de todas as mortes... 

Por dia, morreram 37 pessoas por doença respiratória. ...

Dos 13474 óbitos por doenças respiratórias, em 6006 a causa de morte foi Pneumonia (44,6%)... "
https://www.ondr.pt/files/Relatorio_ONDR_2018.pdfhttps://www.ondr.pt/files/Relatorio_ONDR_2018.pdf


E não foi declarado Estado de Emergência, em 2020 com 500 óbitos foi.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

A mesma tempestade

Quando vejo um daqueles desenhos das crianças a dizer "vamos ficar todos bem", sorrio; a infância é tão doce e confiante. Quando vejo um adulto a escrever a mesma frase, apetece-me gritar-lhe: Acorda, és alguma criança?!

Não estamos todos no mesmo barco, há barcos, barquinhos e barcarolas, enfrentamos sim, todos, a mesma tempestade. 
E já há sinais alarmantes disso:

"A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, disse este domingo à Renascença que “nunca viu nada assim”, referindo-se ao aumento dos pedidos de ajuda à instituição no contexto da pandemia de Covid-19, que neste momento já chegaram a 55 mil.
"Estamos a falar de 11.500 novos pedidos de apoio alimentar só este domingo de manhã. E isto são agregados familiares...
São pessoas de profissões muito, muito diversas. Desde os motoristas de taxi ou de Uber, pessoas que trabalham em ginásios, fisioterapeutas, dentistas, trabalhadores de circos ambulantes, feirantes, cabeleireiras, manicures, pessoas das profissões ligadas ao turismo. E aquilo que temos hoje é um grande número de pessoas que, de repente, não têm qualquer rendimento ou remuneração."
in Renascença

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Nunca fui muito de rebanhos

Já tenho idade para saber que ninguém convence ninguém, e que a maioria gosta de acreditar no que a maioria acredita; devem estar certos, pensam eles sem o pensar. Sentirem-se acompanhados gera um certo calor que os aconchega.
Compreendo, e estou em paz com isso. 

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Dica de leitura - Vozes de Chernobyl

 
via

Ando para aqui a postergar esta dica de leitura por causa do vírus. As coisas já estão tão más que a referência a um livro com histórias profundamente dramáticas, devido à explosão de um reactor nuclear em 1986, na Ucrânia ( mas que afectou mais ainda a Bielorrússia pela proximidade e vento) me parecia demasiado. Estes dias, lavrou pela mesma região um incêndio, e aquela terra ainda tão contaminada, sofreu mais uma desgraça, que aliás os ventos podem levar a outras regiões da Europa. Portanto, que isto seja uma espécie de homenagem àquele povo, e um alerta, para que mais pessoas saibam o que ali se passou, e quão heróicos foram os que se sacrificaram por um bem maior. Maior até do que o próprio pais, pois na época se mais reactores explodissem a tragédia abrangeria todo a Europa. Esse risco existiu. Eu não tinha noção de nada disto. E por último, esta leitura faz diversos paralelismos à nossa actual conjuntura, que merece reflexão.

O livro é da autoria de Svetalana Alexievich, que recebeu o Nobel da Literatura em 2015, e que inventou um novo género: "romance de vozes", ou seja, as personagens são quem narra, são os próprios intervenientes das suas histórias, captando a cada um a sua essência. Logo na primeira história as lágrimas caíram-me pelo rosto, molhei a página e fechei o livro, pensando, como vou conseguir ler isto até ao fim? Mas senti que era importante fazê-lo, aliás um dos desabafos destas pessoas era que ninguém quereria saber das suas histórias, temos que lhes provar o contrário, que nos importamos. Para outros, era importante que as suas histórias fossem recolhidas, como exemplo da maior catástrofe tecnológica da história da humanidade. Fosse como fosse, era importante ler. E consegui, graças a uma estratégia que se revelou eficaz mas não partilharei aqui. Se alguém quiser saber, por querer ler o livro, envie-me um email.

O livro comoveu-me intensamente pelas histórias pessoais, por vezes tão simples, como o dos recém-casados, ela amava-o tanto, não podia amá-lo mais nem que ele tivesse saído dentro do seu ventre; como a da velhinha que antes de partir de sua casa lhe dirigiu palavras de gratidão e despedida; das crianças que já não correm pelas florestas a colher bagas e cogumelos. Pelo amor à Natureza, a um estilo de vida simples, tão simples como a do mundo rural do séc. XIX. E pela fé, pela crença em Deus, que nem o regime comunista conseguiu destruir. Isto espantou-me, não estava de todo à espera.

Há tantos excertos que quero partilhar, vai dar um post gigante, mas vou tentar conter-me. 

Quando aconteceu, a explosão foi relatada como um simples incêndio, os bombeiros dirigiram-se para a central em mangas de camisa. As pessoas continuaram com as suas vidas, janelas abertas para arejar, crianças a brincar na rua. E a verdade foi ocultada por muitos dias, e depois minimizada. As populações foram tranquilizadas. E finalmente, a culpa era do inimigo, ataque de alguma nação hostil, provavelmente os E.U. . Isto tudo coincidiu com a Perestroika, o desmembramento da Rússia, per se, um evento devastador a diversos níveis, que não ajudou propriamente na resolução eficaz deste acidente.

Ao falarmos do desastre de Chernobyl lembramo-nos das pessoas, mas sobretudo pela Bielorrúsia ser um pais predominantemente rural, esquecemo-nos dos campos e dos animais; o sacrifício dos animais foi algo que marcou profundamente aquelas gentes, mudando-as inclusivamente. Os campos e as árvores estavam fecundos por colheitas excepcionais, e ter que deixar para trás, subitamente, o produto do trabalho, foi-lhes penoso e incompreensível; tudo parecia normal e tentador, estava portanto contaminado pelo átomo nuclear, que pela invisibilidade lhes era algo alheio e até imaginário. Alguns colhiam e comiam às escondidas, regressando de noite às suas casas; Chernobyl assustava-os menos do que deixar as batatas por apanhar, continuaram a colher e a comer, o ano fora tão bom! P.156

Para alguns, coube-lhe na vida uma tríplice de catástrofes inimagináveis para nós, o Gulag Estalinista, a Segunda Grande Guerra e agora Chernobyl; " a memória sugeria-nos...Temos sempre vivido em ambiente de horror, sabemos viver em ambiente de horror, é o nosso habitat. Quanto a isto o nosso povo não tem igual..."p.207

Aos milhares de soldados, juntaram-se os voluntários, para limparem a radiação, " do ponto de vista da nossa cultura, pensar em si próprio é egoísta, há sempre algo maior" p.175, e portanto estes homens foram postos a trabalhar sem equipamento especial, sem qualquer preparação, prosseguindo onde os robots falhavam, e recebendo após cada turno, vodka, para lhes limpar a radiação. Como limpavam e lavavam a radiação das ruas, das casas, dos objectos é tragico-cómico, ao lermos agora. Mas na época, o desconhecimento do nuclear era geral e vasto. 

As pessoas começaram a morrer, maridos, filhos, irmãos. De formas nunca antes vistas e aterrorizadoras. E a verdade foi-se divulgando, as pessoas começaram a querer saber de quem era a culpa. Quem é o responsável, quem são os responsáveis? É provavelmente a pergunta que não cala ainda hoje. Estes depoimentos, foram 500 no total, foram recolhidos 10 anos após o desastre, e as pessoas estavam ainda atordoadas, na dor, na incompreensão. 

Naquela zona, as pessoas não se dizem russas ou bielorrussas, são chernobylianos. Uma raça à parte, de quem muitos fogem e temem. Os seus filhos têm doenças congénitas, os cancros atingem percentagens absurdas, quase que se transformaram em casos mitológicos. As jovens não querem casar com eles. As taxas de mortalidade ultrapassam as de natalidade, havendo por isso um declínio demográfico. p.20 Suspeitam, e receiam, estar em extinção como outros povos antes deles.

Cada testemunha, desde o trabalhador agrícola, ao médico, investigador, engenheiro, oferecem relatos de uma profundidade espectacular, reflectidos, com a sagacidade de filósofos invulgares. É de uma beleza pungente.

Chernobyl continua bela, selvagem e luxuriante, mas está contaminada e estará por milhões de anos. 
Este é mesmo o livro que todos deveriam ler! 

sexta-feira, 17 de abril de 2020

A autópsia de um equívoco - Covid19

André Dias, PhD., é Doutorado em Modelação de Doenças Pulmonares pela Universidade de Tromso, na Noruega. A instituição que o acolheu é uma das mais prestigiadas do mundo na área de investigação em epidemiologia.
Tal como já escrevi aqui, o pânico lançado pelo Covid-19 deve-se aos jornalistas, foram eles que manipularam as massas, instigando-as a pressionar os governos, não permitindo que os filhos fossem à escola, e fechando o comércio, exortando pelas redes sociais, ao fecho do país. 
A opinião de investigadores e profissionais, altamente qualificados, da saúde foi simplesmente descartada. Se estes não tiverem um discurso condizente com os propaladores da desgraça, são simplesmente silenciados, os media não lhes dão voz. Em conformidade, deram destaque a um matemático português, cujas previsões catastróficas se revelaram incorrectas. E graças a Deus! Porque Matemática é uma coisa, e Saúde é outra ciência, e dela entendem os profissionais da sua área. 
Aconselho a que ouçam esta entrevista e considerem que, por exemplo, em 2017 houve um dia em Janeiro que morreram 578 pessoas (num só dia!), e 278 foram por gripe.

Lamento muito que tantos estejam a viver, estes dias, completamente amedrontados e em pânico. A informação correcta não está nos telejornais, nem nas notícias do mainstream. Mas existe.


quarta-feira, 8 de abril de 2020

Uma coisa boa e bela por dia


Todos os dias há uma coisa boa e bela. Às vezes, engraçada.

Da primeira vez que vi este vídeo no FB fiquei fascinada, acho que o vi em loop umas dez vezes. Continuo a achá-lo super divertido.